O exemplo de Ruth Cardoso

Sempre que estende a mão a Lula, FHC leva um carrinho por trás

Ruth Cardoso foi a prova definitiva de que milagres civilizatórios podem ocorrer em qualquer canto do mundo. A brilhante paulista de Araraquara, que se casou muito jovem com o sociólogo carioca Fernando Henrique Cardoso, seria a primeira mulher de presidente da República a desembarcar no coração do poder com profissão definida, formação refinada, ideias próprias e altivez para afirmar o que pensava — com luminosa independência intelectual e, quando necessário, elegante contundência. Durante oito anos, uma só pessoa fundiria a mulher que sabia o que dizia e a antropóloga admirada em muitos idiomas. Mas nem desconfiavam disso aqueles jornalistas que, no fim de 1994, vigiavam as andanças do presidente eleito. Tanto assim que lhes pareceu apenas uma blague a justificativa de Fernando Henrique para a viagem à Rússia na semana seguinte: “Vou como acompanhante da Ruth”. Ela participaria como palestrante de um congresso de antropologia promovido em Moscou, ele aproveitaria para descansar alguns dias. Concentrados no marido em férias, os repórteres dispensaram-se de conferir o desempenho da cientista. Caso fossem menos obtusos, descobririam mais cedo que Ruth Cardoso era muito mais que a mulher do n° 1.

A mais admirável das primeiras-damas abdicou do título já no dia da posse. “Isso é uma caricatura do original americano, esse cargo não existe”, resumiu. Nesse caso, Ruth reinventou o inexistente: sem pompas nem fitas, sem fanfarras nem rojões, montou e liderou o impressionante conjunto de ações enfeixadas no programa Comunidade Solidária. Em dezembro de 2002, o programa mobilizava 135 mil alfabetizadores, 17 mil universitários e professores, 2.500 associações comunitárias, 300 universidades e 45 centros de voluntariado. Também por isso, acabou simbolicamente promovida a primeira-dama da República no dia da morte que pareceria prematura ainda que Ruth tivesse vivido mais de 100 anos. A cerimônia do adeus comprovou que o Brasil se despedia, comovido, de alguém que o fizera parecer mais respirável, menos primitivo, mais clemente, menos boçal. E que merecia ter partido sem conhecer a fábrica de dossiês cafajestes produzidos nas catacumbas da Casa Civil chefiada por Dilma Rousseff e pela mãe de quadrilha Erenice Guerra.

Lula encomendou à dupla algum truque diversionista que reduzisse o imenso buquê de holofotes que clareavam o escândalo da gastança com cartões corporativos do governo federal. (O ministro Orlando Silva, por exemplo, usara o dele até para comprar tapiocas vendidas por menos de dez reais.) Submissas, as duas amigas produziram um papelório abjeto que tentava transformar Fernando Henrique e Ruth Cardoso em perdulários incuráveis, decididos a torrar o dinheiro da nação em vinhos caros e futilidades gastronômicas inacessíveis a 99% dos brasileiros. Pouco antes da morte de Ruth, Dilma tentou gaguejar por telefone um pedido de desculpas. O alvo da infâmia negou-se a atender ao saber quem estava do outro lado da linha. Fez muito bem, confirmaria durante a campanha de 2010 a discurseira do poste fabricado pelo deus da seita. “Peço a vocês que comparem o Lula e o Fernando Henrique”, berrava a candidata que se tornaria a pior governante de todos os tempos. “O Lula ganha de 400 a 0.” Alguém no PSDB poderia ter sugerido que se comparasse Dilma Rousseff a Ruth Cardoso. A cabeça habitada por um neurônio solitário decerto descobriria como se sentiram os jogadores da seleção brasileira naquele 7 a 1 contra a Alemanha na Copa de 2014. E aprenderia que ainda assim saíra no lucro: para quem enxerga por trás de uma criança um cachorro oculto, perder para Ruth Cardoso por 400 a 0 é pouco.

Lula despejou sobre o antecessor o estoque inteiro de grosserias acumulado nos porões da alma ressentida

O problema é que os militantes tucanos são especialistas em rendição sem combate, e o presidente de honra do partido prefere acreditar que é possível dançar minueto com quem nunca foi além do axé, ou conversar em francês com quem trata o português a socos e pontapés. Faz quase 20 anos que Fernando Henrique trata como um viveiro de delinquentes juvenis perfeitamente recuperáveis o bando que nele enxerga seu Grande Satã. Vive levando um carrinho por trás quando ainda está com a mão estendida. No primeiro dia de 2003, por exemplo, completou-se um processo sucessório exemplarmente democrático. Durante a campanha, o presidente em fim de mandato consultou Lula e José Serra antes de tomar qualquer decisão cujos efeitos poderiam estender-se pelos anos seguintes. Consumada a vitória do adversário, FHC pilotou o período de transição e ajudou a conter a fuga de investidores inquietos com o prontuário do PT. “Aqui você deixa um amigo”, disse o sucessor com a faixa verde e amarela já pendurada no peito. Foi o abre-alas do desfile de mentiras, vigarices, trapaças e traições endereçadas à figura que está para o SuperLula como a kriptonita verde para o Super-Homem. A alegoria principal apresentava como “herança maldita” o Brasil modernizado pelo Plano Real, pelo sumiço da inflação pornográfica, pela lei de responsabilidade fiscal, pelas privatizações que começaram a exorcizar o fantasma do primitivismo.

Criminosamente solidário com José Sarney (que qualificou de “maior ladrão do Brasil” em 1988), vergonhosamente amável com Fernando Collor (que rebaixara a corrupto na campanha de 1989), incapaz de absorver as duas derrotas impostas por FHC ainda no primeiro turno e conformar-se com a imensa inferioridade intelectual, despejou sobre o antecessor o estoque inteiro de grosserias acumulado nos porões da alma ressentida. FHC pareceu abrir os olhos, para logo fechá-los, em quatro ou cinco momentos. Num artigo publicado em outubro de 2008, advertiu que a democracia brasileira estava ameaçada pelo “autoritarismo popular” do lulopetismo, que poderia descambar numa espécie de subperonismo amparado nas centrais sindicais, em movimentos ditos sociais e nas massas robotizadas.  “Para onde vamos?”, perguntava o título. A Argentina de Juan Domingo Perón foi para os braços de Isabelita e acabou no colo de militares hidrófobos para depois recair na ratoeira do neoperonismo que, com ligeiríssimos intervalos, vem destruindo o país. O Brasil de Lula foi para o colo de Dilma Rousseff. Em fevereiro de 2009, outro artigo enterrou a “herança maldita” no jazigo das safadezas eleitoreiras. “Para ganhar sua guerra imaginária, o presidente distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação, nega o que de bom foi feito e apossa-se de tudo que dele herdou como se dele sempre tivesse sido”, resumiu FHC, que enfim se dispôs a apanhar a luva atirada pelo sucessor: “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer”. Não houve briga nenhuma. Salvaram-nos a Operação Lava Jato, o impeachment, o governo-tampão de Michel Temer e a derrota de outro poste de Lula em 2018. Mas o Supremo Tribunal Federal decidiu que o Brasil pode conviver mais alguns anos com tempestades perfeitas. E transformou um corrupto e lavador de dinheiro condenado em três instâncias no candidato que pode deter o avanço do genocídio. Haja imbecilidade. Ou canalhice.

De volta, o palanque ambulante colocou Bolsonaro na mira. Mas sem esquecer o velho objeto do rancor, reiterou o mais recente manifesto produzido pelo jornalista que, fantasiado de Ombudsman da Humanidade, passou a maior parte da vida arquitetando alguma frente ampla que dará um jeito no gigante adormecido. A mais criativa juntou um punhado de órfãos da União Soviética a Paulo Maluf, então candidato a prefeito de São Paulo. Há pouco, o articulador trapalhão aglomerou num abaixo-assinado os “70 por cento de brasileiros democratas”. Só não há lugar para Sergio Moro, avisou o JK de botequim. Nem para Fernando Henrique, emendou Lula ao explicar por que não embarcara na arca inverossímil: já não estava na idade de andar em companhia de qualquer um. Qualquer um, na cabeça do dono do sítio de Atibaia que pertence a um amigo, é Fernando Henrique. Nem por isso o alvo da agressão arquivou a declaração inverossímil: se tiver de optar entre Lula e Bolsonaro, declarou em maio, votará no ex-comandante do maior esquema corrupto de todos os tempos. Segundo o declarante, o ex-presidiário pelo menos não representa uma ameaça às instituições. É bandido, mas preza o Estado Democrático de Direito.

FHC tem todo o direito de negar-se a votar em Bolsonaro. É assim nas democracias. Mas tem também o dever de não votar em Lula. É assim no universo habitado por gente honrada, como Ruth Cardoso, que jamais ajudaria a patrocinar a segunda temporada do pesadelo com locações na Venezuela. A brava paulista jamais votaria num gatuno sem remédio. Por tudo o que fez pelo país, Fernando Henrique será lembrado como um dos maiores presidentes da República. Pelo que diz que fará, pode também ser lembrado como o pior dos ex-presidentes.

Leia também “22 corolários da Teoria da Inocência do Culpado”

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71 comentários

  1. Tudo isso hoje parece uma vaga lembrança. Não importa a infinita sucessão de vigarices do Lula, ele ainda segue inabalável como o sumo sacerdote (ou melhor, a própria divindade) da esquerda brasileira. Eles se merecem.

    1. Magnífico artigo, obrigada pelas lembranças corretas e detalhes Augusto Nunes.Ruth Cardoso com suas palavras o espaço que sempre mereceu,nunca precisou de holofotes para brilhar.Antropologa brilhante,leitora voraz e mulher muito educada e culta.A última imagem que tenho dela, está sentada em um avião de carreira lendo a biografia de uma mulher Somali.Se Fernando Henrique prefere se aliar a Lula nas próximas eleições,nunca teria o apoio de Ruth Cardoso,essa sim sabia e desejava um País melhor.

      1. FHC foi pusilanime em não defender sua mulher, vitima de desrespeito e deboche à época das calunias urdidas urdidas no governo Lula, que as patrocinou.
        Ele e Lula, as atitudes provam, se merecem.

    2. Fernando Henrique é um covarde e traidor, assim como a grande massa da nossa intelectualidade. Preferem o vigarista, por ser esquerdista, ao próprio futuro do país. FHC é condescendente para com o vigarista amigo do STF por uma mera questão de compatibilidade ideológica. Está se lixando para o país. Assim como Moro, cujo legado tentou preservar acima de qq sacrifício pela nação, não conseguirá manter sua biografia intacta, ao contrário disso, vai passar para história como um político “em cima do muro”, temerário, falastrão,,traidor e covarde.

      1. Bela lembrança da nossa grande Dama Ruth Cardoso.Expresidente Fernando Henrique gera tristeza quando cumprimenta um Ex-presidente Ex-presidiário.
        Parabéns Augusto Nunes pelo texto.

    3. Vaidoso que é, o “Príncipe” jamais imaginou que o vagabundo e analfabeto fosse decepciona-lo.
      Traiu homens que o apagavam como Itamar Franco.
      FHC foi o grande artífice da bandalheira em que nos metemos, e hoje insiste numa coerência particular, suficiente para destruir de vez a pouca reputação que ainda lhe resta.
      Acabou tbm com o PSDB, partido que tantos anos nos iludiu!
      A revolução comunista de 1.988 nos impingiu 30 anos de ideologias nefastas, amoralidades jurídicas e subversão dos costumes, refletindo tudo isto em 100 anos de atrasos e desesperança.
      Somente uma instituição respeitada como as FFAA podem dar conta disto tudo, objetivando recuperar 50 anos em 5.
      Competência já mostrou que tem. Chega então de levarmos tapas na cara com osmarazis#renancalheiros e mais e mais casuismos!!!

    4. FHC está DECEPCIONANDO muitos brasileiros que como EU, enxergavam no seu governo, um ciclo de oxigenação da vida econômica Brasileira. Como muito bem definiu Augusto Nunes aqui, a estatura intelectual do CASAL FHC está derretendo, cada vez que ele afaga o “CARNIÇA”……… o Maior LADRÃO da história das Democracia em toda a existência humana no nosso maravilhoso planeta azul..!

    5. Onde estão os políticos adultos deste país? Deram lugar a “adolescentes” trocando picuinhas pelas redes sociais! Saudades do q foi FHC, qdo não era subserviente ao LuLa!

    6. Augusto Nunes e Oeste estão para a história do atual JORNALISMO brasileiro como
      Paulo Francis e o Pasquim estiveram nos anos 70 do Século XX.

  2. Espero que o capiroto leve os dois, o mais rápido possível, para as profundezas dos infernos. O Brasil não merece nenhuma dessas duas desgraças.

  3. Eu e FHC vivemos o suficiente para eu admirá-lo e deplorá-lo em vida. Quanta decepção, D. Ruth. A Sra. foi cedo. Quando ele for, irá tarde. Quanta decepção desse eterno lambe-botas do Lula.

  4. Aquele que um dia foi reconhecido como um grande presidente do Brasil, hoje é somente um melancólico personagem dessa corja sombria que insiste em conturbar o destino de nosso país.

  5. Lamentavelmente o FHC foi o pior PRESIDENTE DA REPUBLICA !!!
    Acabou com o PSDB, criou o LULA para sua historia de sociualista ficar completa, pediu a saida do Temer e aconselhou “naquela conversa” o maior Juiz que este Brasil – MORO a ser rebelde conta o Bolsonaro.
    D. Ruth a senhora esqueceu de “educar” o seu marido FHC.

  6. Deus criou o homem a sua imagem e semelhança . Sendo assim atingindo mais idade e com os nossos erros nos tornamos criaturas melhores (mais perto de Deus) na maioria das vezes acontece socialmente com todos seres humanos .
    Não assistimos isso na parte política .Estamos assistindo “antigos ex presidentes com uma conduta de destruição de reputação e biografia.”

  7. Ao intelectual, sociólogo e bom Presidente da Rebublica, por oito anos, Professor Doutor Fernando Henrique Cardoso, faltam vergonha na cara, carater e coragem.

    Os que se autointitulam de “esquerda”, na verdade socialistas e ou comunistas, jamais farão ao refinado ex-presidente uma só menção de elogio – e FHC nao sabe viver sem um afago, sem um elogio -, daí a busca por uma desnecessária reparação que jamais virá.
    Acorda FHC, saia da bolha que jamais o aceitou. Você, caro FHC, sempre foi para os que se dizem do “campo democrático” apenas “o riquinho metido a besta”. Nada mais que isto. Seja grande, honre seu legado, e assuma uma posição histórica em favor das liberdades individuais, do capitalismo e da família brasileira.

  8. A matéria Mentalidade Revolucionária não foi estudada pelo articulista. Que também não sabe o que é Comunismo. Não defeitos pequenos.

  9. Caro Augusto, você acaba de eliminar a única restrição que eu tinha a seu respeito (nem o fato de você ser torcedor do time da Vila Pompéia foi levado em conta). Porque sempre vi você como um grande defensor do FHC.
    A história já nos mostra e ainda nos dará provas concretas da verdadeira conspiração armada entre o PSDB e o PT para estabalecer um rodízio de poder no Brasil.
    Se dona Ruth pudesse voltar, certamente nos diria que morreu de desgosto, assim como a finada Marisa, a Inútil. FHC e Lula (hoje Carniça), são politicamente idênticos. A diferença é que se o primeiro é letrado, o segundo não sabe fazer um O com um copo. Um só toma vinhos finos e champagne francês, o outro só toma 51.

  10. Uma vergonha sua postura Sr FHC,
    Lambe botas do PT,
    Lambe botas do Aécio e,
    (Jogando pra baixo do tapete suas lambanças )
    Lambe botas do apresentador de televisão medíocre !
    Nunca sonhei com tamanha decepção !

    Mas se Deus quiser ,todos fazem parte de um passado que não volta mais !

    Parabéns Augusto pela matéria !

  11. Por favor, por conta de um único inseto abestado, não vamos demonizar a 51. Fenomenal comentário sobre D. Ruth. Na verdade, o casal, no meu modo de ver a ambos individualmente, era clara a diferença. O FHC de personalidade pusilânime, hipócrita, fingido e sem caráter contrastava com a D. Ruth, inteligente, discreta, autêntica, culta e sincera, tanto que não se misturava com “ídolos políticos” do marido.

  12. Brilhante artigo, Mestre Augusto Nunes !
    FHC foi um grande presidente, mas ultimamente só tem decepcionado a todos nós.
    Ele já se definiu pelo Lula, o que sepulta a sua biografia que era muito bonita.
    Uma pena. D.Ruth, esteja onde estiver, também deve estar muito desapontada com FHC.
    Parabéns, Augusto, sempre colocando os Pingos nos Is.

  13. Recomendo ao ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso dar ao companheiro de Cesare o que é do companheiro de Cesare, ao invés de cometer suicídio de reputação.

  14. Nunca entendi bem a postura genuflexa de FHC em relação a Lula. O que será isso, meu Deus? Algum trauma? Alguma dívida espiritual inexplicável? Algum complexo de culpa, pelo fato dele (FHC) ser culto e falante em alguns idiomas, e o outro um jeca desclassificado? Alguém precisa se sentir inferior justamente por ser melhor? O fato é esse: de Lula, FHC só recebe coice. Parabéns a Augusto Nunes pelo brilhante artigo.

  15. Parabéns pela sua imparcialidade. Você, que sempre foi um admirador do FH, denuncia a absurda “amizade” entre os dois ex-presidentes.
    O Bolsonaro nada tem a ver com a história. O que Lula e o PT fizeram nos governos de FH foi a mais suja e impiedosa oposição. Inesquecível.

    1. Muito feliz na expressão um excelente presidente e péssimo ex presidente, Augusto. A Tereza disse muito bem que dona Rute não precisava de holofotes para brilhar. Brilhava por luz própria. Como vc, tbm reconheço nos governos FHC, os mais virtuosos dos últimos 50 anos, onde enfrentou o PT como oposição, cruel e desonesta. Há um constrangimento, creio, em reconheçer méritos no governo do capitão. Triste momento do PSDB, partido que ajudei a fundar. A última foi a do senador Jereissati, submetendo-se a Renan/PT, naquela decisão para proteger o corrupto piloto que caroneava a diuma. Lamentável.

  16. Votei no FHC (sempre esquerdista), principalmente porque era o único que tinha condições de vencer Luís Inácio da Silva, apelidado de Lula, semi analfabeto, mas com capacidade de boa locução, enganador……como muitos outros políticos.
    Como ministro de Itamar coordenou bem a equipe que produziu o plano Real e como presidente foi até que bem.
    FHC como ex presidente, que decepção.
    Dna. Ruth merece só aplausos.

  17. FHC, um grande ex-ministro da economia do pres. Itamar Franco, um grande ex-presidente do Brasil, acertou mais que errou. Fiel à sua ex-amante, esta situação foi a pior infâmia que D. Ruth sofreu, uma senhora avessa a holofotes. Fernando Henrique foi uma referência acadêmica no campo da sociologia, mas se enamora e se ilude o tempo todo com a personificação de ideias que pedem uma “justiça social”, mas só entregaram até hoje violência, miséria, corrupção, burrice coletiva e destruição sistêmica nos países que teimaram em adotá-las.

  18. É muito difícil saber o que uma pessoa faria faria se viva fosse sobre fatos após a su morte. Ruth Cardoso não foi essa pessoa bem intencionada, acima descrita. Ela mandava muito no governo do marido a ponto de ser temida por todos, inclusive o marido. É verdade que ela tinha pode e compostura, mas não fez nada de bom pelo país. Os programas assistências dirigidos por ela eram tão eleitoreiros quanto os do PT e na verdade todos eles abriram margem para serem usados e aumentados como forma de dependencia do povo ao Estado. Por fim, tenho clareza, que se viva fosse, apoiaria Lula contra Bolsonaro.

  19. Esquerdistas como FHC põem a causa acima da ética. Parafraseando Fernando Pessoa, tudo vale a pena se a causa não é pequena.

  20. Fui tucano desde Montoro e Covas, e admirava FHC até o surgimento de Bolsonaro, em quem votei mesmo ainda tucano por entender que apresentava uma plataforma honesta, um excelente economista Paulo Guedes, liberal reconhecido pela alta cúpula de economistas tucanos, conservador, respeitoso com os costumes, família, religião, enfim os pilares básicos para uma verdadeira democracia e o reconhecimento da alta credencial dos militares ativos e da reserva para oferecerem sua contribuição à nossa pobre e esquecida sociedade brasileira.
    FHC que julgava ter abandonado sua rebeldia após escrever seus “diários da presidência”, obra naturalmente para divulgar “post mortem” porque sincera, nela demonstra com uma vaidade que ainda desconhecia, e com instintos autoritários, que interferiu na PF, na imprensa, cooptou partidos, elogiou figuras deploráveis e desprezo por quem deveria, pouco elogioso a Montoro e Covas, convívio estreito com membros do STF, criticas a outros, enfim convivia e demonstrava repulsa aos políticos.
    Entretanto, foi ressuscitado por decadentes celebridades politicas para combater o governo Bolsonaro logo no primeiro ano de governo, como fez Doria essa infeliz figura que segui desde as previas à prefeitura de SP. Virou liderança na imprensa, especialmente no Estadão para pedir a renuncia do presidente, porque sabe não conseguira seu impeachment no Congresso. Faz lives e manifestos com figuras como Boulos, Jean Willys, Carlos Minc, e outras inutilidades artisticas.
    Pior ainda, essa figura aliar-se a LULA para tentar substituir Bolsonaro, que seguramente odeia, porque conseguiu ao menos no primeiro ano de governo, governar sem conchavos políticos, sem corrupção, e com excelente ministério, exatamente aquilo que observei em seus diários gostaria de ter feito. Vale dizer que apesar de filho e neto de generais, esconde-se dos militares em seus diários e não reconhece qualidades como faz Bolsonaro. Penso até que FHC, sabe que LULA é um camaleão e sem caráter, como bem afirmou anos atrás no programa Roda Viva o sociólogo Chico de Oliveira, um dos fundadores do PT, e que eleito levará tucanos, democratas e outros parasitas ao poder e se beneficiará de um governo com estatais reestruturadas, previdência saneada, marco regulatório do saneamento, adequada inflação, enfim caminho aberto para novas investida nos recursos públicos.
    Agora Augusto, toda essa armação de figuras que se odiavam até recentemente, claramente nos levam a crer que nossas eleições em 2022 não poderão ter as atuais urnas eletrônicas sem o VOTO IMPRESSO, porque é lamentável o temor do STF, da mídia tradicional, ESTADÃO, CNN, GLOBO, BANDNEWS com a implantação do voto impresso, inclusive promovendo editoriais e artigos de notáveis juristas contra a TRANSPARÊNCIA das urnas eletrônicas. É assustador, porque desconhecem a gravidade de conflitos sociais que poderão ocorrer caso LULA ou seu poste vença sem o VOTO AUDITÁVEL, única forma de AUDITAR e se necessário RECONTAR os votos, conforme deseja o CONGRESSO NACIONAL. Já ouvi Bolsonaro dizer que se LULA vencer com o VOTO AUDITÁVEL, paciência, indicara mais 2 nomes para o STF e aquele deplorável ministério. O bom jornalismo da revista oeste, jovem pan, gazeta do povo e outros tem que urgentemente fazer matérias a respeito para esclarecer o que é o VOTO IMPRESSO, porque as FAKES infestam a grande mídia tradicional.

  21. A revolta com FHC é tão grande que nossos comentários esqueceram o EXEMPLO DE RUTH CARDOSO, tão brilhantemente descrito por Augusto Nunes. Parabéns Augusto

  22. Parabéns mais uma vez , mestre Augusto , por nos brindar com seu conhecimento e enorme habilidade em informar . Infelizmente a maior parte do eleitorado tem memória curta e não registra mais essa trajetória aparentemente tão elogiosa. Em nome de conceitos supostamente democráticos, ao melhor estilo de um mero intelectual lacrador , um ex presidente joga sua respeitável biografia na lata de lixo ao aliar-se a um execrável político ficha suja, livre da prisão por obra e graça de um STF conivente e as bençãos de uma mídia aparelhada.

  23. Parabéns pelo artigo! Ainda bem que tem a revista Oeste e o programa Os Pingos nos iis, para nos esclarecer de forma. Isenta e inteligente.
    Deixei de ser idiota aos 70 anos. ( Li o livro do Olavo de Carvalho “O mínimo que vc precisa saber para não ser um idiota” ).
    Brigava com meus filhos para assistir o Jornal Nacional e devorava o Estadão ( que comecei a ler aos 7 anos ), todos os dias, Graças ao Criador e a vcs estou me liberando.
    Parabéns a vc e toda a equipe de colunistas e editores da revista.
    Grande abraço

  24. Ótima narrativa.Em minha opinião sobre FHC e o larápio , acho que não merecemos escuta-lós mais .Fazem parte da História do Brasil e só

  25. Não há um só petista que não queira ver o FHC comendo grama pela raiz… E mesmo assim, ainda prefere o molusco ao Bolsonaro?? Aumente a dose de Haloperidol caro FHC…

  26. E eu ainda imaginava que o resgate digno dessa senhora nunca seria feito no país. Parabéns pela clarividência e, ao mesmo tempo, coragem ao colocar FHC como o ex-professor que mandou esquecer tudo aquilo que escrevera.

  27. Ótimo texto! Traz à memória aquilo que não pode ser esquecido!!!! Mostra quem é quem nesse complicado, mas não tanto assim, tabuleiro de xadrez que é a política brasileira!

  28. Sempre afirmei que, enquanto presidente, FHC foi um dos melhores de nossa história. Mas, daí a apoiar Lula é demais até para aqueles que o admiram como presidente que foi.

  29. Que jóia Augusto Nunes! Eu que me julgo bem esclarecido e com cabelos brancos, tendo viajado nesse artigo que retrata muitas verdades, confesso que não entendo o FHC. Que ele foi menor que Ruth Cardoso, isso foi, mas, não se pode negar a sua importância no comando da nação, achava-o o melhor presidente que passou pela minha vida sexagenária. Contudo, sua devoção ao Lula, seu entreguismo a esse farsante corrupto são inexplicáveis! Será que o mesmo romancismo da paixão de alguns pelo assassino Che? Por mais que o Lula o distrate, o critique, lá está ele dando guarida a esse delinquente e tornando seu final de vida patético e melancólico. Pobre FHC!

  30. Impecável e preciso. Vale a pena FHC se rebaixar a esse ponto? Lula foi o maior traidor dele, do constante FORA FHC até a Herança Maldita, os petistas o demonizaram todos os dias, pisaram no seu legado. Vai entender…

  31. Puxa-saco é pernilongo tem em todo lugar! Até aqui na Oeste. O que me espanta é que seja o Augusto Nunes. FFHH é um calhorda da mesma laia do Ladrão.

  32. Fui voluntaria no centro de voluntariado em SP, onde a Dra Ruth Cardoso desenvolveu um trabalho magnífico.
    Hoje, quando vejo a inacreditável postura do ex-presidente Fernando Henrique, tão complacente, com o Lula e o PT, fico imaginando quão impossível isso seria para a nossa tão querida Dra Ruth.
    Chega a ser um verdadeiro escárnio a sua memória.

  33. Palinódia, nada mais que palinódia, de políticos, de jornalistas, de antropólogos e sociólogos, de articulistas e articuladores na métrica desta poíese cultural de vaivém. Somos um país de sísifos.

  34. Destarte a beleza esclarecedora do texto e da verdade expressada, de todos os citados, retirada a importância da figura central (Dona Ruth Cardoso), creio que todo o resto poderia ser a definição de uma cesta de gatos. Mais do que ninguém, conhecia ele (FHC) e, por consequência os outros. Lembro da objeção que fizera à aproximação com o ACM e creio que tinha objeções aos outros também. Era a contramedida do entusiasmo esquerdopata do sociólogo.

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