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Saúde

Anvisa mantém restrição ao uso de remédio para distrofia muscular

Depois de mortes nos EUA, agência reforça que medicamento tinha autorização no Brasil apenas para crianças que conseguem andar

Anvisa: suspensão nos Estados Unidos não afeta uso do medicamento no Brasil | Foto: Divulgação/Ministério da Saúde
Anvisa: suspensão nos Estados Unidos não afeta uso do medicamento no Brasil | Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota nesta terça-feira, 18, para esclarecer a situação do medicamento Elevidys no Brasil. O remédio, nome comercial do delandistrogeno moxeparvovequel, destina-se ao tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD). Os Estados Unidos suspenderam o seu uso em pacientes que já não conseguem mais andar.

A Sarepta Therapeutics anunciou a decisão. A empresa desenvolveu o medicamento em conjunto com a Roche, que faz a comercialização mundial do produto. A suspensão ocorreu depois da morte de dois adolescentes — de 15 e 16 anos — que apresentaram insuficiência hepática aguda depois de consumir o remédio.

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Anvisa restringe uso para crianças de 4 a 7 anos

Diante da repercussão internacional, a Anvisa destacou que o Elevidys já tem, no Brasil, uma indicação mais restrita: está autorizado apenas para crianças de 4 a 7 anos que ainda conseguem andar sem auxílio, os chamados pacientes deambuladores.

Com isso, conforme a agência, o grupo que se inclui na medida norte-americana (os pacientes não deambuladores) já estava excluída nas autorizações vigentes no país. Assim, a suspensão nos EUA não afeta diretamente as indicações em vigor no território nacional.

A Anvisa informou ainda que recebeu uma notificação oficial da Roche sobre os eventos adversos com registros no exterior. Apesar disso, até o momento não houve alteração na classificação de segurança do Elevidys no Brasil.

“O Elevidys recebeu aprovação com indicação restrita e com ênfase em precauções e advertências específicas. Essa restrição baseia-se nos dados clínicos apresentados pela Roche Farmacêutica e está expressamente indicada na bula do produto aprovada no país”, afirmou a agência reguladora.

Suspensão nos EUA não afeta uso no Brasil

Por fim, a Anvisa reforçou que a suspensão promovida pela Sarepta Therapeutics nos Estados Unidos se aplica exclusivamente a pacientes não deambuladores — público para o qual o remédio nunca foi aprovado no Brasil. “Essa decisão não impacta diretamente as indicações válidas em território nacional”.

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