A lógica de Luiz Henrique Mandetta no combate ao vírus chinês

[caption id="attachment_238095" align="alignnone" width="1165"] Foto: TV Brasil[/caption] O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, é uma das vozes mais ativas que o bom senso tem a seu favor no Brasil…
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Mandetta não acatou recomendação de entidade médica | Foto: Marcos Corrêa/PR
Mandetta não acatou recomendação de entidade médica | Foto: Marcos Corrêa/PR
Foto: TV Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, é uma das vozes mais ativas que o bom senso tem a seu favor no Brasil de hoje. Não é a única, felizmente, mas é um alívio, realmente, saber que em mar de nevoeiro, como diria Paulinho da Viola, há no leme um velho marinheiro que leva o barco devagar – e olhem que Mandetta é um garotão de 55 anos de idade, que ainda tem muito chão para chegar a ser velho. Mas, no caso, não é bem a data na certidão de nascimento que importa.

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O que interessa é a mensagem constante que ele passa e, sobretudo, o que faz, levando-se em conta o cargo que ocupa.
Mandetta é hoje, entre todas as autoridades brasileiras, uma das mais presentes, objetivas e coerentes no combate ao pânico, à irracionalidade e à desordem que infectaram uma parte tão extensa do combate ao coronavírus. Sua mensagem, basicamente, é sempre a mesma: você não pode destruir os sistemas de produção do Brasil para curar a epidemia, mesmo porque não vai se curar epidemia nenhuma se os meios físicos para tratar a doença forem destruídos no processo.

O que haveria de tão extraordinário numa posição dessas? Nada. Há apenas lógica. O problema é que a lógica, no Brasil de hoje, passou a ser tida como um delito grave pela mídia, por grande parte das autoridades locais pressionadas por atitudes de histeria e por todo mundo que, de um jeito ou de outro, quer que Jair Bolsonaro e o seu governo se explodam.

Mandetta já lembrou, por exemplo, que cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que somam 18 milhões de habitantes só nas áreas municipais, e quaisquer outras, não podem ficar sem cloro e flúor para o tratamento da água encanada – por distúrbios na produção das fábricas de onde saem as duas coisas, ou no sistema de transporte, ou pela gritaria do “fecha tudo”. Distribuir água sem tratamento, justo nas cidades mais populosas do país, é um crime – não há epidemia que se compare. Tornar inviável o trabalho de indústrias que fabricam máscaras, medicamentos e equipamento médico também agride diretamente a saúde; vai morrer gente por causa disso.

O ministro, falando de novo hoje, lembrou que não é razoável que médicos fechem consultórios por causa das quarentenas, e deixem de atender pacientes. E as mulheres grávidas: devem abandonar o pré-natal? O paciente com câncer, que precisa de quimioterapia, tem de esperar que o governador lhe dê licença para sair de casa? E se ele, para fazer isso, tiver de utilizar o transporte público, cada vez mais deficiente e lento? Mandetta sugere que se pense um pouco, também, na definição da palavra “essencial”, tão importante, hoje, para definir o que “pode e não pode”. Um mecânico, por exemplo, é essencial para a saúde pública? Não, responderiam dez entre dez PMs e os milhões de fiscais soltos por aí para “fazer cumprir” o isolamento. E se o sujeito for mecânico de ambulância?

A saúde pode ser gravemente afetada, também, pelo fechamento de aeroportos, rodovias e outras peças do sistema nacional de transporte. Os prefeitos e governadores garantem que um doente que precisa ser transportado com urgência para outra cidade – ou é isso, ou morre – está em situação perfeitamente segura? Pretendem mandar os seus jatinhos para buscar essa gente e levar até os grandes centros? Note uma coisa, em tudo isso: não foi usada neste texto até agora a palavra “economia”. Expor o pânico, a estupidez e a demagogia política não é uma questão que só diz respeito aos “interesses econômicos”. Diz respeito, diretamente, ao combate à doença. Diz respeito à vida.

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8 comments

  1. Os incompetentes de sempre , tentam esconder o obvio :
    o sistema de saude no Brasil nunca existiu de verdade .
    Coitado do Ministro que tem que se virar entre o caos centenário e um sociopata de duas patas

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