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Saúde

Estudo diz que desmatamento na Amazônia aumenta risco de malária

Às vésperas da COP30, pesquisa expõe falta de políticas de saúde e conservação florestal

Proximidade de florestas com núcleos habitacionais favorece expansão da malária, indica estudo | Foto: Reprodução/TV Brasil
Proximidade de florestas com núcleos habitacionais favorece expansão da malária, indica estudo | Foto: Reprodução/TV Brasil

Às vésperas da COP30, que em novembro vai abordar inclusive questões de saúde, um estudo aponta o vínculo entre a destruição da floresta e o avanço da malária na Amazônia Legal. Os dados fazem parte de uma pesquisa que a revista científica Acta Tropica divulgou recentemente.

O levantamento indica que áreas com cobertura florestal intermediária – cerca de 50% de desmatamento – apresentam aumento nos casos humanos da doença. Da mesma forma, evidencia maiores taxas de infecção por mosquitos do gênero Anopheles, especialmente do subgênero Nyssorhynchus.

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Amazônia exige controle e conservação

Segundo os autores, a persistente associação entre desmatamento e malária reforça a necessidade de intervenções direcionadas, que integrem controle de vetores e conservação florestal. A malária é transmitida pela picada da fêmea do mosquito infectada por protozoários do gênero Plasmodium, popularmente conhecidos como carapanã, muriçoca, sovela ou bicuda.

Os pesquisadores realizaram coletas de campo em 40 pontos de Cruzeiro do Sul, no Acre, que fica em uma região de intensa fronteira de desmatamento. Juntamente com outras cidades no Vale do Rio Juruá, o município é uma área de concentração intensa e persistente de malária. Nesta área, houve intervenções nas últimas décadas, mas sem sucesso na interrupção dos ciclos endêmicos.

Leia também: “Países pedem mudança de sede da COP30”

As áreas analisadas representam diferentes níveis de cobertura florestal e desmatamento. Os resultados destacam padrões de transmissão vinculados à proximidade da floresta com assentamentos e núcleos populacionais. “Detectamos que o maior risco de transmissão de malária ocorre quando cerca de 50% da mata nativa permanece próxima a áreas habitadas”, escreveram os pesquisadores. 

O achado sugere que medidas de saúde pública devem considerar o gradiente de desmatamento, combinando esforços de controle de mosquitos e proteção ambiental para reduzir a incidência da doença.

O estudo reforça a importância de políticas integradas na Amazônia Legal, que unam conservação ambiental e prevenção de doenças transmitidas por vetores, especialmente em regiões historicamente afetadas por ciclos endêmicos de malária.

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