O Banco Regional de Brasília (BRB) enviou executivos à Faria Lima para conversar com os principais bancos e gestoras a fim de vender ativos e obter recursos necessários para cobrir o rombo do Banco Master. Não se sabe exatamente o tamanho da exposição do BRB ao Master, já que o banco público não divulgou os balanços do terceiro e do quarto trimestres de 2025, e só deverá publicar o do ano passado inteiro em março. No entanto, esse valor deverá estar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. Uma dimensão gigantesca, considerando que o BRB tem uma receita bruta da intermediação financeira de cerca de R$ 1 bilhão. Por isso, o banco deverá começar a vender ativos em sua carteira, que hoje chega a R$ 75 bilhões, mas que, em uma venda apressada, poderão ser reavaliados para baixo.
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Fuga de impostos
As remessas de lucros ao exterior feitas por empresas que operam no Brasil bateram recorde, chegando a US$ 18 bilhões em dezembro — o volume mensal mais alto já registrado na série histórica iniciada pelo Banco Central em 1995. A saída de recursos ocorre às vésperas da entrada em vigor de uma nova taxação sobre essas operações. O volume enviado ao exterior no mês passado é mais que o dobro do registrado em dezembro de 2024, de US$ 8,8 bilhões. A partir de janeiro deste ano, passou a valer uma retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte sobre todas as remessas de lucros ao exterior.

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Gringos querem PicPay
O PicPay abriu seu capital nos Estados Unidos e registrou grande interesse por parte dos investidores. As ações da fintech brasileira foram precificadas em US$ 19, o topo da faixa indicativa da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Com isso, a empresa controlada pelos irmãos Batista levantou US$ 434 milhões. A ação começou a ser negociada na Nasdaq sob o código PICS.
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CEOs brasileiros menos otimistas com 2026
Os CEOs brasileiros estão menos otimistas sobre o resultado de suas empresas em 2026. Segundo a 29ª Global CEO Survey, realizado pela consultoria PwC, a parcela de executivos que se declaram “muito” ou “extremamente” confiantes no crescimento da receita nos próximos 12 meses caiu de 50% para 38%. Um ajuste significativo de expectativas, que sinaliza maior dificuldade em expandir receitas no curto prazo, mesmo em um setor tradicionalmente resiliente como o financeiro. A queda é mais intensa no Brasil do que no cenário global, evidenciando um ambiente doméstico mais adverso.
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Otimismo com financiamento imobiliário
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que o financiamento imobiliário deverá aumentar em 2026. Segundo a associação, a expectativa é de um crescimento de cerca de 16% nas concessões de financiamento imobiliário, graças à baixa na taxa básica de juros (Selic), que deverá cair para 12,25% até o fim do ano. Uma redução que dará um suporte a cortes nas taxas do financiamento imobiliário não subsidiado, ou seja, não alimentado com recursos do FGTS. Além disso, para a Abecip, a liberação do compulsório de cerca de R$ 38 bilhões será fundamental para dar um impulso ao setor.

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Todo mundo quer um empréstimo
As concessões de empréstimos no Brasil subiram 20,8% em dezembro na comparação com o mês anterior, acumulando alta de 9,1% em 2025. O estoque total de crédito chegou a R$ 7,1 trilhões no período, um aumento de 1,8% na comparação mensal, marcando no passado uma alta de 10,2%. Em dezembro, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, avançaram 20,2% em relação ao mês anterior, com ganho de 9% em relação a 2025. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve aumento de 26,4% no mês e de 9,4% no ano. No último mês de 2025, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,4%, contra 5,3% no mês anterior.
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Indianos querem petróleo brasileiro
A Indian Oil Corp, a maior refinaria indiana, quer comprar mais petróleo bruto do Brasil. A decisão ocorre após a empresa reduzir as importações de petróleo russo. A IOC planeja comprar pelo menos 24 milhões de barris de petróleo bruto brasileiro, de abril de 2026 a março de 2027, acima dos 18 milhões de barris do ano anterior.

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Acabou o home office
O Nubank decidiu acabar de vez com o home office de seus funcionários e anunciou um investimento de R$ 2,5 bilhões em cinco anos para expandir sua rede de escritórios no Brasil. O modelo de trabalho será híbrido a partir de julho deste ano, quando 70% dos funcionários deverão voltar a trabalhar nos escritórios pelo menos dois dias por semana. O Nubank ocupará dois edifícios em São Paulo, e novos espaços de trabalho também serão abertos em Campinas, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
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Nubank USA
As autoridades americanas autorizaram provisoriamente o Nubank a criar um banco no país. A aprovação do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) abre caminho para o grupo brasileiro lançar produtos como contas de depósito, cartão de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais em todo o território americano. A operação americana será liderada por Cristina Junqueira, cofundadora do Nu, que se mudou para os Estados Unidos para conduzir o negócio. O ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, atuará como presidente do conselho de administração da nova instituição.

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Importação de fertilizantes
As importações de fertilizantes pelo Brasil bateram um novo recorde, chegando a 45,5 milhões de toneladas em 2025. Segundo o boletim logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse resultado espelha a confiança do setor nas perspectivas da safra. Os Estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes no país. O Porto de Paranaguá (PR) se tornou a principal entrada dos fertilizantes importados, com 10,89 milhões de toneladas no ano passado, mais do que o Porto de Santos (SP), que recebeu 8,42 milhões de toneladas.
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CSN vai vender?
Boatos estão surgindo no mercado sobre uma possível venda do negócio da siderurgia por parte da CSN. O objetivo da venda seria reduzir o endividamento entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, dando mais fôlego para que a empresa possa focar negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento. A CSN negou veementemente, enviando um comunicado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), salientando que se trata de “mera especulação”.

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