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Política

Virada Cultural: Justiça determina que prefeitura explique aumento de R$ 43 mi

Decisão ocorreu depois de ação popular movida pelo deputado estadual Leo Siqueira (Novo-SP)

A virada Cultural está programada para ocorrer nos dias 24 e 25 de maio | Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
A virada Cultural está programada para ocorrer nos dias 24 e 25 de maio | Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

O juiz Randolfo Ferraz de Campos, do Tribunal de Justiça de São Paulo, deu um prazo de 72 horas para a prefeitura da capital paulista explicar o aumento de R$ 43 milhões no orçamento da Virada Cultural 2025. A decisão ocorreu depois de uma ação popular movida pelo deputado estadual Leo Siqueira (Novo).

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Criada em 2005, a Virada Cultural é um evento pago com o dinheiro dos pagadores de impostos. É realizado simultaneamente em várias regiões de São Paulo, com o intuito de promover 24 horas ininterruptas de apresentações artísticas.

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Deputado estadual Leo Siqueira (Novo) | Foto: Divulgação/Leo Siqueira

O orçamento do evento saltou de R$ 11 milhões para R$ 54 milhões às vésperas do evento  — quase cinco vezes o valor inicial.

Juiz pede documentos que comprovem a necessidade do aumento

Campos determinou que a prefeitura apresente documentos que comprovem a necessidade do aumento. Além disso, exige que seja detalhada a origem dos R$ 43 milhões extras.

O juiz quer saber, por exemplo, informações sobre possíveis cortes em outras áreas do serviço público para viabilizar o aumento do orçamento do festival.

Alguns pontos da decisão são considerados mais críticos. Um deles é a contratação da SPTuris, empresa de transporte vinculada à prefeitura, no valor de quase R$ 30 milhões. De acordo com Siqueira, a contratação ocorreu sem processo licitatório. A Justiça quer explicações sobre a real necessidade do gasto e a possibilidade de superfaturamento.

A administração municipal também deve divulgar todos os contratos firmados para o evento. Os documentos devem conter a relação completa de fornecedores, os valores pagos, além dos critérios utilizados na seleção dos artistas.

“Falta de planejamento para a Virada Cultural” 

Siqueira criticou o que ele chamou de “falta de planejamento e ausência de processos licitatórios para a contratação de cantores como Léo Santana, Luísa Sonza e Alceu Valença”.

“O pagador de impostos está bancando um festival que custava R$ 11 milhões e agora vai gastar R$ 54 milhões, sem explicação e às vésperas dos shows”, disse Siqueira. “É dinheiro que poderia ir para saúde, educação e segurança.”

Criada em 2005, a Virada Cultural é realizada simultaneamente em várias regiões da capital paulista | Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Criada em 2005, a Virada Cultural é realizada simultaneamente em várias regiões da capital paulista | Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Ainda de acordo com o deputado, a maioria dos pagamentos foi feita por dispensa de licitação — sem a devida publicidade dos critérios de escolha ou dos valores individuais. 

“Não há detalhamento nos contratos”, afirmou Siqueira. “A população tem o direito de saber como o dinheiro público é gasto, especialmente em um evento que se diz o maior da história.”

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