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Saúde

Novo medicamento contra Alzheimer pode ser aprovado nos EUA

Especialistas de agência reguladora avaliam a eficácia do donanemab

Alzheimer atinge as células nervosas do cérebro
Alzheimer atinge as células nervosas do cérebro | Foto: Gerd Altmann/Pixabay

Um grupo de especialistas independentes da Food and Drug Administration (FDA), equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, validou a eficácia de um novo medicamento contra o Alzheimer nos Estados unidos. Uma nota técnica, emitida pelo órgão na segunda-feira 10, pode levar à aprovação total do tratamento ainda neste ano.

O donanemab, desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, é um anticorpo que combate a placa amiloide no cérebro — um marco da doença de Alzheimer. Em testes, retardou o declínio cognitivo em 29% dos pacientes com acúmulo leve ou moderado da proteína beta-amiloide.

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Apesar de riscos, a FDA considera que os benefícios do donanemab superam os efeitos colaterais. A agência tende a seguir recomendações de seus consultores independentes, embora não seja obrigada a isso.

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Os resultados do donanemab, divulgados em 2021, foram promissores, conforme a revista científica Jama. O medicamento ataca diretamente as placas beta-amiloides em pessoas com Alzheimer em estágio inicial.

Em um estudo com mais de 1,7 mil pacientes, o donanemab reduziu o declínio cognitivo em quase 30%, quando comparado com o placebo.

Apesar dos resultados positivos, 24% dos participantes que tomaram o donanemab apresentaram inchaço cerebral. Casos graves foram observados em 1,5% dos pacientes com inchaço cerebral e menos de 1% teve sangramento.

Estudo do remédio contra Alzheimer registrou três mortes

A análise da FDA registrou três mortes atribuídas ao medicamento durante um ensaio de 18 meses, enquanto 16 mortes ocorreram entre os que receberam placebo. Isso mostra que o medicamento evitou mais mortes do que causou.

Como o grupo de consultores é independente, a FDA não é obrigada a seguir a decisão, mas jornais norte-americanos sugerem que a agência tende a acatar as recomendações. Depois da polarização em torno do medicamento, a agência valida a aprovação com mais cautela. A nota técnica pode acelerar a adoção do remédio nos EUA.

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1 comentário
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Espero que dê certo.
    Todos, até agora, deram esperança mas fracassaram.
    Lástima.

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