A imprensa está virando religião

O 'jornalismo de resistência' é uma missão, não um ofício: a verdade é aquilo que se decide nas redações, e nada mais

O resultado das eleições na Câmara dos Deputados e no Senado Federal é mais uma prova de que a mídia deste país que chama a si própria de “grande”, ou de “nacional”, ou coisa parecida, está se tornando um novo tipo de fenômeno — uma atividade que, definitivamente, não consegue mais operar de acordo com a sua natureza. É como um navio em que os tripulantes querem navegar terra adentro, e não mar afora. Meios de comunicação, pelo entendimento geral que se tem a respeito das suas funções, servem para dar ao público informação sobre as realidades que existem à sua volta — é por isso que as pessoas compram os seus serviços, e por nenhuma outra razão. Cada vez mais, porém, a mídia brasileira vem se mostrando incapaz de exercer a sua atividade natural. Em vez de transmitir fatos, passou a transmitir crenças; está se tornando uma religião, em que toda a energia se concentra em divulgar um evangelho no qual os comunicadores comunicam o que acham certo, virtuoso e obrigatório para a sociedade, e não o que está acontecendo. O resultado básico disso é que o público é apresentado, o tempo todo, a um mundo que não existe. Dizem que está acontecendo uma coisa e acontece outra — ou, frequentemente, acontece o contrário.

Não é uma questão de ponto de vista; é algo que pode ser constatado com elementos que os advogados chamariam de “prova material”. O episódio da escolha dos novos presidentes da Câmara e Senado é a última comprovação objetiva dessa anomalia — um clássico, na verdade, em matéria de desinformação em estado puro. Há uns dois meses, desde que o assunto apareceu no noticiário, o público foi informado, do primeiro ao último minuto, sobre algo que simplesmente não estava acontecendo: uma disputa duríssima, dessas em que tudo pode acontecer, entre candidatos do governo e candidatos da oposição. Só que jamais existiu, no mundo dos fatos, disputa nenhuma, nem candidato nenhum da oposição — os únicos candidatos para valer, desde o começo, eram os do governo, e a única coisa que podia acontecer era a sua eleição.

Não custa lembrar. No início dessa história o público leu, viu e ouviu, como notícia de grande seriedade, que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, poderia ser reeleito para o cargo. Maia, que de uns tempos para cá se “reinventou” como líder da esquerda nacional e marechal de campo da oposição, iria causar uma derrota mortal para o governo com a sua vitória; já podiam chamar o padre e encomendar o caixão para o presidente Jair Bolsonaro. Em nenhum momento, na verdade, Maia teve chance alguma: a lei proíbe que presidentes da Câmara sejam reeleitos, e o Supremo Tribunal Federal decidiu que a lei deveria ser mantida. Se nem o STF aceita uma aberração dessas, qual a chance real da reeleição? Três vezes zero, mas a fantasia foi mantida viva, respirando por aparelhos, até a mídia informar que não, não tinha rolado.

Como não dava com Maia, teria de dar com outro; em cinco minutos apareceu um “candidato da oposição”, apresentado como perfeitamente capaz de ganhar a presidência da Câmara. A ficção foi mantida até o fim. A sessão decisiva já tinha começado, e os candidatos já tinham feito os seus discursos finais, o da oposição em favor “da democracia” — e a imprensa em peso continuava dando a disputa, que nunca existiu, como “aberta”, quando ela já estava fechada antes de começar. Minutos depois, concluída a contagem dos votos, o candidato do governo teve 302 votos contra 145 — não uma diferença de dez ou vinte votos, mas mais do que o dobro. Que disputa era essa? No Senado aconteceu a mesma coisa — mais de 70% dos votos foram para o candidato do governo.

Nada disso é um erro de avaliação. É o resultado inevitável do abandono da atividade de informar em favor de um “jornalismo de resistência”. No entendimento dos que o praticam, e que hoje formam a maioria, a imprensa é uma missão, e não um ofício: dizer que a verdade é aquilo que se decide nas redações, e nada mais, tornou-se uma espécie de dever moral, político e patriótico. O público, para o seu próprio bem e para o bem do país, só pode ler, ver e ouvir o que os comunicadores acham que lhe deve ser dito. Do contrário, a população, na sua ignorância, no seu amadorismo ou na sua indiferença, vai ser enganada pelo governo, pela direita e pelo mal — e a mídia, em nome da sobrevivência da democracia e outros valores, está aí para combater nessa guerra que considera santa.

Jornalistas não gostam de admitir, nem para si próprios, que perderam a importância

A cara da mídia brasileira tem sido essa, de maneira geral, nos últimos cinco anos — possivelmente, desde que foi consumado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Isso pode ter começado, para os peritos em ciência política, bem antes. Afinal, seja lá pela razão que for, o jornalismo é uma atividade que atrai preferencialmente pessoas de esquerda — e pessoas que se entendem como “de esquerda” não gostam, naturalmente, que presidentes de esquerda sejam depostos, ou que a direita forme qualquer tipo de maioria. Mas essa é uma data tão boa quanto outras, com a vantagem de estar mais próxima e envolver episódios ainda não esquecidos. Assim que Dilma foi posta na rua, por decisão de mais de três quintos do Congresso Nacional e com a aprovação do STF, a imprensa passou a divulgar a tese de que tinha ocorrido um “golpe”. De lá para cá, não mudou mais de ideia nem de assunto.

Quando alguém se mete nesse caminho e não olha para mais nada, é inevitável, a uma hora qualquer, que acabe dizendo que 2 + 2 são 22. Mais: se, em nome da fé, perde a capacidade de admitir que errou, vai continuar errando. É a vida diária da imprensa brasileira desde que se transformou em culto político e ideológico: faz militância ativa em favor de uma visão de mundo e de vida, e, quando não tem apoio nos fatos, pior para os fatos. Obviamente, essa conduta gera consequências práticas. É uma espécie de engrenagem. Um veículo que coloca os desejos de seus colaboradores acima das realidades acaba informando mal. Se informa mal, perde a credibilidade. Se perde a credibilidade, perde a importância. É onde estamos no momento: uma mídia cada vez mais excitada e cada vez menos relevante.

Realmente, se um comunicador diz uma coisa e acontece outra, e isso durante o tempo todo, qual a surpresa de ver as pessoas levarem cada vez menos a sério o que ele anuncia? Mais ainda, muita gente já nem se dá mais ao trabalho de utilizar os meios de comunicação tradicionais para se informar. O Instituto Verificador de Circulação, órgão que contabiliza o número de leitores na mídia impressa, anuncia que apenas entre 2018 e 2020 os jornais perderam um terço de sua tiragem; os dez maiores diários do Brasil, somados, têm hoje uma circulação pouco acima de 400 mil exemplares por dia em suas edições impressas. A audiência da televisão aberta e dos telejornais enfrenta uma concorrência cada vez mais dura das transmissões alternativas.

Após o impeachment de Dilma, a mídia brasileira se meteu num desastre serial. Agiu ativamente para derrubar o seu sucessor legal, Michel Temer; a maior rede de televisão do país chegou, num lance extraordinário, a exigir sua renúncia em editorial levado ao ar no chamado horário nobre. Bastou o presidente decidir que não iria renunciar; pronto, não aconteceu nada. Deveria ter sido visto, aí, um sinal de que as coisas não eram as mesmas — o veículo considerado o mais poderoso do Brasil já não assustava nem Michel Temer. Mas ninguém viu coisa nenhuma. A mídia, em seguida, entrou de corpo, alma e tudo o mais contra a candidatura de Bolsonaro na campanha presidencial de 2018; chegaram a dizer, como fato, que ele iria perder de “qualquer candidato no segundo turno”. Quem perdeu foi a mídia: o resultado acabou sendo exatamente o oposto do que os comunicadores comunicavam, e o vencedor foi um político que mal tinha 1 minuto de tempo no horário eleitoral obrigatório da televisão. Foi anunciado, em seguida, que as eleições poderiam ser anuladas por causa de um artigo de jornal — e por aí vamos, de “Queiroz” a Sergio Moro, de genocídio a impeachment, de nada em nada, até a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado.

A imprensa brasileira, nisso tudo, mostra um bloqueio mental curioso — em vez de aprender alguma coisa com a observação da realidade, e de pensar se não seria o caso, talvez, de rever o tipo de jornalismo que está praticando, faz o contrário: a cada fracasso, dobra a aposta. Pensar no público, e indagar o que ele estaria achando de um noticiário que só erra, e erra sempre do mesmo lado, não é uma opção na mídia brasileira de hoje — jornalistas não gostam de admitir, nem para si próprios, que perderam a importância. Vivem entre si mesmos, ou então no meio do seu público — políticos, intelectuais, celebridades e assemelhados —, e preferem continuar dizendo uns aos outros que são pessoas decisivas para estabelecer o que acontece no Brasil e no mundo.

Se a maior emissora de televisão do país, certa do peso decisivo de sua palavra, afirma que o presidente da República tem de renunciar, mas o presidente ignora a ordem e não acontece rigorosamente coisa nenhuma; se a imprensa toda não admite que um candidato ganhe a eleição, mas ele ganha e também não acontece nada etc. etc. etc. — bem, é sinal de que as coisas não estão correndo como os meios de comunicação querem que elas corram. Mas e daí? Obviamente, deixou de haver contato entre a realidade e o conteúdo da mídia. Não fica resíduo nenhum do que acontece; cinco minutos depois da eleição do novo presidente da Câmara, a questão mais notável para os comunicadores era relacionar tudo o que ele já fez, está fazendo ou vai fazer de errado. Como na antiga casa real da França, ninguém aprende nada nem esquece nada.

Leia também o artigo “Para onde vai o jornalismo?”, de Selma Santa Cruz

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95 comentários Ver comentários

  1. Finalmente, após experimentarmos o lado nefasto da esquerda no poder, se consolida um real movimento de centro direita virtuoso e crescente. Com ou sem Bolsonaro, já temos a contra posição e vamos seguir em frente. Já penso aqui em 2026… quem poderá suceder Bolsonaro para continuar esse trabalho de faxina geral? Tem que ser um político bem alinhado, nada de técnicos. Ronaldo Caiado, hoje mais maduro, poderia ser um bom nome.

  2. Minha impressão é que o jornalismo está pouco ligando para o fato como ele, realmente, é. Mas, sim, provocar o público com manchetes, postagens… que possa causar reações, quaisquer que sejam, e assim manter sua visibilidade.

  3. Não sei se pela idade, por preguiça, pela hora já avançada ou pela irretocabilidade do texto acima, não tenho ânimo para exarar crítica ou opinião complementar- além de, claro, constatar o óbvio: a velha e boa imprensa e os grandes jornalistas estão mais vivos do que nunca.
    Assim, calo-me.

  4. Como sou Darwinista,acredito que a evolução se faz com a sobrevivência do mais apto.Na imprensa atual tem sido mais rápido.A “Segunda mais velha profissão do mundo” apresenta a maior depuração da espécie,disso trata o artigo de GUZZO. Uma nova e crescente espécie de jornalismo multiplica-se fora dos velhos vícios e interesses.É só ver quem cresce e quem desaparece.Disso trata os comentários dos leitores.A imprensa da “academia”está espelhada no BBB.kkkkkkkkk

  5. Guzzo como sempre perfeito. Dou louvores ao saber que o jornalismo ainda possui pessoas com consciência dos fatos e que sabe opinar em cima dessa realidade. Parabéns.

  6. OESTE, por favor, libere esse texto. É de uma assertividade impar e absolutamente real e correto. Somente seus textos valeriam a assinatura desta revista

  7. Esta linha editorial da mídia, não poderia estar alinhada aos interesses dos.executivos em reverter a queda de receita através do órgãos públicos? Ou seja é apenas uma estratégia para recuperar os altos valores que eram gerados através da propaganda de órgãos públicos e que neste governo não existem mais. Ou seja não é ideologia, são apenas negócios. Vocês, profissionais de comunicação, que tem colegas e as vezes amigos, poderiam nos relatar se existem pressões por reportagens que contribuem com este propósito.

  8. Perfeito! Só não denominaria religião – porque religião busca a verdade -, parece mais uma ideologia subversiva que busca distorcer a realidade por interesses próprios. Parabéns!

  9. Perfeito. Que texto!
    Talvez falte à maioria dos jornalistas desse país um pouco de John Adams:
    ““Os fatos são coisas teimosas; e quaisquer que sejam nossos desejos, nossas inclinações ou os ditames de nossas paixões, eles não podem alterar o estado de fatos e evidências.”

  10. Zé Roberto, permita-me a intimidade, você exprime o que muitos de nós sentimos. Seu texto é para ser guardado e divulgado, para não deixarmos de gritar.

  11. Na minha opinião só duas coisas podem garantir o predomínio de uma imprensa isenta e livre: nível intelectual da população e concorrência entre os meios de comunicação!

  12. Mais um MAGISTRAL relato sobre a realidade no país. Porém, para os pobres (em todos os sentidos) que se acostumaram a, por 40 anos, ligar naquela porcaria líder pois a imagem era “melhor”, vai demorar para fazer efeito a vacina que pequenos laboratórios como a OESTE vem produzindo. Pois eles assistem ao BBB! Engolem qualquer bicho que lhes é oferecido, não sabem o que é ler jornal, e quando pensam nessa palavra, vão pro JN serem industriados implacavelmente. Mas vai acabar essa farra, temos que continuar a desprezar frontal e abertamente, e mesmo à custa de alguns amigos, a essa mimizenta classe de seres “jornalistas” e “artistas” que não se mancam que o comunismo de carteirinha carimbada acabou. Porque não se sustenta no seu desprezo quanto à diferença entre as pessoas.

  13. GUZZO,
    Parabens!!!! pela analise como sempre apurada.
    A Imprensa brasileira precisa rever os seus conceitos, nos não queremos mais G…LIXO, F…..LIXO, ESTA….LIXO e outros parceiros LIXO, desta midia corrompida pelo poder de ex-governos que administravam-a atraves de algo.., e eles abandonaram o jornalismo.

  14. A grande porca midia será apenas um notinha de rodapé nos sites de história mundo-informático afora.
    Nosso foco de combate deveria ser o estímulo a criação de novas plataformas para não acabarmos com a hegemonia da Globo lixo, CNN et caterva para transferí-la para you tube, facebook e coisas deste tipo.
    Pensemos nisso.

  15. Gostei muito do artigo. Como sempre, o Guzzo arrebenta. Só deixo aqui também um contraponto: vejo muito isso também de jornais ditos conservadores. Vejo como inacreditável não darem ênfase pela forma como os candidatos do congresso se transformarem em candidatos do governo. São do CENTRÃO!!! sim, do centrão que o presidente disse que não se venderia e se vendeu. Isso deveria ser noticiado e criticado também por mídias de direita. Pq não? Esse é o meu ponto. Vejo muita gente só puxando saco e passando pano. Imprensa, mesmo com lado, precisa NOTICIAR. Ser IMPARCIAL nas análises. E algumas mídias de direita também são como o texto frisou, infelizmente.

  16. Que fique para a posteridade esse texto, prá quando esses crapulas da mídia militante finalmente perderem sua relevância, poderem entender o que fizeram de errado.

  17. Avaliação primorosa! Hoje qualquer cidadão com o mínimo de bom senso e percepção da realidade, não deveria se informar através desta mídia e sim procurar fontes primarias ou órgãos como esta revista.

  18. Excelente, como sempre, nas suas análises concisas e precisas sobre os mais diversos assuntos políticos, econômicos, sociais etc, todos de grande interesse para nós, seus leitores e seguidores nas redes sociais e, principalmente, assinantes da Oeste. Que venha o próximo! Parabéns.

  19. Muito lúcido. Mas então, pra onde vai a imprensa? Os grupos se tornarão irrelevantes nessa toada. E acho que não querem. Como os grandes bancos que criaram plataformas de investimento com outra marca para continuar competindo num mercado novo, a imprensa terá de adotar lógica equivalente para sobreviver?

  20. Como disse a Teresa, parabenizá-lo é redundância. Esse é o típico artigo que seria queimado em qualquer curso superior de Jornalismo. O por quê? É onde a esquerdalha midiática forma seus embriões. O consolo seria se com a luz do fogo ainda se conseguisse iluminar a mente de dois ou três obscurantistas.

  21. Sou eleitor do Presidente Bolsonaro, mas aprecio uma leitura diversificada de pontos de vista. Leio à Direita e à Esquerda. Contudo, está cada vez mais difícil ler a mídia tradicional de Esquerda, as distorções se tornaram tão descaradas que chegam a ser um desrespeito. Logicamente não perco o foco. Sou conservador, assino a Gazeta do Povo e Revista Oeste. Parabéns sr. Guzzo, a descrição do que ocorre foi perfeita!

  22. Parabéns, elogios e aplausos são poucos, dada a magnitude do texto. Como alguns leitores ja comentaram, deixe de assinar e ler o “Estadão” de São Paulo, depois de 30 anos como assinante; a “Folha de São Paulo”, depois de assiná-la por mais de 20 anos, por fim, foi a “Veja” depois de 35 anos de assinatura. As tvs. abertas, não assisto a Globo-lixo desde 2016, nem futebol e todas aquelas que teimam em “criar” ou “omitir” a realidade e verdade dos fatos, para impor as suas, não merecem minha atenção.

    1. Agora, a bosta da CNN está com uma coversa de “repercurtir” uma notícia dada.
      Aí, só sai mais bosta.
      Vou cancelar, como já fiz com Veja, tv globo, band.

  23. Um ex-colega de trabalho, então Diretor de Recursos Humanos na Globo, contou-me que a piada preferida nas redações era a seguinte:

    “Você sabe qual a diferença entre um médico e um jornalista?“
    “Não, qual é?”
    “O médico pensa que é deus… o jornalista sabe que é deus.”

    Não é surpresa. Egressos das nossas péssimas faculdades de jornalismo, com o cérebro danificado pelo desconstrucionismo, e doutrinados pela mentalidade esquerdista em “controlar a narrativa”, os jornalistas acreditam comandar seus leitores como gado, criando sentimentos e moldando comportamentos através da manipulação das notícias. E de fato, a mídia, assim como o sistema de ensino e a indústria de entretenimento, é poderoso instrumento de reengenharia social.

    Porém a internet abriu espaço para vozes diferentes, quebrando a hegemonia dos tradicionais veículos de comunicação, diminuindo-lhes a audiência ou circulação, e enfraquecendo seu poder em convencer as pessoas com suas falsas narrativas. Ao invés de responder a este novo ambiente competitivo aproximando-se dos anseios do público e melhorando a qualidade de sua informação, a grande mídia preferiu tornar-se ainda mais agressiva na tomada de posições ideológicas, distorcendo ainda mais os fatos ou simplesmente mentindo, fazendo com que telespectadores, ouvintes e leitores afastassem-se ainda mais.

    O ódio que a mídia destila contra Bolsonaro (ou Trump nos EUA) vai além das diferenças ideológicas e do corte de verbas destinadas aos veículos de comunicação. Ele é também fruto do ressentimento por esta perda de poder daqueles que estupidamente se acreditavam deuses. Um rancor que nutrem igualmente contra a maioria do povo que escapou do cabresto que se regozijavam em impor-lhe.

  24. Artigo fantástico !Mestre Guzzo, como sempre, fala tudo o que temos vontade de falar.
    Obrigado por me representar, Professor.
    Parabéns !
    Pena que o Sr. e os articulistas da Oeste sejam um oásis na medíocre imprensa brasileira atual, sobretudo os grandes órgãos jornalísticos e de rádio e TV.

  25. não assisto noticiário na tv aberta há muito tempo, para me manter informado uso canis alternativos e, principalmente, o mundo dos fatos, realmente, a “grande mídia” está se tornando cada vez mais pequena.

  26. Não consigo entender o por quê dessa imprensa suja continuar com a mesma cantilena. Não está dando resultado? Mude!!! Mas não. Mantêm a mesma maldita narrativa da esquerda, esperando angariar apoio dos que, coitados, não podem mudar nada… Em 2022, Bolsonaro vai se eleger no primeiro turno com 75 milhões de votos. Escrevam aí.

  27. O colapso da imprensa velha do Brasil e do resto do mundo é um fato. Há dois anos, escrevi sobre isso no meu livro “Sobre as Ruínas da Imprensa”. Agora, com luminosa sensatez e descortínio J. R. Guzzo, demonstrando toda sua integridade e acuidade intelectual, brinda-nos com um artigo imperdível. Parabéns! Ainda bem que já existe no Brasil uns 15 jornalistas que querem lutar pelo jornalismo atento só aos fatos, não há invenções das redações, pobres de ética e de vergonha.

  28. Os políticos bandidos estão sendo varridos da política, os jornalistas e formadores de opinião desonestos, burros e bandidos, também.

  29. O motivo principal de eu assinar esta revista é a presença do mestre Guzzo, sem nenhum demérito aos seus colegas. Leio também a Gazeta do Povo, jornal que relata os fatos, sem distorcê-los. Tem alguns colunistas de esquerda, mas é só ignorá-los. O único programa de TV que eu ainda assistia era o Globo Rural, que passou a incluir temas políticos, com críticas aos governo, óbvio, e cuja logomarca mudou de verde para vermelho. Não me faz falta.

  30. Exato! Cancelei minha assinatura d’O Globo ontem. Estava sendo tratado como idiota. Espero que seu artigo seja lido nas “grandes” redações.

  31. Parabéns Guzzo, por essas e outras cancelei minhas assinaturas da Folha e do Estadão e agora sigo a verdade dos fatos com a Revista Oeste.

  32. O que melhor define essa mídia ideológica hoje foi o que ouvi do Guilherme Fiuza outro dia:” Falta para essa turma HONESTIDADE INTELECTUAL”.

  33. Antigamente se dizia que informação era poder. A imprensa (nem havia ainda o termo mídia) era poderosa porque detinha informação. A controlava e usava também em favor de suas causas e crenças. Mas a massa vivia na escuridão da desinformação fora do que aquela imprensa, ou seja, jornais, revistas, rádios e televisões, diziam.
    A tecnologia está passando por cima disso tudo como trator e quem está enquadrado na brilhante análise do Guzzo, praticamente todos que pensam como ele descreveu, estão sendo extirpados pela raiz. Em breve tempo jornal impresso nem existirá mais. Vida longa à Oeste e seu comprometimento com a causa da notícia, do fato e não com a religião ideológica que como víus letal mata a atual “mídia”. Ninguém mais acredita nela. Quem acredita, não tem peso em jogo algum.

  34. Perfeito, caro Guzzo. Que a maioria dos jornalistas brasileiros é simpática à esquerda, não resta dúvida, e isso causou uma decadência tão grande no nosso jornalismo que o melhor folhetim da esquerda é o jornal do PCO.
    Esse ativismo da nossa imprensa também se observa na forma como ela noticia fatos relativos à pandemia, Escondendo o número de curados, fazendo campanha em massa contra medicamentos que podem ser usados para tratamento precoce (ivermectina, hidroxicloroquina, etc…) enquanto exaltam vacinas sobre as quais recaem muita disconfiança. Sem falar na manipulação descarada da opinião pública feita pelas big techs durante a última eleição nos EUA.
    Nossa esperança são jornalistas como você e o pessoal da Revista Oeste, e alguns outros que podemos contar nos dedos.

  35. Excelente Guzzo. Sempre lúcido e direto. Tenho para mim que tudo isso se deve ao fluxo de caixa, ou seja, se rolar um bom dinheirinho público para os cofres da militância jornalística com os desejados volume e frequência, tudo se acomodará e se acalmará. Se isso acontecer, até o Bolsonaro poderá passar a ser chamado de moderado e estadista. Mas é isso, basta ter dois neurônios ativos e comunicantes para ver que a imprensa tradicional já não retrata a realidade e nem diz mais nada relevante há muito tempo.

  36. Excelente texto, realmente lava a alma. Quem dera tivessem mais jornalistas como vc Guzzo. Essas faculdades de “jornalismo”como a PUC-SP são um antro de mentes deturpadas ao longo da vida e se alguém pensa diferente é defenestrado….

  37. Analise perfeita. Resultado de varios fatores agindo simultaneamente, como:
    1- Perda de recursos oficiais, e consequentemente aumento da militancia explicita
    2- Ensino de jornalismo nas mãos de desqualificados, fazendo do profissional formado, um especialista em nada, e com capacidade analitica de uma ameba.
    3- Avanço do gramscismo, em toda sua plenitude.

  38. Parabéns Guzzo, é triste ver profissionais desperdiçando a carreira com doutrinações .Pobre geração ainda ignorante a Verdade.

  39. A grande imprensa é uma fraude! A cada dia se torna mais irrelevante! Só engana os desinformados e os idiotizados! Lamentável o jornalismo profissional ter chegado a “tamanha” pequenez

  40. Como sempre, a redação deste jornal, muito precisa, objetiva e correta. Não acredito, no entanto, que os jornalistas tenham perdido importância. O fenômeno que ocorreu foi que quebrou-se o monopólio da informação, que passou a ser livre, ampla, geral e irrestrita. O que perdeu importância foi esse jornalismo ilustrado neste artigo, vendido, tendencioso, parcial e em alguns casos, dominado por interesses de grande grupos (ou seriam facções) globais. Que sensação boa a de poder abrir um jornal como o Oeste e desfrutar de sua excelente redação, sem ter de ficar com o pé atrás em cada linha que se le. Por favor, continuem assim. O Brasil agradece.

  41. Mestre Guzzo, como você consegue me surpreender quando escreve exatamente aquilo que pessoalmente gosto de transmitir a familiares, amigos e a quem quiser me ouvir. Curiosamente, li primeiro o artigo “momento de exceção” que você escreveu para a Gazeta do Povo, e fiz criticas severas, que não faria tivesse lido primeiramente esta manifestação do jornalismo verdadeiro, da informação tão necessária para nossa sofrida população em grave crise sanitária, econômica e politica.
    Parabéns, ajude-nos transmitindo aos teus leitores a importância do VOTO IMPRESSO, para evitar a mão boba de malfeitores.
    Forte abraço

  42. Quem sabe os números do Brasil melhorem a partir de agora, ou seja, a imprensa Brasileira seja considerada mais Democrática em vez de ser Monopolizada por alguns Grupo de Comunicações que Controlam e Manipulam as Informações…Parabéns pelo Texto, Perfeito!

  43. Se tu diz.. (expressão popular no fundo do sertão). E olha amigo (deve ser) o negócio é mais embaixo. Aqui nas fronteiras do sertão com o mundo globalizado e urbano, a imprensa regional é pior. Por isto o jornalismo que pensa que ainda é grande, na verdade é um braço da militância de um partido que não tem registro no TSE. Na minha época de estudante (não vou dizer quando) a gente via panfletagem e jornaizinhos feitos em gráficas escondidas para divulgar ações e cartilhas que deveriam ser discutidas, debatidas e decoradas em reuniões depois das aulas de sexta-feira à noite. Na reunião seguinte alguém tinha que ler um resumo da última reunião, ou seja, os principais pontos da cartilha. Tinha ordens, chamadas e discurso carimbado e chancelado pela cúpula que era formada por heróis da revolução. Lembrei disto porque é exatamente o que acontece com a imprensa em geral, principalmente aquela lá que sempre teve ímpetos imperialistas, seja lá de que lado for. Não costumo assistir programas de tv ou ler jornais impressos, mas nas redes sociais “cai” sempre alguma postagem que mostra a cara de “jornalistas” e “especialistas”. Parece o STF que sabe de tudo, de todas as áreas, menos o principal: o Direito. Assim, os jornalistas sabem tudo, menos do que significa a profissão de Jornalista. Será que aquele vinho que já tinha te falado anos atrás ainda está envelhecendo?

  44. Excelente artigo.
    O cartaz com o vocábulo “GloboLIXO” exibido pelo Presidente Bolsonaro ontem no aeroporto de Cascavel -PR – o sintetiza muito bem.

  45. Excelente texto. Vivemos tempos interessantes. Jornalistas são mais capacitados a emitir opiniões a respeito de Infectologia que infectologistas, mais a respeito de Epidemiologia que epidemiologistas, e são mais capazes de recomendar tratamentos que médicos. O nível do jornalismo é péssimo, o uso da Língua Portuguesa pelos jornalistas é absurdamente rasteiro. A mediocridade campeia, e parece mesmo que o mundo vai acabar. A pós-verdade está às portas. Horror, horror!

      1. Melhor texto que li sobre jornalismo brasileiro, parabéns GUZZO,mas parabenizá-lo é redundância.Para mim os jornalistas da mídia em geral, não conseguem mais ver os fatos reais e analiza-los.Viraram contadores de fofocas e intrigas,a vida privada tornou-se mais importante que a vida pública.Lamentavel, é mais importante falar da camisa do presidente do que seus ministros fazem de fato pelo Brasil.Ma fé ou simplesmente incompetência? Só leio a Revista Oeste e assisto alguns programas da Jovem Pan,o resto é resto mesmo,joga-se fora.

    1. Guzzo , parabéns pela lucidez e mostrar que seus colegas esquerdistas são um cancro que um dia vai ser extirpado. Nos mais jovens acredito que se recuperarão , porém os da velha guarda jamais, e só o tempo se encarregará de enterrá-los!

      1. Acho um equívoco tratar esquerdismo como algo que afeta alguém temporariamente, ao ponto de ser possível o afetado recuperar-se. Penso que o esquerdismo convicto só se instala nas mentes receptivas, da mesma maneira que o MELANOMA. É preciso que haja pré condições (gravadas no DNA) para que a doença se manifeste; a partir daí, o MAL e o portador se tornam inseparáveis. Considero-me um sujeito de sorte; carrego um melanoma MAS, FELIZMENTE, abomino qualquer tipo de esquerdismo, mesmo já tendo sofrido o assédio criminoso que os cooptadores da SEITA praticavam contra os jovens, desde o ensino secundário. Agora, como os pedófilos, agem a partir do berçário.

      1. Maravilhoso. Isso é o verdadeiro jornalismo, essa é a opinião que faz a gente pensar e perceber como a notícia deve ser apresentada e a importância da verdade.

    2. Falta uma Fox News brasileira. Não ha contraponto . A revista oeste e outros ainda são poucos para abafar a gritaria da esquerdalha . Pior é que o planeta está na mesma ” vibe”.

      1. Caro Alexandre, sinto informar que a Fox NEWS é canhota há bastante tempo. Como todas as mídias americanas, exceto o Grupo Epoch Times & NTD TV, porque pertencem a emigrantes chineses exilados na América. Para sua informação – e de outros – atualmente, meia dúzia de grupos empresariais comuns-GLOBALISTAS controlam 99 % da Grandes Mídias Mundiais – TVs, Jornais, Revistas e, PIOR, até mesmo as principais e maiores BIGTECs da Comunicação via Internet (Google, Facebook, Twitter, Instagram) além da Microsoft e da Apple. Está sim é A VERDADEIRA PANDEMiA atual.

      2. O caminho é a mídia alternativa. Fox, CNN, MSNBC, são de uma forma ou de outra instrumentos do establishment.

    3. Em 2017 assinava 2 revistas de notícias, 1 jornal impresso e 1 virtual. Hoje assino 1 jornal virtual fora da grande mídia e 1 revista virtual e vasculho diariamente 5 ou 6 canais de mídia descentralizada. A grande e tradicional mídia está morta e faço questão de enterrá-la todos os dias. E influenciar todos a minha volta. Parabéns a OESTE.

      1. Já assinei Folha, migrei para o Estadão e deixei a grande imprensa há anos. Hoje assino a Oeste e acompanho canais no YouTube – aguardo para ver onde poderei seguir o Terça Livre, recém gilhotinado pelo YT. Cogito fazer a assinatura da versão online da Gazeta, de Curitiba.

      2. Queria mencionar ao Adriano que assinei e, em seguida, desisti da Gazeta, em razão daquele jornal insistir em reproduzir matérias publicadas pelo Estadão, além de ter em seus quadros alguns articulistas envenenados pelo pior vírus da atualidade: o esquerdismo militante e suas variantes maléficas. Portanto, não assine, Adriano. No mais, pago minha assinatura da Oeste só para ter o prazer de ler e aprender com o maior e melhor escritor deste país, o JR Guzzo.

    4. Excelente ler uma matéria assim. Agora vejo q fui enganado por muitos anos por um jornalismo doses homeopáticas de sofismas. E qto ao Executivo x Legislativo x Judiciário a ideia q tenho é: O presidente Bolsonaro foi flagrantemente sequestrado pelos presidente da Câmara, do Senado Federal e do STF, ao passo q em governos passados, o ch do executivo é q sequestravam os demais poderes com as velhas práticas, por exemplo ; aprova minha MP q te dou um ministério… ou então , feche seu olhos STF q muitas lagostas poderão degustá-las, etc.

      1. Pois é, a nossa imprensa virou torcida, só noticia o que deseja que aconteça. A realidade que se dane. É inacreditável! E o pior é que os meios de comunicação do resto do mundo acreditam nas mentiras! Assino as versões online do New York Times, The Guardian e Le Monde. Todos repetem as notícias falsas mandadas pelos seus correspondentes, sem checarem se são verdadeiras. Não é a toa que o apelido do NYT é Pravda on the Hudson… Lamentável…

    5. Guzzo você já era a única voz lúcida, quando articulista da Veja, que perdera o prumo e saiu da maior revista em circulação no Pais, para o lixo. A Globo continua na mesma trilha, porém sem qualquer que possamos acreditar. E assim seguem na mesma toada, Folha, Estadão e CNN. Nenhum relevância, tirando Caio Copola.

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