As crises e a importância que elas têm

Com todo o mal que constrói contra si próprio, Bolsonaro conta com a incompetência de seus inimigos para continuar protegido

Todas as vezes que aparece uma crise no governo do presidente Jair Bolsonaro — e a cada quinze minutos aparece uma —, é bom esperar um pouco antes de concluir alguma coisa. A última calamidade, essa do complexo envolvendo a demissão do ministro Sergio Moro, a troca de comando na Polícia Federal e as ordens do STF (ou do ministro Alexandre de Moraes) a respeito, parece estar seguindo a trilha de todas as outras. Depois do grande incêndio que, desta vez, iria enfim destruir a floresta, a fumaça já está se desfazendo e a floresta continua lá, no mesmo lugar. Dias atrás, a sangrenta demissão de Moro prometia, segundo o noticiário político, ser a sepultura de Bolsonaro — e talvez, até mesmo, levar a uma denúncia contra ele por crimes previstos no Código Penal. Hoje a história toda já está desbotada, e o nome “Moro” vai aparecendo cada vez menos nas primeiras páginas e no horário nobre da TV. Alguém se lembra do ministro Luiz Mandetta? Pois é.

Mais uma vez na história do Brasil um rigoroso inquérito para apurar toda a verdade, doa em quem doer, caminha para ser apenas isso mesmo — um “rigoroso inquérito”, que por um momento brilha, depois de leve oscila e acaba caindo silenciosamente no arquivo morto. No caso, o país foi posto diante de uma apavorante investigação para descobrir se o presidente da República havia cometido crimes no exercício da função — por pressionar Sergio Moro, segundo as suspeitas, a fazer coisas que não deveria, enquanto estava no governo. O ex-ministro, segundo sua própria versão, não aceitou o assédio de Bolsonaro e por isso pediu demissão do cargo. Dias atrás, num clima de véspera do Juízo Final, Moro foi ouvido no inquérito aberto para descobrir tudo. Falou durante oito ou nove horas seguidas — e, no fim de todas as contas, o que realmente sobrou foi a declaração formal do ex-ministro de que ele mesmo, Sergio Moro, nunca disse que o presidente tinha cometido crime algum em seu relacionamento de quinze meses no governo. É isso, então?

Se Sergio Moro, que foi apresentado como a vítima do crime, diz que não houve crime, onde ficamos?

Ele deve saber o que está fazendo — foi juiz na Justiça criminal durante toda a vida, comandou a Operação Lava Jato, absolveu réus que julgou ser inocentes e condenou outros a penas de prisão fechada, a começar pelo ex-presidente Lula. Não havendo nem crime nem vítima, o que sobra é um amontoado de papelório escrito em português atroz, com uma sintaxe tão massacrada que torna certos trechos do depoimento incompreensíveis, mensagens de WhatsApp que ninguém mais vai ler, gravações, áudios, vídeos e tudo o mais que compõe os detritos de uma investigação criminal de nossos dias. Virão, agora, os depoimentos de ministros de Estado que despacham no Palácio do Planalto, de delegados de polícia, de altos e baixos burocratas — enfim, a história de sempre. No fim acabará ficando tudo na mesma.

O desdobramento natural da “crise Moro” — a nomeação de um novo diretor da Polícia Federal e a extraordinária decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o nome escolhido pelo presidente da República — parece, igualmente, ter caído em exercício findo. Bolsonaro, em vez de reclamar da violação de seu direito constitucional de escolher o diretor da PF, nomeou um outro, igual ao primeiro. Para quê, então, todo esse tumulto, choro e ranger de dentes?

O ministro teve de aceitar, quieto, o novo nome — não pode, obviamente, ficar vetando todos os diretores da PF que o presidente escolher.

Seus próprios colegas de STF disseram, publicamente, que não cabe ao Poder Judiciário intervir num ato do Poder Executivo que é praticado de forma legal. É claro que não: foi um surto, aplaudido de pé pelos inimigos de Bolsonaro num primeiro momento, mas anulado pelas realidades logo em seguida. Resultado: soma zero.

O governo Bolsonaro vai muito mal. Já demitiu sete ministros em quinze meses, prova de que o presidente não sabia o que estava fazendo quanto os nomeou, e nem os nomeados sabiam o que estavam fazendo quando aceitaram. Bolsonaro vive frequentemente num passeio ao acaso, ouvindo palpites de gente que não tem nenhuma responsabilidade pelo trabalho de governar, envolvido em histórias ruins com a família, e por aí afora. Nos últimos dias, ainda em plena ressaca da demissão de Moro, já arrumou encrenca com a ministra da Cultura, a atriz Regina Duarte. Que importância poderia ter uma briga dessas?

Com todo o mal que constrói contra si próprio, porém, Bolsonaro conta com a decisiva incompetência de seus inimigos para continuar protegido. Eles não têm um plano para tirá-lo de onde está. Não têm um programa de governo para competir com o seu. Tudo o que fazem é bloquear as ações da Presidência — sem ganhar nenhum apoio do público por conta disso. Quantos votos vai lhes render, por exemplo, a derrota das propostas de redução ou congelamento dos salários do alto funcionalismo?

O presidente não está tendo de enfrentar uma oposição de verdade. O que enfrenta é vaia de arquibancada. Faz barulho, mas não muda o resultado que está no placar.

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58 comentários

    1. Só discordo que “O governo Bolsonaro vai muito mal”. Ok, demitiu 7 ministros já, mas foi mais por eles o terem decepcionado, pra usar um termo mais leve. Mas a análise sobre seu governo deve ser feita no todo, considerando os avanços que conseguiu (reforma da previdência, retomada da economia, queda do desemprego, crimes, etc etc) mesmo num ambiente tão hostil (oposição raivosa, congresso boicotando, imprensa destruidora, crise de valores, pandemia etc). Claro que o Bolsonaro é boçal em várias atitudes, e deveria ser mais esperto pra não cair nas armadilhas da imprensa, mas ele sempre foi assim, e é como foi eleito (provavelmente pensa que deve continuar assim pra não perder seu público fiel)

      1. Muito difícil mesmo ir bem tendo contra o terror da mídia associada com Maia Alcolumbre e ministros do STF. Guzzo como sempre acerta O establishment teve Alckmin e todo tempo e $ do mundo agora vai de Hulck Maia Doria Moro comprando sem licitação

      2. Exato Eric! Faço minhas as suas palavras! Normalmente subscrevo tudo o que mestre Guzzo escreve, mas confesso que também discordei neste ponto que você tocou. Lendo os comentários abaixo percebo que vários leitores tiveram o mesmo entendimento.

      3. Concordo, em meados de fevereiro a economia e o Brasil ia deslanchar… todos superotimistas com numeros de crescimento acima de 2 a 3% ao ano…. o que mudou? Apenas …..uma crise mundial … o governo a meu ver nao vai mal..apenas luta com unhas e dentes para que possa sobreviver , ele e o nós..Brasil , nesta luta desigual…contra uma armaçao mundial do ” politicamente correto” para podermos sonhar com a retomada do caminho de meados de fevereiro…nada mais!!

      4. Achei que o Guzzo usou de sarcasmo nesse trecho, acho que não é a opinião dele, é como se tivesse reproduzindo a narrativa da torcida que vaia na arquibancada.

      5. Noso nome é quase o mesmo, hehe, mas não creio ser por isto, que externo meus parabens pelo comentário, É bem isso que digo do capitão: tosco, destemperado , as vezes, adepto do bateu/levou, mas é o que ele é. Foi sempre assim.
        Devia mudar pela liturgia do cargo???? Sei lá. Caso mudasse as agressões da extrema imprensa, continuariam ou até aumentaria

    2. “vai muito mal…”é um tremendo exagero. Veja tudo o que está acontecendo e o terrorismo midiático e político feito com o Bolso. Ele faz suas m’s, pode ser, mas sujeito perseguido como esse ainda há para nascer.

      1. Concordo com texto , ele mentiu sobre o combate à corrupção , mentiu sobre toma lá da cá, mentiu para o Moro e e os eleitores. Mas mesmo assim foi bom que o elegemos e será melhor se for desposto

    3. Demitir ministros não tem problema nenhum, como ele Bolsonaro sempre usa como argumento, é como o casamento, tudo é adaptação, quem iria imaginar que o Santos Cruz ia ter um “piti” pq se choca com redes sociais como meio de comunicação governamental, ou o Bebianno que troca mensagens com a real inimiga do Pr, a Rede Globo, ou Valvez que mal sabia se comunicar no Min da Educação, o Mandetta um excelente marqueteiro mas batendo de frente com o Planalto e agora o ex-herói o meu inclusive que a partir da 1ª reunião de agenda grampeou conversas com o seu chefe com o objetivo sinistro de apresentá-las quando lhe conviesse. Como disse uma jornalista anti-bolsonarista hoje no GloboNews Em Pauta “estou cansada de pautar os assuntos impostos pelo Bolsonaro”. Vida que segue.

  1. A importância das crises atuais, comparadas com governos anteriores, que as notícias políticas iam parar nas páginas policiais, mostram que o Brasil realmente mudou. Para melhor.

  2. Guzzo,
    Provavelmente , sou mais velho que vc. Ja passei por inúmeras eleições. Votei no PR no segundo turno. Ja q votei tenho confiar no mesmo. Nunca em minha existência de eleitor vi uma imprensa em quase sua totalidade afrontar um PR como nos dias atuais, voce, os pingo nos is, e o pessoal da sua equipe são algumas das exceções. Peitar o Presidente da Câmara e do senado foi o maior ato de um PR desde q sou eleitor e foi sempre o que eu quiz ouvir. O PR tem seus defeitos mas, é o único que defende a moralidade.

      1. Acho muito cedo pra esse prognósticos. Nuvens começam a se formar. Talvez sejam passageiras, mas podem não ser. Prefeitos e governadores baterão na porta do Guedes. Em dois meses não terão como pagar o funcionalismo….

      1. É isso aí, Persio! O que as pessoas não entendem é que o Presidente foi desse jeito a vida toda. Desde que se elegeu deputado fez da autencidade a sua bandeira. 58 milhões votaram nele exatamente por ele ser o que é. Já diz o ditado: “não se muda um macaco velho”. Desde que assumiu o cargo ele só leva bordoada dessa imprensa nojenta. Cumpriu o que prometeu, acabou com a farra dos bilhões gastos em publicidade. Nada do que fez de bom foi publicado. Disse um NÃO taxativo aos integrantes do NINHO DE RATOS. Ele não é infalível, mas só de pensar aonde e como estaríamos se aquele VERME do Haddad tivesse sido eleito, é um enorme motivo para dizer: BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS. PÁTRIA AMADA, BRASIL!

      2. De acordo, Alberto Garcia…Nenhuma letra a ser trocada em seu comentário. Querido Guzzo, tudo certo, você é grande, mas errou no quesito “o governo vai muito mal” ! Meu apoio ao comentário de Eric Kuhne !! Nada a discordar !!

  3. Bolsonaro escolheu o melhor ministério dos últimos 80 anos, que eu me lembre, com algumas exceções. Tem realizações enormes no Minfra, propôs várias reformas e medidas favoráveis ao povo. Entretanto, enfrenta três inimigos com altíssimo poder de fogo: o Congresso, o STF e a imprensa, que se uniram na tarefa de anulá-lo para poder removê-lo. Se ele fosse um pouco corrupto, tudo estaria resolvido.

    1. Concordo com o comentário do Roberto Azambuja.
      Mesmo com o imenso respeito profissional que tenho pelo Guzzo, acho que dizer que o “governo vai mal” é um exagero.
      Principalmente após os 3 últimos governos que tivemos.
      Ele enfrenta imensas dificuldades, criadas especialmente pelos seus inimigos (que nada desejam de bom para o Brasil) e tropeça em sua própria inépcia.
      Ninguém é perfeito… e este governo também não.
      Mas temos um excelente ministério, com gente muitíssimo bem qualificada para estar ali, realizando um excelente trabalho, no meio de um funcionalismo completamente aparelhado.

  4. Texto irretocável ! Relaxante,sem sobressaltos,suave como a pluma….Lê-se com um breve sorriso.E pra ficar no clima, os comentários do leitor,não são excludentes,são continentes.O contexto permite. rs,rs,rs,E parabéns pelas fotos e direção de arte (?)da revista.Belíssima!

  5. Parabéns Guzzo!
    Pode-se dizer de um tudo do PR mas uma coisa é certa: os seus inimigos são os que estavam sugando o sangue do Brasil há anos. Por isso estou com ele. É o que temos!
    É certo que ele cria crises, mas ainda não deixaram o cara governar! Com tantos ataques vindos de todos os lados, caso ele relaxe, babau!
    Ele tem uma coisa muito importante a seu favor, apesar das 7 trocas de ministros, ela é em número muito menor que em governos anteriores, e nenhuma delas provocadas por corrupção. Além disso, é o melhor Ministério que eu vi nos meus quase 70 anos de vida.

  6. Bolsonaro não é nenhum principe polido. Na verdade é um ogro, mas honesto e de carater integro. De bom mocismo ladrão estamos fartos. Se elegeu assim, cativou e angariou confiança de uma parcela da população desiludida, enganada, e massacrada por anos de incompetencia e aguentando em silencio(o silencio dos bons e dos justos) que nunca tiveram voz nos governos de esquerda e que pela primeira vez conseguem gritar, mesmo que atraves das trapalhadas e falta de tato do presidente. Só penso que menos é mais e deveria falar menos, não retrucar, agir, não se expor para os leões, leia-se impresnsa. Mas aí minha gente, não seria Bolsonaro.

  7. Putz, eu já vi milhares de frases eivadas de má-fé, na extrema imprensa, nos últimos tempos. Mas, com certeza, esta é uma das piores: “Com todo o mal que constrói contra si próprio, Bolsonaro conta com a incompetência de seus inimigos para continuar protegido.” Afirmação totalmente descolada da realidade, para dizer o mínimo.

  8. Vejo o governo Bolsonaro muito enfraquecido, devido a insistência do mesmo em criar problemas contra ele próprio. Se pensasse antes de falar bobagens e mantivesse distância regulamentar dos seus apoiadores ficaria protegido dos seus ímpetos de jogador de dominó. Um pouco de silêncio faria bem e conversar com seus auxiliares sobre a situação do país fortaleceria seu discursos que deveriam ser lidos. Suas intenções são as melhores, porém ao que parece ouve muito os filhos que deveriam ficar distantes do planalto na suas funções. O pior que agora surgiu um número 04 que carece de lucidez.

    1. É isso. Quando ele aceitou ser presidente do Brasil deveria entender que nesse momento prioridade são os milhões de brasileiros e não a opinião dos filhos e agregados.

  9. Não me parece q as revelações de Moro sejam da insignificância q o Sr. está atribuindo. Moro não se manifestou pela existência de crime, pois ele não é mais autoridade e declarou q quem teria q julgar os fatos são as autoridades. Os fatos narrados são graves, pois revelam a tentativa de ingerência na PF claramente p/ poder acompanhar – e talvez obstruir – os diversos inquéritos contra familiares e amigos. São ilações? Certamente não, é só observar como age o clã Bolsonaro.
    Bolsonaro de fato foi, é e continuará a ser combatido pela imprensa, nunca o aceitaram. Por outro lado, ele nunca fez um único aceno de conciliação, sempre beligerante e agressivo, sempre empoleirado no palanque e jogando p/ a sua torcida organizada. Não venham c/ o argumento de q toda a má vontade da imprensa decorre de ter cortado o dinheiro de verbas p/ publicidade, aliás sabemos q isso não é totalmente verdadeiro.
    Enfim, Bolsonaro tinha tudo p/ fazer um excelente governo, c/ apoio popular, montou uma bela equipe de ministros e, não fosse o covid, a situação do país poderia ser muito melhor. Mas não, ele sempre preferiu o enfrentamento agressivo, desdenhou de opositores e tratou a pontapés até quem o apoiava. Não fala c/ governadores, q vão tomando suas providências – erradas ou não – aí Bolsonaro corre a dizer q a responsabilidade por tudo o q não vai bem é só dos outros.
    Não dá agora p/ dizer q Moro é página virada e muito menos q os opositores não estejam interessados em remover Bolsonaro do cargo. Bolsonaro se aliou à pior escória do congresso, uma trupe de malfeitores sanguessugas q o “apóiam” agora, até q deixe de ser lucrativo e interessante.
    Bolsonaro está cavando a sua sepultura política, é questão de tempo.
    Qdo assinei a revista Oeste, pensei q seria mesmo uma publicação de perfil conservador e imparcial, mas foi engano, o q se vê por aqui é muita “passada de pano” p/ o governo, muito morde e assopra. Estou reconsiderando, não estou certa se quero continuar.

    1. A julgar pelas opiniões da imensa maioria dos jornalistas, dos políticos e dos juristas do país, o presidente Bolsonaro está sempre errado, é um compêndio de defeitos e um deserto de virtudes. Mas o povo, aquele intruso de quem emana todo o poder, mede as ações do deu “mito” com outra régua. Cansado da estética global lhe imposta “goela abaixo” há 40 anos, o povão encontrou no Presidente sua cara metade: honesto, conservador, humilde, transparente, emotivo, machão, corajoso, religioso, brincalhão, enfim, esteticamente muito mais afinado consigo que qualquer um de seus detratores. Quanto mais apanha, maior a compaixão e a revolta causadas nessa população e, como massa de pão, mais ele cresce. A impressão que fica é: mesmo fazendo tudo errado, tudo dá certo no final. É um paradoxo. Como pode ser assim? A explicação talvez esteja num erro intrínseco da afirmação paradoxal. Talvez nem tudo que ele faz seja errado, e, nem tampouco, tudo dará certo. O certo é que no balanço geral dessa guerra movida pelos chiques, com muita “prudência e sofisticação”, o indigesto e esteticamente reacionário capitão-presidente dá um show de estratégia e coleciona vitórias. E isso é altamente revigorante para a nossa, até então, enfadonha e doutrinada jovem democracia.

      1. Juarez, faço as suas palavras as minhas!
        Ele pode ter “pavio curto”, “não estar a altura do cargo” como dizem alguns….mas pra mim, que votei sabendo do jeitão dele, não vejo problema nenhum, esse “politicamente” correto, esse “mínimo” já encheram o saco. Prefiro Bolsonaro do q um FHC, Lula e cia nos apunhalando pelas costas com seus esquemas de corrupção.

    2. Concordo totalmente com vc, o que vejo aqui são pessoas tão cegas e sectárias quanto os petistas. Bolsonaro revelou-se uma fraude, montou um belo ministério, sim, mas destruiu-o por inveja e vaidade. Como Lula, não aguenta ver ninguém brilhar. Fico triste em ver Guzzo, que muito admiro, dizer que o que vale é que ele pode nomear. A partir deste argumento, parece que vale tudo. Decepcionada com a revista.

  10. Análise de 2019: desemprego caindo por vários meses seguidos, reforma da previdência aprovada, diversas obras de infraestrutura iniciadas e CONCLUÍDAS, leilões de aeroportos, concessões, diminuição significativa nos homicídios, inflação em nível baixísimo, taxa selic caindo, programas de habitação (Minha Casa Minha Vida) entregando moradias com maior qualidade e menor custo, 13o para o Bolsa Família e….ZERO CASOS de corrupção.

    Análise de 2020: país inicia o ano voando, expectativa ainda maior de crescimento do PIB, desemprego em queda, vários CNPJs abertos, confiança do consumidor voltando a crescer, reforma tributária e administrativa engatilhadas…ZERO casos de corrupção.

    Aí vem o COVID-19 e todos já sabem…

    Gostei do artigo do prezado Guzzo, sempre muito bom em seus escritos, mas devo discordar quanto a dizer que o governo vai mal. O que acontece, na verdade, é que não importa o que o PR faça, a mídia vai noticiar como o fim do mundo. Uma ida à padaria, uma atenção aos populares, uma fala mal colocada etc…

  11. Eu também não concordo. Quem vai mal é o Brasil, com tanta gente ruim ocupando cargos importantes no serviço público, pessoas aprisionadas em casa e um mundo de traíras nesse mar revolto. Para acabar de vez com a nossa alegria ainda vem esse Corona com o objetivo nada republicano de tirar vidas, destruir empregos e engordar ladrão. Por muito menos que isso muitos governos mundo afora já caíram um dia. O nosso não.

  12. Guzzo, trocar Presidente da República não é como trocar diariamente a cueca, como está sugerindo. O problema está nos esquerdiopatas de plantão, principalmente a grande imprensa, que passam o tempo todo tentando transformar uma marola em um tsunami. Está claro que o nosso Presidente é casca grossa, o melhor contra ponto para os 20 anos de governos corruptos do PT e seus satélites. Nunca esqueça que Bolsonaro é um homem honesto e que na política é uma qualidade de muito poucos.

  13. Sempre muito claro em suas colocações, não dá para não ler. Mas não concordo com sua colocação de que o governo vai mal. Foram cinco ministros trocados e não demitidos, Moro saiu voluntariamente. FHC trocou 70 ministros em oito anos, isso dá uma media de 0.73 por mês de governo. Bolsonaro tem a media de 0,31/mês.
    Vc não trocaria o Mandeta?? Moro o cordeirinho de ouro que derreteu vc também não trocaria?? Acha o Bolsonaro rude?? Dá para enfrentar esses abutres com sutileza?? Abração.

  14. Caro Guzzo. Lamento, mas seu artigo é um desserviço ao país. No mínimo, imprudente. É preciso perceber a relevância que Bolsonaro representa hoje para o Brasil. Sua eleição nos livrou de um abismo iminente. Atribuir ao PR a culpa pelo momento desesperador é muita ingenuidade, ou talvez, o cinismo dos isentos. Estaríamos bem melhor, não fosse a pandemia, com sua pantomima surreal extrapolando limites do bom senso, não fosse um Congresso Nacional de cleptocratas oportunistas, não fosse um STF composto por sabotadores da lei, não fosse uma imprensa resumida à cartéis de desinformação. Pode ser fácil encontrar defeitos em Bolsonaro, mas a força de sua intenção patriótica e de sua honestidade, pelo menos até agora, é um bom alento a autoestima dos brasileiros. Aliás, o único. Basta imaginar nosso cenário político para o próximo pleito presidencial sem Bolsonaro. Se ele cair, cairemos juntos e jamais nos levantaremos, pois o horizonte de ruínas é adubo necessário para a colheita dos esquerdistas ressentidos. E do outro lado, não há mais nada além deles. Sem dúvida, Bolsonaro é o melhor que temos pra hoje.

  15. Excelente comentário. Guzzo, em quem vemos sensatez, claridade de idéias e patriotismo, tão raro no “quinto poder”, dominado por jornalistas partidários principalmente os paus mandados da grande mídia, se prestará a uma reportagem direta dos interessados que lhesustentam: o POVO, o QUARTO PODER esquecido na CARTA Frankenstein e COMUNISTA. Seguinte:
    Como está a tramitação no CONGRESSO, em quem elegemos, p PRISÃO em SEGUNDA instância e fim do foro privilegiado? Tem alguma alternativa que ocorra a evolução antes da primavera, ou teremos mesmo de ir novamente às RUAS, destituir Botafogo filho do César, o Maia? Foro privilegiado ñ é 1 vergonha? Até o PRESIDENTE já se colocou à favor desta regalia, inclusive p a presidência!!!

  16. Para a maioria aqui, pensar diferente do governo é ser de esquerda. Ponto. Pobreza de espírito e de raciocínio. Detesto a esquerdalha e começo a detestar a direitalha. Ambos cegos para qualquer coisa que contrarie seus sonhos. Triste ver para onde caminhamos, apoiando cegamente um descontrolado como Bolsonaro.

  17. J|.R.Guzzo, não estou te reconhecendo nesta revista. Onde está você, a voz isenta que sempre alimentou a minha esperança de que o Brasil também produzia gente de bem?

  18. tem um video nas redes que fala sobre a pandemia:

    o ministerio da saúde diz que 50% das pessoas estão contaminadas e não sabem;

    bem, se o ministério da saude sabe, porque não diz para as pessoas se tratarem?…

    bem, meu enfoque é outro: índice de isolamento. usam gps, celulares, wi-fi,… para medir esse índice….

    tem até uma empresa americana “especialista” nesse calculo;

    quem está saindo na rua? quem PRECISA sair, para trabalhar e buscar a comida para si e familiares. esses, vão continuar saindo, independente das restrições… é questão de sobrevivência!

    onde moro, um prédio de apartamentos, temos guardas e serviçais… sem isso, vira o caos… eles tem que vir….; e quanto aos milhares de outros?

    temos os boys do delivery… ganham o seu pão no dia a dia… tem que sair;

    tem os profissionais da saude, os policiais, os do transito, taxis, motoristas,….

    resumindo: quanto somam aqueles que tem que sair de casa todo dia em função da população?

    fechando a conta, será que o índice de reclusão já não é maior que o buscado? não sou contra o isolamento não, mas tem que ser de forma inteligente… olha o caos em s.paulo nos ônibus e trens… os mais desfavorecidos são obrigados a situação ideal para a contaminação.

    ps.: o Dr. David Uip… porque sumiu? estava “tão cansado assim?”

  19. A grande mídia é o instrumento maléfico, tendencioso e prostituído para boicotar tenazmente e em tudo um Governo legitimamente eleito, a serviço dela mesma e do fisiologismo do Congresso. Mas o maior responsável pela crise institucional sem fim chama-se STF, cada vez mais deslegitimado frente à Sociedade pelas ações acendradamente ativistas, políticas, parciais, intervencionistas à separação dos Poderes e megalômanas dos seus ministros. Cada um deles, monocraticamente, tem-se como um deus egocêntrico. Os exemplos são muitos. Bem de ver como funciona aquela Casa lendo-se o livro “os Onze” de Felipe Recondo e Luiz Weber. E a hoje incensada Polícia Federal, que não consegue (ou não quer?) enxergar o que é solar, de que Bispo estava longe de estar sozinho quando cometeu o atentado à vida de Bolsonaro? É só concatenar os indícios… E a OAB Federal, que politizou-se e partidarizou-se, na pessoa do seu Presidente comunista? A mancomunação deletéria salta aos olhos. Quem em certas situações (são regras de experiência), não destrambelha-se com um boicote sistemático desses?

  20. Guzzo, sempre com essa escrita maravilhosa. Li os comentários acima, e embora não goste de aceitar, me parece que institucionalmente o governo está meio capenga mesmo. Onde já se viu peitarem o presidente dessa maneira? STF, governadores, e mesmo prefeitos. Parece terra de ninguém. Mas sempre que os esquerdistas se mordem de ódio de cada suspiro que o Bolsonaro dá, lembro-os (já que trabalho com alguns) que eu sentia o mesmo nojo cada vez que o Lula falava – o pior é que fala ainda, meu Deus!!!! Um condenado!! Então é a bendita democracia que, como outro leitor disse aí em cima, mostrou que a maioria dos brasileiros quis ele. Agora, nunca se viu, eu pelo menos não lembro, até porque vivi nos tempos da ditadura – alguém ser tão criticado, provocado, cutucado – todo dia, toda hora, o tempo todo, faça o que tiver feito. Nem uma palavra aos milhões de ajuda que liberou para o povo. Ele é estourado, sim! E ante as nulidades que teríamos e temos ainda em volta, não há o que escolher. É Bolsonaro mesmo que tem que estar lá. Que sua saúde aguente tanto ataque!

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