Vice de Lira afirma que ‘não há clima’ para apreciar a PEC do voto ‘impresso’ no plenário da Casa

'Me parece que a racionalidade está tomando conta da maioria dos partidos', disse Marcelo Ramos
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O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou que o voto “impresso” não deve prosperar na Casa. “Usamos o sistema eletrônico desde 1996 e nunca tivemos um indício de fraude”, declarou, em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira, 12. “É surreal que gastemos tempo com isso”, acrescentou, ao mencionar que confia, totalmente, no software dos equipamentos eleitorais.

Conforme noticiou a Revista Oeste, ministros do Supremo Tribunal Federal articulam-se para derrubar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema. A partir de então, 11 líderes partidários iniciaram a troca de membros a favor da PEC na comissão que analisa a medida. “Me parece que a racionalidade está tomando conta da maioria dos partidos”, disse Ramos. “Não vejo ambiente para a aprovação dessa matéria”, concluiu.

Especialista levanta dúvidas sobre o software das urnas

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Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios, e gravado num flashcard”, explicou Brunazo, no mês passado, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Leia também: “O que você precisa saber sobre o voto impresso”, reportagem publicada na Edição 54 da Revista Oeste

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18 comentários

  1. Mais um politiqueiro imbecíl opinando a mandado. Ou bobão, não interessa que técnico A ou B diga. Interessa é a opinião da maioria do povo constantemente contrariada por idiotas do seu quilate.

  2. Esse cínico, de tão canalha que é, saiu do PCdoB e foi para o PL que, ao menos no nome se diz liberal, o que podemos concluir que tanto faz ser liberal ou comunista segundo esses partidos que poderia juntar tudo num mesmo balaio que não fará diferença alguma. Em vista a qualidade dos atuais representantes desse estado tanto no senado quanto na câmara, não estranho que o que aconteceu ali na área da saúde, seja algo imprevisível, pelo contrário.

  3. Deputado do Amazonas devia ir cuidar da corrupção que grassa lá na sua terra. Confia no software da urna. Ele já viu uma linha de código para dar esse tipo de opinião?

  4. O Brasil entregue a vagabundos, ignorantes e corruptos, que chegam ao ponto de determinarem que no processo digital desenvolvido para nossas urnas eletrônica, não existem possibilidades de fraudes, e daí não se fazem necessários mecanismos de auditoria, mesmo à revelia de nossa Constituição.
    Essa, já há muito utilizada para interpretações após interpretações, para se adequar ao que uma minoria ínfima de brasileiros entende que deva prevalecer no Brasil!
    O absurdo dos argumentos para suas negações à criação de mecanismos de auditoria, é tão imenso que chega a ser constrangedor, pois que, sequer a quantidade de dólares gastos todos os anos pelos bancos para se defender dos hackers e criminosos, não lhes dão um mínimo de vergonha na cara para deixarem de afirmar tamanho hipocrisia e desfaçatez!
    Isso é o que podemos esperar do atual Congresso e STF, que juntos aglutinam um número expressivo de criminosos que se auto protegem, numa continua produção de sabotagens e traições contra o País!
    Fomos omissos, descansados, incrédulos, agora não podemos nos afastar das lutas após lutas para higienizar o País desse cancro!

  5. Esse cara age sempre contra o governo Bolsonaro. Se políticos como esse, o STF e a grande mídia do ódio desprezam o VOTO IMPRESSO, fica claro a necessidade de implanta-lo. Procura-se a TRANSPARÊNCIA BRASIL, a TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL, o CONTAS ABERTAS e outros exigentes órgãos que exigem transparência até nos resultados dos exames clínicos do presidente Bolsonaro, para se manifestarem.

  6. “Usamos o sistema eletrônico desde 1996 e nunca tivemos um indício de fraude”, declarou, em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira, 12. “ Essa é a frase descabida desse deputado. Imagine o grau desse representante do povo, mergulhado numa inocência de criança. Se não foi verificado fraude justamente porque o sistema é fechado e não permite qualquer auditoria. Bolsonaro e o povo estão querendo apenas transparência. Por que a resistência?

  7. Ah, esse palhaço se faz de bobo. Na verdade o voto impresso interessa a quase nenhum deles, uma vez que um monte deles se elege através de fraude.

  8. Você utilizou o termo errado, seu imbecil. Vocês, do parlamento, são todos I-R-R-A-C-I-O-N-A-I-S. São contra o voto auditável, porque, com ele, jamais se reelegerão.

  9. Esse Marcelo Ramos perde a oportunidade de ficar calado. Mais um B….. a se somar aos demais imbecis que teimam em subestimar a inteligência dos macacos na República das Bananas. Espero que ele e outros tantos sejam jogados no lixo da História nas próximas eleições. O povo brasileiro precisa de transparência na apuração de seu voto e que as Urnas (AUDITÁVEIS) os condenem ao esquecimento.

  10. Tá mais do que provado que o avanço VEM DAS RUAS.
    Dia 18/07 VOLTAMOS ÀS RUAS.
    Congresso militante em sua maioria, joga com o STF igualmente ideologizado.

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