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Uma ‘fake news’ amazônica

O agronegócio não devasta a floresta. O Brasil, sozinho, tem mais vegetação nativa que a Rússia, cujo território é duas vezes maior, e mais que Estados Unidos e Canadá

Os grandes concorrentes mundiais do Brasil na produção e no comércio de produtos agrícolas, todos big business de Primeiríssimo Mundo — a gente mais capitalista, trilionária e praticante da desigualdade social, racial ou de qualquer tipo que se possa imaginar —, estão com um problema sem solução no terreno das disputas honestas. O Brasil vai ter em 2020, mais uma vez, uma safra recorde de grãos: cerca de 255 milhões de toneladas. Mas a área plantada para colher essa produção toda praticamente não cresceu, como vem acontecendo há anos — em 1975, quase meio século atrás, era de 40 milhões de hectares, para uma produção que não chegava nem aos 40 milhões de toneladas; hoje, está por volta de 65 milhões de hectares, ou pouco acima de 50%, para uma produção que é mais de seis vezes maior. Não é preciso ser nenhum gênio em cálculo integral para perceber o seguinte: o agronegócio brasileiro não depende de mais terras para crescer. Produz cada vez mais no mesmo espaço.

Como impedir um concorrente como o Brasil de continuar batendo recordes de produção a cada ano, de arrecadar bilhões e de ganhar mercados, se a extensão física da terra aproveitável não é um limite para os agropecuaristas brasileiros? E onde pode ir parar essa história, quando se considera que há no Brasil 500 milhões de hectares, ou 60% de todo o território nacional, que não estão ocupados até hoje por nenhum tipo de estabelecimento rural? Há países que não podem mais crescer, por maiores que sejam os seus índices de produtividade, pela pura e simples falta de espaço. Tudo o que dá para ser aproveitado já foi — sem contar com fatores como escassez de água, topografia desfavorável, solo de qualidade limitada e tantas outras variáveis que bloqueiam a expansão, mas por aqui não são problema. A resposta às perguntas feitas acima é simples. Não há como parar o crescimento do campo no Brasil. Ou melhor: não dá para deter o agro brasileiro se quiserem fazer uma disputa de cavalheiros. Mas há um mundo de coisas a fazer para quem está interessado em cuidar de si, e não em concorrência honesta. Danem-se a moral, a ciência e os fatos — nesse caso, a única coisa que realmente interessa é que a agricultura e a pecuária brasileiras, mais a possante indústria que se está construindo em volta delas, parem de avançar. Ou, melhor ainda, que andem para trás.

A receita clássica para negar essas realidades é atribuir tudo à “imaginação” nacionalisteira, ao complexo de inferioridade que faz germinar teorias de conspiração ou à propaganda do agronegócio e da “bancada do boi”. Os fatos mostram que há outros pontos de vista a ser considerados. Pouco antes de 1970 — ou seja, não na Guerra do Paraguai, mas já em plena vida de milhões de brasileiros que estão aí no dia de hoje —, a imprensa brasileira falava, alarmada, no perigo próximo e real da “escassez alimentar”. Essa desgraça iria paralisar a “industrialização do país”, pela “falta de divisas” — não haveria dólares para importação de equipamento industrial, nem de um único barril de óleo diesel, pois nossos recursos em moeda forte estariam sendo desperdiçados na compra de alimentos no exterior. Havia coisa pior: até alguns anos antes, menos de 2% de todas as propriedades agrícolas brasileiras tinham algum tipo de trator, ou qualquer objeto mecanizado. Hoje é a indústria que precisa do campo para sobreviver. O Brasil produz por ano alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas, ou cinco vezes a própria população. Tornou-se o maior produtor de comida do mundo, ou um dos dois ou três maiores, segundo os diferentes critérios utilizados para fazer essa contabilidade. É hoje o maior exportador mundial de soja, carne, frango, açúcar, café. A produtividade está entre as maiores do mundo. Colhem-se três safras por ano. O agro brasileiro, em suma, não era nada. Hoje é uma potência. Na verdade, é o único setor — mas o único, mesmo — em que a economia do Brasil, a oitava maior do mundo em volume, é realmente competitiva.

Jovens mimados não estabelecem nenhuma relação entre o ato de comer e o trabalho de produzir comida

Cada um é livre, naturalmente, para acreditar que tudo isso possa ter acontecido, em tão pouco tempo, sem causar nenhum incômodo a ninguém, em nenhum lugar do mundo. A experiência, porém, indica que é pouco provável que os competidores se comportem com essa benevolência. O agronegócio brasileiro prejudica, sim, interesses materiais definidos, e eles estão reagindo. É um bonde que carrega muita gente, além de mamutes do universo de negócios. Estão nessa viagem deputados europeus que só sobrevivem com os votos dos eleitores “verdes” — cada vez mais assustados pela propaganda e pela superstição ecológica em massa, que lhes garantem que o Brasil vai acabar com o oxigênio do planeta e envenenar o mundo com “agrotóxicos”. Há milhares de ONGs que precisam de causas para receber financiamento. Há fundos financeiros trilionários que compram apólices de seguro moral dando dinheiro para ajudar a salvação “da natureza”. Há os fazendeiros dos países ricos, em peso, que vivem dos trilhões de dólares que recebem dos governos em subsídios de todo tipo — e que não querem a importação de produtos agrícolas mais baratos do que os seus. Há as classes intelectuais. Há os jovens nascidos neste século, mimados e protegidos, que acreditam que a humanidade pode se alimentar de produtos orgânicos, e que não estabelecem nenhuma relação entre o ato de comer e o trabalho de produzir comida. Há muito mais gente metida nisso — a lista completa consumiria o espaço de uma antiga lista telefônica.

A arma mais utilizada por todos eles na busca de seus objetivos, e com agressividade cada vez maior à medida que passa o tempo, é dizer ao mundo, todos os dias e em todas as oportunidades, que “a floresta da Amazônia” está sendo destruída — ou por queimadas ou pelo desmatamento, ambos promovidos pelos interesses do agronegócio brasileiro. Ultimamente, empresas internacionais importantes julgaram conveniente fazer pressões públicas contra o Brasil; se “o país” não parar com essa “destruição”, vão cortar investimentos, fazer boicotes ou declarar guerra comercial contra a produção rural brasileira. Em apoio à sua campanha, utilizam vídeos e fotos que estão em circulação há anos, uns mais profissionais e bem-feitos, outros amadores e grosseiros, mostrando incêndios na mata e pilhas de toras de madeira. Referem-se, também, a estudos e estatísticas que apresentam como coisa séria; quase sempre esses números são citados sem nenhuma fundamentação técnica, junto com o nome de alguma universidade ou instituto de ciência.

Trata-se, muito simplesmente, de um conto do vigário em escala planetária. A realidade, tal como ela pode ser observada com os recursos da ciência e da tecnologia, é o exato oposto da pregação “pró-florestas”. O Brasil é o país que mais preserva sua vegetação nativa, fato comprovado por imagens indiscutíveis, e não por comunicados de empresas de relações públicas. O Brasil tem mais florestas que Estados Unidos, Canadá e Rússia, cujo território é o dobro do brasileiro. A área de matas preservadas no país é duas vezes a média mundial. A Amazônia real — não a “legal”, que é apenas uma ficção administrativa — mantém 98% da sua vegetação natural intocada há séculos. Os agropecuaristas brasileiros, sem exceções e sem nenhuma contrapartida do Estado, são obrigados por lei a manter intactos 20% de suas propriedades; isso não existe em lugar algum do mundo.

O agronegócio brasileiro precisa tanto da Amazônia quanto da Groenlândia

A realidade, quando vista como ela é, e não como aparece em vídeos de ONGs financiadas por multinacionais, é que não há na Terra nenhuma área de florestas tão protegida e tão preservada como a Amazônia brasileira. As queimadas que ocorrem ali, em geral, são fenômenos naturais — surgem segundo a época do ano, como acontece regularmente, e com efeitos muito mais devastadores para a vida humana, na Califórnia, na Austrália, na Rússia e no resto do mundo. (As imagens da divisão da Nasa que registra, por satélite, as queimadas das últimas 24 horas em todo o planeta mostram incêndios de tamanho XXXXL na bacia do Rio Congo, no centro da África, no dia 17 de julho. Na Amazônia, não há nada.) Fora os incêndios naturais, há os ilegais — que, junto com o desmatamento, são fruto da miséria, da ilegalidade e do crime, do garimpo descontrolado e do corte clandestino de madeira, e não da ação proposital do Estado brasileiro ou de quem trabalha na lavoura. São pragas sociais — unicamente isso. A destruição ocorre, na verdade, pela ausência do governo; se não consegue deter a criminalidade no Rio de Janeiro, como poderia fazer isso na Amazônia, uma área de tamanho equivalente a mais da metade da Europa inteira?

O agronegócio brasileiro, exatamente ao contrário do que diz a propaganda de guerra em prol da salvação da humanidade, não tem nada a ver com a degradação da floresta. Como demonstrado acima, os produtores de grãos, de carne e de outras riquezas rurais têm utilizado cada vez menos terra para produzir cada vez mais, por força da tecnologia, do investimento e das modalidades mais modernas de trabalho no campo. A verdade pura e simples é que, para crescer e ganhar dinheiro, precisam tanto da Amazônia quanto da Groenlândia. É apenas lógico. Nem o agropecuarista brasileiro, nem nenhuma pessoa mentalmente equilibrada, iria plantar soja, criar frangos ou montar uma usina de açúcar no meio de um dos lugares mais inóspitos para o ser humano que existem no mundo.

Nada disso, naturalmente, tem a menor relevância para os militantes da ecologia. Na verdade, são militantes contra o agronegócio e, como até uma criança de 10 anos de idade pode perceber, contra a livre-iniciativa no campo — apresentada como “o atual sistema econômico de produção de alimentos”. Se os fatos vão contra os seus desejos, pior para os fatos. O que vale é apresentar uma visão única do mundo, que exclui todas as outras e determina que você obedeça a um novo Alcorão no qual há um mandamento acima dos demais: o principal inimigo atual da humanidade é o agronegócio. Ele faz você comer a comida errada, envenena o seu organismo, sequestra o oxigênio do mundo, destrói florestas, produz terremotos, enchentes e outros desastres, está criando uma “bomba de carbono”, enche o planeta com boi demais, frango demais, alimento demais.

Não se sugere nenhuma providência prática para sustentar os atuais 7 bilhões de habitantes da Terra

Uma ofensiva recente dessa guerra santa aproveita a epidemia da covid-19 e, com a ambição de propor um novo sistema de virtudes ideológicas para o ser humano, sustenta que está tudo errado com a maneira como você vive. A normalidade, segundo um dos vídeos de denúncia que fazem parte da campanha ora em execução, “não é aceitável” — temos de mudar tudo, se quisermos continuar vivos depois que a doença passar. O pecado capital do mundo de hoje, diz a acusação, é o “elemento antidemocrático” que orienta o atual “sistema de produção de alimentos”. Ele está “fora de controle” e ameaça a Terra de extinção. Seguem-se, aí, as habituais três modalidades de mentira: as grandes, as pequenas e as estatísticas, como lembrou há pouco o ex-ministro Aldo Rebelo, figura histórica do Partido Comunista do Brasil, ao comentar as notícias falsas em torno da destruição da Amazônia. A avicultura e a pecuária, sozinhas, seriam responsáveis por “80%” do desmatamento no mundo. A locutora do vídeo parece indignada com o fato de existirem, segundo os seus números, 500 milhões de bois e 23 bilhões de galinhas no mundo — não se conforma, particularmente, com a quantidade de galinhas, “três para cada pessoa”. Acusa os bichos de ocupar mais terra que a destinada à produção de “alimentos para os seres humanos”; não há menção ao fato de que eles são criados unicamente para alimentar as pessoas.

A conclusão, naturalmente, é que tudo é culpa da busca “do lucro” — como se fosse possível produzir alimentos, ou qualquer outra coisa, buscando o prejuízo. O agronegócio, enfim, seria o responsável por “destruir a saúde” da humanidade, tanto quanto o coronavírus. Não se sugere nenhuma providência prática para sustentar os atuais 7 bilhões de habitantes da Terra. Louvam-se os “pequenos produtores”, que mal conseguem produzir para o próprio sustento. Bom, segundo a campanha, era a agricultura orgânica e natural do passado, quando não se utilizavam “agrotóxicos” e o mundo morria de fome.

Pense um pouco nisso tudo, da próxima vez que vierem lhe dizer que a Amazônia está em chamas e que o Brasil vai acabar com o mundo.

J. R. Guzzo convida você a ler os artigos que publicamos dos colunistas da Spiked, a principal revista digital conservadora do Reino Unido:

“Não, silêncio não é violência”, de Mick Hume
“A tirania da cultura do cancelamento”, de Brendan O’Neill
“Sereias levam as crianças pelo caminho trans”, de Jo Bartosch

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82 comentários

      1. Excelente artigo, Guzzo!
        Desconstruindo essa narrativa falsa que constantemente vem através da extrema imprensa com a finalidade de denegrir um trabalho de décadas dos produtores rurais brasileiros. E que está sendo a nossa salvação em termos econômicos.

      2. Competência, inteligência e verdade. Pessoas esclarecidas brindam por ter um jornalista do calibre de J. R. Guzzo.

      3. Parabéns pela visão.
        A preservação ambiental é relevante, mas o barulho amazônico se resume ao medo de europeus quanto ao aparecimento de um novo player no mercado mundial a lhe tirar fatias de seus mercados, o Brasil.

      4. Excelente artigo. Com lucidez e coragem de de um jornalismo verdadeiro e inteligente.

      5. O ser humano apesar de possuir a capacidade de pensar, refletir e raciocinar, aliás é o que o distingue dos animais,parece nunca ter se perguntado de onde vem os alimentos que consome todos os dias.Brasil é sim um enorme celeiro mundial.Nao precisamos ir longe para fazer essa simples constatação,viagem de carro pelo interior do estado de São Paulo e verão.Alias o cinturão verde ao redor da cidade de São Paulo para abastece-la é um grande exemplo.

    1. Meu Mestre, deixei de ser assinante da revista Veja no dia em que você não pode publicar sua matéria ( STF) e dignamente se retirou. Não me canso de dizer que a revista Oeste tem custo baixo pelo quadro de jornalistas que nos oferece. Ler suas matérias é um alento, é um “botar para fora” toma minha indignação através do seu talento. Obrigado!

      1. Um dos poucos jornalistas, no sentido mais completo desse termo, contempla-nos ,mais uma vez, com esse brilhante artigo. Parabéns é pouco!!!

      2. Se não começarmos a informar lá fora, a mentira deles vai prevalecer sobre a verdade.
        Ainda mais com o auxílio dos Felipes Netos da esquerda.
        Dentro da gente cresce uma revolta muito grande que infelizmente não sabemos como parar.
        Fora isso ainda temos um STF vergonhoso e um SENADO conivente.

      3. Excelente artigo, Guzzo!
        Desconstruindo essa narrativa falsa que constantemente vem através da extrema imprensa com a finalidade de denegrir um trabalho de décadas dos produtores rurais brasileiros. E que está sendo a nossa salvação em termos econômicos.

      4. Providenciarei a assinatura!! Parabéns! Hora de acordar para todos os absurdos que nos empurram goela abaixo!!! O verdadeiro conhecimento nos liberta!!!!

    2. Parabéns, Guzzo
      Artigo espetacular como outros tantos teus. Sou teu leitor assíduo. Este é meu primeiro acesso. Obriguei-me a assinar esta revista pelos conteúdos teus e de teus colegas articulistas onde os fatos são narrados pela ótica da verdade pura, sem as distorções veiculadas pela grandemidialixo.

    3. Se não começarmos a informar lá fora, a mentira deles vai prevalecer sobre a verdade.
      Ainda mais com o auxílio dos Felipes Netos da esquerda.
      Dentro da gente cresce uma revolta muito grande que infelizmente não sabemos como parar.
      Fora isso ainda temos um STF vergonhoso e um SENADO conivente.

    4. Maravilhoso e super informativo artigo.
      Guzzo, satisfação em contatá-lo após 20 anos que morei em Miami.
      Trabalhamos juntos na Ed Abril de 1998 a 2001. Eu era VP HR Publicações.
      Grande abraço
      Marcel Caig
      mcaig9@gmail.com

      1. Prezado MARCEL

        Obrigado e um forte abraço !
        Foi um prazer ouvi-lo …
        G.

    5. Acessei, nos últimos dias, o site da NASA mencionado. Nada mudou e a África continua pegando fogo e sendo completamente ignorada pela media mainstream. Muito pouco acontece no Brasil. Visual e aparentemente falando, tanto quanto na Europa.

      Até quando acham que suas mentiras se sustentarão?

      1. Concordo plenamente com você, caro colega. Realmente, foi uma citação infeliz, no bojo de um texto tão primoroso como este. Imagino até que algo assim deveria ter publicação obrigatória no Diário Oficial da União, pois o agronegócio vem-se tornando uma questão de segurança nacional. Ainda bem que nós da direita temos mentes brilhantes capazes de furar os pneus dessa carruagem do fim do mundo, pois para essa aí, só colocar pregos na estrada não resolve nada.

    6. Excelente! Realmente uma visão clara de quem são os atores que buscam camuflar a realidade em prol de teoria imaginativa completamente alheia a sustentabilidade do mundo como ele é!

    7. Poucos se lembram e menos ainda falam sobre a escassez de alimentos no Brasil da 1ª metade dos anos 60.
      Houve racionamento de produtos básicos como arroz, feijão, açúcar, farinha de trigo, leite, carnes e etc..
      O pão chegou a ser feito com farinha mista de trigo e milho e carne de baleia vendida como substituta da tradicional.
      Em 60 anos o agronegócio fez uma revolução e libertou o país dessa situação.

    8. No geral o artigo é correto. Mas omite que sim grande parte das queimadas tem sido negligenciada pelo governo é ainda tem o dedo culposo do agronegócio e madeireiros

    9. Muito bem Guzzo, bastante claro e conciso considerando todos os pontos citados. Meu comentário diz respeito a ONGs nacionais e estrangeiras, entidades religiosas e empresas multinacionais atuando na Amazônia. Sugiro aumentar o controle de suas atividades ou, em alguns casos, bani-las. É sabido que o interesse real de muitas é conhecer e usurpar nossas riquezas.

    10. Então o Brasil não desmatamento ? Os dez mil km no ano passado em mentira? Os 15 km que será este ano é mentira? Os quase 1 milhão de km desmatados na Amazônia é mentira?
      Absurdo! Canal mentiroso e a serviço de bandidos que desmatam ilegalmente a Amazônia.
      A biodiversidade as riquezas incalculáveis da Amazônia não podem ser trocadas por soja ! Qual é mais importante soja ou a Amazônia? O Brasil tem que estudar e parar de acreditar em falsas matérias. A Amazônia é importante para o clima do Brasil. Não soja.

    1. Muito bom e oportuno! Este é mais um dos assuntos em que a verdade está perdendo para as narrativas. Sobre o mínimo de 20% da propriedade que todos são obrigados a preservar, é importante ressaltar que na Amazônia esse número é de 80%. O governo deveria divulgar melhor os 5 pilares de seu plano de preservação da Amazônia, explicados na entrevista da semana passada com o ministro do Meio Ambiente

      1. Bem observado. Também achei que estava invertida a informação. Preserva 80% da área total.

      2. Em outras áreas rurais a lei rege mesmo mínimo 20% a preservar, depende da região, mas na Amazônia é mínimo 80% a preservar. E o governo diz que vai pagar R$ 250/hectare pra quem cumprir isso, conforme a entrevista do Ricardo Sales

    2. Esse artigo deveria ser traduzido , impresso e distribuído para o mundo, mas não pelos governos e sim para o cidadão comum, que é bombardeado enganosamente.

      1. Concordo totalmente com o Sr Álvaro. Gostaria de multiplicar esse artigo para ver se as pessoas aprendem e param de repetir o discurso do rival. O povo precisa conhecer mais o nosso país e defendê-lo dos abutres

      2. Parabéns pela visão.
        A preservação ambiental é relevante, mas o barulho amazônico se resume ao medo de europeus quanto ao aparecimento de um novo player no mercado mundial a lhe tirar fatias de seus mercados, o Brasil.

  1. Excelente artigo Guzzo. Ótimas colocações e clareza na análise do movimento das ONGs controladas por investidores estrangeiros.
    Nosso agro alimenta uma em cada 4 pessoas no mundo, sem ele haveria escassez.

  2. Gostaria muito de ouvir ou ler um comentário da farssante Marina Silva, que depois de enganar toda a comunidade evangélica, que lhe tirou o paoio, agora continua tentando enganar os demais incautos com suas estórias de por boi pra dormir.

  3. Muito claro , objetivo, e informativo sobre a atividade econômica que sustenta nosso país e que contraria a concorrência internacional. Infelizmente encontramos maus brasileiros, ideólogos de esquerda, que apoiam essas críticas fazendo coro e intensificando a campanha nefasta contra nosso vitorioso agronegócio. Sobre a Amazônia não deixa dúvidas para quem, honestamente ,deseja saber a verdade sobre a nossa riquíssima e cobiçada região.

  4. O leitor Paulo Ferreira dos Santos Junior disse tudo: “Mais um que merece uma moldura”. Façamos chegar este artigo ao maior número possível através das redes sociais.

  5. Guzzo perfeito em suas colocações. Precisamos de mais pessoas defendendo nosso agro, somos uma potencia e merecemos respeito.

  6. Guzzo fodá.tico, tiro meu chapéu, isto sim é um jornalista que faz a tarefa de casa e não fica ventilando bobagens que os outros querem ou publicam, sabe muito inclusive dos meios utilizados pela agricultura moderna pra ganhar músculos e alimentar o mundo, sim ALIMENTAR O MUNDO AFINAL É PARA ISTO QUE SERVE A AGRICULTURA, E SIM O MUNDO ESTÁ COM MEDO PORQUE O ÚNICO PAÍS QUE TEM TUDO PARA SER O CELEIRO DO MUNDO É O BRASIL, VÃO TER QUE TROCAR CHIP POR ARROZ E FEIJÃO OU IRÃO MORRER DE FOME!!!

  7. Guzzo, faço parte do agronegócio brasileiro e sempre ouvimos dos “urbanóides” a maledicência contra natureza. Parabéns pelo artigo, mais claro, somente desenhando.

  8. SIMPLES ASSIM: FANTASTICO. ONDE ANDA A GRANDE IMPRENSA BRASILEIRA QUE AO INVES DE DEFENDER O PAÍS E MOSTRAR A REALIDADE AMAZONICA? SE FINGE DE “MORTA”,COMO SE NÃO FOSSE COM ELA?.

    1. Pessoal aí do financeiro, pode emitir mais um boleto. Artigo como esse, merece pagar a assinatura em dobro. Nem desenhando faria melhor. Parabéns

  9. Texto espetacular equiparado ao acerto de haver assinado a Oeste!!
    Parabéns aos envolvidos por esta iniciativa que ja é um divisor de águas no mercado editorial brasileiro!!
    So falta a Fox na televisão!!

  10. Um tapa na cara da geração mimizenta, da mídia militante, dos ecologistas de iphone, dos naturebas e maconheiros da varanda gourmet.

  11. Prezado, há uma errata a fazer na bela coluna. Na Amazônia Legal a área impedida de desmatamento é 80%, não 20% como constou. E vale recordar que era 50% a reserva legal. Quem produziu essa aberração de 80% de restrição foi o FHC. Aquele Tucano. Está na hora de retomarmos a reserva legal de 50%, que já era desproporcional com as regiões sudeste, nordeste e sul, cuja área de reserva legal era se apenas 20%.

  12. Como sempre, seu artigo é muito bom. O governo precisa ser mais inteligente para mostrar ao mundo o que você relatou acima, e não tentar enfrentá-lo de maneira burra, com ministro e presidente igualmente burros na forma de se comunicarem. A continuar assim, teremos que torcer para que nas próximas eleições consigamos algo melhor.

  13. Excelente artigo Guzzo!
    Concordo plenamente. O Brasil precisa mudar está página de destruidor da Amazônia. O ideal é criar KPI (indicadores) sobre a qualidade de vida dos 20 milhões de habitante que lá moram, quantidade que queimadas que destroem a Floresta via a vis as queimadas por acidente onde a floresta irá se regenerar e outros.
    Tenho visto alguns projetos de Agro Floresta para o bioma da Amazonia, e o Governo deveria incentivar estas iniciativas.

  14. Parabéns pelo artigo, Guzzo. É preciso combater a mentira, antes que a repetição da mesma possibilite transformá-la em verdade por aqueles cujos interesses pessoais se sobrepõem aos verdadeiros interesses da nação.

  15. Excelente artigo Sr. Guzzo.
    Também já disse isto várias vezes para outros artigos da Oeste…mas com certeza este seu artigo é mais um que tinha que imprimir, fazer uma moldura e pendurar em “tudo que é lugar.”…! Quem sabe assim, talvez isso entrasse na cabeça dos imbecis que andam por aí vomitando bobagens!
    Parabéns!

  16. Guzzo, tenho o maior orgulho de ler sua coluna sempre, me abranda o coração, porque percebo que nem tudo está perdido, temos você!!!! Sua ponderação e a sua retidão ao dar vida a um artigo como esse, mostra que existem muitos “brasileiros” que ajudam a fomentar a industria da destruição da nossa Amazônia e do nosso País, para ganhar o palco juntos ao seus eleitores, e não se importam em defenestrar o nosso BRASIL!!!!!!! Querem que o Brasil nunca seja protagonista, mas apesar de todas as intempéries (Politica, Corrupção, Educação, Saúde, Segurança e esse “povinho”) ainda assim, nosso Brasil vai ser grande, e irá alimentar o Mundo. Teremos a oportunidade constatar a velha frase que: O Brasil é o celeiro do Mundo. Parabéns pela defesa do nosso Brasil. Avante!!!! Viva a Amazônia…..

  17. Parabéns, mestre Guzzo. Como sempre, um artigo contundente contra a ignorância seletiva. Espero sinceramente que os meios de comunicação digital, tais como a revista Oeste e as mídias sociais, possam furar os discursos falaciosos revestidos de meias verdades, que tanto têm espaço e palanque nos meios de comunicação tradicionais.

  18. Prezado Guzzo

    Primeiro foi um excelente texto e muito esclarecedor para muitas pessoas mas gostaria de compartilhar algumas informações e um outro ponto de vista.

    Tive acesso as seguintes informações: cerca de 73% do milho e 79% da soja produzida no planeta Terra são usadas para produção de ração para os animais.

    Há casos onde um animal consome 12 unidades de peso e só engorda 1.

    Se 100% do milho e da soja fossem usados para consumo direto da humanidade a área necessária para a satisfação alimentar humana seria reduzida a 25% da área atual.

    O maior problema alimentar humano consiste no fato da proporção exagerada no consumo de carnes.

    O ser humano é herbívoro como os Gorilas, por exemplo.

    Preciso dizer que sou vegetariano desde 1977 e hoje tenho 60 anos.

    É só um outro ponto de vista mas creio ser bastante objetivo.

  19. Não sei se Guzzo lê os comentários mas vou dar uma dica de reportagem. Há uma empresa que em parte é do governo da Noruega, chamada Hydro, que é instalada no Pará e é acusada em questões ambientais na região. Seria interessante um texto sobre a hipocrisia escandinava no que diz respeito à Amazônia. Aliás, passou da hora. E pode ser que haja outras empresas de países com o mesmo perfil.

  20. Extraordinário J. R. Guzzo! Ainda bem que podemos contar com sua coragem e lucidez. A lamentar o fato de que parte da imprensa, sem conhecimento e com má-fé, siga atacando o produtor brasileiro e elogiando ações de supostas ONGS, que agem contra o país.

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