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Saúde

Dengue: 2025 começa com o 2º maior recorde de casos da história

Os números das duas primeiras semanas do ano ficam atrás apenas dos registrados no início de 2024

Em 2024, por exemplo, o Brasil registrou um recorde de 6,6 milhões de casos prováveis de dengue, o que resultou em 6 mil mortes | Foto: Jcomp/Freepik
Em 2024, por exemplo, o Brasil registrou um recorde de 6,6 milhões de casos prováveis de dengue, o que resultou em 6 mil mortes | Foto: Jcomp/Freepik

O início de 2025 no Brasil é marcado por um preocupante cenário: o país registra o segundo maior número de casos de dengue da história.

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Nas duas primeiras semanas do ano, foram confirmadas cinco mortes pela doença, enquanto outras 69 estão sob investigação. Apesar da redução de 48,7% nos casos prováveis em comparação ao mesmo período de 2024, os números ainda preocupam as autoridades de saúde.

Casos de dengue em 2024

Em 2024, por exemplo, o Brasil registrou um recorde de 6,6 milhões de casos prováveis, o que resultou em 6 mil mortes. Outras 831 ainda estão sob investigação.

Os Estados com maior número de casos em relação à população são Acre, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e Paraná. 

Em números absolutos, São Paulo lidera com 30,3 mil casos. O Ministério da Saúde atribui esse cenário ao impacto da pandemia de covid-19, que interrompeu as atividades dos agentes de saúde em 2020.

Sob o governo Lula, o Brasil enfrentou uma epidemia histórica de dengue em 2024, marcada por recorde de mortes, inércia governamental e atraso na vacinação | Foto: Shutterstock

“Quando chegamos ao fim de 2023, início de 2024, os índices de infestação pelo mosquito, ou seja, os porcentuais de casas com ovos ou larvas eram muito altos no Brasil”, afirmou Rivaldo Venâncio da Cunha, secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde, ao site Metrópoles. 

Governo está otimista 

Para 2025, a pasta está otimista com o reforço das ações de combate à dengue. O governo afirma que vai ser retomada as visitas intensas em domicílios. Também vai implantar novas estratégias, como a instalação de estações de larvicidas. Essas ações visam a impedir o desenvolvimento dos ovos do mosquito.

Além disso, a bactéria wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão do vírus, será aplicada em mais 40 municípios até o fim deste ano. Outro desafio é o retorno do tipo 3 do vírus da dengue, que não circulava no Brasil há mais de 15 anos. 

O tipo 3 preocupa, pois encontra uma população suscetível, sem imunidade prévia. A vacina contra a dengue está disponível para jovens entre 10 e 14 anos na rede pública, com mais de 9 milhões de doses adquiridas pelo Ministério da Saúde.

Leia também: “Dengue nas quatro estações”, reportagem de Myllena Valença e Rachel Díaz publicada na Edição 251 da Revista Oeste

E mais: “Brasil: o país da dengue”

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