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Política

Zema acusa Lula de populismo e defende alternativa à CLT

Para o pré-candidato à Presidência, a proposta que acaba com a escala 6X1 tem caráter puramente eleitoral

Zema acusa Lula de populismo em relação a PEC da escala 6x1
Governo defende a adoção do modelo 5x2, com dois dias de descanso | Fonte: Reprodução/YouTube/@acspdigital

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira,13, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está usando a proposta que altera a escala de trabalho 6×1 como uma manobra populista em ano eleitoral. Zema defendeu mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e alternativas mais flexíveis nas relações trabalhistas.

As declarações foram feitas durante evento na Associação Comercial de São Paulo. Na ocasião, o político do Novo afirmou que a proposta não resolve problemas estruturais da economia e teria caráter eleitoral.

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“O Lula e o PT estão aproveitando o momento eleitoral para dar o que eles consideram um prêmio, que na verdade é nocivo para boa parte da população”, disse Zema. “É o populismo do PT, não podemos esperar nada de diferente.”

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Zema também criticou o aumento de gastos públicos e afirmou que o governo amplia o déficit com medidas que classificou como “pacotes de bondade”. Segundo ele, essas ações não atacam as causas dos problemas econômicos e podem gerar efeitos negativos no médio prazo.

Como alternativa, o ex-governador defendeu mudanças nas relações de trabalho, com maior flexibilidade além da CLT, incluindo modelos baseados em pagamento por hora e maior liberdade contratual entre empregadores e trabalhadores.

“Acabar com a CLT é difícil, devido a interesses corporativistas e à Justiça do Trabalho”, afirmou Zema. “Mas deveríamos propor novas modalidades de relações de trabalho. A CLT continuaria e, à medida que outro modelo prosperasse, poderia perder participação ao longo do tempo.”

Proposta de Emenda à Constituição

As propostas dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) unem-se em um texto que limita a jornada a 36 horas semanais e garante até três dias de folga. 

Atualmente, a Constituição prevê jornada máxima de 44 horas semanais. O governo defende a redução para 40 horas, com adoção do modelo 5×2, com dois dias de descanso.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados deve analisar nesta semana a proposta que altera a jornada de trabalho no país. O tema está na pauta de quarta-feira 15, a partir das 10h.

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