Sob um céu nublado, de onde caía um leve chuvisco, Petrópolis (RJ) registrava cerca de 20 °C por volta de meio-dia da sexta-feira, 14 de novembro, quando a reportagem da Revista Oeste chegou à casa em que Daniel Silveira cumpre as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A residência fica numa área mais elevada da cidade, distante do centro histórico. Como foi construída um pouco acima do nível da rua, para acessá-la é preciso andar sobre uma rampa íngreme ladeada pela vegetação típica da serra fluminense. Silveira foi criado ali. De aparência simples, voz calma e postura acolhedora, Matildes, mãe do ex-deputado, foi quem abriu a porta e conduziu o visitante até uma mesa com café e pão quente.
Silveira chegou minutos depois e se sentou no sofá em L para iniciar a conversa. Vestia camiseta preta e uma calça jeans, que escondia a tornozeleira eletrônica. Durante os 40 minutos seguintes, descreveu como foi o tempo na cadeia, o impacto da prisão sobre a família, as limitações impostas pela atual fase do processo e a dificuldade de reorganizar a rotina desde que obteve progressão de regime. Também falou sobre estudos, planos profissionais e o esforço para reconstruir vínculos afetivos.
Depois da conversa, Silveira convidou a reportagem para conhecer o escritório instalado em outro cômodo da casa. No ambiente, mantém livros de Direito, política e história, além de objetos que marcaram sua trajetória recente — entre eles, a cópia emoldurada da graça presidencial concedida por Jair Bolsonaro e a caneta Bic usada na assinatura do decreto. Após a derrota de Bolsonaro para Lula em 2022, o STF invalidou o perdão que havia cessado os efeitos da condenação de oito anos e seis meses, em virtude de um vídeo que Silveira gravou com ofensas aos ministros do Tribunal. Ao longo de toda a entrevista, o ex-deputado se demonstrou arrependido das coisas que disse no passado e resumiu o momento em que se encontra com a frase: “Só voltarei a viver quando estiver realmente livre”.

A seguir, os principais trechos da entrevista.
Quando o senhor se lembra do período em que ficou preso, o que vem à mente?
Um misto de emoções. Tudo aconteceu de forma conturbada e rápida: ser retirado de casa, afastado da família, do casamento, da vida social, profissional e acadêmica. De repente, me vi jogado em um lugar isolado, onde se perde o controle de tudo, necessitando até mesmo que alguém abra a cela e chame-o para o café ou o almoço. A rotina passa a depender integralmente dos outros. Quando lembro desse período, sinto um aperto no peito. Não sei se chega a ser um trauma, mas é um tipo de dor que permanece, uma experiência muito ruim e danosa. Vi muita gente se entupindo de calmantes, ansiolíticos e remédios psiquiátricos para lidar com a pressão. Graças a Deus, nunca precisei. A carga, no entanto, é realmente pesada. A segregação mina a vontade de vencer e faz qualquer um se sentir um perdedor. Até hoje acordo, muitas vezes às 4h30 da manhã, achando que posso receber uma visita surpresa. É isso que fica: uma memória que ainda aperta muito o peito.

E como era a rotina na cadeia?
A rotina era um déjà-vu permanente. Por volta de 7h30, os agentes gritavam “confere”, batiam cela por cela e colocavam todos em forma. Muitos ficavam de cabeça baixa, com as mãos para trás, porém eu nunca me submeti a isso. Permanecia apenas em pé. Na sequência, vinha o café da manhã — de qualidade ruim — e o retorno imediato à cela. Por volta de 11h30, havia duas horas de banho de sol e, em seguida, tudo recomeçava: cela, almoço, cela, jantar, cela. Os dias eram idênticos. Pequenas brigas aconteciam por motivos banais: uma escova de dentes, um pedaço de papelão. Lá dentro, qualquer objeto ganha utilidade e vira motivo de conflito. As pessoas estão sempre à flor da pele, e você não sabe quem é inocente ou culpado. Com o tempo, desenvolvi ansiedade. Eu não era assim. O sentimento constante era o de viver a mesma cena todos os dias — a mesma dor ao acordar e dormir. O tempo se distorce totalmente. Os minutos viram horas, os dias viram meses e os meses parecem anos. A sensação é de que nada passa, entretanto, quando a gente se dá conta, passou e bastante.
Para o senhor, quanto tempo se passou, se somar todo o período em que ficou no regime fechado?
Como se tivesse perdido uns 15 anos, embora tenha sido apenas três. É algo que machuca muito. Fiquei em uma cela de cerca de 3×3 metros, onde passava 22 horas do dia. Acordava sempre com barulho de discussões entre presos. Ao redor, havia estupradores, pedófilos, acusados de crimes orçamentários e casos de Maria da Penha. Eu estava em uma cela separada, felizmente. Na ala onde fiquei, havia um grupo mais “midiático”: políticos, bacharéis em Direito e pessoas públicas. As conversas variavam conforme o perfil de cada um — algumas básicas, outras mais diplomáticas. Fiquei preso com o doutor Jairinho, acusado de matar Henry Borel, e o ex-vereador Gabriel Monteiro.

E agora que o senhor saiu, como é voltar para a vida real, mesmo tendo de cumprir as restrições impostas pelo STF?
Difícil. Hoje, preciso “pisar em ovos”. Tenho de tomar cuidado com tudo o que faço para evitar um novo recolhimento. Normalmente, saio de casa por volta das 10h, faço fisioterapia e treinamento de força para recuperar os movimentos da perna. No fim de semana, eu treinava, mas agora tenho de ficar recolhido. Reorganizar a vida tem sido um desafio. Às vezes, acordo sem saber onde estou; olho pela janela e lembro que é minha casa. O tempo que tenho, das 6h às 19h, é apertado. São três anos suspensos da vida que preciso fazer um “download” de novo: terminar o estágio para colar grau, começar a pós-graduação em psicanálise e retomar o trabalho com meus advogados, Paulo Faria e Michael Robert, que têm feito uma excelente defesa. Ainda está complicado, até porque faz pouco tempo que voltei ao mundo real. A sensação que tenho se resume no desenho Caverna do Dragão: procuro uma saída que jamais chega.
Como ficou o casamento do senhor e o relacionamento com a família no geral, desde que tudo começou?
O mais difícil foi ver o impacto na família. A Paola (ex-mulher) sofreu uma pressão enorme. A Polícia Federal veio aqui cinco vezes. Em uma delas, Paola ainda estava dormindo quando os agentes entraram com fuzis. Embora nunca tenham sido truculentos comigo — sempre me trataram com respeito —, para ela aquilo foi devastador. No fim, já não conseguia mais sustentar a situação. Psicologicamente, é algo que não é para qualquer um. Paola desenvolveu medo, trauma e vários gatilhos. Se passa uma viatura, ela treme. Às vezes precisa até parar o carro. A minha filha menor era muito ligada a mim. Ocorre que, como ela presenciou as quatro vezes em que fui preso aqui, criou uma associação: se estiver comigo, a polícia vai me levar de novo. Isso fez com que se afastasse. Essa é a parte que mais me machuca. Às vezes vou buscá-la na escola, e ela evita. Não porque eu fui um mau pai, mas porque tem medo do que viu acontecer. Está até fazendo terapia. Um mecanismo de fuga. Minha mãe também sofreu demais. Ela foi ao presídio todas as vezes. Andava quilômetros com bolsas e compras, muitas vezes pegando van de madrugada, esperando horas na porta da unidade para conseguir entrar. Cada visita dela era acompanhada de choro. Foi um sofrimento enorme. A minha filha mais velha é a que lida melhor com tudo. Ela tem uma cabeça bem forte.
“Ficamos à mercê de interpretações que extrapolam o que o legislador escreveu, e isso eu nunca consegui compreender.”
O senhor se arrepende das coisas que falou sobre os ministros do STF naquele vídeo? Faria algo diferente?
Sim para as duas perguntas. Considerando tudo o que perdi e deixei de ganhar, eu faria diferente. Pondero que aquele vídeo foi retirado do contexto original. O ministro Nunes Marques, quando atuou como revisor, analisou a ação penal por completo — acusação, legislação aplicável e defesa — e concluiu que não havia crime, justamente porque existia um contexto. Trechos isolados foram usados como se representassem a totalidade do que eu disse. Jamais ameacei um ministro de morte, nem convocaria alguém para agredir autoridades. Isso não faz parte de quem eu sou. Sou mestre em muay thai, fui policial militar, e a disciplina que aprendi torna inconcebível qualquer incentivo à violência. Eu nunca diria: “Vamos invadir”, “Vamos bater em alguém”, “Vamos fazer baderna”. Isso não existe. Naquele momento havia uma espécie de “nuvem” sobre a situação, muito mais fruto de ânimos acirrados e desencontros de informação do que da realidade. Por tudo isso, sim: eu teria feito diferente. Se o conteúdo seria distorcido daquela maneira, não havia necessidade de passar por tudo o que veio depois.
Se o senhor tivesse de resumir hoje todo o processo — prisão, condenação, graça, novo encarceramento e saída — como resumiria?
É difícil resumir, porque foi um processo muito complexo. Mas posso dizer que foi uma experiência sui generis, algo que nunca imaginei viver. Sob a ótica do Direito, muita coisa que aconteceu comigo não encontra respaldo no que está positivado. Ficamos à mercê de interpretações que extrapolam o que o legislador escreveu, e isso eu nunca consegui compreender. Houve erros, e todo juiz tem o direito de errar. As instâncias superiores, no entanto, existem justamente para corrigir falhas e assegurar as garantias fundamentais. Quando fui preso, perdi muito do romantismo que eu tinha com o Direito. Há uma distância enorme entre o Direito ideal e o Direito aplicado. Tirei alguns aprendizados, embora sejam difíceis de reconhecer no meio de tanto dano. Resumindo em uma palavra, foi uma desgraça. Foi a pior experiência da minha vida.

Além desse processo de reconstrução, o senhor tem algum projeto pessoal?
Sim. O meu foco agora é concluir a faculdade, colar grau e tirar a carteira de advogado. Esse é o primeiro passo. Também tenho planos políticos. É impossível falar de política hoje sem que meu nome apareça. Antes disso, pretendo entrar formalmente na advocacia. Quero abrir um escritório e atuar em causas que eu considere justas. Esse é o meu principal projeto no momento.
Quando for permitido, o senhor pretende voltar à política?
Sim, porém hoje há impeditivos, como a lei de inelegibilidade, que precisa ser revista. Ela confronta dispositivos do Pacto de San José da Costa Rica, que tem força de emenda constitucional e estabelece critérios bem claros para perda de direitos políticos — como condenação criminal transitada em julgado por juiz competente. A legislação brasileira é extremamente ampla e, muitas vezes, desproporcional. Pode tornar inelegível até um servidor exonerado, o que considero um excesso. Além disso, o Brasil raramente recorre corretamente às Cortes internacionais quando há violação de tratados. Superados esses entraves jurídicos, minha intenção é voltar a concorrer a um cargo eletivo. Se puder escolher, tentarei novamente o Senado pelo RJ. Tenho convicção de que venceria a corrida.
“O Brasil vive hoje uma guerra complexa — não uma guerra convencional, mas uma disputa ideológica profunda, travada em vários níveis.”
Como o senhor avalia a cobertura da imprensa sobre o seu caso — desde a prisão até hoje?
Sem generalizar, mas grande parte da imprensa tratou minha prisão de forma sensacionalista e desonesta. Transformaram tudo em um espetáculo, muitas vezes com informações distorcidas e falsas. Fala-se muito em fake news, mas grande parte das inverdades veio exatamente da narrativa midiática. Há uma diferença entre o jornaleiro, que vende jornal, e o jornalista, que noticia. Infelizmente, muitos atuaram como jornaleiros. Sempre tentaram me diminuir — seja intelectualmente, seja moralmente. Disseram que eu “passei a ler na prisão”, quando leitura sempre fez parte da minha vida. Já li mais de 860 livros. Mas criaram uma imagem que não corresponde à realidade.
O que o senhor tirou de aprendizado de tudo o que passou?
Valorizar coisas simples. Na prisão, minha vida cabia em uma cama de menos de dois metros. Tudo o que eu tinha ficava ali. Isso faz entender que a vida é feita do essencial: um café da manhã com a família, o amor da mãe, um beijo na esposa ou nas filhas, a tranquilidade de sair de casa sem medo. Coisas que parecem pequenas, mas são enormes quando você as perde. É claro que, quando você volta à rotina, o cotidiano tenta te arrastar de novo para problemas banais. Mas, ainda assim, você carrega o aprendizado. Sinto que me tornei mais resiliente. Sempre fui, mas ali aprimorei isso. Também fiquei mais paciente — embora ainda tenha pouca tolerância com o que considero “idiotice”, quando algo óbvio precisa ser explicado muitas vezes. No geral, foi isso: entender que são as pequenas coisas que permitem que as grandes existam. Esse foi o ponto mais forte.
Como o senhor espera que o público receba esta entrevista? E que mensagem gostaria de deixar?
Espero que entendam que o Brasil vive hoje uma guerra complexa — não uma guerra convencional, mas uma disputa ideológica profunda, travada em vários níveis. Em muitos aspectos, é mais difícil enfrentar esse tipo de conflito do que uma guerra bélica tradicional. Nas ruas, recebo muito carinho das pessoas e sou grato por isso. Elas acompanharam o que aconteceu comigo e entendem o que esteve em jogo. A mensagem que deixo é uma frase do professor Olavo de Carvalho: “Não parar, não precipitar, não retroceder. Quem aguentar mais, vence”. Se eu não desisti depois de três anos encarcerado, acredito que ninguém deveria.

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Tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente quando era deputado. Pessoa simples, sincera, exigente, correta e competente.
Uma vítima do período negro, totalmente sem luz, que vivemos desde 2018!
Deus te abençoe muito, Daniel e guarde sua vida.
Infelizmente o Daniel Silveira foi a vitima 01 do desqualificado que ocupa o cargo de Juiz. Muitos foram e ainda outros serão vitimas do violador de direitos humanos. Este “juizeco” acabou com a vidade muitas pessoas por crime de opinião. Uma vergonha para o Brasil e uma pena para as vitimas deste desqualificado.
Que Deus possa te abençoar, pois só Ele para te ajudar neste momento, momento que o Bolsonaro agora passa. Muito triste com tudo isso, e espero que com a dimensão que se tornou o seu caso, não desista, volte por cima e faça valer que a justiça pode até tardar, mas falha, isso ocorre por termos falsos moralistas exercendo cargos que nunca deveriam exercer. Deus te proteja Daniel, Deus proteja o Brasil.
Só algumas palavras: FORÇA, RESILIÊNCIA, CORAGEM, RESISTÊNCIA, PACIÊNCIA e SABEFORIA.
Vida que segue guerreiro Daniel Silveira
Poxa o caso do DAniel me emociona demais , espero que sua familia saia disso mais forte, que suas meninas se fortalecam com esse sofrimento. ë preciso fazer uma limonada desse limão azedo. desejo ao Daniel conquistas maravilhosas e uma vida em oaz e feliz .
O guerreiro Daniel Silveira demonstrou toda sua resiliência, contra seus pares covardes, vassalos e sabujos da Câmara, contra a mídia marrom e podre e principalmente contra o minúsculo stf, mas aqui vale uma correção: esse stf tem nome e sobrenome: aquele que nem o nome merece ser pronunciado, o sancionado, o assassino psicopata, o enviado do mal, a personificação do mal. Mas aquele sujeito passará toda sua eternidade no sofrimento justo e merecido, por todas as atrocidades que comete e cometeu!
Espero que Daniel realize todos os seus sonhos. Um homem de fibra entrevista um igual. Parabéns aos dois
Sempre um prazer, Luzia. Abração
Esse rapaz sofreu um massacre completamente fora da lei, da lógica, do bom senso e dos direitos humanos. Coisa de polícia política da União Soviética, da Alemanha Oriental… Um absurdo e uma vergonha.
Sempre me revoltei com a sua prisão injusta Daniel. Mas mentes doentias que não respeitam as leis e agem movidas por ódio e vingança um dia encontrarão alguém m com mais poder. Triste foi ver a Câmarada votar pela sua cassação, algo Vergonhoso! Parabéns por sua força e resiliência e por Saber tirar algo bom de toda essa injustiça! Você irá vencer com toda a certeza. Abraços.
Parabén pela entrevista Cristian. Quanto a Daniel Silveira é um guerreiro forte de espírito, O STF destrui inúmera vidas de inocente em sua sanha de vingança e perseguição todos inocentes, se eles tivessem este mesmo vigor em comabater o o crime organizado o Brasil seria muito mais seguro.
Ele tá manso porque estamos numa ditadura de bandidos ladrões terroristas torturadores narcotraficantes assassinos, mas se o Brasil fosse uma democracia as palavras seriam outrss
Orei muito por você. Deus vai te honrar, pode ter certeza. Dr. Paulo Faria é um excelente advogado. Ficava sabendo de notícias sua através da rádio Auri Verde Brasil e Oeste Sem Filtro. DEUS é o nosso socorro ……….
Procure ficar da melhor maneira possível, Daniel .
Você vai conseguir .
A vitória chegará brevemente .
Tudo é aprendizado . Hoje você é mais seguro , mais sábio, mais resiliente .
Confie sempre em Deus e siga . Minhas reverências a sua mãe e a todos que acreditam em você . Em tudo que você politicamente se candidatar, ganhará .
Você tem capital político .
Observe em volta e não acredite em todos .
Eu tenho certeza que daqui em diante, tudo seguirá para melhor .
Estamos vivendo uma triste realidade neste país mas o que nos ampara e sustenta é a nossa fé e confiança irrestrita em Deus .
Com ELE , a vitória é certa.
Torcendo por você .
Que Deus o abençoe !
Ótima entrevista Cristyan Costa, parabéns. Daniel Silveira sofreu muito, poucos poderiam aguentar, sofrimento mental e físico. Estamos vivendo um dos piores momentos desse País.Daniel foi um sobrevivente,como conseguiu demonstrar.
Como mãe chorei, como esposa estamos juntos, como filha não caiu a ficha, como brasileira. ~Desculpe, estamos aprendendo a defender os nossos.”
Meu respeito à Daniel Silveira
Que maravilha de reportagem, estávamos orando aqui em casa pela saúde dele, me alegro em receber notícias tão esperançosas! Que Deus continue o instruindo e sustentando para cumprir a sua missão! 🙌
Considero o processo e a prisão do Daniel Silveira mais uma das grandes injustiças ocorridas no Brasil ! Ele não merecia o que fizeram , tinha que ter recebido outro tratamento jurídico !
Sem palavras. Que Deus o conforte e continue lhe dando muita força.