Foto: Ruslan Grumble/Shutterstock
Foto: Ruslan Grumble/Shutterstock

Os filhos da necessidade

A revista Time selecionou alguns dos mais significativos (e divertidos) inventos de 2022

A necessidade é a mãe da invenção. Às vezes a mãe é uma coincidência e o pai é um acidente. A Enciclopédia Britânica define uma invenção como “o ato de juntar ideias ou objetos de maneira a criar algo que não existia antes”. Do momento em que acordamos (com o alarme de nosso celular) até o minuto antes de dormir (quando escovamos nossos dentes), estamos cercados de invenções, que fazem parte do nosso cotidiano e já não pensamos sobre elas.

O chinês Cai Lun inventou o papel no segundo século a.C. Johannes Gutenberg inventou a impressão em 1450. O italiano Alessandro Volta inventou a bateria elétrica em 1800. O inglês Charles Babbage inventou o primeiro modelo de computador mecânico em 1835. O alemão Siegfried Marcus inventou o carro movido a gasolina em 1864. E ainda temos o telefone, de Alexandre Graham Bell; o fonógrafo, de Thomas Alva Edison; os raios X, de William D Coolidge; a guitarra elétrica, de Leo Fender; a internet, de Tim Berners-Lee.

Costumamos deixar os inventos como lembranças do passado, mas todos os dias aparece algo novo e muitas vezes só ficamos sabendo delas quando estão em nossas mãos, sendo usadas como a coisa mais natural do mundo. A revista Time escolheu as 250 maiores invenções do ano de 2022. Elas dão uma ideia da velocidade das mudanças tecnológicas neste início de segunda década do século 21. Algumas parecem fúteis, outras completamente fundamentais, do tipo “como eu vivi até agora sem isso?”. Crises políticas vêm e vão embora, e esse pessoal continua trabalhando para melhorar nossas vidas.

Esta é uma seleção das invenções escolhidas pela Time.

Foto: Divulgação/ElliQ


ElliQ

É um “robô de companhia” para idosos, especialmente os que vivem sozinhos. Funcionando à base de inteligência artificial, inicia conversas, ajuda a manter hábitos saudáveis, monitora condições de saúde e pode se comunicar com familiares e serviços de emergência.

 

Foto: Divulgação/Exodigo

 

Exodigo Subsurface Mapping Platform

Escavar locais para encontrar recursos ou localizar problemas em sistemas de encanamento, conexões quebradas etc. custa caro — e causa estragos ambientais inevitáveis. Segundo a empresa, mais de US$ 100 bilhões são gastos por ano em escavações de todos os tipos. A Exodigo possibilita uma inspeção “não intrusiva” (usando radar, eletromagnetismo e outros sensores) sem cavar um único buraco.

 

Foto: Divulgação/Ravin

 

Ravin Autoscan

Você vai até a garagem e sente que alguma coisa aconteceu com o carro. Alguém bateu? Rasparam? A Ravin responde por você. Você fotografa com sua câmera do celular (ou usa uma de segurança). O aplicativo diz tudo o que aconteceu de errado e calcula o preço do conserto. Essa empresa também monta um esquema de vigilância permanente, com quatro ou mais câmeras instaladas no veículo, com transmissão em tempo real.

 

Foto: Divulgação/Viture

 

Viture One XR Glasses

Um “monitor nos óculos”. Você conecta o visor ao celular e assiste a um filme como se ele estivesse passando num telão de 120 polegadas (3 metros por 3) à sua frente. Ou joga um game, ou se deita e assiste à sua série favorita, como se ela estivesse sendo projetada no teto. Qualidade de imagem HQ (1.080p).

 

Foto: Divulgação/BMW

 

BMW iX Flow

O “carro camaleão”. É um protótipo ainda, e por enquanto só funciona em preto e branco e escala de cinza, mas a opção em cores já está em desenvolvimento. O usuário vai poder decidir se vai querer sair com seu carro verde ou vermelho. Basta apertar um botão. Outra vantagem: a opção da cor ajuda a controlar a temperatura interna do veículo. Cores mais claras resfriam e vice-versa.

 

Foto: Divulgação/Sony

 

Sony LinkBuds

Estamos usando cada vez mais os fones, seja para comunicação pelo celular, seja para ouvir música. As gerações mais novas chegam a passar cinco horas por dia com os fones nos ouvidos. Ficamos isolados do mundo exterior, o que pode ser até perigoso quando atravessamos uma rua, por exemplo. A Sony inventou esse fone em forma de rosquinha (ou donuts) que, ao mesmo tempo que transmite o som do celular (por exemplo), deixa um buraco para a comunicação com os sons ao redor. Som de qualidade sem isolamento.

 

Foto: Divulgação/ICON

 

ICON House Zero

Precisa se mudar e está com pressa? A House Zero imprime uma casa 3-D em dez dias. E não é uma casa de papel. Suas paredes são feitas com um concreto de alta resistência chamado Lavacrete. A empresa garante que a casa está preparada para vento forte, infiltração de água, cupins e incêndios. Ou seja, segundo a ICON, a casa é melhor do que uma construção convencional. Algumas dessas residências aguentaram firme um terremoto de magnitude 7,4 no México. O sistema está funcionando tão bem que a ICON vai imprimir uma vila inteira com cem casas, em Austin, no Texas.

 

Foto: Divulgação/Vicarious Surgical

 

Vicarious Surgical Robotic System

De 15% a 20% das cirurgias enfrentam complicações assim que o bisturi penetra na pele. O robô Vicarious reduz as incisões a um corte de 1,5 centímetro e com isso essa possibilidade de um problema inicial cai para 1%. Funciona com dois braços equipados com sensores ultrassensíveis. Sua câmera de 360 graus é conectada aos cirurgiões por meio de um visor de realidade virtual. O equipamento, ainda em fase experimental, pode chegar aos hospitais em 2024.

 

Foto: Divulgação/Kara Water

 

Kara Pure

Um bebedouro que não precisa de encanamento. Ele extrai a umidade do ar e a transforma em até 10 litros de água potável por dia, com reforço de substâncias minerais. Para captar a umidade, usa o mesmo princípio de sílica gel, que a gente encontra em saquinhos dentro de caixas de sapato e outras embalagens.

 

Foto: Divulgação/NuScale

 

NuScale Power Module

Uma miniusina nuclear capaz de gerar 77 megawatts de eletricidade — o suficiente para abastecer 60 mil residências. É a antítese das gigantescas usinas atômicas, que precisam de medidas de segurança extrema e eventualmente podem causar catástrofes, como em Chernobyl. A NuScale mede 23 metros de altura e 4 de diâmetro. No caso de ocorrer algum problema, a usina se desliga e resfria sozinha.

 

Foto: Divulgação/Oscilla Power

 

Oscilla Power Triton Wave Energy Converter

Já existem algumas usinas de marés, que geram energia nos movimentos de subida e descida do oceano. O restante do tempo ficam meio ociosas. O Oscilla Power Triton funciona com qualquer movimento marítimo: maré alta, maré baixa, guinada, balanço, nascimentos de ondas. O primeiro teste prático será realizado neste fim de ano, no Havaí.

 

Foto: Divulgação/GigXR

 

GigXR HoloScenarios

Estudantes de medicina costumam aprender a prática do atendimento tratando de pacientes reais. O que nem sempre é seguro para o paciente. A HoloScenarios lançou uma série de pacientes virtuais holográficos, com diversos problemas respiratórios — asma, anafilaxia, embolia pulmonar e pneumoria. Usando seus visores de realidade virtual, os estudantes interagem com esses pacientes, que reagem de formas distintas a diferentes tratamentos.

 

Foto: Divulgação/Gama Healthcare

 

Rediroom

O que fazer quando a sala de isolamento de um hospital está indisponível? Ou quando está lotada, como no auge da pandemia de covid? Já está sendo usado no Reino Unido o Rediroom, um sistema de isolamento portátil que cerca qualquer cama de hospital em cinco minutos. Segundo a empresa, o sistema de filtragem limpa 99,995% das partículas em suspensão.

 

Foto: Divulgação/Galleri

 

Grail Galleri Cancer Test

Com uma amostra do seu sangue, o Grail Galleri é capaz de detectar mais de 50 tipos de câncer. Não é a tão sonhada cura, mas este teste pode descobrir a doença em seus estágios iniciais (1 e 2), quando ainda é curável. A empresa deixa claro que o produto deve ser usado em conjunto com métodos tradicionais de detecção de tumores.

Foto: Divulgação/Aether Diamonds

Aether Diamonds

Diamantes podem ser obtidos nas profundezas de minas (muitas vezes através de trabalho escravo). Ou então você pode usar o Aether, que cria diamantes com base em dióxido de carbono retirado da atmosfera. O processo de captura do carbono, corte e polimento dura de oito a 12 semanas. E fica bem mais barato que o natural.

Leia também “A arte se liberta do homem”

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