-Publicidade-

O culto à ignorância

Valorizar a educação formal e a cultura clássica virou preconceito elitista, um mau sinal para o futuro

O título chama atenção numa capa de revista: “O maior pensador do Brasil de hoje”. Dada a escassez de mentes profícuas no país, a curiosidade se justifica. Para surpresa do leitor, porém, o texto não se refere a nenhum filósofo, escritor ou acadêmico com sólido currículo de estudos. Mas a um dos rappers-celebridades do momento, ali qualificado como brilhante: Leandro Roque de Oliveira, mais conhecido como Emicida. Um jovem artista inteligente e bem articulado, mas que, por mais talentos que se lhe queira atribuir como músico, não pode definitivamente ser considerado o maior pensador brasileiro. Ou pode?

Depende, é claro, da métrica que se empregue para definir quem merece ser destacado como paradigma, e esses critérios andam cada vez mais relativos por aqui. Considere-se, entre outros sinais, a mediocridade dos debates políticos durante a última campanha eleitoral. A superficialidade com que pautas intrincadas das agendas de governo foram abordadas lembra a célebre metáfora do dramaturgo Nelson Rodrigues sobre uma formiguinha atravessando uma poça com água pelas canelas. Outro exemplo desse relaxamento de padrões é a reverência com que vêm sendo tratadas, nos últimos tempos, as opiniões de atrizes de segunda linha, youtubers, funkeiras, celebridades e subcelebridades, sobre praticamente todos os assuntos de interesse público, por mais complexos que se afigurem — da questão climática à mobilidade urbana, passando pela gestão da pandemia e reforma tributária.

É claro que todos têm o direito de expressar seus pontos de vista, crença central das democracias liberais. O que escapa à lógica é por que razão a chancela política de artistas e influenciadores digitais deveria merecer tamanha consideração na escolha de governantes e na definição de políticas públicas — acima, e em detrimento, da dos especialistas que se dedicam a estudá-las profissionalmente, anos a fio. Qual a credencial de ídolos midiáticos como Felipe Neto, Anitta, Bruno Gagliasso e Camila Pitanga, ou mesmo expoentes musicais como Chico Buarque e Caetano Veloso, para pontificar de forma categórica sobre quase tudo? Ou tentar influenciar o voto dos paulistanos, como se viu na campanha de Guilherme Boulos, mesmo sem morar em São Paulo?

Esse mito do artista onisciente, reconheça-se, não é novidade nem exclusividade brasileira. Haja vista a desenvoltura com a qual roqueiros globais se metem constantemente nas discussões sobre a Amazônia e o destaque dado às estrelas de Hollywood nas eleições norte-americanas. Porém, a intensidade que o fenômeno vem ganhando por aqui, além de empobrecer o debate público, parece indicar algo mais grave sobre nosso atual estágio civilizatório: o pouco valor que atribuímos, como sociedade e Estado, à educação e ao conhecimento.

É fato que nunca primamos pelo apreço à cultura, como atestam nossos vexaminosos índices de educação e leitura. O país que mantém 11 milhões de pessoas analfabetas em pleno século 21, sem contar os analfabetos funcionais, e onde mais da metade das pessoas acima de 25 anos não completa o ensino médio, praticamente não lê. Enquanto a população cresce, o número de leitores encolhe — foram 4 milhões a menos entre 2015 e 2019 —, assim como a quantidade de municípios que possuem bibliotecas públicas, que caiu 10% no mesmo período.

Até pouco tempo atrás, entretanto, ainda cultivávamos como referência pensadores de escol — luminares do passado remoto ou recente como um Rui Barbosa, um Joaquim Nabuco, um Gilberto Freire, um Sergio Buarque de Holanda ou um Raymundo Faoro, por exemplo. Agora, contudo, parece que nos acostumamos à sina de país de iletrados e baixamos de vez a régua. Não apenas incorporamos a ignorância como normalidade, mas passamos a celebrá-la.

Veja-se o sucesso que fez a funkeira Anitta, estrela do clipe “Vai Malandra”, ao estrear de forma estrepitosa no terreno da política, meses atrás. Criticada durante a campanha eleitoral de 2018 por não aderir ao movimento #EleNão, ela resolveu interromper seu rebolado milionário para inteirar-se do assunto. Passou a tomar aulas do beabá político em vídeo, transformando seu constrangedor desconhecimento em espetáculo pop para 50 milhões de seguidores. Em poucos dias, já estava credenciada para cobrar do Congresso a rejeição de um complicado projeto de lei sobre regularização fundiária e ser cogitada — acredite-se — para uma carreira na política.

Algo está, também, fora do lugar quando uma eminência da Suprema Corte, como o juiz Luís Roberto Barroso, deixa de lado seus afazeres constitucionais para correr atrás de likes nas redes sociais, discutindo questões da República em live com o youtuber imitador de foca Felipe Neto, que fez fortuna dando dicas de sexo para adolescentes. Diante de um exemplo desses vindo do topo, o que esperar dos marginalizados que crescem sem escola na base da pirâmide social?

Experimente perguntar ao Google quais são os grandes pensadores brasileiros. O algoritmo trará em destaque, à frente mesmo dos nossos três filósofos mais em voga — Mario Sergio Cortella, Leandro Karnal e Clóvis de Barros Filho —, a ativista negra, feminista e filósofa Djamila Ribeiro, que destronou há pouco tempo a folclórica Marilena Chauí como musa intelectual da esquerda. Ela vem seguida de perto na lista por outra militante do ramo, a escatológica Marcia Tiburi, ex-candidata do PT ao governo do Rio de Janeiro — aquela que teoriza sobre o “caráter anal” da política e cuja profundidade de pensamento pode ser conferida no título de seu livro mais recente, Como Derrotar o Turbo Tecno Macho Nazifascismo.

Somos todos, de certa forma, ignorantes, no sentido estrito do termo

 Se a indigência atual do debate público está mais do que evidente para quem quiser ver, abordar o assunto mostra-se mais arriscado. Para a autodenominada intelectualidade progressista, questionar a qualificação dessas novas sumidades do pensamento nacional não passa de preconceito elitista. Uma atitude típica de reacionários, inconformados com a suposta ascensão dos desfavorecidos promovida pelos governos petistas. É como se, já que não conseguimos erradicar a ignorância, tivéssemos optado, por algum mecanismo perverso e subliminar, por glamourizar a incultura. Passamos a menosprezar a importância da educação formal e da cultura clássica, em favor da educação dita popular — um subproduto da celebrada Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, que entende a educação como instrumento da luta de classes e permanece hegemônica, década após década, nos meios acadêmicos, apesar dos seus péssimos resultados práticos.

Nesse sentido, a apologia da cultura das favelas e periferias por parte dos bem-pensantes pretende representar, ao que tudo indica, uma forma travestida de inclusão social — além, é claro, de uma tentativa de expiar a culpa pelos próprios privilégios sem precisar abrir mão deles. A banalização de palavrões de baixo calão entre crianças e jovens criados fora da escola e educados nas ruas pelo rap, por exemplo, não causa repúdio, mas complacência. Em teses universitárias, é caracterizada como uma aceitável “variante linguística” das classes oprimidas.

A funkeira Anitta tomando aulas com a advogada e professora Gabriela Prioli: uma nova “pensadora” para o país

Contorcionismos desse tipo vêm se tornando mais flagrantes desde a eleição do ex-presidente Lula. Antes de sua longa ficha de crimes vir a público, uma das polêmicas que o cercavam girava em torno, como se recorda, de sua linguagem tosca, com o recurso ocasional a distorções como “menas” ou “seje”, e o hábito de vangloriar-se por desprezar a leitura. Na época, esse estilo popularesco era louvado como expressão benfazeja da chegada do povo ao poder. Quem ousasse discordar era acusado não apenas de intolerância ou reacionarismo, mas de uma forma recém-categorizada de discriminação — a linguística, apontada como tão funesta e inadmissível quanto a racial e a de gênero.

Um artigo da jornalista Dora Kramer, no qual ela sugeriu tratar-se de mera tática demagógica, visto que Lula já demonstrara há tempos o domínio da língua, causou clamor e virou objeto de várias teses, uma delas a cargo de um certo Laboratório de Estudos de Intolerância da Universidade de São Paulo, a USP. Pode parecer um despropósito. Mas essa suposta forma de discriminação já ganhou até nome, glotofobia, e há movimentos para criminalizá-la legalmente — embora pareça difícil entender como esse tipo de transgressão seria tipificado na prática. Será que um professor que corrija os erros de português de um aluno poderia ser incriminado?

O que essa linha de pensamento representa não é apenas extravagante. No limite, ela questiona a própria educação formal, baseada no ensino da norma culta da língua, considerada por linguistas militantes como um instrumento ideológico de dominação. “Toda e qualquer maneira de falar vale ouro na luta contra o fascismo”, argumenta por exemplo o filólogo Marcos Bagno, professor da Universidade de Brasília, ao defender o vale-tudo no uso da língua. “A norma culta que se lasque, que se dane, que se esboroe! Saber falar o ‘bom português’ nunca permitiu a ascensão social de ninguém, ao contrário do que prega a propaganda enganosa da pequena, pequeníssima burguesia”.

O paradoxo é evidente. Adotar um tipo de educação para os filhos dos pobres diferente do das demais crianças não seria, afinal, a verdadeira e mais efetiva forma de discriminação? Como se espera que eles possam competir com os egressos das escolas de elite sem a competência básica de se comunicar, pressuposto para a aquisição de todas as outras?

O jovem historiador marxista pernambucano Jones Manoel, que cresceu nas favelas do Recife, parece não comprar esse embuste e começa a abrir uma cunha na narrativa que o sustenta. “Certas perspectivas de educação popular são anticientíficas”, rebate, com conhecimento de causa, numa das aulas de marxismo de seu popular canal no YouTube. “São uma ideologia irracionalista, uma forma de entender a educação que trata o povo como burro, como imbecil.” Militante do PCdoB que ganhou fama como novo guru político de Caetano Veloso, Jones se assume como um revolucionário radical. Quando trata de educação, no entanto, pauta-se pela racionalidade e bom senso. “A verdadeira educação popular”, defende, “tem que socializar ao máximo o conhecimento, o patrimônio cultural da humanidade.”

O Brasil tem 11 milhões de analfabetos

O baixo nível cultural no país, como se vê, tem raízes profundas e bem sedimentadas. Não pode ser atribuído às mídias sociais, ultimamente responsabilizadas por todas as mazelas. Nem à nossa tardia abolição da escravatura, como pretendem líderes do movimento antirracista. Ele é fruto de uma mentalidade distorcida, que levou a uma série de escolhas equivocadas, entre as quais a ideologização do ensino. Só isso explica o descaso histórico do poder público e da sociedade em relação à educação, denunciado dias atrás, de forma arrasadora, pelo ex-ministro da Educação Cristovam Buarque, criador do Bolsa Escola. Em um artigo antológico publicado por O Estado de S. Paulo, o ex-petista que ficou apenas um ano no cargo e foi demitido por Lula pelo telefone sugere que ele próprio, como todos os governantes, desde a Proclamação da República, devem desculpas ao país pelo atual estado de descalabro da educação.

Defensor da federalização do ensino fundamental, sob o argumento de que essa etapa decisiva não deveria ficar à mercê dos orçamentos e da gestão das prefeituras, Buarque mostra que o investimento na universalização do ensino de qualidade — R$ 15 mil anuais por aluno — é relativamente pequeno. Sobretudo quando se considera a alternativa: a perpetuação da miséria e da ignorância. “Não teremos futuro sem escola com máxima e igual qualidade para todos.”

Somos todos, de certa forma, ignorantes, no sentido estrito do termo, o da insciência, e do enunciado, atribuído a Sócrates, “só sei que nada sei”. Enxergamos apenas um horizonte estreito da realidade, e ainda assim com distorções. Desde que saímos das cavernas, contudo, cada nova geração ilumina um pouco mais o caminho, amplia o entendimento do mundo, galga novos patamares de conhecimento. Ao desprezar esse imenso legado da civilização, o Brasil não desperdiça apenas vidas, cérebros e talentos. Condena-se a fenecer à margem da História.

Leia também a reportagem de capa desta edição, “A formação que deforma”


Selma Santa Cruz foi editora e correspondente internacional do jornal O Estado de S. Paulo e da  revista Veja, na França e nos Estados Unidos, antes de se dedicar à comunicação corporativa como sócia-diretora da TV1, grupo de agências especializadas em marketing digital, conteúdo, live marketing e relações públicas. É mestre em comunicação pela USP e estudante permanente da História.

 

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

57 comentários

      1. Atualmente, o problema já está nas duas pontas. E no meio. O extremo desencaminhado da Universidade retroalimenta os descaminhos da base.

  1. Que descrição fantástica nos oferece Selma neste artigo sobre a atual cultura de pensadores que nos dominam. Representam uma minoria da sociedade mas fazem um barulho danado.
    Desconhecem quaisquer índices de desenvolvimento humano, da miséria, do analfabetismo, do desemprego, do saneamento básico e da saúde da maioria da população brasileira, mas fazem musica, arte, shows e lives, que encantam seus seguidores.
    Pior de tudo, além da mídia que os enaltece, é termos como bem citado por Selma, um iluminado ministro Barroso do STF e presidente do TSE, que tem a índole de provocar, perseguir e ofender governos que não goste, como fez com Temer (MDB) e agora com Bolsonaro, e para tanto aprecia e enaltece essa cultura, que nada constrói, mas desintegra a sociedade no intuito de impedir a governabilidade. Penso que isso não é democracia, mas sim anarquia, como alguns desses intelectuais se definem.
    Parabéns Selma, poucos jornalistas saberiam construir tão completo e elucidador artigo.

    1. …quando se procura entender “o porque do caos” desse nosso país, iremos encontrar a resposta em Charles DARWIN,… na seleção natural… Nações com “melhores cérebros”… investem $$$ em educação e produzem novos melhores seres humanos… seletivamente… simples assim… O “resto”…é o que ocorre aqui !!!
      Alguém se lembra do FEBEAPÁ ?…

  2. PARABÉNS, PORÉM CREIO QUE GRANDE PARTE DE “MISÉRIA CULTURAL” ´E CULPA TOTAL DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. VEJAMOS: SÓ NO BRASIL “ARTISTAS” COMO ANITA/NETO/PABLO ECTCATERVA FLORECEM, DADO ESPAÇO E APOIO. AGORA A PREFEITA ELEITA DE BAURU DIZENDO-SE NEGRA QUE NADA ME FAZ CRER QUE SEJA, POIS A COR DA CUTIS É IGUAL A MILHOES DE BRASILEIROS CONSTANTES COMO BRANCOS/PARDOS,E, AI VEM OS FAMOSOS INTOLERANTES DIZENDO QUE JÁ ESTÃO CRIANDO PROBLEMAS POR SER NEGRA. COMO DIZIA O FAMOSO(PRESIDIÁRIO) “”MENAS””. ABRAÇO.

    1. Matéria de uma lucidez a toda prova !
      E vamos convivendo com todo esse besteirol dito por figuras que são motivo de piadas !
      Felipe Neto
      Anitta
      Gisele Bundchen morando nos EUA e preocupada com a reserva Raposa do Sol e emitindo julgamentos sem o menor conhecimento do que realmente lá se passa !
      Durante o governo Temer !
      O pior é que muitas pessoas dão crédito à esses analfabetos de plantão !
      Pessoas sem o menor embasamento de temas altamente complexos !
      Que tristeza !
      Parabéns Selma por trazer esse tema !

  3. Como todo esquerdista, Christóvão Buarque é ótimo para apontar o problema mas péssimo ao apontar a solução. A permanecer a Educação dominada pela esquerda jurássica (um pleonasmo) via MEC, não importa o investimento feito no setor: estaremos condenados ao fracasso. A explicação é simples: uma ideologia que prega que a Realidade deve se submeter aos seus pré-conceitos só pode produzir ignorância!

  4. Cara colunista, dentro dessa lúcida radiografia da combatida intelectualidade brasileira, valeria à pena uma citação ao escritor, filósofo e professor Olavo de Carvalho. Um oásis de esperança ao que restou do pensamento neste país. Felizmente, ele nos legará vários discípulos. A senhora o conhece?

      1. Impressiona a constância com que, praticamente todos os jornalistas (SEM EXCEÇÃO) capacitados a escrever algo aproveitável, tanto na forma como no conteúdo e bem assim qualquer um dos poucos brasileiros vivos com intelecto elogiável e atuante em qualquer área académica ou profissional, JAMAIS TEM A HONRADEZ DE ADMITIR O BRILHANTISMO INTELECTUAL DO FILÓSOFO OLAVO DE CARVALHO ou mesmo o – simples – senso de justiça de reconhecer-lhe os méritos intelectuais e de MAIOR DE TODOS OS PATRIOTAS VIVOS. Sim, é isso mesmo – SEM EXAGERO ALGUM. Quem, além dele – depois da morte de Carlos Lacerda – se dispôs a LUTAR CONTRA A COMUNIZAÇÃO DO BRASIL, SOB TODOS OS RISCOS, principalmente, o de expor-se, várias vezes ao desamparo material da impossibilidade de exercer seu trabalho ? Some-se a isso as situações de perigo e ameaças físicas à sua integridade física e de sua família. Olavo de Carvalho sempre enfrentou de peito aberto e frontalmente QUESTIONOU O COMUNISMO e OS COMUNISTAS quase todos cretinos ENFARPELADOS com sua típica verborragia decorada e desnuda de lógica e consistência teórica – quase sempre estrangeiros (porque os comunistas brasileiros sequer têm a dignidade de assumir o que são e, a maioria deles, talvez, nem saibam mesmo o que são) . Graças ao esforços de Olavo de Carvalho conservamos um mínimo de PUDOR INTELECTUAL E DIGNIDADE CITADINA para oferecer com resistência nos momentos mais críticos do passado recente e no atual e grave ESTADO QUASE COMATOSO da NOSSA SOBERANIA NACIONAL e das nossas LIBERDADES INDIVIDUAIS, a um triz do ÓBITO.
        É aterradora a covardia e a inconsciência com que TODOS FOGEM de confrontar-se HONESTAMENTE com sua PRÓPRIA MESQUINHES para aceitar a INCONTESTÁVEL SUPERIORIDADE INTELECTUAL DE OLAVO DE CARVALHO, inobstante todo o estilo defensivo-arrogante dele, mesclado com sua falsa grosseria “palavrórica” (também visivelmente defensiva). Não é lógico nem justo que alguém – que se diga racional – possa negar-lhe TODOS OS SEUS ENORMES E INEGÁVEIS MÉRITOS. Dentre eles, ADMITAMOS, o de lutar SOZINHO POR NÓS TODOS, que nos dizemos democratas, liberais, conservadores e amantes da LIBERDADE. Quem, entre todos que o negam, teriam a coragem, a determinação e a disposição para LER TANTO, ESTUDAR TANTO, SABER TANTO e LUTAR TANTO CONTRA TANOS para que a grande maioria de NÓS pudesse TER A CHANCE – como estamos tendo nestes tempos difíceis – de, pelo menos enxergar com clareza quem são nossos inimigos, de onde vem e o que pretendem. RESISTIR e HONRÁ-LO (pelo menos reconhecendo-lhe o valor) É O NOSSO DEVER MÍNIMO.

      2. Correções de concordância: 1) a maioria deles, talvez, nem saiba o que são; 2) Quais, entre tantos que o negam….

      3. Tempos difíceis Sr. Ney. Jornalistas doutrinados no Gramscismo são mutilados mentais incapazes de admitir que gênios existem! Basta constatar quais são as “”personalidades”” que cultuam hoje… Exemplo, colocam Lobo Guará na cédula de 200 reais por não “encontrarem” um brasileiro merecedor da homenagem entre 220 milhões de habitantes. Lamentável!

      4. Ney Pereira, vc. é louco? Só os loucos podem exaltar o trabalho e a jornada de Olavo de Carvalho, dentre eles eu também. Seja bem vindo ao sanatório geral que foi muito bem caracterizado pela jornalista Selma Cruz.
        É reconfortante saber que essa identidade da crítica fundamentada e, sobretudo, da sensibilidade em saber o caminho do conhecimento no túnel escuro da política , é partilhada com outras pessoas.

  5. Joaquim Barbosa é cúmplice do avanço da corrupção no Brasil. Devia ter prendido Lula.
    Paulo Freire é cúmplice do que “tentou” fazer com a educação o Andrade.
    Pátria educadora é sinônimo de roubalheira.
    Weintraub tem razão, ainda nem sabemos o poder da classe média.

  6. Enquanto isso, os famigerados prefeitos e governadores, a quem os também famigerados “ministros” deram o poder de escravizar o povo brasileiro, suportados pelos sindicatos de professores, na sua maioria cutistas, já ensaiam que “retorno às aulas só depois da vacina”. Meu pai foi professor, minha mulher idem, eu mesmo já lecionei no passado, e por isso conheço vários, que honram a profissão. NENHUM apoia a suspensão das aulas. O dano em 2020 já aconteceu, se em 2021 a insanidade se repetir, será irrecuperável. Pergunto: onde está o Ministério Público para defender os direitos difusos?

  7. Valeria a pena lembrar que os grupos que hoje se dedicam à difusão da alta cultura estão no campo conservador. Sugiro que escreva um artigo sobre esse “outro lado” que, embora minúsculo, tem se responsabilizado por essa tradição.

  8. Excelente texto. Parabéns.
    Faço uma observação, todavia. Sócrates dizia da importância de conhecer os limites da própria sabedoria. Assim, conhecer esses limites era para ele uma sabedoria, que a ele, diferente dos seus interlocutores, permitia ter consciência daquilo que sabia e também do limite da sua própria sabedoria, evitando-lhe o erro de falar de algo que não soubesse, por ‘pensar saber’. Talvez uma frase melhor para o dito (apócrifo) de Socrates seria: “eu sei aquilo que não sei”.

  9. Falo exatamente isso há algum tempo. A educação pública brasileira é péssima, produz analfabetos funcionais a mancheias, condena gerações ao desemprego e ao subemprego, muito embora nunca se tenha gasto tanto em educação. É método, é proposital. A culpa pelo descalabro é do professor em sala de aulas, professor que trocou o ensino pela doutrinação ideológica. O direito do aluno è educação de qualidade deve ser superior a qualquer outro, especialmente deve prevalecer sobre a estabilidade do professor que deve ser extinta a benefício da garantia à educação de qualidade. Professor ruim, que doutrina e não ensina DEVE ser imediatamente afastado da sala de aulas, sem vencimentos, e, em seguida, exonerado do serviço público. Só assim essa questão ingente se resolverá.

  10. O texto é excelente e retrata perfeitamente o estado falimentar da nossa educação. Minha única observação diz respeito à “banalização de palavrões de baixo calão entre crianças e jovens criados fora da escola e educados nas ruas”. Infelizmente, esta banalização dos palavrões se vê em todas as classes e todos os níveis sociais.
    É um prazer ser assinante desta revista, que nos traz semanalmente artigos tão bem escritos como este, e que nos tiram, por um breve momento, da mesmice pobre do nosso dia a dia.

  11. Um assunto que é bem dominado, se explica claramente, e as palavras para explica-lo são claras e fáceis de entender; é o que eu senti lendo esse texto; tudo explicado de modo transparente, com uma analise brilhante. Um prazer de se ler. Muito obrigado pela explicação. Para falar em linguagem Rap, “É isso aí, falou e disse, Valeu! “

  12. Ninguém fez uma radiografia da educação brasileira com tanta assertividade e clareza. Parabéns entusiastas.
    Arrependimento por ter sido tão cego, surdo e mudo diante dos estragos feitos pela socialismo de esquerda, os nossos filhos foram as vitimas

  13. A grande maioria dos educadores brasileiros estão mais preocupados em fazer política, do quê com a qualidade do ensino. Ensinar com qualidade e responsabilidade, virou coisa pequena.

  14. A glamorização da ignorância começa em Brasília nos três poderes, onde pessoas despreparadas são alçadas à cargos importantes na República sem o mínimo preparo. Os exemplos são infindáveis no parlamento com Deputado eleito por ser namorado de apresentadora de TV e Senador suplente do suplente sem voto algum. No judiciário indicados recentemente que mentem em seus currículos e sedimentam a bravata segundo a qual mentir não é crime. No Executivo então é um show de horrores com toda sorte de Ministros “terrivelmente” despreparados . Dessa forma concordo com a excelente matéria da colunista , mas infelizmente o exemplo vem de cima, como dizia meu avô. Agora em meio a “rachadinhas” protegidas pelo STF e total desgoverno da questão da vacinação da população em meio a inauguração de trajes da posse e liberação da importação de armas sem imposto, falar da Anita nos parece menos apropriado. Ela- a Anita- todos já sabemos o quê pensa e o quanto vale: nada. Não obstante , aqueles que traíram a população com promessas não cumpridas e a com arroubos de honestidade abjetos , estes sim estão glamorizando a ignorância por ignorar tudo aquilo que prometeram e não cumprir. Eu ignoro com veemência os que ignoram o quê não estão cumprindo. A ignorância dos embates ministeriais via whatsApp e disse me disse diários transformaram Brasília na capital do Culto à Ignorância que parece não ter fim.

  15. A jornalista Selma está fazendo história nessa nova imprensa eletrônica. Este artigo sobre a miséria da educação/cultura em nosso país entra para os anais da mídia brasileira pela alta qualidade informativa aliada a uma argumentação precisa elaborada a partir de variado e representativo escol da nulidade posta em evidência nessa mesma mídia – mas que se manifesta e vem afetando todos os setores da criação humana. O texto ilumina o lúgubre monturo da gosma pós-moderna que vicejou nas últimas décadas do século XX e neste começo de século XXI, estimulado justamente pela leniência da sociedade ocidental para com a ação deletéria de intelectuais, artistas e celebridades cuja missão é precisamente deformar a educação e cultura clássica, nada mais nada menos do que o alicerce da civilização ocidental, que precisa urgentemente impedir que o desastre em andamento alcance um ponto de não retorno.

  16. Peço desculpas por lembrar algumas fatos de cunho pessoal. Certa vez, parodiei o Sócrates com a seguinte frase: “Eu sei que nada sei. Imagina quem sabe menos do que eu”.
    Não sei se estou certo ou errado, mas já com idade de ficar quietinho no meu canto, fico surpreso com o que foi enterrado e esquecido por muita gente, incluindo professores de todos os níveis. Na época de meu envolvimento como professor universitário, eu e meus colegas tínhamos um cuidado extremo ao coordenar pesquisas desenvolvias por alunos. O rigor nosso na análise dos projetos e orientações técnicas que ajudassem no aprimoramento e na chegada dos objetivos era um mantra sagrado. Os cursos de mestrado hoje em dia, salvo exceções, não chegam nem de perto do pós que outrora existiam. Existem exceções – graças a Deus – e uma delas surge nas Escolas e Universidades do interior que tem como alvo a preparação de jovens para a ciência nas áreas rurais. Ali, acabou o antigo refrão do “êxodo rural”. Milhares de jovens já estão vendo que não é importante sair do campo ou do sertão para a cidade. Lógico: as novas tecnologias e a internet ajudam e começa a incomodar algumas pessoas que residem nos grandes centros urbanos que começam a ter medo da concorrência de gente do campo… Tudo muda. Até mesmo o vírus da ignorância está se instalando em lugares previsíveis ainda no meu tempo de humilde professor.

  17. O livro ” A Corrupção da Inteligência” de Flávio Gordon trata bastante desse assunto no que diz respeito à transformação de intelectual qualquer pessoa, por mais ignorante que seja, que atenda a agenda marxista / globalista.

  18. Excelente conteúdo.
    O Brasil foi induzido a admitir que a ignorância intelectual dá certo.
    Uma sequência de bons governos daria melhor rumo ao povo brasileiro.

Envie um comentário

-Publicidade-
Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Payment methods
Security site
Gostou da Leitura?

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Payment methods
Security site