Criminosos balearam o vereador Cabo Deyvison (PL), de 37 anos, e o assessor dele, Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O atentado aconteceu na noite desta segunda-feira, 15, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel.
O assessor filmava uma transmissão ao vivo no momento do ataque e morreu depois do ocorrido. Já o parlamentar sofreu ferimentos nas pernas. Ocupantes de um veículo passaram pelo local e dispararam diversas vezes contra as vítimas. Os tiros atingiram a parede atrás do político.
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O ataque ocorreu pouco antes das 22h. Cabo Deyvison aguardava do lado de fora da UPA e acompanhava uma mulher e uma criança mordida por um cachorro, segundo a direção da unidade.
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Socorristas prestaram atendimento ao assessor Alyson Dyego, mas ele não resistiu aos ferimentos. Cabo Deyvison recebeu os primeiros socorros na UPA. Em seguida, uma ambulância transferiu o vereador para o Hospital Regional Tarcísio Maia.
Cabo Deyvison cumpre o primeiro mandato como vereador em Mossoró, depois de ser eleito em 2024. Ele atuou por mais de 13 anos como policial militar no Ceará antes de ingressar na política. Atualmente, ele é pré-candidato à Câmara dos Deputados.
Atuação de Cabo Deyvison contra facções criminosas
A equipe de Cabo Deyvison divulgou uma nota nas redes sociais e informou que o estado de saúde do parlamentar é estável. O comunicado também lamentou a morte do assessor. “Neste momento de dor e preocupação, pedimos orações pela recuperação de Cabo Deyvison e pela família da vítima”, diz o texto.
Segundo a Polícia Civil, o vereador era o alvo do ataque. Os investigadores apuram se o crime tem relação com denúncias do parlamentar sobre a atuação de facções na cidade. O político frequentemente remove pichações de organizações criminosas e grava vídeos na rua para desafiar criminosos.
Depois do crime, a polícia encontrou o carro suspeito abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros. O veículo passará por perícia. No local do atentado, os agentes recolheram um carregador de munição calibre 5.56, utilizado em fuzis. A corporação confirmou o uso de armamentos de uso restrito na ação.
O delegado Renato Oliveira, responsável pelo caso, classificou o atentado como “bárbaro”. Além disso, ele afirmou que a ação colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde da UPA. “É uma atitude extremamente violenta e criminosa que precisa de uma resposta”, afirmou.






































Apoio total ao delegado.