Kyrie Irvin jogador do Brooklyn Nets | Foto: Montagem com
Kyrie Irvin jogador do Brooklyn Nets | Foto: Montagem com

Obscurantismo vacinal

Forçar qualquer pessoa a se vacinar contra covid só pode ser decorrência de quatro fatores: ignorância, covardia, venalidade ou canalhice

Nos Estados Unidos, o jogador de basquete Kyrie Irving foi afastado do seu time. A direção do Brooklyn Nets, que disputa a NBA — maior liga de basquete do mundo —, decidiu que Irving não poderá atuar, nem treinar, enquanto não se vacinar contra covid. Esse lobby selvagem e desinibido ainda vai desmoralizar o conceito de vacina.

A diretriz de obrigatoriedade para a vacinação desse atleta segue uma suposta ética de proteção coletiva: ele não pode tomar sua decisão pessoal de saúde se isso significa botar seus colegas e demais competidores em risco. O problema é que essa ética é falsa.

Como se sabe, nenhuma das vacinas em aplicação contra covid mostrou impedir a infecção/transmissão do Sars-Cov2. Isto não é uma tese, nem um objeto de controvérsia. Isto é um fato, verificável em qualquer hospital do mundo onde há pacientes de covid plenamente vacinados. Apesar da fúria do lobby para tentar impedir que esse tipo de informação circule — nunca se viu uma imprensa tão bem domesticada —, a informação já circulou. E a tese de que a vacina pelo menos impediria o agravamento e o óbito também está pendurada numa suposição — já que há um esforço indecente de afirmar que todos os que morreram vacinados morreriam de qualquer jeito.

Outra palavra proibida na imprensa adoçada pelo lobby é “experimental”

Sim, é esse o nível atual da propaganda vacinal. Você simplesmente não consegue acessar uma estatística segura e consolidada sobre a porcentagem atual dos óbitos por covid entre os vacinados. A “regra” é que quem matou foram as comorbidades — as mesmas comorbidades que eram sempre inocentes antes das vacinas, quando a “regra” era que quem matou foi a covid. Inventaram até o prontuário hospitalar supositivo: diagnósticos indefinidos podiam ser inscritos como “presumido covid” — e não foram poucas as famílias que vimos aviltadas na hora do luto denunciando erro no atestado de óbito. Estamos vivendo um tempo asqueroso.

Então é isso. A propalada eficácia das vacinas experimentais de covid oscila entre projeções e especulações. Aliás, outra palavra proibida na imprensa adoçada pelo lobby é “experimental”. Os donos da bola querem porque querem que substâncias em desenvolvimento, com fases de experimentação e aferição inconclusas, não sejam chamadas de jeito nenhum de “experimentais”. É muito suscetível, esse lobby. Podemos então chamar de vacinas incipientes. Ou aventureiras. Ou lotéricas.

O problema é que o fato de serem vacinas experimentais, ou incipientes, ou aventureiras, ou lotéricas embute uma questão ainda mais grave que a da eficácia: a da segurança. Quais são exatamente os riscos cardiovasculares assumidos por um atleta de alta performance como Kyrie Irving ao se vacinar contra covid? Ele não sabe. Nem o dono do time que quer obrigá-lo a se vacinar sabe. Nem a autoridade de saúde do seu país. Nem a OMS. Nem o laboratório que fez a vacina. Nem ninguém no mundo. Pelo simples fato de que as ocorrências de miocardite, pericardite, trombose, neuropatias, doenças autoimunes e outros efeitos adversos já constatados após aplicação de vacinas contra covid ainda estão em estudo — por outro simples fato: as vacinas estão em desenvolvimento, ou seja, são EXPERIMENTAIS. E acelerar o relógio do tempo o lobby ainda não conseguiu mandar a imprensa fazer.

Segundo levantamento do epidemiologista John Ioannidis, professor da Universidade de Stanford, o risco de morte por covid na faixa etária de Kyrie Irving é de 0,014%. O risco de ter a sua saúde comprometida pela vacina está em aferição — portanto é um risco de dimensões desconhecidas.

Resumindo, forçar Irving ou qualquer pessoa neste planeta a se vacinar contra covid, pelas razões óbvias acima expostas, só pode ser decorrência de quatro fatores: ignorância, covardia, venalidade ou canalhice. Se o mundo não virar uma patética ditadura chinesa, todos os selvagens da seringa vão pagar pelos seus crimes.

Leia também “Os selvagens da seringa”

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34 comentários Ver comentários

  1. O estado mandando na minha vida, na minhas escolhas e na minha saúde, como se importassem com ela. Nunca se importaram com o ser humano e não seria agora. Se cada um entendesse que o que está em jogo é simplesmente uma experiência social e domínio dos poderosos capitalistas seria melhor. Fiuza sempre Fiuza.

  2. Tudo se encaixa nessa de passaporte de imunização. Os laboratórios obedecem a Nova Ordem Mundial e a grana bilionária que ganham com a vacina não faz nenhum mal aos próprios

  3. Mais uma vez meus parabéns à um dos grandes defensores da liberdade, especialmente na luta contra o escancarado lobby vacinal. Guilherme Fiuza.

  4. É Fiúza, agora há pouco morreu o General Colin Powell, duplamente vacinado… e não foi com Coronaagua… Difícil defender passaportes e outras medidas restritivas baseado em $ien$ia.

  5. A lucidez e responsabilidade de Guilherme Fiuza deveria ser uma constante em qualquer ação jornalística, entretanto a imprensa tradicional, há muito tempo, perdeu a noção de ética e se espojou nos interesses pessoais e nas narrativas tiradas à esmo baseadas no achismo.
    Um país que tem uma Justiça cambaleante , uma imprensa fantasiosa e muitos políticos imorais, sacrifica o interesse dos cidadãos.

  6. Infelizmente vivemos a psicose coletiva. Parabéns Fiuza por ser uma voz dissonante nesse momento em que querem amordaçar e calar àqueles que insistem em pensar.

  7. Lobby das Farmacêuticas: Maior programa de “transferência de renda” do mundo. Quem são os maiores acionistas dessas companhias? Minha enteada foi vacinada com as 2 doses da Pfizer entre abril e maio. Semana passada ela testou positivo e …. me transmitiu. Não tomei a vacina por todos os motivos mencionados na matéria. Comecei o tratamento precoce e já estou praticamente curado. Guilherme Fiúza você é um monstro do jornalismo. Acompanho seu trabalho e agradeço por compartilhar tanta sabedoria. Parabéns! Grande abraço. Alexandre Teixeira Jr

  8. Quis ser vacinada por conviver com meus pais e minha sogra, pessoas de idade avançada ~ para depois saber que a vacina não impede NEM a transmissão. Uma vez vacinada, decidi viajar para visitar minha filha, que não vejo há dois anos ~ fui até o check-in e não embarquei; perdi o bilhete. Não contraí a doença, mas conheço uma pessoa que contraiu, teve um AVC, sobrevive com sequelas e outra, que teve um AVC e morreu. Trinta e seis e 34 anos. Ambas não receberam diagnóstico que relacione à vacina. Mas quem diagnosticou sabe. Se não sabe, pior ainda, porque deu um diagnóstico não relacionado.

    Este momento que vivemos é muito triste. Não é porque não cai uma bomba no nosso quintal, que não estamos em guerra. E essa guerra mental não é para os fracos.

  9. Independente da eficácia ou segurança das vacinas, elas não impedem a transmissão, não é a toa que não aboliram as máscaras, logo , esse passaporte é uma estupidez.

  10. Caro Fiuza, concordo 100% com sua opinião. Aliás, vamos ter trabalho para desconstruir essas narrativas político-comerciais ao longo dos anos. Quanto ao caso do Kyrie Irving, devemos nos preparar para uma enxurrada de atletas sendo impedidos de exercerem suas atividades por optarem em não se vacinarem. A solução é simples, faz um teste de RT-PCR horas antes do jogo e está tudo certo. Mas enfim, vamos lá…

  11. Caro Fiuza
    Infelizmente não posso concordar com a essência de seu artigo contra a vacinação. Os dados indicam claramente a redução de óbitos e internações. É sim um caso de saúde pública.
    Em tempo: sou eleitor do Bolsonaro. Minha opinião não tem cunho político.
    Por isso dei um “dislike”

      1. Meu caro
        Não o ofendi nem baixei o nível. Me admira a Oeste publicar mensagens desse teor em desacordo com as regras estabelecidas.

      2. Bom dia! Deselegante a sua maneira de se dirigir a quem tem a liberdade de se expressar!

    1. É aí que você se engana fragorosamente, Victorazzo. Todas as estatísticas e evidências científicas apontam que as vacinas são excelentes medidas de proteção individual contra morte e internações, mas péssimas para a proteção coletiva. Sua afirmação é completamente equivocada: não se trata de saúde pública, mas individual!

      1. Não entendi. Coletivo, individual, evidência científica, estatística. Onde?
        Apenas não apoio fazer propaganda contra vacina.
        Encerro.

  12. Como disse a porta-voz da Casa Branca, “não dá pra deixar passar essa oportunidade..”. Tirem suas conclusões..
    Obrigado por mais este artigo cirúrgico!

  13. Não existem saídas rápidas para problemas complexos.Um vírus importado da China,como outros que de lá vieram não se resolve com vacinas instantâneas.Mas muita gente ganhou muito dinheiro com a pandemia no mundo todo.

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