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A nova escravidão dos negros

As gerações anteriores tiveram de lutar pela liberdade, mas hoje os negros aceitam passivamente os grilhões impostos pela elite branca democrata

A escravidão foi uma prática nefasta criada pelo homem branco ocidental, subjugando os negros para trabalho forçado em fazendas, e graças aos democratas progressistas tivemos sua libertação, sendo que hoje os mesmos democratas são os que lutam por justiça racial. Ao menos essa é a narrativa oficial nas universidades, na mídia e na política. Que tal, agora, a verdade?

É para desfazer essa enorme mentira, ou mesmo inversão total, que Candace Owens escreveu seu livro Blackout, sobre como os negros podem se libertar pela segunda vez das plantations democratas. Owens é uma jovem negra que virou celebridade por rebater com propriedade e firmeza as ladainhas esquerdistas, e não por acaso o livro virou um best-seller quase imediatamente. Trata-se de uma leitura instigante, com parcial autobiografia, resgatando os fatos que o Partido Democrata adoraria enterrar de vez.

Nos discursos dos democratas, os “supremacistas brancos” seriam sinônimo dos conservadores em geral e representariam a maior ameaça aos negros na atualidade, e com base nessa retórica a esquerda consegue normalmente mais de 80% dos votos da comunidade negra em toda eleição. Mas é tudo calcado numa grande mentira. Os democratas apostam na vitimização eterna das minorias, alegando que o sistema é racista, que o problema é estrutural, e com isso conseguem se esquivar da realidade.

O problema, alega Owens, é acima de tudo cultural. Para começo de conversa, a desproporcional ausência paterna no lar dos negros. Fora isso, a própria mentalidade de vítima, cobrando “reparação” em vez de assumir as rédeas do próprio destino, com responsabilidade. O esgarçamento do tecido social está na raiz dos problemas: enquanto acidente de carro é a causa número um de morte de jovens brancos, o homicídio é a maior causa entre jovens negros. Mas não pela polícia, como a narrativa do Black Lives Matter dá a entender, e sim por outro negro.

Os negros representam 13% da população norte-americana, mas são responsáveis por cerca de 40% dos crimes violentos, um terço dos abortos, e a imigração ilegal, promovida pela esquerda democrata, atinge diretamente as comunidades negras com competição desleal. Por meio do welfare state, o mecanismo de incentivos fez a mulher negra “casar-se” com o Estado e levou muitos homens a abandonar suas responsabilidades. Sete em cada dez crianças negras nascem fora do casamento, o que aumenta os riscos de abuso sexual, de problemas com drogas e uma educação capenga.

Tudo isso pode e deve mudar, mas não pelos meios defendidos pela esquerda. Ser um norte-americano negro hoje significa, para a autora, adotar uma narrativa predeterminada de vida: uma rotina de fracassos sem um culpado direto por conta de uma impotência individual. Atacar o “sistema” é mais fácil do que admitir essas falhas, que acabam sendo retroalimentadas pelo discurso vitimista da esquerda. As gerações anteriores tiveram de lutar pela liberdade, mas hoje os negros aceitam passivamente os grilhões impostos pela elite branca democrata.

A autora do livro Blackout entendeu que a esquerda só liga para a sensação de superioridade moral

O que Candace Owens mostra no livro é que o Partido Democrata, apesar de visto como libertador dos negros, não foi capaz de entregar os resultados prometidos ou reduzir o hiato em relação aos brancos. Os negros servem como mascotes de ricos e poderosos como Hillary Clinton, Joe Biden e Bernie Sanders, mas enfrentam um risco 2,5 vezes maior de viver na pobreza e uma taxa de desemprego bem maior (à exceção do governo Trump, que conseguiu levá-la para seu patamar mínimo histórico).

Ou seja, apesar de uma imensa maioria dos votos negros ter ido para os democratas nas últimas décadas, as disparidades persistem. E ninguém seria louco o suficiente a ponto de afirmar que há mais racismo hoje do que em 1960, com segregação institucional e tudo. Insanidade é repetir tudo igual e esperar resultados diferentes, alertou Einstein. A esquerda vem pregando mais governo como solução, mas essa receita se mostrou um completo fracasso. Owens propõe uma alternativa libertadora: recusar essas amarras impostas pela elite democrata, ou seja, um blackout dessa agenda tóxica e iliberal dos progressistas.

Menina pobre, Owens aprendeu com os avós a assumir responsabilidades em sua vida. Ela teve uma experiência pessoal reveladora, porém, quando acusou um colega da escola por mensagens racistas deixadas em seu telefone. O episódio de fato aconteceu, mas o motivo não fora racial. A repercussão, não obstante, foi enorme e ONGs e veículos de comunicação se meteram no assunto. Mas ninguém quis escutá-la. Estavam atrás apenas da narrativa: menino branco ofende menina negra. Quase que Owens se perdeu na vida após o ocorrido, por se ver nessa posição de coitadinha, vítima do mundo, sendo que ela sabia, no fundo, ter cometido uma injustiça com o amigo.

Felizmente ela foi capaz de se libertar dessa posição de vítima. O pensamento de que seu avô tinha enfrentado os “garotos” da Ku Klux Klan fez com que ela tivesse mais coragem para encarar seu destino. Seria ridículo bancar a vítima nos anos 2000 de um “racismo sistêmico” quando seus ancestrais partiam de cabeça erguida para cima de verdadeiros racistas agressores.

O que Owens entendeu é que a esquerda só liga para a sensação de superioridade moral, para a narrativa, ignorando os fatos e a realidade no processo. Os negros não precisam aceitar esse discurso de que são uma subclasse em constante necessidade do resgate democrata. O que ela percebeu é que a política esquerdista invariavelmente prejudica os negros norte-americanos. E um dos aspectos mais nefastos desse mal vem da destruição da família.

Owens dedica alguns capítulos para resgatar a história, para expor o racismo dos líderes democratas do passado, mesmo aqueles tidos como “libertadores”, como Lyndon Johnson. Ela mostra que a própria KKK foi obra de democratas, enquanto eram os republicanos que defendiam a liberdade. Owens também cita a progressista Margaret Sanger, fundadora do Planned Parenthood, a maior fábrica de abortos do planeta, que não passava de uma eugenista. Ela também expõe os desvios do movimento feminista atual, com seus ataques à “masculinidade tóxica”. E condena o clima asfixiante nas universidades, tudo isso como uma espécie de “luxo” de uma elite mimada que vive em abundância.

O que Candace Owens rebate no livro é a hipocrisia socialista, que usa os negros como instrumentos, nada mais. Voltando ao começo, a verdade é praticamente o contrário da narrativa esquerdista. A escravidão é uma prática que sempre existiu, sem distinção de raça ou cor, e que terminou justamente no Ocidente. Os negros africanos escravizaram e ainda escravizam outros negros, os democratas foram os principais beneficiados dessa escravidão em suas plantations, foram também os racistas por trás da KKK, e hoje montaram um esquema de perpetuação da dependência negra ao Partido Democrata, como em novas plantations, contando com o analfabetismo funcional produzido pelas escolas públicas. Os linchamentos aos que desafiam esse modelo são virtuais, com “cancelamento” ou prejuízo profissional.

Em suma, mudaram os métodos, mas os resultados seguem parecidos: negros continuam “escravos” dos brancos da elite democrata, e o livro de Owens é um chamado à luz, para enxergar essa realidade, assim como uma convocação para um Blexit, ou seja, uma nova libertação.

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