“Uma geração vai e outra geração vem;
mas a terra para sempre permanece.”
(Eclesiastes 1:4)
Na manhã de 29 de agosto de 2025, Fernando Luis Eberhard recebeu a visita de representantes da cooperativa de crédito Sicredi na sua propriedade em Sanga Freitas, interior de Humaitá, cidade do noroeste do Rio Grande do Sul com 5 mil habitantes. Meia dúzia de homens estava ali para confiscar alguns maquinários. A dívida de Fernando era alta, e a retenção dos bens pagaria bem menos da metade dos débitos. Ainda assim, o produtor retirou-se para buscar o veículo utilizado para o plantio de soja, trigo e milho na fazenda de pequeno porte, com pouco mais de 30 hectares. Passados cerca de dez minutos, o funcionário da cooperativa estranhou a demora e foi atrás do colono de 32 anos, casado, pai de uma bebê de dois meses e uma menina de 7 anos. O homem atravessou o pasto de mais de 40 vacas na propriedade que pertencia à família de Fernando havia quatro gerações. O único som a quebrar o silêncio eram os latidos de Bilu, o cachorro de pele malhada da família.
O funcionário seguiu o animal, atravessando um galpão de madeira que abriga as vacas para ordenha. O espaço teve de ser reconstruído, bem como a casa de Fernando. Em 2023, um temporal havia arrancado as estruturas do chão. Depois de quatro anos consecutivos de estiagem, que castigou milhares de hectares no Estado e impediu a quitação dos financiamentos, a família ainda usou seus escassos recursos financeiros a fim de refazer o próprio lar. Para fechar a roda do infortúnio, em 2024, o Rio Grande do Sul foi castigado pela grande enchente que atingiu 478 cidades e deixou 183 mortos, 25 desaparecidos e mais de 2 milhões de pessoas afetadas.


Bilu guiou o emissário da Sicredi a um local a poucos metros da residência de Fernando. Era a casa da irmã dele, Patrícia, 36 anos, que se encontrava vazia. Naquele dia, a primogênita do casal Eberhardt estava com a mãe, Marlise, 57, em Três Passos, cidade próxima. Perto de um pequeno galpão de madeira, cheio de ferramentas e materiais utilizados no campo, Bilu deu um último latido. Ao entrar no cubículo, o homem deparou-se com o corpo de Fernando pendurado em uma corda, já sem vida. Apesar de tentar reanimá-lo cortando o laço, aqueles poucos minutos de ausência foram suficientes para o colono consumar a terrível decisão. Embaixo dele, um galão caído ao chão, possivelmente usado por Fernando, de 1,75 metro, para ganhar altura ao amarrar a corda em uma das escoras de madeira que sustentam o teto da construção.


A história de Fernando percorreu mais de 200 quilômetros e chegou ao município de Não-Me-Toque. Detalhes desse caso surgiam enquanto a reportagem de Oeste caminhava junto a cerca de 300 produtores no “cortejo fúnebre” simbólico. O protesto foi realizado em março, na abertura da 26ª Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras de agronegócio da América Latina, a fim de chamar a atenção das autoridades e da imprensa para o endividamento rural.


A conversa seguiu na casa de Marlise e Patrícia Eberhardt, que agora vivem de aluguel em Humaitá. A grade da varanda traça um paralelo com o horizonte de uma lavoura de soja. O céu estupidamente azul contrastava com o verde militar de uma plantação que não pertence à família Eberhardt — e o minuano, como é chamado o vento forte, frio e cortante que sopra no Rio Grande do Sul, movimentava as folhas como se fossem ondas marítimas, fazendo as cores da maturação dos graõs avançarem em degradê, do verde ao amarelo, dando o aspecto de aproximação do tempo de colheita. Os filhos de Patrícia, Ruan, 18, e Maria Julia, 10, não se interessam pelo campo. “Tudo é dificultado hoje em dia para quem trabalha com isso”, diz Ruan. “A soja está a R$ 119,00 para vendermos aos mercados, mas gastamos R$ 150,00 para produzir, a conta não fecha.”



Parte da terra de Fernando vai ser leiloada. Os produtos da lavoura foram doados aos vizinhos. “O interior não dá mais futuro”, lamenta Patrícia, que hoje trabalha como faxineira. “É melhor na cidade, com salário fixo em uma empresa.” Marlise faz terapia desde o dia 26 de maio de 2014, quando o marido, José Eberhardt, também cometeu suicídio por enforcamento. “A Sicredi pressionava, era ligação o dia todo, mensagem o dia todo”, revela Patrícia. “Já pedi para prorrogar, eles não diminuem parcela, querem que pague e ponto final.” Mãe e filha tomam ansiolíticos e antidepressivos.


Cerca de 200 quilômetros separam a lavoura de Fernando da fazenda Agropecuária Alves, em Boa Vista do Incra, interior de Pejuçara. Mesmo com a diferença de patrimônio — são 230 hectares a mais —, o temor do endividamento resultou no mesmo destino para Leonaldo Alves, 57 anos. Na manhã de 10 de abril de 2025, o produtor não apareceu para tomar chimarrão com o caseiro Nilson Tirlone, 51 anos, como costumava fazer sempre que se encontrava na propriedade. Nilson foi procurá-lo no grande galpão da família, mas não o encontrou. As dezenas de sacas de aveia branca, trigo e soja estavam no lugar de sempre. Os maquinários de pequeno e médio porte, para retirada dos produtos e reposição das sementes, também. Mas nada do Leo, como era chamado por todos.
O caseiro retornou à residência na qual vive há quase 40 anos e procurou nos arredores. A poucos passos da entrada da residência simples e rústica, no quintal de flores e fruteiras, viu o patrão de pé, embaixo de uma grande árvore de ameixinhas, com calça de moletom escura e malha vermelha. Aproximou-se, o que tornou nítida a cena que marcou sua vida para sempre: “Tive de procurar ajuda médica para conseguir dormir e tomo remédio para pressão”. Leonaldo suicidou-se com uma corda amarrada nos galhos da nespereira. O filho Guilherme, de 21 anos, cortou o tronco e montou um pequeno santuário em homenagem ao pai. O produtor deixou também uma menina de 13 anos anos, Laura, e a mulher, Dulcimara Dalforno, 52, descendente de imigrantes italianos que se estabeleceram em Pejuçara, onde a família sempre residiu. A cidade fica a poucos quilômetros da fazenda, agora administrada por Guilherme, junto com o sobrinho e o irmão de Leo.


A herança da terra
Guilherme é a quarta geração de produtores. Ao contrário do núcleo da família Eberhardt, os Dalforno mantêm a atividade depois da tragédia. “Não desistimos por causa do tamanho da história”, conta Guilherme. “A terra foi do meu bisavô para o meu avô e, depois, foi herdada e cuidada pelo meu pai. Às vezes, é necessário abandonar, mas o meu pai não quis se desfazer, entregar a leilões e bancos.” Leonaldo Alves é um dos 36 produtores rurais que cometeram suicídio em menos de dois anos no Rio Grande do Sul, conforme contagem da Associação de Produtores e Empresários Rurais (Aper). As dívidas e a falta de prazo faziam com que o espirituoso Leonaldo sofresse crises de ansiedade e choro. “Ele deitava no sofá e ficava pensando, pensando, mal comia e dormia”, conta Dulcimara. Guilherme e a mãe notaram a mudança de semblante do gaúcho alto, de cabelos negros e sorriso fácil. “Oferecemos ajuda para levá-lo ao hospital, à terapia, tomar remédios”, conta Dulcimara. “Um dia, estava aos prantos na cama, e respondeu: ‘meu problema não é saúde, é financeiro, e não tem solução’.”

A dívida dos Dalforno, bem como a da família Eberhardt, continua. No caso de Guilherme e Dulcimara, a maioria dos seguros rurais foi negada, de “85% a 90%”. Reféns dos juros aplicados pelas cooperativas e pela insuficiência das medidas governamentais, a família não pretende fugir da peleja do pagamento das dívidas, mas pede mais prazo e juros menores. “Tem o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e a Selic, fora outras taxas e acúmulos”, explica Guilherme. “Juros de CDI a 18%, ou até mais de 20%, enquanto o juros agrícola costuma ficar entre 8% a 10% para pequeno a médio produtor.”
A alegria de Leo sumia conforme aumentava a pressão do pagamento das dívidas, comportamento semelhante ao de muitos colonos que conviveram com os anos de estiagem. Por isso, o repentino entusiasmo do gaúcho Guinter Steffler na manhã de 22 de agosto de 2020 deixou Eloise, sua mulher, desconfiada. Ele entrou no quarto dançando:
— Levanta, vamos tomar mate e ouvir música.
Eloise levantou da cama, lavou o rosto e trocou de roupa. Depois do chimarrão, o casal cuidou da lavoura e levou as vacas para o pasto, conforme a rotina. Os netos estavam dormindo e a filha trabalhando na cidade. “Tinha de abrir as cortinas do chiqueiro. Guinter saiu para fazer isso… e não voltou mais.”

O filho mais novo, à época com 20 anos, saiu para ajudar o pai: “Ele não está lá”. Eloise perguntou se as cortinas do chiqueiro estavam abertas. “Não, mas vou à roça ver se o pai foi cuidar do milho”. Em meio ao milharal, o caçula chamou por Guinter. “O pai não responde”. Eloise saiu de casa e caminhou até o extenso e bem-feito chiqueiro que abriga mais de 600 porcos na fazenda da estrada Lajeado Três Passos, rodovia próxima da cidade homônima. Depois de finalmente abrir as cortinas, avistou a silhueta do marido em meio à neblina, fora do chiqueiro. Perguntou o que ele fazia ali parado. “Não se mexeu”, suspira Eloise ao contar a história. “Cheguei mais perto, vi que ele tinha se enforcado. A corda era um fio. As safras já não estavam boas, e ainda veio a pandemia naquele ano. O preço de venda do leite caiu, os agiotas cobravam, virou uma bola de neve. Soube de tudo isso depois. Ele não dava muitos detalhes, mas sempre o via dormindo muito. Na roda de amigos, tomando chimarrão, dormia. Era depressão velada.”
Um dia antes, um vizinho e amigo de Guinter, Erton Senger, chegou a conversar com o produtor gaúcho, que não costumava expressar tristeza com as dívidas.
— E o milho? — perguntou Senger.
— Está tudo perdido — lamentou Guinter.
— Não, vizinho, mais uns três dias e volta tudo.
Depois de cinco anos, Senger conta que sentiu alívio por ao menos ter tentado motivar o agricultor.

No limite das forças
A preocupação ética e a comoção pelas famílias endividadas fizeram Elizandra Girardon, ex-gerente de cooperativas de crédito, desistir da carreira e mergulhar no Direito. Dona de um escritório em Santa Maria, a quase 300 quilômetros de Porto Alegre, a advogada atendeu, só nesta semana, 12 pessoas em situação similar à das famílias Eberhardt, Alves e Steffler. “Um cliente me disse: ‘cada vez que vou ao seu escritório, ganho mais meses de vida’”, conta. “No início, ele disse que saiu de casa disposto a se matar, mas ao lembrar dos netos e me contar sobre seus problemas, repensou. Sempre o vejo no escritório com os olhos marejados.”
A feliz decisão do cliente de Elizandra lembra a de Elton Luis Roessler, um produtor que desistiu de atentar contra a própria vida em segundos. Roessler foi para um local isolado da fazenda, amarrou a corda em uma árvore e mediu a altura. Pôs-se a chorar e desistiu ao ouvir o chamado de um menino de quatro anos, filho de um funcionário. A criança notou a ausência do “vovô”, como costuma chamá-lo, e foi à sua procura. “Não fiz porque tenho muita fé”, desabafa o produtor de fala mansa e cabelos grisalhos. “O governo não ajuda muito no custeio, somos obrigados a colocar terras em garantia. Já houve estiagem, mas nunca como agora.” O filho de Elton Roessler formou-se em veterinária, mas voltou às lavouras para ajudar o produtor. Assim como o pai, toma ansiolítico e antidepressivo.
Elizandra aponta possíveis abusos das instituições financeiras, com denúncias de vendas casadas. A advogada atende dois filhos cuja mãe tirou a própria vida depois de receber, por três vezes, um gerente de cooperativa em sua residência. A instituição cobrou as dívidas. No entanto, a perícia técnica do contrato constatou que a instituição financeira cobrou uma dívida de R$ 296 mil, quando o valor inicial era de R$ 96 mil, um salto de 208%. Uma das denúncias de centenas de produtores é justamente a aplicação de juros altos, que podem chegar a 33% ao ano. “A Lei do Crédito Rural é soberana”, reforça a ex-gerente. “O resto, quem define é o Conselho Monetário Nacional (CMN), e a taxa fixa pelo custeio agrícola não passa de 12%.” Os filhos lamentam não terem conhecido Elizandra antes da decisão fatal da mãe.
Além da cobrança exagerada, a advogada também detectou, com laudos técnicos, indícios de venda casada em um contrato com idosos. A análise mostrou que a dívida “real” chega a R$ 386 mil, “se concedida dentro do Manual do Crédito Rural”. Contudo, a instituição financeira cobrou R$ 603 mil. “Desse montante, R$ 123 mil são resultado de venda de serviços embutidos na transação”, explica. “Não há prova de adesão desses produtores rurais aos seguros adicionados pela cooperativa. Seguro agrícola e de vida, por exemplo.”
Palavra de autoridades e instituições
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul disse que o endividamento dos produtores rurais está diretamente ligado a políticas públicas federais. A pasta acrescentou que o governo estadual beneficiou 5,4 mil produtores em 380 municípios com o aporte de R$ 150 milhões para a prorrogação de dívidas via Banrisul.
O Ministério da Fazenda alegou que reconhece a gravidade da crise. Em nota, afirmou que, desde 2024, destinou R$ 111,6 bilhões para reconstrução. Já o governo do RS anunciou, em julho de 2025, um aporte de R$ 150 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (recursos de dívidas do Estado gaúcho anistiadas pela União) para viabilizar a prorrogação de dívidas de crédito rural contratadas junto ao Banrisul.
Em março de 2026, o governo federal editou a Medida Provisória (MP) n° 1.314. O recurso disponibilizou R$ 12 bilhões a juros subsidiados. Por se tratar de uma MP, a medida entra imediatamente em vigor, mas ainda passa por aprovação do Congresso em 120 dias para não perder validade. Entretanto, as dívidas e o aumento dos suicídios mostram que as medidas, além de insuficientes, possuem burocracias que dificultam o acesso, alertam as associações e os produtores rurais. De acordo com o senador Luis Carlos Heinze, a dívida no agro brasileiro passa dos R$ 150 bilhões.
Conforme levantamento da Serasa Experian, o agronegócio registrou em 2025 o maior número de pedidos de recuperação judicial já contabilizados no país: quase 2 mil, 56% a mais que em 2024. Somente no RS, registraram-se 65 mil produtores rurais com dívidas decorrentes de quebra de safra desde 2020. Isso representa um passivo de R$ 28 bilhões.
A Sicredi alega que reconhece o período “especialmente desafiador para o agro, em que muitos produtores enfrentam perdas significativas e incertezas”. O texto acrescenta que a empresa “beneficiou mais de 12 mil associados, com R$ 5,5 bilhões liberados até 10 de fevereiro de 2026”, sendo “R$ 4 bilhões das liberações no Rio Grande do Sul”.
Diante dos possíveis abusos das cooperativas, o Ministério da Agricultura e Pecuária realizou uma auditoria em apenas 108 contratos e registrou possíveis irregularidades em 100% deles, segundo o relatório parcial. O processo está nas mãos do Tribunal de Contas da União. Já o Banco Central (BC), responsável pela fiscalização das instituições financeiras, reconheceu, no passado, a existência de irregularidades e afirmou ter convocado algumas instituições para dar explicações.
Em 19 de novembro de 2025, o presidente da Aper, Arlei Romeiro, demonstrou, em audiência no Senado, os contratos com indícios de irregularidades: um deles possui o pagamento indexado à soja; outro, um possível pagamento de crédito rural de um primeiro contrato a partir de um novo crédito, o que é considerado ilegal. Na ocasião, eram 30 suicídios contabilizados, ante oito em maio, um salto de mais de 270% em seis meses.
Na sessão, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) perguntou a Cláudio Filgueiras Moreira, chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle do Crédito Rural e do Proagro do Banco Central, se a prática do pagamento da soja era legalizada, como exemplo. “O pagamento em soja geralmente se faz para fornecedor de insumos, não à instituição financeira”, ressaltou Moreira. “Se a instituição retomar um bem, ela deve, imediatamente, fazer um leilão.”
O governo do Estado reforça que acompanha com atenção o assunto e reconhece como “legítima” a apuração. “No entanto, é importante destacar que o caso ainda se encontra em fase de investigação, também sob análise do Tribunal de Contas da União, sem conclusão definitiva”, ressalta, em nota. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta do Banco Central sobre o andamento das fiscalizações.
A terra permanece
Diante da insuficiência dos entes governamentais, da inexpressiva fiscalização das entidades responsáveis, de eventos climáticos extremos — estes sim, inevitáveis —, e de abusos apontados nos contratos de cooperativas de crédito, os produtores repensam um trabalho de gerações, que sustenta o país e o mundo. Agricultores estão abandonando cultivos como o arroz e o feijão, alimentos da cesta básica. “Se nada for feito, poderemos viver uma escassez alimentar”, afirma o produtor rural Diemerson Aciel Borghardt, de Vitor Graeff (RS). “Hoje, restam os que insistem por amor pela atividade, já que só acumulam dívidas.”
O axioma presente no livro de Eclesiastes é ameaçado pela seguinte dúvida: nas mãos de quem a terra permanece?
Leia a nota na íntegra enviada pela Sicredi:
“O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa que tem como princípio essencial o respeito à dignidade humana e a valorização da individualidade de cada associado. Reconhecemos que este é um período especialmente desafiador para o agro, em que muitos produtores enfrentam perdas significativas e incertezas, e por isso reforçamos nosso compromisso de estar ao lado de cada associado. Em situações de dificuldade, a prioridade é sempre o diálogo e a renegociação, oferecendo alternativas justas e respeitosas.
A efetividade desse compromisso foi demonstrada na operacionalização da linha de crédito para liquidação de dívidas rurais, medida essencial para os associados do campo impactados por catástrofes climáticas recentes. O Sicredi viabilizou um volume relevante de regularizações, beneficiando mais de 12 mil associados, com R$ 5,5 bilhões liberados. Reforçamos o nosso compromisso com a proximidade e apoio aos nossos associados, com o desenvolvimento local sustentável e com a constante busca por soluções equilibradas e humanas para as necessidades de cada cenário. O balanço reflete as operações realizadas até o encerramento do prazo da medida, que ocorreu em 10 de fevereiro de 2026. As liberações no RS correspondem a R$ 4 bilhões das liberações e a maioria absoluta das operações.”
Leia também: “O Agro fala?”
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188 ou pelo site.




Um conselho a todos que não veem mais perspectivas e pensam em tirar a popria vida: pensem nos seus descendentes que ficarao ainda mais vulneráveis e direcionem essa energia para arrancar os malditos do poder como estão fazendo os iranianos.
Dramática realidade que deveria estar nos noticiários de todo o Brasil. Um país onde o governo administra esquemas para fazer descontos ilegais e se coloca de costas aos que mais precisam de seu auxílio. Quando falo em auxilio não me refiro a esmolas eleitoreiras, mas ao apoio jurídico aos produtores e à fiscalização dos ilegais contratos de venda casada e clausulas leoninas. Somos o paraíso dos fraudadores e corruptos.
Muito triste, isso acontece em um país que não valoriza o trabalho e beneficia a vagabundagem.🫣😭😮💨🇧🇷😭
O Rio Grande do Sul está sendo expropriado pelo governo para entregar as terra à China.
Muito bem Tauany Cattan, você terá muitos trabalhos assim pelo Brasil afora.
Muito emocionado e triste com essa situação dos gaúchos. Gente trabalhadora, honesta, que dá o duro desde o nascer do sol.
Infelizmente a nossa realidade no Brasil é essa mesmo. Tudo muito caro, a vida, o custo da comida, aluguel, imóveis e carros dispararam com a incerteza que assola este País!
Não há quem confie nesse sistema perverso, num governo parasita, incompetente de gente mesquinha e desonesta.
Em outubro preciasamos mudar isso tudo. Será? A gente sabe bem como funciona essa máquina de interesses escusos.
De amigos de amigos do meu pai, de autoridades supremas imiscuídas nas profundezas da desonestidade.
Parabéns! Lamento profundamente pelas perdas humanas!
Disse tudo…triste realidade!
Parabéns, Tauany, pela matéria!
Muito bem escrita para expor a triste e difícil situação dos agricultores gaúchos.
Relatos muito emocionantes de Famílias que necessitam de socorro financeiro. Lamentável constatar a falta de apoio governamental, bem como de sensibilidade e bom senso das operadoras de crédito, aos agricultores que sustentam esse país.
Infelizmente as vidas ceifadas dos produtores farão muita falta aos seus Familiares, no entanto, as dívidas ainda continuam a juros/taxas abusivas.
Enquanto isso, vemos enormes parasitas se locupletando às custas de muito sofrimento de pessoas que trabalham para esse país, que há décadas está estagnado. Assistimos indignados e revoltados vendo a injustiça sendo imposta pelas canetas de quem deveriam honrar seus juramentos, feitos no momento da conclusão de seus cursos de Direito. Triste ver que a justiça nesse país não é mais cega e imparcial e que se tornou um instrumento de compadrio.
Mais uma vez, parabenizo a Revista Oeste, por meio dessa matéria da Tauany, e solicito que possa ser disponibilizada aos não assinantes também, pois a “grande e carcomida impren$a do con$órcio” não vai falar nada sobre isso.
Parabéns, Sandra. Muita lucidez nas suas colocações. Infelizmente o $i$tema é bruto sim. Nada disso poderia ocorrer se houvesse interesse e responsabilidade no comando das entidades de crédito, dos governos e dos próprios produtores e associações. Lamentável!
Gostei da reportagem, mas é um relato muito triste. Os Gauchos em especial tem sofrido, mas a vida na agricultura é muito difícil. Tudo tem que ser feito no momento certo, quase nunca existe crédito com juros razoaveis. Os bancos e cooperativas fazem juro misto, mercado e crédito rural e para a esquerda somos todos fascistas.
Triste Brasil que nunca chega ao futuro!