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Política

Voto impresso aprovado na CCJ da Câmara pode valer a partir de 2026

Projeto que altera a Lei das Eleições estabelece a verificação física dos votos contabilizados em urnas eletrônicas; proposta ainda vai a plenário da Câmara e do Senado

ccj câmara - voto mpresso
CCJ da Câmara aprovou o projeto de lei em reunião desta quarta-feira, 11 | Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por 31 votos a 20, o projeto que institui o voto impresso no país e torna obrigatória a verificação física dos votos registrados pelas urnas eletrônicas. A medida também proíbe a utilização exclusiva do voto eletrônico e pode começar a valer em 2026, se tramitar a tempo no Congresso Nacional.

O Projeto de Lei 1169/2015, de autoria do deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), altera a Lei das Eleições para possibilitar o voto impresso. A votação favorável ao texto do relator, deputado José Medeiros (PL-MT), ocorreu nesta quarta-feira, 11. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada em plenário da Câmara e no Senado Federal.

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O relatório aprovado na CCJ determina a obrigatoriedade de recontagem pública em 5% das urnas eletrônicas ao final da votação. A seleção das urnas deve ser realizada por sorteio público manual, na presença de representantes de partidos políticos, do Ministério Público Federal (MPF), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de outras entidades interessadas.  

Os votos ainda devem ser retirados um a um do repositório físico e lidos em voz alta, permitindo exame visual e registro manual em ata. Em caso de discrepância entre a apuração eletrônica e a contagem pública, deve prevalecer o resultado manual.

A proposta também estabelece que, quando a divergência entre os votos eletrônicos e impressos persista, deve-se realizar uma nova amostragem. Nessa situação, 10% das seções eleitorais passam por verificação. Os votos conferidos serão armazenados em urnas lacradas, preservados por um ano para eventuais auditorias ou recontagens.

“Voto impresso assegura a vontade popular”

Durante a reunião desta quarta-feira, 11, o relator José Medeiros afirmou que a aprovação do voto impresso no país reforça a confiabilidade do cidadão no processo eleitoral brasileiro.

“Ao adotar essa medida, asseguramos aos eleitores que os resultados refletem fielmente a vontade popular”, declarou. O parlamentar destacou ainda que a presença de entidades diversas na recontagem promove controle social e participação cidadã.  

A deputada Bia Kicis (PL-DF), por sua vez, defendeu o texto como uma forma de aperfeiçoar o sistema. “Transparência é fundamental. Não existe processo infalível, e melhorias sempre são possíveis”, disse. 

5 comentários
  1. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Quanto querem apostar que o futuro presidente do Senado, o possível Batoré, atrasará a colocação nas pautas de votação e o prazo se extinguirá para as eleições de 2026?

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Muitoooo bommm, parabens!
    Mas esse 5% somente de contagem acho que é o tal “jaboti” no texto, infelizmente.
    Só que com certeza, o 🥚 vai impugnar afirmando se inconstitucional da constituição da sua cabeçorra…

  3. PEDRO LUIZ REIS BORDINI
    PEDRO LUIZ REIS BORDINI

    Excelente!!! Pode ser o início do retorno ao estado democrático de direito no Brasil.
    Mas deixo a pergunta: e se os 10% das urnas ainda mostrarem discrepância entre eletrônica e impressa, serão revisadas a totalidade das urnas?

  4. M. M J
    M. M J

    Aguardem: em muito breve, o Ministro Alexandre de Moraes irá arbitrar que a aprovação do Projeto de lei em tela foi um “ATAQUE À DEMOCRACIA” e incluirá todos que foram a ele favoráveis, em algum dod seus Inquéritos Perpétuos.

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