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Andy Burnham, futuro primeiro-ministro britânico, fez declarações polêmicas sobre Israel em uma videochamada com o Guardian, prometendo pressionar o governo israelense e exigir responsabilização por "supostos crimes de guerra" em Gaza. Ele reconheceu que a resposta inicial do Partido Trabalhista à situação em Gaza foi inadequada, mas sua retórica foi criticada por ignorar a violência do Hamas, que continuou após o ataque de 7 de outubro.
Lá vem ele, Andy Burnham, o bajulador, jogando a carne antissemita para a matilha de um certo tipo de eleitor. O futuro primeiro-ministro chega grunhindo a velha pieguice sobre os supostos “crimes de guerra” de Israel numa tentativa desesperada de reconquistar os eleitores muçulmanos rebeldes e a panelinha do keffiyeh que deixou o Partido Trabalhista para abraçar os malucos do Partido Verde. Foi exatamente isso que vi no discursinho digital todo pomposo de Burnham sobre Gaza — não um ato de convicção geopolítica, mas uma aula de subserviência demográfica.
Foi numa videochamada com o Guardian — novidade — que Burnham prometeu pegar pesado com Israel quando assumir o lugar de Keir Starmer como primeiro-ministro este mês. Em linguagem típica de livro de autoajuda, ele reconheceu que “a resposta inicial do Partido Trabalhista à abordagem da questão de Gaza abriu uma imensa ferida”. Ferida em quem? Naquela turba que invadiu as ruas depois do 7 de outubro, clamando por mais guerra santa contra o Estado Judeu? Ah, me poupe. “Nós erramos e lamento por isso”, disse ele na sua mea-culpa com ar de sessão de terapia.
Ele diz que vai se redimir. Vai “pressionar o governo israelense”. Vai exigir “responsabilização” pelos “supostos crimes de guerra cometidos”. Vai insistir para que Israel permita a entrada de mais ajuda. Vai banir todo o comércio com os assentamentos judaicos na Cisjordânia. Gaza é uma “cicatriz na nossa consciência coletiva”, afirmou. Música para os ouvidos dos liberais endinheirados que passam cada minuto acordados pensando no “Israel Maligno”, embora seja pouco provável que satisfaça a islamoesquerda desvairada cuja obsessão é o extermínio total do Estado Judeu.
O sermão de Burnham estava impregnado de uma desonestidade que beirava o cinismo. Sim, ele condenou o ataque “monstruoso” do Hamas em 7 de outubro, mas isso foi só um aperitivo antes de servir o prato principal, a verdadeira mensagem: Israel é um Estado descontrolado que massacrou “palestinos inocentes, incluindo crianças”. É assim que todo o clero da moralidade — da BBC aos vigários engomadinhos apaixonados pelo Palestine Action — fala sobre Gaza. “O 7 de outubro foi ruim, claro”, dizem, “mas aí Israel enlouqueceu e agiu como criminoso”.

É o mito mais sórdido do arsenal moral da israelofobia. Ele simplesmente apaga o Hamas do campo de batalha pós-7 de outubro. A verdade é que o Hamas não só cometeu estupro, saque e assassinato em 7 de outubro de 2023 — a sua guerra implacável contra os judeus continuou muito depois. O Hamas e seus aliados dispararam dezenas de milhares de foguetes contra Israel nos meses seguintes. Trocaram tiros com tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI). Mantiveram 250 reféns em túneis imundos e úmidos. Forçaram judeus emaciados a cavar a própria cova. Executaram sumariamente prisioneiros judeus. Desfilaram os caixões de duas crianças judias que assassinaram, ostentando uma faixa grotesca que retratava os judeus como vampiros sugando sangue humano.
A narrativa burguesa de que o 7 de outubro foi horrível, mas a loucura israelense que veio depois foi ainda pior, é uma das mentiras, por omissão de fatos, mais abjetas da nossa era. Ela apaga a cruzada fascista do Hamas contra Israel, desvirtuando a realidade com o objetivo de pintar Israel como a verdadeira entidade fascista. Com uma dissimulação burocrática que faria corar o Big Brother, essa gente promove a narrativa de que uma guerra entre duas partes seria um genocídio cometido por apenas uma delas. O flerte do nosso futuro primeiro-ministro com essa lavagem cerebral sinistra, citando o 7 de outubro, mas ignorando toda a beligerância do Hamas, é algo genuinamente perturbador.
Minha pergunta para Burnham é a mesma que fiz para um monte de gente da turma do keffiyeh nos últimos três anos: o que Israel deveria ter feito em resposta ao pogrom do Hamas, aos seus mísseis, ao ritual de humilhação de judeus semimortos de fome, e à sua ameaça de destruição apocalíptica da nação judaica? Eu sei o que os fanáticos da islamoesquerda diriam: “Nada. Deixem que eles os matem, judeus. Não é grande coisa”. Supondo que essa não seja a posição de Burnham, talvez ele se digne a responder o que Israel tem direito de fazer contra o exército de antissemitas que invadiu seu território e massacrou seu povo. Fala, Andy.

É esta a questão: uma coisa é um bando de ativistas desocupados em busca de uma missão moral deturparem a Guerra Israel-Hamas para que Israel pareça insano e eles pareçam virtuosos. Outra é o nosso futuro primeiro-ministro chafurdar nesse moralismo raso — e letal. Isso é apavorante. Onde foi parar a inteligência geopolítica dele? Ele se importa mais com repostagens de gazamaníacos de nariz em pé no X do que com a relação da Grã-Bretanha com Israel e a Casa Branca? Burnham diz que vai garantir que “nenhuma bomba ou bala britânica” seja usada em Gaza. Então, a posição oficial será contrária ao direito dos soldados judeus de fazerem justiça contra os terroristas racistas que cometeram o maior massacre de judeus desde o Holocausto? É isso mesmo? Se for, estamos num poço de decadência moral ainda mais fundo do que eu imaginava.
Burnham condenou o antissemitismo no Reino Unido. Mas deu voz exatamente à desinformação israelofóbica que alimenta o ódio aos judeus hoje em dia. O mito de que Israel está negando ajuda a Gaza, a menção à suposta matança de crianças, a sugestão de que o país pode estar cometendo crimes e de que isso fere a “consciência” mundial — esses são o mito e o preconceito sobre os quais se constrói o “antissionismo” tresloucado. Qualquer um que quisesse de fato domar a fúria irracional desse novo tipo de ódio aos judeus faria tudo ao seu alcance para neutralizar a afirmação falsa e desprezível de que Israel é uma nação essencialmente bárbara que o mundo precisa condenar. Burnham fez exatamente o contrário.
E por quê? Essa parte é a mais clara para mim: ele fez isso para tentar reconquistar a ala islamista e os metidos a intelectuais da capital que confundem odiar Israel com ter personalidade própria. Ele sacrificou nossa amizade histórica com a nação judaica no sórdido altar da caça ao voto. Parece se importar mais em preservar a mera coligação de minorias e classe média que se tornou o Partido Trabalhista do que em preservar o Estado Judeu. Ceder ao retrocesso moral da Grã-Bretanha por um ganho político passageiro é loucura suicida.
Brendan O’Neill é repórter-chefe de política da Spiked e apresentador do podcast The Brendan O’Neill Show, também da Spiked. Seu novo livro, After the Pogrom: 7 October, Israel and the Crisis of Civilisation, foi lançado em 2024. Brendan está no Instagram: @burntoakboy
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Excelente artigo! Parabéns !
Já chegou chegando e com este posicionamento pouco vai durar.