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Saúde

Anvisa deve decidir sobre concorrentes do Ozempic nas próximas semanas

Processos estão em revisão final; agência analisa 21 pedidos de medicamentos com semaglutida e liraglutida

Canetas emagrecedoras patente Câmara
Canetas emagrecedoras são utilizadas no combate à obesidade, entre outras | Foto: stefamerpik/Freepik/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que deve se manifestar nas próximas semanas sobre dois pedidos de registro de concorrentes do Ozempic e do Wegovy no Brasil. A patente da semaglutida, princípio ativo das canetas da Novo Nordisk, vence em 20 de março.

Ainda não há rivais aprovados no país. Segundo a agência, os processos estão em revisão final e podem resultar em exigência de dados adicionais ou rejeição. Hoje, há 14 pedidos com semaglutida e sete com liraglutida. Nenhum é enquadrado como genérico.

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Um dos pedidos é da EMS, que já vende canetas à base de liraglutida. O outro foi protocolado pela Momenta, do grupo Eurofarma, e transferido para a Ávita Care. Em dezembro, a Anvisa rejeitou um produto com liraglutida da Megalabs.

Canetas emagrecedoras: concorrentes do Ozempic e fila prioritária

Embalagem do medicamento Ozempic, uma das 'canetas emagrecedoras' | Foto: Reprodução/Shutterstock
Embalagem do medicamento Ozempic, uma das ‘canetas emagrecedoras’ | Foto: Reprodução/Shutterstock

Em 2025, a agência priorizou 20 pedidos de emagrecedores depois de solicitação do Ministério da Saúde. A medida ocorreu dias depois de o ministro Alexandre Padilha afirmar que as novas canetas seriam “mais um produto na área, baixando o preço para a população”.

Entidades como Interfarma e Sindusfarma criticaram a aceleração. A PróGenéricos citou “razões excepcionais de interesse público”. Técnicos da agência alertaram para possível atraso na análise de terapias para doenças graves.

SUS e produção nacional

A EMS tem fábrica de peptídeos sintéticos em Hortolândia (SP) e recebeu R$ 736 milhões do BNDES desde 2020 ligados à planta. A empresa afirma aguardar decisão sobre seus produtos com semaglutida.

O governo discute levar o tratamento ao SUS, mas análises iniciais barraram a incorporação por causa do impacto bilionário. Uma das frentes abertas é a parceria entre EMS e Fiocruz para transferência de tecnologia e produção nacional das canetas.

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