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Manifestação organizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no último domingo (25), na Avenida Paulista, em São Paulo | Foto: Rodri Terra/Revista Oeste
Edição 206

Surra de povo

Ato pela democracia esvazia Brasília, deixa políticos desnorteados e pressiona o governo Lula — que não tem a menor ideia de como lidar com os deputados

Silvio Navarro
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A passeata em defesa da democracia, convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, no domingo 25, assustou Brasília como há tempos não se via. Comissões esvaziadas, falas desencontradas sobre o tamanho do impacto das ruas, deputados que decidiram ficar nos seus Estados e a ausência calculada dos presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nos microfones.

Com exceção de um ato pelo aniversário do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e da CPI sobre os negócios da Braskem em Alagoas — que não vai dar em nada —, o Legislativo travou nesta semana. Câmara e Senado decidiram que as raras votações ocorreriam de forma “semipresencial” — ou seja, no modelo home office da pandemia. Quando se pergunta o motivo, a resposta é protocolar: “Acordo entre os líderes”.

Lira informou à imprensa que estava em Brasília, mas que preferia fazer reuniões na residência oficial. Disse que conversou com alguns políticos a portas fechadas sobre pautas para o semestre. A recomendação geral das bancadas foi evitar discursos na tribuna durante a semana. Pacheco fez uma discreta aparição no plenário na quarta-feira 28.

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Na Câmara, a lista de projetos escancarou o esfriamento das sessões: debates sobre um projeto que institui a Medalha do Mérito Evangélico, o combate a fraudes em transações imobiliárias, e a determinação de cartazes e mensagem sonora em portos e aeroportos sobre o direito de solicitação de refúgio. As comissões temáticas importantes não funcionaram.

O articulador político do governo, Alexandre Padilha, é tratado como um fracasso há meses. Ele nem sequer consegue agendar reuniões com as bancadas

Já o governo, contra as cordas diante da multidão na Avenida Paulista, decidiu retaliar parte dos 140 parlamentares que assinaram o pedido de impeachment contra Lula. O gabinete do líder na Câmara, José Guimarães (PT-CE), elaborou uma lista de funcionários lotados em cargos estatais, principalmente nos Estados, que serão demitidos. Há nomes do União Brasil, Republicanos, PP e PSD, siglas do chamado centrão, que votam conforme a troca de cargos e favores no varejo político.

A liberação de emendas parlamentares também será represada para essas legendas.

José Guimarães (PT-CE) elaborou uma lista de funcionários lotados em cargos estatais, principalmente nos Estados, que serão demitidos | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O país das ‘emendas’

A palavra “emenda” talvez seja a única que provoca alguma reação dos manda-chuvas do Congresso. Desde o começo do ano, eles não aceitam a ideia de abrir mão de R$ 5,6 bilhões, como Lula determinou. Isso porque emenda parlamentar significa dinheiro do Orçamento para obras onde os deputados têm votos — pontes, asfaltamento, equipamento para postos de saúde, quadras esportivas, reforma de parques etc. Esses recursos, principalmente em anos em que ocorrem as eleições municipais, viram moeda corrente para fechar apoios com prefeitos e vereadores. Neste 2024 não será diferente, inclusive porque um terço dos deputados pretende disputar prefeituras.

Notícia publicada pelo Poder360 (27/2/2024) | Foto: Reprodução/Poder360
Notícia publicada pela Folha de S.Paulo (27/2/24) | Foto: Reprodução/Folha de S.Paulo

O cabo de guerra pelas fatias do Orçamento é o único hoje que Lula consegue travar com o Legislativo. No ano passado, o petista só conseguiu aprovar projetos na área econômica porque o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negocia diretamente com Arthur Lira. O restante da agenda naufragou ainda nas comissões por falta de votos.

O articulador político do governo, Alexandre Padilha, é tratado como um fracasso há meses. Ele nem sequer consegue agendar reuniões com as bancadas. O próprio Lira, recentemente, pediu a Lula, num encontro no Palácio da Alvorada, que nomeasse o deputado José Guimarães para a função. Mas Padilha segue no posto porque é considerado cota pessoal da primeira-dama, Janja da Silva, de quem é amigo — foi ela, por exemplo, que o orientou a adotar a língua do “todes”.

Alexandre Padilha é tratado como um fracasso há meses | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Na Câmara, é comum ouvir dos deputados que “o problema do governo é com a matemática”. O PT e seus satélites — PCdoB, PV, Rede e PSB — somam 109 votos. A título de comparação, só o PL elegeu cem. É a menor base formal desde os piores dias de Fernando Collor ou quando o PMDB abandonou Dilma Rousseff. Os dois presidentes deixaram Brasília antes do final do mandato. Como Padilha é ignorado, a conta que já é ruim fica pior. A solução é abrir o cofre.

No ano passado, Lula teve de demitir as ministras Ana Moser (Esporte) e Daniela Ribeiro (Turismo), o ministro Márcio França (Portos e Aeroportos) e a presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, além de uma lista de petistas em bancos públicos e estatais. O motivo? Atender os partidos do centrão para votar alguns poucos projetos, como o incompreensível “arcabouço fiscal” e a minirreforma tributária.

A escolha das pastas pela ala fisiológica da política tampouco é aleatória. As pastas do Esporte e do Turismo são cobiçadas porque quase 80% das verbas estão destravadas para gastar — no jargão orçamentário, não são “discricionárias”, estão livres de pagar salários. Logo, esses novos ministros usaram a verba para atender obras dos seus aliados nos rincões estaduais. Foi assim que o Brasil ficou sabendo, no ano passado, que André Fufuca, ministro do Esporte, mandou R$ 4 milhões para alavancar o futebol amador e erguer arenas em Barra de São Miguel, cidade alagoana com 4 mil habitantes. O prefeito é Benedito de Lira, pai do presidente da Câmara.

Fufuca, do PP, foi escolhido ministro justamente pela proximidade com Lira. Hoje com 34 anos de idade, mas político desde os 21, ele é conhecido como “Fufuquinha”. Seu pai, Fufuca Dantas, é prefeito de Alto Alegre do Pindaré (MA), com 25 mil habitantes. O município maranhense já recebeu R$ 5 milhões por meio das emendas “Pix” da Câmara — o apelido é esse porque o dinheiro cai direto no caixa da prefeitura, sem intermediários.

Notícia publicada pelo jornal O Globo (16/1/2024) | Foto: Reprodução/O Globo
Notícia publicada pelo Metrópoles (18/9/2023) | Foto: Reprodução/Metrópoles
Supremo governo

A semana foi de silêncio no Congresso, mas é voz corrente em Brasília que — aconteça o que acontecer — a relação com o PT não vai mudar. O dilema está do outro lado da Praça dos Três Poderes, para onde os parlamentares afirmam que foi transferida a sede do governo. Sem votos na Câmara, Lula apostou todas as suas fichas em Alexandre de Moraes.

Nesse sentido, um embate está previsto: o PL e o centrão querem uma emenda constitucional para limitar a entrada da Polícia Federal em gabinetes e endereços de deputados e conceder acesso integral aos autos quando eles forem investigados — ou seja, o fim do sigilo absoluto como ocorre atualmente. O texto que deve avançar proíbe operações de busca e apreensão sem o aval prévio da Mesa Diretora. Neste ano, dois deputados tiveram os gabinetes vasculhados durante o recesso de janeiro: o líder da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ), e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Os congressistas afirmam que os mandatos foram violados pelo ministro Alexandre de Moraes. O artigo 53 da Constituição prevê que o deputado “passa a ser inviolável, civil e penalmente, por quaisquer das suas opiniões, palavras e votos”. A prisão só poderia ocorrer em caso de flagrante de crime inafiançável, circunstância em que a Câmara, por maioria de votos, deve decidir em até 24 horas. Não é o que ocorre desde 2019, quando Dias Toffoli, então presidente do STF, designou Moraes para conduzir o inquérito das fake news — que depois se desdobrou em vários outros — e já dura cinco anos.

Lira é a favor da emenda, mas Pacheco é contra. O presidente do Senado, por sua vez, quer limitar decisões monocráticas de ministros e fixar o tempo de mandato na Corte. É possível que todos esses temas, contudo, sejam conversados bem longe de Brasília. Pacheco vai encerrar a semana na Argentina, num evento ao lado de Alexandre de Moraes. Ele será um dos homenageados na Faculdade de Direito de Buenos Aires. Moraes será o coordenador do seminário e fará o discurso de encerramento, seguido de um jantar.

Rodrigo Pacheco quer limitar decisões monocráticas de ministros e fixar o tempo de mandato na Corte | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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28 comentários
  1. Natalia Maria Stanczyk
    Natalia Maria Stanczyk

    MUIITO feliz por me tornar mais uma assinante da Revista Oeste, é mensal mas vai durar até o fim da minha vida. Amo vocês e sou grata por esta maravilha de revista,

  2. Luís Roberto Audrá
    Luís Roberto Audrá

    Tem de ser comentado o fracasso da “homenagem” a esses dois estrupicios na Argentina .

  3. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Silvio, não esta na hora da Revista Oeste insistir para entrevistar FHC e outras celebridades tucanas que esqueceram do passado que condenavam o PT e seus agregados como MST, e agora fizeram o “L”?. Como ex tucano desde a fundação do PSDB até 2019, penso que foram eles por ÓDIO ao governo Bolsonaro, os arquitetos desse retorno de Lula ao poder com o apoio da Suprema Corte. FHC esqueceu o que escreveu em seus “diários da presidência” sobre o PT e agregados (vol. I pg.116), bem como de suas interferências na PF(vol. III pg.221) e na IMPRENSA (FOLHA) (vol. I pg.333).
    Aos 78 anos sinto vergonha ter sido tucano, como penso Mario Covas também sentiria.

  4. Joaquim Días do Nascimento Júnior
    Joaquim Días do Nascimento Júnior

    O Governo e seus puchadinhos da Câmara, no Senado e no STF estão desnorteados com o recado das ruas? Parece que esqueceram do som da VOZ ROUCA DAS RUAS. Só pra relembrar eles causaram o impeachment de Collor e Dilma e tudo começou exatamente nas RUAS. Bom para o povo ruim para o consórcio.

  5. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Parabéns por mais uma grande matéria, Silvio Navarro.
    E sobre o evento na Argentina, esvaziamento. Merecido para o picareta Alexandre de Moraes, e o banana Rodrigo Pacheco.

    1. Silvio Navarro

      Obrigado, Cândido! Abraço

  6. Dalva da Silva Prado
    Dalva da Silva Prado

    “A semeadura é facultativa, mas a colheita é obrigatória”. Pacheco e Moraes estão começando a colher. CANCELAMENTO FOI POUCO.

  7. Dalva da Silva Prado
    Dalva da Silva Prado

    Pacheco e Moraes estão começando a colher o que plantam. Justa homenagem dos argentinos: cancelamento. Isso é só o começo…

  8. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Uma vergonhas se ter um parlamento desse, um lamaçal. Uma corja de ladrão conversando inutilidades e roubando todo dinheiro da nação junto com os outros dois poderes. A população quer que resolva essa desgraça, vivemos numa treva política

  9. André Marco Navarro Bustos
    André Marco Navarro Bustos

    É a estratégia de todo politico que não tem uma posição definida e só pensa no benefício próprio sumir ao invés de opinar sobre um fato relevante que envolveu milhares eleitores em potencial . Não critico para não perder esse eleitorado numeroso mas também não apoio para não perder o apoio da outra parte da população .

  10. José Gilberto Pizi
    José Gilberto Pizi

    Silvio, o evento na Argentina “flopou”. ????????????????????

  11. Joel Luiz Oliveira Rios
    Joel Luiz Oliveira Rios

    Esta realidade do parlamento vazio de deputados e senadores da República nos mostra muito bem como estamos muito mal representados no Congresso. Nos mostra o verdadeiro valor (próximo de zero), que nós o povo brasileiro tem para estes senhores, na maioria inúteis deputados e senadores, os quais, daqui à pouquinho estarão em nossas portas, juntamente com candidatos às prefeituras para nos pedir votos e pousando de honestos e trabalhadores a favor do povo, colocando em prática a estratégia do atual descondenado que desgoverna o Brasil, qual seja, “O POLÍTICO TEM QUE MENTIR, MENTIR E MENTIR”, e infelizmente, muitos dos incautos dos eleitores acreditam, ou pior, trocam seus votos por um saco de cimento, alguns blocos para construção ou uma cesta básica, e ainda se justifica que o fez pra aproveitar o momento pra levar alguma coisa de positivo, pois sabe que só o verá de novo depois de mais 4 anos. Assim são infelizmente ainda a maioria dos nossos políticos e do povo que escolhe na maioria bandidos pra desgovernar o Brasil com a prática de roubos e corrupções generalizadas como no atual desgoverno, no exercício de um projeto criminoso de poder, como muito bem falou o ex decano Celso de Melo enquanto ministro do STF no início do segundo mandato do descondenado que hoje desgoverna o Brasil. Só tem uma solução, fazermos do Brasil como um todo, a extensão da avenida paulista. Assim mudaremos o rumo da nação, e a levaremos de volta à verdadeira democracia e ao verdadeiro estado democrático de direito estabelecido na Constituição de 1988. Simples assim. Mas se ficarmos deitados em berço explêndido, já era. A ditadura vai pra cima e o comunismo toma conta de todos. Assim sendo, adeus liberdade de expressão, adeus propriedades privadas, adeus eleições limpas com contagem pública dos votos como estabelece a nossa atual constituição, adeus felicidade visto que o estado passa a ser o Deus, e seus donos e algozes a humilhar e chicotear o proletariado, ou seja, o povo trabalhador.

  12. Joel Luiz Oliveira Rios
    Joel Luiz Oliveira Rios

    Dize-me com quem andas e eu te direi quem és. Esta é uma máxima utilizada para definir o caráter das pessoas, a qual se encaixa perfeitamente neste idiota e imbecil deste roscofe pacheco, inútil e patife da mais alta categoria, mal caratismo na essência com 100% de concentração, uma praga que infelizmente o povo mineiro elegeu, mas que certamente, não mais o reelegerá diante de tantos malefícios que este imprestável deste roscofe pacheco tem feito ao Brasil e ao povo brasileiro. É um capacho, um nefasto e lesa Pátria. Jamais existiu no Brasil um presidente do Congresso Nacional que exercesse tanta canalhice como este frouxo e covarde destes atuais presidentes do Congresso. Falsos e corruptos ao extremo, desejam que o povo e o Brasil se explodam. Desejam que o mar do Brasil pegue fogo, pra eles comerem caviar e lagostas lá fora para onde fugirão, e irão morar em suas mansões nos EEUU, no bem bom com suas famílias. O Brasil e os brasileiros que se f…

  13. Juliana Varotto Martins
    Juliana Varotto Martins

    Temos que lotar as ruas todos os domingos. Isso tem que ser constante. Só assim conseguiremos tirar essa corja de lá! Somos maioria, temos que fazer valer nossa voz!

  14. Jonas Ferreira do Nascimento
    Jonas Ferreira do Nascimento

    O que esperar de um presidente do Congresso que vive de passeios com o algoz do país?

    1. Jonas Ferreira do Nascimento
      Jonas Ferreira do Nascimento

      Digo, … com os algozes do país?

  15. James
    James

    Um raio X da representatividade paralamentar no telào 8K !
    Estou assistindo na ágora da paulista !
    O cálculo da destruição é :
    Eles começaram tudo de novo!
    Não sairão das ruas!
    Ano de eleição !
    Prejuízos eleitorais à vista !
    Perda de mamatas !
    Ó céus, ó azar !
    Tudo Isso porque Bolsonaro não quis uma manifestação NACIONAL !
    A próxima manifestação será nacional! !
    O poder legislativo foi merecidamente HUMILHADO por abandonar ao povo!
    Será humilhado mais vezes, até jogar corretamente o jogo da representatividade !
    O jogo vai esquentar até o fim do ano!
    Saída covardona pela esquetda!
    Fugiram, sem dar a resposta que a legítima representatividade pede!

  16. MNJM
    MNJM

    Silvio excelente texto. Pacheco é um vendido pior Presidente do Congresso de todos os tempos.
    Moraes destilara toda sua tirania no evento. O foco é censurar e perseguir. A desculpa é para salvar a democracia. Hipócrita. Isso se chama DITADURA

    1. Silvio Navarro

      Concordo! Abraço!

  17. Aloizio Barros De Souza
    Aloizio Barros De Souza

    Bolsonaro é um líder!

  18. Célio Antônio Carvalho
    Célio Antônio Carvalho

    O fato é que uma boa parte desses deputados não fazem falta aqui e em nenhum outro lugar!
    Essas “familiocracias” têm de acabar de uma vez! É uma imoralidade sem fim!
    O Congrersso é do Povo, portanto, precisa sim ouvir os eleitores. Estes, por sua vez, têm de cobrar a não volta de Davi Alcolumbre na presidência do Congresso! Ou será que não há outro que possa assumir essa condução? Ou então por que apostar num sujeito que já passou por lá e não deixou “saudades”? Muito estranho isso.
    A reforma política-eleitoral é urgente. Temos de acabar com essa bagunça. Eleição, votação por distritos, com o mais votado eleito e pronto.
    Limitar a quantidade de mandatos, no máximo duas vezes interrompidas, para dar chances a outros.
    Acabar com a herança de geração em geração, passando de pai para netos, bisnetos.
    Acatar o clamor do povo nas ruas e nas mídias!
    Afastar os maus políticos, ainda que tenham sido votados. Não trabalhou, rua.
    É preciso moralizar e expurgar a política brasileira. Ninguém confia mais em quem quer que seja!
    Sílvio NAVARRO, você é fera! Parabéns pelos textos e continue firme na sua luta!

    1. Flavio Souza Jaspe
      Flavio Souza Jaspe

      Concordo. Fernão Lara Mesquita também falou sobre isto. Voto distrital puro. E recall dos políticos “servidores públicos”.

  19. Joao Pita Canettieri
    Joao Pita Canettieri

    Silvio Navarro um dos melhores jornalista desta nova safra. Parabéns

    1. Juliana Varotto Martins
      Juliana Varotto Martins

      Concordo! Ele é excelente! Logo logo ganhará um Pulitzer!
      Vamos levantar a tag #PulitzerParaSilvioNavarro

      1. Silvio Navarro

        Muito obrigado pelo carinho! Um grande abraço!

    2. Silvio Navarro

      Obrigado, amigo! Abração

  20. Andrea Vidal
    Andrea Vidal

    “Pacheco vai encerrar a semana na Argentina, num evento ao lado de Alexandre de Moraes”

    Isso explica absolutamente toda a repressão que estamos vivendo. Quem deveria cumprir com o seu dever de cobrar, está em lua de mel com o opressor.

  21. Edson Carlos de Almeida
    Edson Carlos de Almeida

    A pancada foi grande , e vem mais !

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