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Política

Viana pede ajuda do governo para prorrogar em 30 dias a CPMI do INSS

O colegiado tem menos de 20 dias para encerrar as investigações; senador deve acionar o STF se não firmar acordo

Senador Carlos Viana e deputado Paulo Pimenta durante a CPMI do INSS
Senador Carlos Viana e deputado Paulo Pimenta durante a CPMI do INSS | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou, nesta quinta-feira, 12, que tenta costurar um acordo com os líderes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prorrogar os trabalhos do colegiado por mais 30 dias.

Viana levou, nesta quinta-feira, antes da sessão, a sugestão ao deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que é o coordenador da bancada governista na comissão. O petista, entretanto, ainda não deu uma resposta.

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Saiba mais:

CPMI e Alcolumbre

A ideia de Carlos Viana surge depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não se manifestar em relação a prorrogação do prazo da CPMI do INSS em mais 60 dias, como o senador vem defendendo desde o início do ano.

O presidente da Casa tem se mostrado resistente, em um ano eleitoral, à prorrogação do funcionamento do colegiado, assim como à instalação de outras comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que buscam investigar o escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outras figuras de poder.

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Um exemplo é a CPI do Banco Master, proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que já reúne mais assinaturas do que as 27 necessárias. Ainda assim, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) não autorizou sua instalação.

CPMI do INSS no STF

Carlos Viana, depois da sessão de quinta-feira, afirmou que deve entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal até esta sexta-feira, 13, caso o governo não dê um parecer favorável à prorrogação.

O presidente da comissão ainda sinalizou a aliados que deve pedir que o caso seja distribuído ao ministro relator do inquérito dos desvios no INSS, André Mendonça, com quem se reuniu na noite de quarta-feira 11.

As duas alternativas de prorrogação estudadas por Viana surgem a apenas duas semanas da data limite para que a CPMI finalize os trabalhos e entregue o relatório, que ficará a cargo de Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Mesmo com o acordo, a palavra final pela prorrogação é de Alcolumbre.

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