Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
Uma conversa aborda a preocupação com as casas de apostas, conhecidas como "bets", e seu impacto nas famílias brasileiras. Os interlocutores discutem a sedução e os riscos associados a essas apostas, destacando a necessidade de uma campanha contra elas. Embora as bets tenham sido legalizadas, um dos participantes argumenta que isso foi um erro, enquanto o outro defende que o governo atual está tentando proteger as famílias.
— O problema do Brasil são as bets.
— Você acha?
— Tenho certeza. Elas vão destruir as famílias deste país.
— Têm esse poder todo?
— Fala sério… Você não tá vendo o noticiário?
— Acho que não fiquei sabendo o que elas fizeram.
— As bets estão tirando os pais de família do sério.
— Sedução?
— Não deixa de ser uma forma de sedução. É preciso uma campanha agressiva contra as bets.
— Mas isso não seria machismo?
— Machismo?! Combater o vício causado pelas bets é machismo aonde, criatura?
— Sei lá. Entendo que elas tenham virado a cabeça de muito marmanjo, mas são muito queridas e têm que ter seus direitos respeitados.
— Que direitos?! Do que você tá falando?
— Das Beths, ué? Temos muitas: Beth Faria, Beth Carvalho, Beth Goulart, Beth Balanço, Beth Frígida…
— Você realmente está em outra galáxia. Estou falando das bets, as casas de aposta. “Bet” é aposta em inglês.
— Ah, tá. Tipo loteria.
— Não. Bet é bet, loteria é loteria.
— Não é tudo aposta?
— É diferente. As bets são mais perigosas. A pessoa pode perder tudo.
— Bom, qualquer um pode perder tudo numa mesa de carteado.
— Deixa isso pra lá. Vamos falar das bets. Mesa de carteado não tem propaganda agressiva e indutora.
— Propaganda agressiva e indutora, tipo aquelas matérias sobre o que você faria com o prêmio da Mega-Sena?
— Mega-Sena é perfeitamente legal.
— As bets também foram legalizadas.
— Foi um erro do governo passado.
— Não, foi nesse governo.
— Esse governo está lutando para coibir os abusos e proteger as famílias. Você deveria ter um pouco mais de empatia.
— Tem razão. Vamos proteger as famílias. Me veio até uma ideia aqui: por que não acabar com o jogo do bicho?
— Já é proibido.
— É proibido, mas o povo continua jogando.
— O povo é muito teimoso. Pelo menos o bicho banca o Carnaval.
— Ah, então tá resolvido.
— Não tá resolvido, mas a alegria compensa as perdas.
— Que tal uma campanha pras bets patrocinarem as escolas de samba?
— De jeito nenhum! Não vamos estimular o endividamento das famílias.
— Mas as famílias já não estão conseguindo pagar os créditos governamentais…
— É questão de tempo. A economia vai aquecer, a renda vai subir, o bolo vai crescer, aí vai haver a divisão do bolo e…
— Tá, já entendi. O negócio é ir pra cima das bets, então.
— Mas não de qualquer jeito.
— Elas não são perigosas de qualquer jeito?
— São mais perigosas de determinados jeitos.
— Quais, por exemplo?
— Anunciando na CazéTV.
— Anúncio de bet na CazéTV é mais perigoso do que todos esses anúncios em diversos canais e mídias estrelados por celebridades do esporte?
— Muito mais.
— Por quê?
— Pelo jeito que eles fazem.
— Que jeito?
— Só vendo pra saber.
— Tá bom, vou assistir.
— Não faça isso!
— Por quê?
— Você pode se viciar.
— Então, resumindo, eu me protejo das bets se eu não assistir à CazéTV.
— É isso. Pelo menos na Copa. É o momento mais arriscado.
— Entendi. Enquanto isso, o governo tá investigando o canal, né?
— Com toda força.
— Mas o dono do canal não tinha declarado publicamente o voto no atual presidente?
— Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
— Por que não?
— Amigos, amigos, negócios à parte.
— Negócios?
— Me confundi: amigos, amigos, proteção das famílias à parte.

Leia também “A Colômbia e o papelão da mídia”
Desde que ouvi em 2022, sobre um contador de Nine que ganhou 55 vezes em loterias federais somente em 2021 (CNN) nunca mais fiz uma única aposta loterica, tigrinho, estão, kkkk, tô fora! Ilusão e enganação, parece.
Genial! Achei falta de uma breve e merecida menção ao “apelo comovido” da deputada que se esqueceu do patrocínio das bets à prefeitura de Recife.
Dá-lhe curintia.
Cortante, como sempre. Adoro.
Declarou voto na besta do apocalipse, então não tenho um pingo de pena.