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Sai da UTI, Brasil

O avanço do processo de geração de riquezas depende da reformulação do Estado em modo de emergência. O socorro agora são as reformas

Paulo Guedes disse que o Brasil vai surpreender o mundo. Isso foi no auge da pandemia. Agora o ministro da Economia diz que os sinais confirmam a tendência de recuperação nacional em V — ou seja: após a queda acentuada decorrente das paralisações, uma retomada econômica acelerada. Nesse cenário, o PIB cairia em torno de 5% (ou menos) — o que de fato seria surpreendente em relação à maioria das projeções iniciais, quando foi reconhecida a calamidade.

É ver para crer, nesse quadro tumultuado que derruba projeções a cada esquina e ninguém consegue saber onde é o pico da incerteza. O certo é que o risco Brasil fechou agosto no menor nível em seis meses — ou seja, retornou ao patamar de antes da pandemia, que por sua vez era o menor desde a ruína petista.

A arrumação da casa nos últimos três anos tinha resgatado o país da maior recessão da sua história — combinação de incúria e assalto — e ninguém diria que a recessão voltaria tão rapidamente, como acaba de ser constatado com a divulgação do PIB do segundo trimestre. Deve ter sido por pura identificação que Lula disse que “felizmente a natureza criou esse monstro chamado coronavírus”. De certa forma, o ex-presidiário fez o seu sucessor. Ainda vão brigar entre si para ver quem destruiu mais.

Os demagogos que radicalizaram as medidas de asfixia social agora fingem que o auxílio emergencial pode ser eternizado

Para quem é de construir, o nome do jogo agora é fugir da depressão — um flagelo que legaria vários anos de penúria até a recuperação dos indicadores pré-pandemia. Aí, sim, a covid deixaria Lula no chinelo. E uma segunda década perdida em tão pouco tempo muda os rumos de uma nação — para muito pior. O que o ministro Paulo Guedes está dizendo é que as chances dos brasileiros de escapar desse destino trágico são boas. Mas tudo depende dos próximos passos que o país (não só o governo) vai se dispor a dar.

Apesar do tombo pandêmico, a economia manteve os “sinais vitais” — como diz o ministro. Mas isso se deveu principalmente ao socorro governamental. O programa de transferência de recursos públicos para pessoas e empresas — entre auxílio emergencial, créditos especiais, adiamento de vencimentos e outras medidas — foi bem operado. A explosão do desemprego em decorrência dos bloqueios sanitários foi reduzida por regimes trabalhistas especiais para evitar demissões.

Muitas vidas certamente foram salvas pelo socorro estatal. Não foi um milagre. Foi a criação de uma dívida de quase R$ 1 trilhão. Como decolar em V com um papagaio desses nas costas?

Só existe um caminho: gerar riqueza num ritmo sem precedentes. Os demagogos que radicalizaram as medidas de trancamento e asfixia social agora fingem que o auxílio emergencial pode ser eternizado. Nenhuma surpresa. Sempre foram parasitas — e, como todo parasita, burros: atacam o hospedeiro para poder sugá-lo. Talvez por isso vivam repetindo que a pandemia veio para ficar. Suas chances de futuro se resumem a um surto que nunca acabe.

No Congresso, eliminou-se o componente refratário: a predisposição à sabotagem

O Estado fez a sua parte quanto à transfusão de sangue para a sociedade. Agora o futuro dela depende de sangue privado. E o caminho para uma performance excepcional no processo de geração de riquezas depende da reformulação do Estado em modo de emergência. O socorro agora são as reformas.

Para escapar de ser engolido pelo rombo da pandemia, o Brasil precisa completar a tríade da reestruturação do Estado — que se iniciou com a reforma da Previdência e se completará com a administrativa e a tributária. Há um excelente sinal no horizonte: 2019 foi um ano de grande conflagração política, e ainda assim Executivo e Legislativo se entenderam na hora de dar o grande passo; agora, por incrível que pareça — e com toda a instabilidade trazida pelo vírus do oportunismo —, o ambiente entre os dois poderes está menos inflamado.

Especialmente da parte de Jair Bolsonaro e de Rodrigo Maia vem se desenhando um pacto. Já foi afirmado quanto ao teto de gastos e quanto à reforma tributária. Isso não pressupõe ausência de conflitos e negociação fácil. Apenas retira o componente refratário — isto é, a predisposição à sabotagem. Basta isso.

Até no STF já surgiu, da parte do ministro Marco Aurélio Mello, a voz contra o jogo de armadilhas. Ou a Suprema Corte corrige seu rumo, ou ficará falando sozinha. A História reconhecerá — e recompensará — todos os que apostarem na união para salvar os brasileiros.

Leia também nesta edição o artigo “A resposta liberal para a desigualdade”, de Gabriel de Arruda Castro

 

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19 comentários

      1. Vai, babaca. Vai assistir o debate do Freixo x Anitta ou o Barroso x Felipe Neto, ou se, preferir, os videos dos discursos da Dilma ou do Lula Bêbado e todo mijado. Essas coisas criativas que vcs . comunistas adoram curtir. Ou, vá passar o fim de semana na Venezuela. Que tal ?

      2. Vai Ru o tolo ou Ru, o babaca. Vai assistir o debate do Freixo x Anitta ou o Barroso x Felipe Neto, ou se, preferir, os videos dos discursos da Dilma ou do Lula Bêbado e todo mijado. Essas coisas criativas que vcs . comunistas adoram curtir. Ou, vá passar o fim de semana na Venezuela. Que tal ?

      3. Isto mesmo, Ney. Pista essa turma, nada de otimismo. O que vale é o bom e velho quanto pior, melhor.

    1. A sobrevivência política de Rodrigo Maia não passa por tentativas contrárias à constituição, comportando-se como o STF, seja fazendo o jogo monocrático que nos soa como um W O, ou fazendo resultados de 0 X 7 à sociedade, mesmo os números possíveis alcançarem apenas o placar de 2 x 2.
      Rodrigo Maia para não ter um final que decepcione César, tem o tempo que lhe resta na Câmara, para com boas intenções trabalhar com afinco nas reformas estruturais do ESTADO que tanto todos precisamos. O político que ouviu, e tbm não fechou os olhos para as manifestações de 2.013, que resultaram, em 5 anos, no fim do CONLUIO entre os 3 poderes, entendem perfeitamente que o POVO tido como incapaz, deu as costas para a subversão da ORDEM das coisas, e já antevê e acredita que casa arrumada é abertura para o PROGRESSO. Honremos a nossa BANDEIRA.
      O POVO que elege Maia, certamente é CRISTÃO e conservador, e por isto reconhecedor dos valores que realmente interessam à sociedade.
      Em frente Maia. Enfrente este desafio e afaste-se daqueles subversivos que comprovadamente trancam as nossas PAUTAS.
      Unidos, mesmo com essa carta Frankenstein e comunista, recuperamos com TRABALHO este passivo. O nosso maior desafio na verdade, é eliminarmos da sociedade os falsos valores é práticas deixadas pelas lideranças políticas. Ajude-nos Maia, a estirpar do LEGISLATIVO os representantes, ainda q eleitos pela sociedade, devoradores de recursos e impostos, aqueles que votam contra o marco regulatório do saneamento, que conspiram contra a NAÇÃO.

      1. Oi,Fiuza.Adoramos sua análises.Mas não me conformo com certas atitudes do presidente: a nomeação de Aras,por exemplo. Será que B. não tinha mesmo um nome melhor?E se,junto com o projeto modernizador, vier a volta da impunidade?O “velho e bom combate à corrupção “?Grande abraço

    2. Fiuza,
      Bela análise. O governo precisa governar e negociar. Não tem jeito. O presidente JB não tem maioria. Paulo Guedes faz um excelente movimento e o Brasil vai crescer. Não dá para brigar com todos o tempo todo.
      Somos governo e não oposição.
      Abraços

  1. Perfeito Fiuza. Se esses parasitas perceberem que estamos no mesmo barco e que afundando todos afundarão acredito que as reformas necessárias passarão. Todavia, ainda temos parasitas no Congresso formados por PT, PSol, PCdoB etc, que ainda vivem na idade da pedra lascada e apostam no quanto pior melhor, para eles! No judiciário temos a mais alta corte perdida, formada por elementos políticos e fracos na ciência do direito fazendo de tudo para o país não sair da UTI, pois só assim eles conseguem viver dentro de suas capas e protegidos. É a luta do bem contra o mal, é a luta daqueles que amam seu país daqueles que vivem do país. A luta é e será árdua, mas.. verás que um filho teu não foge à luta!

  2. Fiuza. Sempre certeiro. Entretanto, as mazelas dis parasitas são infinitas…….lendo seu manual do covarde começo a acreditar que nossa briga é das grandes e longa……

  3. Ótimo Fiuza! À cretinice de certos leitores, a sua frase “impiedosa” diz tudo: “Ainda vão brigar entre si para ver quem destruiu mais.”

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