Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de entrega do relatório final da transição de governo e anúncio de novos ministros | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de entrega do relatório final da transição de governo e anúncio de novos ministros | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula na vanguarda do atraso

O chefe do PT nem esperou o dia da posse para confirmar a opção pelo passado

“É a primeira vez que um presidente da República começa a governar antes da posse”, vangloriou-se Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 22 de dezembro, ao receber o “Relatório Final do Gabinete de Transição”, um monumento ao besteirol erguido por quase mil devotos da seita que tem como único deus um delinquente descondenado pelo Supremo Tribunal Federal. Incumbida de recensear os mais graves problemas do país, e sugerir soluções para todos, a legião de gênios da raça concluiu que o Lula modelo 2023 terá de reprisar o milagre que operou há 20 anos: mesmo emparedado pelo desastroso legado do sucessor, o enviado da Divina Providência saberá salvar a pátria em perigo. Tal façanha vai garantir-lhe uma nota 10 com louvor no Juízo Final, além da admiração que merece o único estadista do mundo que não aprendeu a escrever nem leu sequer uma orelha de livro por achar que isso é pior que exercício em esteira.

A senha para a conversa fiada foi recitada por Geraldo Alckmin, o vice-presidente eleito. Nascido e criado no ninho do PSDB, essa intrigante espécie de tucano demorou meio século para ver a luz. Era carola juramentado desde os 20 e poucos anos quando, perto dos 70, virou socialista, conseguiu tornar-se reserva do maior inimigo e gostou tanto do parceiro que o acompanhou de cócoras no caminho de volta à cena do crime. Entre um “Viva Lula” berrado no palanque e um “Lula é um gênio” sussurrado no almoço da família, Alckmin reza até em latim para que não haja inversões de posição na fila baseada em critérios biológicos. Era alguns anos mais novo que Mário Covas quando a morte do titular transformou o insosso vice em governador de São Paulo. É sete anos menos idoso que Lula. Enquanto espera, aprende a letra de hinos esquerdistas e bajula o dono do cargo que cobiça.

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O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB-SP) – 08/12/2022 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

No palavrório que precedeu o sermão do chefe, Alckmin jurou que Lula vai lidar com uma “herança perversa” — ainda mais assustadora que a outra. Menos de um ano em péssima companhia bastou-lhe para aprender a mentir sem ficar ruborizado (e sem temer estágios no purgatório). Ele sabe que a “herança maldita” atribuída a Fernando Henrique Cardoso nunca existiu: em janeiro de 2003, caiu no colo de Lula um país com a inflação sob controle, modernizado pelo início da privatização de mamutes estatais e vigiado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Alckmin também sabe que o Brasil deste fim de dezembro é infinitamente melhor que a terra em decomposição e assolada pelo desgoverno de Dilma Rousseff.  Mas foi com voz de quem acabou de comungar que acionou o sinal verde para que Lula responsabilizasse Jair Bolsonaro por todos os males da nação, passados, presentes e futuros.

“O resultado é uma fotografia contundente da situação dos órgãos e entidades que compõem a Administração Pública Federal”, falseia o documento fabricado por doutores em arrogância. “Ela mostra a herança socialmente perversa e politicamente antidemocrática deixada pelo governo Bolsonaro, principalmente para os mais pobres. A desconstrução institucional, o desmonte do Estado e a desorganização das políticas públicas são fenômenos profundos e generalizados, com impactos em áreas essenciais para a vida das pessoas e os rumos do país.” Fica combinado, portanto, que Lula tomou posse mais cedo para trazer de volta à vida (e esbanjando saúde) um Brasil sepultado em cova rasa. Não para aprovar ainda neste ano, com o aval dos presidentes da Câmara, do Senado e do TSE, a PEC da Gastança, o estupro do teto de gastos, a chicana que fingiu acabar com o Orçamento secreto que segue em vigor e o loteamento do ministério, fora o resto. Eleito pela coligação que juntou o PT, os demais partidos esquerdistas, democratas de galinheiro, superjuízes do STF e iluminados do TSE, o criminoso sem remédio age com a tranquilidade dos condenados à perpétua impunidade. Cadeia é coisa para os outros.

E 500 dias de gaiola não melhoram ninguém, atesta o comportamento de um Lula mais Lula do que nunca. É ele quem tudo decide, da nomeação de ministros ao tratamento reservado a convertidos e aliados de ocasião. Como os Bourbon, não esquece nada e nada aprende. Continuam sangrando na memória feridas abertas por constatações feitas por quem vê as coisas como as coisas são. Na mesma quinta-feira em que Alckmin voltou a louvá-lo, por exemplo, Lula castigou o vice com o rebaixamento a ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Teria sido um acúmulo de funções se o vice tivesse alguma função além de torcer, acampado no Palácio Jaburu, para que o pior aconteça — ao outro.

Se ocupasse o mesmo cargo na Argentina ou nos Estados Unidos, países em que o vice-presidente comanda o Senado, Alckmin estaria agora mais poderoso. Aqui, o número 2 é indemissível, mas qualquer ministro pode ser despejado do gabinete pelo chefe de governo. É o que ocorrerá caso Alckmin infrinja o Manual do Companheiro. O espetáculo da sabujice não cancela as acusações do aliado recentíssimo ao comandante do maior esquema corrupto da história. Se tivesse aprendido a assimilar tais agravos, Lula seria mais gentil com Simone Tebet e Marina Silva, que fizeram o L no segundo turno. Simone sonhou com o ministério que cuida do Bolsa Família até saber que aquilo não está disponível. Marina ainda caprichava na pose de ministra do Meio Ambiente até que alguém fez a advertência: tanta demora no convite é mau sinal. As duas enfim se deram conta de que é pecado capital admitir que Lula mereceu a temporada na gaiola.

O relatório da turma da transição avisa que o PT segue algemado a fórmulas grisalhas — e insiste em percorrer caminhos que apressam a chegada ao penhasco. Cinco páginas do documento tentam justificar o estupro do teto de gastos. Outras seis são consumidas no esforço para demonstrar que tudo vai melhorar se os 23 ministérios virarem 37. Um latifúndio de 46 páginas detalha a “herança perversa” debitada na conta de Bolsonaro. Em seguida, aparece uma amostra do que os participantes do levantamento batizaram de “revogaço”. Os redatores incluem entre os condenados à morte “oito Decretos e uma Portaria Interministerial que incentivam a multiplicação descontrolada das armas no Brasil, sem fiscalização rigorosa e adequada”. Também é recomendada “a revisão da lista de empresas que se encontram em etapas preparatórias e ainda não concluídas de processos de desestatização, como os Correios e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC)”.

É compreensível que a promoção de Aloizio Mercadante a presidente do banco tenha excitado fregueses castigados por quatro anos de abstinência

Um redator conciso resumiria em uma frase o palavroso conteúdo do relatório: o programa do governo Lula é revogar as medidas aprovadas por Jair Bolsonaro, ressuscitar as que foram sepultadas e dizer ou fazer o contrário do que ele disse ou fez. Os preparativos para a ofensiva do atraso vêm revelando os alvos preferenciais. A vanguarda do primitivismo quer o fim da autonomia do Banco Central, a interrupção das privatizações, a ressurreição do imposto sindical, a engorda do funcionalismo público com o preenchimento das 25 mil vagas que a revolução digital tornou desnecessárias, o desarmamento da população atormentada pela ampliação do arsenal da bandidagem, a redução dos juros e outras velharias há tempos banidas por governantes modernos.

O revogaço se amplia a cada indicação para o ministério. Nomeado ministro da Justiça, o senador Flávio Dino mostrou que, embora se tenha filiado ao PSB, o coração permanece no Partido Comunista do Brasil. “Pedir S.O.S. Forças Armadas é crime”, rosnou, indignado com os incontáveis brasileiros que continuam a manifestar-se diante de instalações militares. Dino nem sabe direito o tamanho da fatia que o Orçamento lhe reserva, mas já comunicou que vai contemplar com mais dinheiro Estados governados por gente disposta a desarmar a população e instalar câmeras nos uniformes da PM.

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O então governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), desfila no Carnaval vestido de comunista (05/03/2019) | Foto: Reprodução

Incansável caçador de cargos públicos, Márcio França foi premiado com o Ministério de Portos e Aeroportos. Talvez por ter sido prefeito de São Vicente, ali perto, o candidato do PSB derrotado na disputa da vaga de senador por São Paulo reivindicou como brinde o controle do Porto de Santos. Durante o governo Bolsonaro, o velho porto deixou de ser um ancoradouro de corruptos e narcotraficantes para transformar-se num exemplo de sucesso administrativo e político. Já a caminho da concessão, corre agora o risco de cair nas mãos de França. Dirigentes do PT e das siglas que orbitam ao redor do partido mais poderoso acham que em time que está ganhando é que se deve mexer.

Outros indicados nem precisam de entrevistas para que se preveja o que vem por aí. Todo brasileiro com mais de dez neurônios sabe que esses farão o que fizeram no verão passado — e também na primavera, no outono e no inverno. O chanceler Mauro Vieira, de volta ao Ministério das Relações Exteriores que chefiou no governo Dilma Rousseff, retomará a política externa da canalhice aperfeiçoada por Celso Amorim. Enquanto essa obscenidade vigorou, o Brasil invariavelmente escolheu o lado errado. Ditadores assassinos, populistas gatunos, escroques repulsivos — tudo o que há de pior na escória internacional — foram favorecidos pela polidez da cúpula do Itamaraty e pela prodigalidade criminosa dos figurões do BNDES.

É compreensível que a promoção de Aloizio Mercadante a presidente do banco tenha excitado fregueses castigados por quatro anos de abstinência. O argentino Alberto Fernández já informou que conta com generosidade do BNDES para a retomada de obras financiadas com dinheiro brasileiro, a juros de pai para filho. E a hondurenha Xiomara Castro avisou que pegará dinheiro emprestado no dia da posse de Lula.

Para acomodar Aloizio Mercadante no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Lula tenta alterar a Lei das Estatais. A ideia é, entre outros equívocos, reduzir de três anos para 30 dias a quarentena de quem atuou em campanha eleitoral para assumir cargo de administrador ou conselheiro de empresa pública ou sociedade econômica mista.

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O futuro presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (à esq.), e o presidente eleito, Lula (à dir.), durante a indicação de Mercadante para comandar o banco (13/12/2022) | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Criada depois dos escândalos descobertos na Operação Lava Jato, a Lei das Estatais tinha como objetivo interromper o loteamento político dessas empresas. Assim, além da quarentena, foram estipulados requisitos mínimos de experiência e de competência para o preenchimento desses cargos. Sem a Lei, o PT está com o acesso livre aos cofres dessas empresas e a centenas de cargos públicos. Uma reportagem do Estadão de 16 de dezembro deste ano mostrou que o afrouxamento dessa lei criaria uma brecha para 587 indicações, com salários que vão de R$ 214 mil anuais (Companhia Docas do Rio Grande do Norte) a R$ 3 milhões anuais (Petrobras).

Lula também herdará pela primeira vez empresas públicas altamente lucrativas. No ano passado, por exemplo, o resultado líquido dessas companhias fechou próximo de R$ 190 bilhões, 40 vezes mais que os R$ 5 bilhões de 2016 — e cerca de R$ 230 bilhões a mais que o prejuízo de R$ 32 bilhões registrado em 2015.

Outro exemplo de sucesso que corre o risco de ser revogado por Lula é o Novo Marco Legal do Saneamento, aprovado em julho de 2020. Na época, 35 milhões de brasileiros não tinham acesso à água potável e 46% da população não dispunham dos serviços de coleta de esgoto — sendo que dois terços de seres humanos no país não sabiam o que era ter esgoto tratado em casa.

O principal objetivo do Novo Marco é promover a universalização dos serviços, garantindo que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento e à coleta de esgoto até dezembro de 2033. Pelas regras sugeridas, não apenas as empresas públicas, mas também as privadas podem participar dos processos licitatórios para oferecer seus serviços a Estados e municípios. Um dos leilões de maior sucesso foi realizado em Alagoas, então governada por Renan Filho, primogênito de Renan Calheiros. Eleito senador, Renan Filho vai compor a base aliada de Lula.

Só o leilão de Alagoas rendeu ao governo R$ 1,6 bilhão. A expectativa de investimento total é de mais R$ 2,9 bilhões ao longo dos 35 anos de contrato para levar água potável e tratamento de esgoto a regiões do semiárido alagoano.

“O êxito no leilão de hoje, que levantou R$ 4,5 bilhões (somando investimentos e outorga), é o resultado de uma agenda que vai transformar Alagoas em uma terra melhor, primeiramente, para quem vive lá e para quem nos visita”, afirmou na época Renan Filho. “O valor acrescentado ao leilão é muito significativo se considerarmos, especialmente, um PIB anual entre R$ 55 bilhões e R$ 60 bilhões.” Procurado pela reportagem para comentar o retrocesso, sua assessoria de imprensa não respondeu às mensagens.

Com todas essas decisões e ameaças, o Brasil avança em alta velocidade rumo ao atraso. O governo Lula acredita que é possível ganhar uma guerra com sucessivas retiradas.

Leia também “O supremo carcereiro só prende inocentes”

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48 comentários Ver comentários

  1. A perfeição textual do Augusto Nunes escancara tudo de ruim que nos espera caso esses criminosos se apoderem do Brasil. Esses criminosos não farão nada de bom para o País, mas quem se preocupa com isso? Para essa turma o que precisa dar certo é o plano de saquear nossas riquezas até não sobrar nada.

  2. LULA É O MAIOR EXEMPLO QUE CADEIA NÃO CONSERTA NINGUÉM.
    ESTOU ATÉ AGORA REMOENDO AQUI, O QUE TEM A VER HADDAD E O MINISTÉRIO DE ECONOMIA? E PENSAR QUE O TIRIRICA FALOU QUE DO JEITO QUE ESTAVA PIOR NÃO FICARIA; ERROU FEIO.
    O PIOR É VER A DESTRUIÇÃO DE TUDO QUE FOI CRIADO A DURAS PENAS, SER DESTRUÍDO ASSIM TÃO FACILMENTE.

    1. ASSINEI A POUCO A OESTE ATÉ PELOS SEUS ARTICULISTAS, MAS JÁ FUI CENSURADA POR NADA ,SE ESTA FOR A POLÍTICA VOU CANCELAR E CONTINUAR SÓ COM A GPOVO E BPARALELO

  3. A nova administração do Hospício Brasil:

    1. Jair, o Insensato, saiu

    2. Luís Babá, o Cleptomaníaco Ilusionista, entrou e se junta a uma Gangue de Profissionais para administrar o Hospício:
    2.1 Os pequenos ditadores de Capinhas
    2.2 Tocando Lira, Ro Pacha e seus Ratinhos
    2.3 Famiglia Mob Marinhos
    2.4 Zé Dizqueéseu

    3. Todos os Acordos de Leniência serão anulados, os injustiçados, indenizados

    4. E quem tiver a Carteirinha do Clube do Babá, “passa na catraca sem pagar ….”
    Quem quiser Carteirinha, é só passar no caixa do Zé.

  4. Com toda sinceridade do meu coração, não consigo mais acompanhar nada sobre política. Esse foi meu único recurso para evitar uma desesperança profunda. Minha indignação e revolta aumenta sempre que leio um excelente artigo desses. Como deixamos as coisas chegarem a esse ponto minha gente? Assistir esses canalhas ladrões governarem novamente será o pior golpe que nosso país sofrerá. Temo dizer que será um golpe fatal.

  5. Certamente, que manter grande parte dos brasileiros na miséria é vital para a perenidade dessa turma nojenta, patologicamente diagnosticada com esquerdopatia, no poder. A maldita fórmula, extraída de mofados livros comunas, volta a ser aplicada com o respaldo do Congresso Nacional e do STF – sinalizando que assegurada a farinha para o meu pirão, a economia do país que se dane – para garantir a velha política “Robin Hood”. Um projeto de manutenção de dependência das migalhas governamental distribuída aos mais vulneráveis economicamente, com grande pompa e falácias proferidas por essa corja de vermelhos retrógrados. Plano estratégico de médio e longo prazos que oportunize melhora permanente da renda dos pobres, inexiste na prancheta desses lunáticos. O que vemos é a manutenção da miséria – econômica e intelectual – sem fim, como mecanismo de manipulação de massas, cujo perverso objetivo é de iludir grandes contingentes de eleitores necessitados por ouvir mentiras e falsas lendas revolucionárias, a votarem no mentiroso que contar mais lorotas. Isso explica, em parte, a dominância dos petralhas nas áreas mais miseráveis. Seria a horrenda velha prática do “voto de cabresto” versão séc. XXI? Respondo que SIM!!!

  6. Lúcido e ousado, Augusto Nunes sempre nos traz artigos de valiosa informação, mas creio que o bom e verdadeiro jornalismo da revista oeste, gazeta do povo, jovem pan, brasil paralelo e outros, deveriam investigar profundamente porque o voto impresso foi tão rejeitado pelo consorcio da imprensa, alto escalão do judiciário e lideranças politicas que outrora o aplaudiram. O “processo”, além de liberar o condenado e seu quase extinto partido, tornaram o malfeitor eleito sem qualquer possibilidade de AUDITAR esse resultado. Pesquisas e processo eleitoral levaram a desinformação à população que equiparou um malfeitor a um tiozão de churrasco.
    Fato estranho observei comparando a população eleitoral de 2018 e 2022, um crescimento bem superior nos estados do norte e nordeste (+ de 8%) com expressiva vitória de Lula, e dos estados do sul e sudeste (5%) com vitória de Bolsonaro. O estado do Maranhão dessa figura Flavio Dino aumentou + de 11% e da Bahia + de 8%, enquanto São Paulo, 4% e R. Janeiro e R.G.do Sul 3%. É no mínimo estranho, dai entendo que a boa imprensa deveria buscar informações sobre os elevados crescimentos dessas populações eleitorais, nas principais cidades dos estados do norte e nordeste, para questionar os tribunais regionais eleitorais sobre a logica desse crescimento. Parabéns Augusto, mas ajude-nos nessa avaliação.

  7. Não desanimemos, mesmo que os judas da vida (ou cínicos?) – Alckimin, p. ex. – sempre apareçam. Se desistirmos, aí sim que, inexoravelmente, se apossarão do poder.

  8. Uma tragédia anunciada e baseada em um golpe. Como diria o Fiuza, um golpe grotesco, sem sutileza alguma, uma manobra vil, dada na cara de todo mundo e que só pode ser desfeita com um contragolpe, afinal o golpe já foi dado. Resta ao Bolsonaro, FFAA e o Povo na rua para desfazer essa porcaria que está e será. Será que merecemos 4 anos de pilhagem e depredação da coisa pública? Custo a acreditar e penso que algo vai acontecer.

  9. Texto impecável como sempre, apenas discordo num ponto. Lula não planeja coisa alguma. Quem o faz é José Dirceu e José Genuíno. Lula só quer o dinheiro dele pela representação do papel de líder popular. As besteiras ditas também são de autoria de Lula, Dirceu deixa pra dar um ar de veracidade a tudo…

    1. O texto do Augusto é esplendoroso. Faço anotações dos termos para poder confrontar com os canhotas. Também concordo com o colega assinante, acreditando que toda essa estratégia seja construída por Dirceu. O Molusco só tem a oferecer o populismo necessário para mover a massa para fazer vingar seu projeto de poder.

  10. Não posso acreditar que o ladrão de nove dedos suba a rampa do planalto com a sua gangue. Temos motivações e elementos fáticos que me fazem ter esperança até o último instante. 1% de chance e 99% de esperança.

  11. O Alckmin sempre mentiu. Ele sempre foi isso mesmo, eu não me surpreendi. Há mais de 20 anos vejo o Alckmin enganando o povo em São Paulo. É que ele tem um jeito de “bom moço”, ele sabe disfarçar, então a maioria das pessoas demora muito para compreender quem o Alckmin realmente é. Esse é um dos maiores problemas da política brasileira. A maioria do povo leva uns 15 ou 20 anos para perceber que um político como Alckmin é um Lula disfarçado de boa pessoas. Aí, quando cai a ficha, a pessoa prefere pensar (inconscientemente, para não sentir vergonha, raiva, de si mesmo, o que é compreensível) que o político o traiu. Não, não foi hoje que Alckmin te enganou. Se você é paulista e votou nele nesses 20 anos, você foi trouxa do Alckmin durante todos esses 20 anos. Poucos, como eu, poquíssimos já sabiam e avisavam isso há mais de 15 anos mas nós éramos ignorados. Agora, como todos já viram quem é o Alckmin, o ciclo recomeça. Daqui uns 2 anos a gente vai conhecer, talvez, um novo Alkmin que vai enganar mais 20 anos o povo. E aí daqui 20 anos o povo se frustra e será assim talvez por décadas ou séculos.

  12. Meus parabéns a Augusto Nunes pelo artigo bastante pertinente da nossa volta ao atraso. Dias sofridos estão por vir. Mas com certeza os companheiros estão gulosos para assumir seus cargos e tirarem até a nossa última gota de sangue.

  13. Não consegui ler o artigo até o final pois o desespero, a angústia e a desesperança não deixaram. Cada vez que penso nesse canalha descondenado destruindo nosso país me dá uma profunda depressão. O que será de nós?

  14. Artigo que nos delineia a tragédia que “seria” mais um desgoverno dessa canalhada. De sã consciência não dá pra vislumbrar esse BANDIDO-MOR subindo a rampa pra um novo assalto, algo há de surgir pra evitar essa catástrofe em prol do bem maior deste sofrido grande pobre país-rico.

  15. Triste ver um país que estava no caminho certo do verdadeiro crescimento sustentável para um novo arcabouço retrogrado e destrutivo de tudo que foi feito e concluído . Nosso subdesenvolvimento continua aflorando décadas após décadas com velhos inimigos da Ordem e Progresso …Aguardamos que nosso último guardião da razão se apresente e nos salve desse caos que está prestes acontecer . Feliz Natal a todos vocês da Revista Oeste.

  16. Brasil, País do Futuro, disse Stefan Zweig, no final da metade do século XX. E este futuro que nunca chega irá demorar muito mais ainda. Como ter um futuro com prosperidade econômica, sendo que a grande tendência, do governo Lula III, é o crescimento da população “pensionista e dependente” do Estado brasileiro? Acrescenta-se aos dependentes do Estado o “governo Oculto”, composto dos empresários, empreiteiros, banqueiros e outros segmentos do mercado que desejam para eles a reserva de mercado, subsídios e o mínimo possível de concorrência. Se o país não criar riqueza e uma força de trabalho para o crescimento econômico contínuo, estaremos novamente, como sempre estivemos fadados ao malogro econômico e sempre sendo um país do “futuro que nunca chega”. E, traçando um paralelo, com a excelente música RESPOSTA AO TEMPO, do saudoso Aldir Blanc e Cristóvão Bastos, enxergo e leio em uma das frases da música que “os mais de quinhentos anos vividos pelo Brasil” estão ali descritos na frase que diz: “NO FUNDO É UMA ETERNA CRIANÇA QUE NÃO SOUBE AMADURECER”. Sim, o Brasil é uma eterna criança que não soube amadurecer.
    Resposta ao Tempo serve como uma reflexão, um confronto ou até mesmo uma análise entre o nossa EXISTÊNCIA e o TEMPO. Ou seja, o tempo passa e não perdoa, deixando marcas e muitas exigências não desempenhadas. E assim que sinto que vem caminhando o nosso Brasil nos 522 anos…

  17. COMO ENGENHEIRO QUE SOU GOSTARIA DE ENXERGAR ESTA CATASTRO ANUNCIADA
    ESTABELENDO VALORES NEGATIVOS DOS PROXIMOS 10 ANOS PARA ECONOMIA BRASILEIRA CONSIRANDO AS AMEAÇAS CONCRETIZADAS;POR EXEMPLO: CONTRATOS DE SANANIAMENTO EVITADOS R$+EMPREGOS;CRIMES POR AUSENCIA DE ARMAMENTOS;BNDES CONTRATOS À PAISES SEM GARANTIAS DE RECEBIMENTOS ETC..

      1. Precisão cirúrgic, Mestre Augusto e Branca, além de muito esclarecedor também. Te sigo onde estiver, Augusto, pois você é um farol que clareia minha mente!

  18. Só posso dizer que estou envergonhada,decepcionada e triste.Nunca vi tanto corrupto, ladrão e oportunista nessa equipe de transição.Mas o que esperar de Lula? absolutamente nada,apenas lixo podre e fétido.Acredito que não conseguirá governar Alexandre de Moraes é um louco de camisa de força.O que vamos viver no ano que vem?

  19. Sr. Augusto Nunes Jornalista de escopo dentro de nosso sistema de mídia que acompanho ao longo do tempo.
    Diante do desterro em que nos encontramos, da desesperança que tomou conta temos A OESTE e seus
    exemplares profissionais como Sr. J.R. Guzzo, Guilherme Fiuza, Ana Paula, Silvio Navarro e muitos mais.
    Por favor continuem vosso trabalho vosso magnifico empenho de trazer a nós fatos que não se misturam
    à canalhada – Natal de PAZ a todos os senhores e meus respeitos à vossa digna profissão – Alfredo Conde/.
    +++

  20. É um panorama que o Comandante supremo das Forças Armadas não pode permitir que se estabeleça, tendo em vista ter jurado defender a Constituição, a União, as Leis do País. Todos nós estamos vendo que a Constituição vigente está sendo desrespeitada, que as Forças Armadas foram desrespeitadas pelo TSE, que Alexandre de Moraes e seu grupo são perseguidores fora da lei. Agora é luta, é ação dentro da lei, artigo 142 da CF de 88. Do jeito que for.

  21. Ainda não consigo digerir todas essas catástrofes que nos esperam com esse agrupamento de delinquentes que estarão no comando do Brasil. Tb como o imperador da toga ainda não foi parado. São tantos absurdos… a cada minuto que passa, a desesperança aumenta. Parece que o Brasil foi entregue de badeja a esses comunistas, traidores e corruptos. Se não houver alterações para ontem, bye-bye Brasil dos brasileiros.
    Muita força para vcs, Augusto e Branca, e que continuem com esse trabalho jornalístico de qualidade e verdade mesmo em possíveis águas revoltas… 🙏🏻🍀🇧🇷💚💛💙🤍

  22. Até se tivéssemos o referendo popular (recall politico) para impedirmos, via esforços públicos com força política, políticos e juízes corruptos de continuarem no cargo, talvez, poderíamos ajudar os parlamentares não corruptos (minoria atual) a melhorarem nosso BRASIL!

  23. Augusto Nunes, parodiando o seu comentário sobre Randolph Scott e o castrato, quero dizer que o grande imperador Cesar Augusto, mereceu ceder-lhe o nome. Seu artigo desenha um quadro do que vai ser. O que lamento profundamente é que essas eleições não expressaram a vontade do povo, para dizer o mínimo. Eu já sou bem idoso e não tenho lembrança de ter havido neste País, melhor governo que o de Bolsonaro. Preservou a Democracia como poucos ou nenhum, concluiu obras importantíssimas, modernizou a máquina pública, tentou tornar o cidadão mais livre e independente do Estado. E, depois do grande esforço para tirar os corruptos da condução do País, eis que estão de volta. Não verei um Brasil grande. Acho que nem meus filhos e meus netos…

  24. AUGUSTO NUNES quero desejar à você e toda a sua família um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações e muita paciência. Nós brasileiros de bem vamos precisar e muito.

  25. Panorama desolador. Tudo o que há de mais torpe, aglutinado com falta de capacidade técnica e com canalhas da pior espécie só poderá resultar num desastre de proporções épicas.

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