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Saúde

Paracetamol pode alterar percepção de risco, segundo pesquisa

O medicamento reduz emoções negativas associadas a atividades arriscadas

Os pesquisadores notaram que o paracetamol reduz as emoções negativas ao considerar atividades arriscadas | Foto: Reprodução/Freepik
Os pesquisadores notaram que o paracetamol reduz as emoções negativas ao considerar atividades arriscadas | Foto: Reprodução/Freepik

O paracetamol é amplamente utilizado como analgésico e antitérmico no Brasil e no mundo. Embora eficaz no alívio de dores e febres, uma pesquisa da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que o medicamento também pode alterar a percepção de risco.

O estudo, publicado na revista Social Cognitive and Affective Neuroscience, revelou que indivíduos que tomaram paracetamol estavam mais inclinados a correr riscos, comparados aos que receberam placebo.

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Já no Brasil, 91,4% dos pacientes com sintomas como febre e dores de cabeça optaram pela dipirona, proibida nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Freepik
Já no Brasil, 91,4% dos pacientes com sintomas como febre e dores de cabeça optaram pela dipirona, proibida nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Freepik

Os pesquisadores notaram que o paracetamol reduz as emoções negativas ao considerar atividades arriscadas.

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“Com quase 25% da população dos EUA tomando paracetamol toda semana, a redução das percepções de risco e o aumento da assunção de riscos podem ter efeitos importantes”, afirmou Baldwin Way, um dos autores do estudo e professor de psicologia da universidade.

Instituições estudam analgésicos no Brasil, como o paracetamol

No Brasil, um estudo publicado em 2022 pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein mostrou que 91,4% dos pacientes com sintomas como febre e dores de cabeça optaram pela dipirona. Essa substância é proibida nos EUA, enquanto 8,3% relataram o uso de paracetamol.

O grupo de pesquisa de Way observou que o paracetamol diminui tanto emoções positivas quanto negativas, que inclui sentimentos de angústia e alegria.

No experimento sobre riscos, 189 universitários tomaram 1 g de paracetamol ou placebo sem saber qual substância haviam ingerido.

Experimento com universitários

Depois do tempo necessário para o efeito do remédio, os voluntários avaliaram o risco de diversas atividades em uma escala de 1 a 7.

Aqueles que ingeriram paracetamol consideraram práticas como bungee jumping, caminhar à noite em áreas perigosas, mudar de carreira aos 30 anos e aulas de paraquedismo menos arriscadas.

Em um segundo experimento, 545 estudantes participaram de uma tarefa em que inflavam um balão digital para ganhar dinheiro virtual. Cada vez que eles apertavam o botão para inflar o balão, recebiam dinheiro virtual.

Os que tomaram paracetamol inflaram mais o balão e assumiam maiores riscos de perder o dinheiro.

“Ao bombear o balão, ele fica cada vez maior na tela do computador e você ganha mais dinheiro”, explicou o pesquisador. “Mas você tem de tomar uma decisão: devo continuar bombeando e ver se consigo ganhar mais dinheiro, sabendo que, se ele estourar, perderei o dinheiro que ganhei com aquele balão?”

Aqueles que tomaram paracetamol foram mais propensos a inflarem o balão, em vez de parar para receber o dinheiro que conquistaram.

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1 comentário
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Ótimo medicamento testado pelo tempo!
    Firula de pesquisa feita em pacientes crônicos não ajuda em nada e confunde leigos no assunto.
    Desserviço!
    Conselho aos editores: não vá além das sandálias.
    Foi o que disse o escultor grego Fídias, ao sapateiro, numa consultoria apenas sobre sandálias.

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