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Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock
Edição 307

BRB vende ativos

E mais: fuga de impostos, otimismo com financiamento imobiliário e o Nubank nos EUA

O Banco Regional de Brasília (BRB) enviou executivos à Faria Lima para conversar com os principais bancos e gestoras a fim de vender ativos e obter recursos necessários para cobrir o rombo do Banco Master. Não se sabe exatamente o tamanho da exposição do BRB ao Master, já que o banco público não divulgou os balanços do terceiro e do quarto trimestres de 2025, e só deverá publicar o do ano passado inteiro em março. No entanto, esse valor deverá estar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. Uma dimensão gigantesca, considerando que o BRB tem uma receita bruta da intermediação financeira de cerca de R$ 1 bilhão. Por isso, o banco deverá começar a vender ativos em sua carteira, que hoje chega a R$ 75 bilhões, mas que, em uma venda apressada, poderão ser reavaliados para baixo.

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Fuga de impostos

As remessas de lucros ao exterior feitas por empresas que operam no Brasil bateram recorde, chegando a US$ 18 bilhões em dezembro — o volume mensal mais alto já registrado na série histórica iniciada pelo Banco Central em 1995. A saída de recursos ocorre às vésperas da entrada em vigor de uma nova taxação sobre essas operações. O volume enviado ao exterior no mês passado é mais que o dobro do registrado em dezembro de 2024, de US$ 8,8 bilhões. A partir de janeiro deste ano, passou a valer uma retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte sobre todas as remessas de lucros ao exterior.

Ilustração: Shutterstock

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Gringos querem PicPay

O PicPay abriu seu capital nos Estados Unidos e registrou grande interesse por parte dos investidores. As ações da fintech brasileira foram precificadas em US$ 19, o topo da faixa indicativa da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Com isso, a empresa controlada pelos irmãos Batista levantou US$ 434 milhões. A ação começou a ser negociada na Nasdaq sob o código PICS.

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CEOs brasileiros menos otimistas com 2026

Os CEOs brasileiros estão menos otimistas sobre o resultado de suas empresas em 2026. Segundo a 29ª Global CEO Survey, realizado pela consultoria PwC, a parcela de executivos que se declaram “muito” ou “extremamente” confiantes no crescimento da receita nos próximos 12 meses caiu de 50% para 38%. Um ajuste significativo de expectativas, que sinaliza maior dificuldade em expandir receitas no curto prazo, mesmo em um setor tradicionalmente resiliente como o financeiro. A queda é mais intensa no Brasil do que no cenário global, evidenciando um ambiente doméstico mais adverso.

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Otimismo com financiamento imobiliário

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que o financiamento imobiliário deverá aumentar em 2026. Segundo a associação, a expectativa é de um crescimento de cerca de 16% nas concessões de financiamento imobiliário, graças à baixa na taxa básica de juros (Selic), que deverá cair para 12,25% até o fim do ano. Uma redução que dará um suporte a cortes nas taxas do financiamento imobiliário não subsidiado, ou seja, não alimentado com recursos do FGTS. Além disso, para a Abecip, a liberação do compulsório de cerca de R$ 38 bilhões será fundamental para dar um impulso ao setor.

Ilustração: Shutterstock

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Todo mundo quer um empréstimo

As concessões de empréstimos no Brasil subiram 20,8% em dezembro na comparação com o mês anterior, acumulando alta de 9,1% em 2025. O estoque total de crédito chegou a R$ 7,1 trilhões no período, um aumento de 1,8% na comparação mensal, marcando no passado uma alta de 10,2%. Em dezembro, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, avançaram 20,2% em relação ao mês anterior, com ganho de 9% em relação a 2025. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve aumento de 26,4% no mês e de 9,4% no ano. No último mês de 2025, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,4%, contra 5,3% no mês anterior.

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Indianos querem petróleo brasileiro

A Indian Oil Corp, a maior refinaria indiana, quer comprar mais petróleo bruto do Brasil. A decisão ocorre após a empresa reduzir as importações de petróleo russo. A IOC planeja comprar pelo menos 24 milhões de barris de petróleo bruto brasileiro, de abril de 2026 a março de 2027, acima dos 18 milhões de barris do ano anterior.

Inauguração do novo depósito da Indian Oil Corporation Limited (IOCL), em Ambabai, Jhansi (16/2/2023) | Foto: Shutterstock

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Acabou o home office

O Nubank decidiu acabar de vez com o home office de seus funcionários e anunciou um investimento de R$ 2,5 bilhões em cinco anos para expandir sua rede de escritórios no Brasil. O modelo de trabalho será híbrido a partir de julho deste ano, quando 70% dos funcionários deverão voltar a trabalhar nos escritórios pelo menos dois dias por semana. O Nubank ocupará dois edifícios em São Paulo, e novos espaços de trabalho também serão abertos em Campinas, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.

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Nubank USA

As autoridades americanas autorizaram provisoriamente o Nubank a criar um banco no país. A aprovação do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) abre caminho para o grupo brasileiro lançar produtos como contas de depósito, cartão de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais em todo o território americano. A operação americana será liderada por Cristina Junqueira, cofundadora do Nu, que se mudou para os Estados Unidos para conduzir o negócio. O ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, atuará como presidente do conselho de administração da nova instituição.

Roberto Campos Neto, na sede do BC, na Avenida Paulista, em São Paulo, SP (27/6/2024) | Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

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Importação de fertilizantes

As importações de fertilizantes pelo Brasil bateram um novo recorde, chegando a 45,5 milhões de toneladas em 2025. Segundo o boletim logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse resultado espelha a confiança do setor nas perspectivas da safra. Os Estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes no país. O Porto de Paranaguá (PR) se tornou a principal entrada dos fertilizantes importados, com 10,89 milhões de toneladas no ano passado, mais do que o Porto de Santos (SP), que recebeu 8,42 milhões de toneladas.

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CSN vai vender?

Boatos estão surgindo no mercado sobre uma possível venda do negócio da siderurgia por parte da CSN. O objetivo da venda seria reduzir o endividamento entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, dando mais fôlego para que a empresa possa focar negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento. A CSN negou veementemente, enviando um comunicado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), salientando que se trata de “mera especulação”.

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