A verdade possível

Na explosão nuclear da demissão de Sérgio Moro, como todos puderam ver, o presidente Jair Bolsonaro contou um conto e o ex-ministro da Justiça contou outro.
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Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR
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Na explosão nuclear da demissão de Sergio Moro, como todos puderam ver, o presidente Jair Bolsonaro contou um conto e o ex-ministro da Justiça contou outro. Bolsonaro diz uma coisa e Moro diz o contrário; como tudo o que ambos disseram ao público é fruto de conversas a dois, sem testemunhas e sem fitas gravadas, fica impossível saber com precisão o que é verdade, o que não é verdade e o que pode ser livre interpretação da verdade por parte de cada um. Resultado: não dá para saber o que de fato aconteceu, e a questão toda, no fim das contas, se resume a um ato de fé — acredite em quem você quiser. O que dá para fazer é olhar para as realidades que podem ser verificadas, e tentar estabelecer a chamada “verdade possível” dentro da história que cada um dos dois contou, com seis horas de diferença, no mesmo dia. Abaixo, um resumo de alguns dos fatos básicos que vieram à luz com os relatos do presidente e do ex-ministro.

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O CONTO DE BOLSONARO

♦ Segundo Bolsonaro, a demissão do diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, na manhã da sexta-feira 24 de abril de 2020 — o motivo da explosão toda — foi feita a pedido do próprio Valeixo. Foi isso que o Diário Oficial publicou na sua edição da sexta-feira: “exoneração a pedido”. Bolsonaro diz que o diretor estava cansado e queria mesmo sair. Se queria mesmo, é fato que ele não disse a ninguém, oficialmente e de forma pública, que queria. Não existe nenhum documento assinado por Valeixo pedindo a própria demissão.

♦ O decreto que o Diário Oficial publicou com a “exoneração a pedido” traz, no espaço reservado à assinatura, os nomes de “Jair Messias Bolsonaro” e “Sergio Moro”. É fato, também verificado, que o ministro não assinou esse decreto.

♦ Bolsonaro afirmou que Moro disse a ele, numa conversa entre os dois, que aceitaria demitir o diretor da Polícia Federal, mas só em novembro — depois que o presidente o indicasse para a vaga no STF que vai ser aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Ao negar a demissão agora, e em vez disso demitir-se ele próprio de seu cargo no governo, Moro tornou materialmente impossível sua ida para o Supremo. Não existe explicação objetiva para esse fato.

♦ Bolsonaro não apresentou, em seu relato, o motivo pelo qual a demissão do diretor da PF foi feita durante a madrugada da sexta-feira, para ser publicada naquela manhã mesmo no Diário Oficial. Se estavam todos de acordo em relação à saída de Valeixo, não há razão para esse procedimento de urgência. O diretor teria mandado para o presidente seu pedido de exoneração, Moro teria colocado  sua assinatura no decreto e tudo ficaria resolvido no horário de expediente normal.

♦ O presidente cita como exemplo da indisciplina de Moro como ministro o fato de ter nomeado para um dos conselhos do Ministério da Justiça uma partidária da “flexibilização” da legislação antidroga e do aborto. No caso apontado, a realidade comprova que houve, ao contrário, disciplina por parte de Moro, pois ele atendeu à queixa de Bolsonaro e revogou a nomeação que tinha acabado de fazer.

♦ Bolsonaro fez elogios à Polícia Federal e agradeceu a proteção que recebeu de seus agentes quando era candidato, como determina a lei. Disse, inclusive, que deve a eles sua vida. Ao mesmo tempo, e no mesmo relato, o presidente lamenta o resultado nulo nas investigações da PF sobre a tentativa de homicídio de que foi vítima em Juiz de Fora.

O CONTO DE MORO

Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

♦ O ex-ministro afirmou que Bolsonaro fez um acordo com ele, dando-lhe “carta branca” e autonomia na condução do Ministério da Justiça — e, depois, não cumpriu o prometido. Essa independência é algo impossível. Moro sempre soube que um cargo no governo não é a mesma coisa que uma Vara da Justiça Criminal, onde a lei assegura a autonomia integral do juiz. Ministro é cargo 100% político e como tal está obrigatoriamente subordinado às variações da política e à direção geral do presidente.

♦ Moro disse em seu relato que houve, por parte do presidente, interferência em investigações feitas pela PF. Isso é crime. O Código Penal proíbe qualquer pressão exercida sobre funcionário público no cumprimento do dever. Em seus quinze meses como ministro da Justiça, Moro nunca denunciou esse delito. É fato, apenas, que não tomou nenhuma providência legal a respeito, e só revelou isso na manhã de sexta-feira.

♦ O ex-ministro sustentou que a Polícia Federal é neutra. O que a lei determina é que a polícia, federal ou qualquer outra, combata o crime. A PF, sob o comando de Moro, não obteve nenhum resultado nas investigações sobre a tentativa de homicídio que o presidente sofreu em Juiz de Fora. Não é um crimezinho qualquer: um sujeito, identificado, preso em flagrante e desde então na cadeia, tentou assassinar um candidato oficial à Presidência da República. A solução do caso é uma prioridade. Não há fato algum indicando que foi, em qualquer momento que decorreu entre janeiro de 2019 até hoje.

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105 comentários

  1. Pena o Guzzo não ter tido tempo de citar no artigo a entrevista, concedida hoje de manhã, da Zambelli à CNN. Muito reveladora… Esse papo, por ex., de que o Moro foi pego de surpresa em relação à saída do diretor geral da PF é pura cascata. Isso foi utilizado como desculpa do ex-ministro para cair fora. E tem muitas outras questões que comprometem o Moro que a Zambelli mostra na entrevista, com provas e prints do próprio Moro conversando com ela. É impressionante. Parece muito claro que o Moro está agindo como candidato para 2022. Dizem que tem dedo do FHC nisso. Será que estão armando uma chapa Moro/Huck? Não duvido…

    1. Acho é que o país não aguenta um processo de impeachment agora. Nós já temos a crise do corona que é suficiente para uma recessão de proporções homéricas. Se Sérgio Moro mencionou na coletiva questões que podem levar a um processo de impeachment, e se foi fiel à verdade ao fazê-lo, pode ser a pessoa mais séria do mundo, mas acredito que não levou em conta as consequências de uma crise política para a realidade do país, não levou em conta o interesse coletivo. Acredito que não apenas Bolsonaro, mas também Moro, saem menor desse episódip.

      1. Exato, ele tem que provar. E o que ele mostrou em termos de prints, não me parece contundente, podendo gerar interpretações diversas. Por exemplo quando Bolsonaro manda um link do Antagonista com o texto, ” mais um motovo para a troca”, Bolsonaro poderia estar querendo dizer que as investigações da PF no meio política tinham um caráter seletivo, ou que a PF vazava informações para a imprensa, etc. Trata-se de uma comunicação absolutamente vaga e assim sujeita a várias interpretações.

      2. O PR, por ser o chefe de todos e receber informações de todos, é quem melhor deveria saber que em meio ao covid 19, demissão de Min . Saúde, crise econômica, Congresso arisco etc, AGORA NÃO SERIA O MOMENTO PRA TROCAR VALEIXO. No entanto, o fez num retumbante DANEM-SE ! Deveria ser muito importante pra ele a demissão!

      3. Para quem faz Gestão ou decide, qualquer hora é hora.Não se pode deixar para amanhã o que pode fazer hoje.

      4. Exatamente. Ele não deu nenhuma explicação sobre a NECESSIDADE URGENTE de trocar o diretor da PF num momento deste. Mas, para bom entendedor, pingo é letra.

      5. O esmoecimento da Lava Jato e, a ausência de investigações sobre a aplicação dos recursos do covid, o esfriamento das investigações no Rio….Existem várias

      6. Deu sim, ele estava segurando informação a mando de Moro!
        Motivo prevaricação, ato ou efeito de prevaricar.
        crime cometido por funcionário público quando, indevidamente, este retarda ou deixa de praticar ato de ofício, ou pratica-o contra disposição legal expressa, visando satisfazer interesse pessoal.

      7. Você realmente acredita que Moro agiu em nome de sua biografia? Tem todos os dedos de FHC, Álvaro Dias, PSDB, STF, Aras, etc. ABIN tem informações de que Valeixo e Moro ocultaram tudo de Bolsonaro referente ao mandante de Adélio. Estavam juntos prestando serviço para outros políticos. Valeixo era o informante de Antagonista (eu acho)

    2. Votei em Bolsonaro consciente dos terríveis ataques que todos que defendem a libertação desse sistema perverso sofreriam. O mecanismo luta para manter seu poder de sequestrar a nação e mantê-la refém, como sempre foi. O juiz Moro fez um grande trabalho frente a LavaJato,no entanto, um homem certo no lugar errado. Bolsonaro representa uma agenda eleita a qual o ex ministro parece não compartilhar. Poderia ter saído alegando divergências ou outros sem problemas mas optou, a meu ver, por atitudes imperdoáveis. Não interessa quem seja o Presidente da República, ele nao poderia agir com tamanha vilania. Não creio numa ação isolada mas numa ação de “várias mãos” e premeditada … redundou em fortalecer todos os malfeitores desse país. Isso eu não perdôo.

      1. Claro que foi premeditado. Em poucos dias isto será visto de forma bem clara.

      2. É possível realmente. Lembro de um.post da semana passada em que os Antas meio que criticavam uma atitude do Moro, o que causou um certo estranhamento nos leitores. Aquilo parece ter sido um “despite

      3. Pena também não ter colocado a Covardia De ter feito o ato Em momento tão difícil para o país pois já vinha insatisfeito há muito tempo pena também não ter citado que ele foi para mídia marrom exatamente aquela que detona bolsonaro e esposa uma conversa pessoal com a deputada Zambelli o Moro ,como Ministro, é um bom juiz que convenhamos, fez o papel de Juiz pago com o salário em dia e com todos os penduricalhos que ele nunca Abriu Mão.
        Fez o trabalho que deveria ser feito.
        Virar página toca a banda.

      4. Premeditado foi a ideia de demitir o diretor da PF do nada, sem nenhum fato que o exigisse, sabendo que Moro já tinha engolido muitos sapos. Bolsonaro atendeu a pedido do Centrão e caiu nos braços dos “probos” Ciro Nogueira, Valdemar da Costa, Artur Lyra e outros do mesmo quilate.

      5. Vamos lá: Bolsonaro se omitiu completamente na desfiguração do pacote anti-crime de Moro. O filho de Bolsonaro abortou a lava-toga, blindando um STF absolutamente corrupto. Faz pressão para remover o diretor da PF por segundo ele não dar acesso a investigações onde seus filhos são investigados, o que é ILEGAL. Tirem suas conclusões. Só não vê quem não quer.

    3. E como se não bastasse, saiu se jogando para as,câmeras, mandando prints vagos e bobos para a Rede Globo, elogiando a autonomia da PF na era petista. Não é aquilo que imaginava. Será mais um oportunista que vendo que não teriá mais nada a ganhar em um governo que sairá fragilizado de uma crise sem precedentes, resolveu pular fora para garantir seu capital político? Não quero crer nessa hipótese.

    4. Guzzo….ou moro mentiu ontem ou mentiu nas entrevistas de janeiro e março. Se mentiu ontem, denunciou caluniosamente. Se mentiu antes, teria prevaricado?

      1. Antes estava bom. Agora que saiu, mentiu só um pouquinho, para se lançar candidato a presidente. Nada do que ele fala se sustenta, só ilações. Ele está no direito de se lançar candidato, inclusive fazer sua campanha pró-aborto, mas vou ser adversário desse mentiroso.

      2. Pois é…. Ele pode evidentemente alegar que na quinta, pela primeira vez, Bolso falou em intervenção política, mas faz tempo que Bolsonaro queria fazer essa mudança, então não cola

    5. Conforme a reportagem e a reclamação do presidente, agora a PF tem obrigação de descobrir o mandante de Adélio Bispo, mesmo que não exista! É esperar pra ver.

    6. “ O tempo é o senhor da razão”, diz o ditado.
      Somente com o passar do tempo veremos quem está certo. Agora, não nos resta outra atitude a não ser esperar, com olho crítico, os próximos passos dos dois. Infelizmente.

    7. Meu caro Guzzo, estou meio perplexo com um print do Fiuza que está transitando no FB esculhambando com o Sergio Moro. É sério que esta é a posição do Fiuza?

      1. Também fiquei perplexa. Um horror.
        O Guzzo não tem nada c/ isso, mas vale usar o espaço p/ desabafar.
        Se o Fiuza realmente acredita naquilo, é mais uma dura decepção a digerir.

      2. Achei super apropriado o comentário do Fiuza. Ev que bom que nào estamos na China!!!???

      3. Mundinho achatado do bolsonarismo. Ou se é a favor do Bolsonaro ou se é comunista e ponto final. Qquer um q não concorde c/ o Bolsonaro automaticamente é catalogado como “de esquerda” e é um inimigo a ser eliminado.
        Refletir e admitir q Bolsonaro possa estar errado, nem pensar! Fanatismo é uma porcaria, não importa a cor q tenha.

    8. O estilo Bolsonaro é mais para Alberto Fraga. O discurso de defesa, obrigando todos os ministros a se perfilarem ao lado e atras dele dá bem a ideia de alguém inseguro e, no caso, até pelo excesso de explicações demonstrou que está em pânico. Tudo aquilo que ele se queixou de Moro e da Polícia Federal foi uma prova de que esta tentativa de enquadrar a PF como um órgão de serviço vem se arrastando acidamente há tempos. Moro deve ter ouvido – e vinha aguentando – este tipo de cobrança no estilo “eu prendo e arrebento” há muito tempo. E com muita paciência Moro resistiu quando lhe tiraram o Coaf, uma peça chave na sua expertise baseada no “siga o dinheiro”, quando tentaram rachar o ministério, só porque o Alberto Fraga queria o primeiro escalão. Enfim, a coisa deve ter chegado às vias de fato. Moro que enfrentou a maior Organização Criminosa da história e que se tornou um símbolo no combate à corrupção não poderia tolerar que o presidente rompesse uma cláusula constitucional a de que a PF é um órgão do Estado e não o que Lula fez dela usando a força para chantagear os adversários, uma espécie de Stasi, uma Cheka. E, mais: a ofensa grave à honra do ex-ministro de que ele condicionou a aceitação da troca do chefe da PF por uma vaga no Supremo, mostra o despeito que Bolsonaro sempre teve dele, até porque Moro, para os brasileiro sempre foi a referência de segurança moral do Governo. E só os néscios, os beócios, usavam a história do Supremo, como uma como uma espécie de bônus. Nunca Moro esperou ir para o Supremo por indicação de Bolsonaro. E Bolsonaro faziam questão de deixar claro que Moro não era a figura que ele gostaria de ver na Corte Suprema: seu candidato sempre foi e será um crente.

    9. Futurologista e Desinformação: “Não poderia haver humilhação maior para Bolsonaro do que ouvir do ex-ministro Sérgio Moro, em sua saída, que nem Dilma Roussef quis falar com o diretor da Polícia Federal durante a Lava Jato e o seu processo de impeachment. Bolsonaro quer fazer o que Dilma não fez.” J.R.Guzzo (Twitter 24/04/2020 17:43)
      Futurologia: “Bolsonaro quer fazer…”
      Desinformação: “…o que Dilma não fez.” O Sr. sabe que fez e fez pior.

  2. Moro não se dignou a se dirigir pessoalmente ao Presidente para lhe entregar a carta de demissão, fê-lo por meio de entrevista coletiva como qualquer político rastaquera, afogado na sua vaidade e soberba. Quem usou de atitude tão rasteira, perde credibilidade com seus argumentos.

    1. Nenhuma. Não pensou nas consequências para o país de uma crise política , quando já temos uma crise na saúde pública e uma crise econômica. Ser incorruptível é importante, mas não é tudo. Para um homem público, pensar no interesse público é basilar. E isso ele não fez. Se tivesse que sair do governo, poderia fazê-lo em outra ocadião. Escolheu o pior momento para o país. É lamentável.

    1. Um monte de gente, que o viu largar uma carreira vitoriosa de 22 anos de magistratura, acreditando num governo que o fez engolir sapos durante um ano. Alguém aqui sabe dizer se, no meio de uma pandemia, era tão importante trocar o diretor da PF?

  3. Está claro que o Moro agiu de forma totalmente não condizente com sua personalidade que ele fazia passar para o grande público, o de uma pessoa compenetrada e avesso às coisas mundanas da política. Me despontou muito.

      1. Vc sabe a resposta, Alexandre? Então conta?. Eu não sei, mas tenho impressão que suas jogadas estavam articuladas com aquele site que a gente bem conhece

  4. Não esqueça da cronologia e dos fatos acontecidos meses atrás. Por que o Bolsonaro não pediu para reabrir o processo do Adélio? O presidente mesmo disse meses atrás de que não iria recorrer da decisão de colocar o louco no hospício porque ele tinha ficado em prisão perpétua. Só a vítima poderia reabrir investigações e o processo como um todo. Se o Moro tivesse autorização legal para intervir naquele processo certamente levaria um torpedo da OAB e do STF. O Bolsonaro, nesses meses todos, vetou muitos artigos do pacote anti-crime proposta pelo Moro e disse para todo mundo ouvir que era ela quem mandava e o ministro tinha que obeceder. Outra coisa: a dita “interferência” é coisa de pouco tempo. Realmente o presidente nunca pediu para intervir em processos, como o dos filhos. Mas como a temperatura subiu nas denúncias ele pode ter pedido que acompanhasse algumas investigações sigilosas. Ou seja, o Bolsonaro errou porque poderia evitar a briga com o ministro pois Moro não é “qualquer um”. Agora, a batata-quente ficou com o Bolsonaro que já está sendo atacado por todos os lados e veio mais uma bomba. E o discurso sem pé nem cabeça atrapalhou ainda mais, pois alguns temas nem deveriam retornar a público ou revelar que seu filho é um garanhão.

    1. Você está bem desinformado ou não quer falar a verdade. Não é a primeira nem a segunda vez que JB revela que seu filho se relacionou várias vezes com namoradinhas e paqueras do condomínio. Ele teve que falar na primeira vez sim porque quiseram relacionar o filho dele com a filha do outro para constrange-lo. O que provocou a explicação do filho dele. Parem de dar migueladas.

  5. A minha dúvida é porque tirar o diretor da PF ?? Não me venha co está que ele pode?? Não tinha dado carta branca?? Qual a justificativa ??? Ou apenas para controlar investigações?? MORO PARA MIM FOI INTEGRO E MUITO CORAJOSO!!!

    1. Guzzo, você esqueceu da cronologia dos fatos que é muito importante. É inegável que devemos muito ao Moro, mas ele afirmar que os governos anteriores não interferiram na PF, como diz o Fiúza “ Vergonha”. Outra coisa, em 20/03/2020, Moro deu uma entrevista dizendo que nunca houve interferência da Presidência na PF, e agora?

      1. Se não estou enganada, delações premiadas já deixaram claro que o Cardozo deixava Dilma a par das ações da PF e que a presidenta kkkk ficava satisfeita , já que queria que pegassem o Lula e sua turma

      2. Triste ver aqui que bolsonaristas são bem parecidos com petistas, em sua cegueira. Bolsonaro perdeu minha confiança. Nunca defendeu a Lava-jato. Deixou passar o Juiz de Garantias, a transferência do COAF ( que aliás nem é mais COAF). Quando Moro ficou sob ataque do Verdevaldo, Bolsonaro ficou caladinho. E só sendo muito cego para não enxergar que a demissão de Valeixo foi proposital, ele sabia que Moro não poderia aceitar mais está afronta. O Centrão pediu e Bolsonaro agora está livre para fazer os acordos que garantam seu final de mandato, refém de Maia e caterva. Basta ver seus encontros ligo depois da saída de Moro. Não tenho bandido de estimação. Se bobear, ainda veremos PT apoiando Bolsonaro.

      3. Concordo integralmente. Moro foi miseravelmente rifado por Bolsonaro e agora bolsonaristas querem desqualificar de qquer jeito o ex-ministro, manchar seu passado e reputação, atribuir a ele atitudes vis.
        Bolsonaro está por um fio e resolveu espezinhar alguém q ainda poderia sustentá-lo.
        Apostou errado, a rede bolsonarista não conseguirá mantê-lo e está fazendo acordos com o centrão, q vai jantá-lo mais tarde.

      4. Concordo. Votei no Bolsonaro, contra a esquerda tupiniquim . Mas suas atitudes a favor do mecanismo foram decepcionantes. Agora vai cair na vala comum do fisiologismo do toma lá dá cá, levando junto seus generais.

      5. Essa é uma possibilidade que eu também considero. Que Bolsonaro tenha agido para forçar a demissão de Moro. Mas tb considero, que Moro tenha agido de caso pensado, que estava esperando uma oportunidade para sair de um gov que se fragilizaria com a crise econômica,garantindo assim seu capital político. Agora o que me parece claro, é que ele não saiu com a grandeza que entou.

      6. Moro não saiu com a grandeza q entrou porque Bolsonaro prometeu uma coisa e entregou outra. Moro sofreu derrotas em todas as suas propostas, nunca teve apoio verdadeiro de Bolsonaro, q gosta muito é de jogar p/ a sua torcida e gritar bravatas (depois os ministros militares têm q sair correndo p/ apagar os incêndios q ele cria desnecessariamente).
        Levar o Moro a estádios de futebol e exibí-lo como um troféu nunca foi sinal de apoio, foi apenas conveniência.
        Moro não tinha como sair grande de um governo q o podou do começo ao fim.
        O caráter e a integridade de Moro são inquestionáveis. Agora os bolsonaristas o estão demonizando, porém a atitude q tomou de convocar a coletiva p/ anunciar a sua demissão foi um ato de fúria diante da deslealdade de Bolsonaro de publicar na madrugada a exoneração de Valeixo e ainda forjando a assinatura digital de Moro. Isso, sim, foi coisa de moleque.
        Nada, nem ninguém, diminuiu a importância e o tamanho o de Moro.

      7. Guzzo, que vergonha tenho de vc. Nunca deveria ter dado crédito para uma pessoa tão tendenciosa.

      8. A entrevista foi em 20/01/20 e ele estava, mais uma vez, sendo leal ao presidente, dizendo que ele não interferira na PF.

      1. Na sua opinião. Na minha, Bolsonaro capitulou para atender aos políticos que tanto criticou. Percebeu que Maia e Alcolumbre estão caladinhos?

  6. Guzzo, excelentes considerações, tanto na apuração de um lado quanto de outro. Gostaria de acrescentar um detalhe que me gera muitas dúvidas:

    1) Em entrevista ao programa Roda Viva, em 20/01/2020, Moro responde ao seguinte sobre supostas interferências do PR na PF: “nunca houve qualquer interferência indevida do presidente” em investigações da Polícia Federal. (disponível no canal da TV Cultura).

    2) Já em entrevista ao Pânico da Jovem Pan, Moro afirma, categoricamente, que o PR não interferia nas investigações da PF, seja em relação a qualquer investigação sobre os filhos, seja em outras investigações em curso. (Essa entrevista foi dada em 27/01/2020 – disponível no YouTube, canal Pânico Jovem Pan).

    3) Em outra entrevista, dessa vez concedida a GloboNews, em 11/03/2020, os jornalistas (Cristiana Lobo) voltam a abordar o tema “autonomia da PF”, e o Moro, enfaticamente, afirma que “a Polícia Federal tem trabalhado com autonomia e isso tem sido garantida”, descartando qualquer interferência do PR na PF. Em outra pergunta, dessa vez feita pelo Sérgio Camarotti, questionado sobre o condão de escolha do Diretor-Geral da PF, Moro responde: “ao presidente cabe escolher o diretor-geral, então esse é um poder do presidente, que ele pode exercer…”.

    Com todo respeito que tenho ao Sr. Sérgio Moro, em todas as oportunidades que fora questionado sobre os temas acima elencados, ele sempre respondeu de forma bastante incisiva que o PR não interferia em investigações da PF. Agora eu me pergunto, se o PR interferia, se realmente quisesse proteger os filhos ou ter informações etc, por que o Moro não saiu do Governo há mais tempo? Sou levado a crer que as respostas dele foram, de fato, verdadeiras, que o PR não interferia.

    De todo modo, o PGR já pediu apuração das declarações dadas por Moro em sua coletiva, e espero que sejam esclarecidas de uma vez por todas.

    Creio que ele poderia sair do governo, sim, como qualquer um ministro é livre para fazer isso, mas da forma que fez foi bem insensata. Se tivesse alegações e informações comprometedoras a passar, que levasse direto à Justiça, e não ao JN da Globo. Durante a Vaza-Jato, a grande mídia (inclusive a Globo e Folha de São Paulo) caíram de pau em cima dele e a esquerda o atacava diuturnamente nas redes sociais. O PR o blindou e saiu em sua defesa. As posturas foram bem distintas.

    1. Triste ver aqui que bolsonaristas são bem parecidos com petistas, em sua cegueira. Bolsonaro perdeu minha confiança. Nunca defendeu a Lava-jato. Deixou passar o Juiz de Garantias, a transferência do COAF ( que aliás nem é mais COAF). Quando Moro ficou sob ataque do Verdevaldo, Bolsonaro ficou caladinho. E só sendo muito cego para não enxergar que a demissão de Valeixo foi proposital, ele sabia que Moro não poderia aceitar mais está afronta. O Centrão pediu e Bolsonaro agora está livre para fazer os acordos que garantam seu final de mandato, refém de Maia e caterva. Basta ver seus encontros ligo depois da saída de Moro. Não tenho bandido de estimação. Se bobear, ainda veremos PT apoiando Bolsonaro. Vito Nogueira? Valdemar da Costa Neto? Artur Lyra? Faça-me o favor!!!

      1. Não meu jovem, essa narrativa da Esquerda Escarlate não cola, quando um vermelho cria um jargão, todos fepetem a exaustão o mesmo jargão, são como bonecos de ventrilocos. Isso acontece desde quando Dilma exigia ser chamada de Presidenta.

    2. Não é verdade que Bolsonaro o blindou. Ele custou a se manifestar e quando o fez, foi de forma bem tímida. E Moro, se pretendia continuar seu trabalho, tinha que defender o presidente, como o fez em todas as ocasiões que vc citou. Se agora saiu, foi porque percebeu que não tinha mais condições de continuar, sem abrir mão de seus princípios.

    3. Também raciocinei desta maneira Natan. Depois Moro ficou postando contradição no twitter (que já apagou, mas os prints são eternos). Saiu pequeno. Meu termômetro com o Bolsonaro é a quantidade de gente que quer derrubá-lo, se houvesse qualquer coisinha já estaria em todos os jornais. Mesmo assim, o seguro morreu de velho, vou aguardar os próximos acontecimentos para ver quem estava falando a verdade.

  7. Moro poderia ter saído como entrou. Sem fazer alarde. Para que tudo isto – chamar os holofotes para si – no meio de uma pandemia que assola o Mundo, jogando pedras e criando uma crise no meio da doença ? Esta atitude é, ao meu ver, injustificável. Quer sair ? Saia. Mas espere o momento certo. Desleal também, a meu ver, a sua atitude em atacar o Presidente. Não precisava disto, por mais provas e razões que tenha. A sua atitude prejudicou o País. Não foi um gesto grandioso de alguém que desfruta de muita admiração de todos.

    1. Bolsonaro é tosco mesmo, todos sabiam disso, mas ainda estava lutando contra o “mecanismo”… Infelizmente, agora parece que se rendeu também ao Toma Lá Dá Cá dos maus políticos, e isso é grave, não foi pra isso que foi eleito. Moro, por sua vez, também conduziu muito mal o assunto todo, pensando no seu futuro no STF, eleições, etc. Política podre mesmo, não se salva quase ninguém

      1. Acho que vc não viu o print da conversa dele com a Zambelli. Ela ofereceu a nomeação no STF em troca da aceitação dele e ele disse que não estava à venda.

    2. Muito bem Júlio. Independentemente de quem está dizendo a verdade, Moro teve uma atitude egoísta, desleal, preocupado somente com si próprio e não com o Brasil.

      1. É mesmo? E a preocupação do Bolsonaro, fazendo acordo com o que há de mais corrupto no Congresso é para o bem de quem? Do Brasil?

    3. E explique, já que falou da pandemia, qual a justificativa do Bolsonaro para trocar o diretor da PF ( que estava fazendo um bom trabalho ), num momento deste? Qual a urgência? Não ouvi nenhuma resposta para isto.

  8. Já que estão falando do Adélio, há um fato que foi esquecido com tamanha rapidez que se poderia pensar que é totalmente irrelevante. No dia do atentado, alguém de DENTRO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS forjou a assinatura do criminoso como visitante, de modo a forjar-lhe um álibi. A investigação interna parou quando o sr. Botafogo mandou parar, e nada mais se falou a respeito.

    Cito isso para dizer como eu acho curioso que o bolsonarismo fanático esteja agora recorrendo a essa narrativa de “Moro fez corpo mole no caso Adélio”. Ora, para avançar nessa investigação, teria sido necessário avançar sobre a Câmara dos Deputados, e nenhum ministro sozinho tem poder para tanto. Talvez, TALVEZ com o apoio incondicional – e portanto guerra declarada à bandidagem do congresso – do executivo e das forças armadas. Não só o presidente não declarou essa guerra, como foi instrumental para tirar o PSL da disputa pela presidência da câmara, jogando-a no colo do sr. Botafogo.

    E agora, no bojo da demissão forçada de Moro, está o interesse de jogar a futura presidência da câmara na mão de gente como Roberto Jefferson ou, pior ainda, Valdemar da Costa Neto, corrupto pego e condenado pela Lava-Jato. Consumado esse cenário, o ex-melhor amigo de Lula e Dilma emergirá – MAIS UMA VEZ – como o dono de fato do governo. Não haveria a menor condição de Moro continuar quando o real dono do poder é um criminoso que ele ajudou a mandar para a cadeia, de onde desgraçadamente o STF o tirou.

    O fanatismo fechou com Bolsonaro, e Bolsonaro fechou com criminosos do mensalão e do petrolão tirados da cadeia pelos criminosos do supremo. Foi para isso que elegemos o capitão?

    1. Também estou estarrecida ao ver pessoas que dizem defender o país, fechando os olhos para o tipo de gente com a qual o presidente está compondo. E pior, jogando pedras num homem que lutou durante anos contra esses meus corruptos, incansavelmente. Parece que a paixão, realmente, cega as pessoas, sejam de esquerda ou de direita. O mecanismo, realmente, sempre vence.

  9. Juiz de esquerda que é contra a corrupção e a favor dos burocratas que depenam o país a 500 anos . Bolsonaro foi eleito pelo povo.
    O mecanismo parou de mamar e quer derruba-lo .
    Se cair tenho pena do Brasil..
    Se ficar temas chance de ser um dia algo melhor.

    1. Pelo contrário, o mecanismo engoliu o presidente. Basta ver as companhias atuais dele. Não de engane, a demissão de Moro foi muito bem pensada e foi condição imposta para os acordos que virão.

  10. Votei no Bolsonaro e não me arrependo. Na guerra das versões, fico com a do Moro. Acredito ainda que muitas provas vão surgir para corroborar a versão do Moro.

    1. Votei no Bolsonaro e não me arrependo. Na guerra das versões, fico com a do Bolsonaro. Acredito ainda que muitas provas vão surgir para corroborar a versão do Bolsonaro.

  11. A deputada Carla Zambelli detonou a falácia de Moro. Triste que Moro tenha gidod essa maneira. Perdeu moral. Alias eu votei em Bolsonaro. sou 100% Bolsonaro

  12. A princípio, nas primeiras horas, me solidarizei com o Moro. Entretanto, passadas vinte e quatro horas, lendo a transcrição de sua fala, suas entrevistas recentes, o histórico de sua atuação e a forma como decidiu sair, cheguei a conclusão que a arrogância lhe possuiu e o levou a trair amigos e se comportar como um pústula. Bolsonaro não é um santo, mas o Moro foi, de longe, pior. Como eu, outros também chegarão a mesma conclusão. Questão de tempo.

  13. “Moro disse em seu relato que houve, por parte do presidente, interferência em investigações feitas pela PF. Isso é crime. O Código Penal proíbe qualquer pressão exercida sobre funcionário público no cumprimento do dever. Em seus quinze meses como ministro da Justiça, Moro nunca denunciou esse delito. É fato, apenas, que não tomou nenhuma providência legal a respeito, e só revelou isso na manhã de sexta-feira.” Faltou Guzzo dizer “isso também é crime”. E tem uma matéria do Estadão q fala que o tal Aleixo fez uma reunião com todo mundo da PF dizendo q estava cansado e queria sair. Teria até já falado com Moro. Guzzo precisa recuperar essa matéria.

    1. Juntos com o JB, tínhamos o trio perfeito para colocar o Brasil nos trilhos ( SERGIO MORO, PAULO GUEDES e OS MILITARES).
      Decepcionante a atitude de ambos; acho que não era o momento adequado (auge da pandemia do COVI-19) para resolver um problema tão delicado. Desqualificar o Moro, um grande herói do Brasil, falar mal do JB um presidente honesto e patriota (não temos isso, desde quando os militares deixaram o poder); o que ganhamos com isso?
      A preocupação agora, é não perdermos o Guedes e torcer pela recomposição do governo, concomitante, com o bom senso do JB, de não se contaminar com a banda podre do Congresso e do STF.

  14. Pela atuação de Alexandre de Moraes, pedindo pra nada mudar na investigação do inquérito ilegal do STF, o modo como Moro se aproximou da Globolixo, entre outros detalhes, no mínimo, é de causar estranheza.
    O PR pode ter sido mais personalista que deveria, mas conforme os fatos vão surgindo, Moro se distancia da dignidade que se pensava ter.

  15. O ex-presidente Lula também já recebeu a confiança e os votos de milhões, e soube aproveitar os momentos de glória no papel de salvador da pátria. E, deu no que deu…

    EPISÓDIO “BOLSONARO VERSUS MORO”

    Primeiramente, “nem tanto ao céu e nem tanto à terra”. Quanto ao Moro Juiz Federal, com exceção dos criminosos sentenciados ou prestes a ser, os justos sempre o consideraram um excelente juiz. O perfil dele é para a Justiça, graças ao seu berço, educação, formação e desempenho demonstrado como juiz. Mas se isso é altamente positivo para a Justiça, não significa que ele possa ser um político igualmente bem sucedido, mesmo que eleito pelos seus méritos passados e pelo clamor popular na próxima eleição para Presidente, em 2022. O mesmo clamor que acreditou no mito Bolsonaro, e agora já demonstra decepção e desânimo.

    Quanto ao Bolsonaro, quando oficial do Exército teve a ousadia de tentar um motim, e até planejar explodir bombas em quartéis. De imediato, pegou 15 dias de cadeia. Quando o caso chegou ao STM, não foi condenado com a pena que, em outros casos semelhantes não ocorrera a mesma complacência. Talvez, assim procederam em atenção a uma decisão política visando não causar uma possível tensão naquele ambiente nacional de recém redemocratização. A punição para ele: capitão da reserva não remunerada. Sem rumo, apostou nele mesmo e entrou para a política. Foi vereador no Rio de Janeiro, posteriormente foi deputado federal durante 28 anos, pelo RJ. Sempre um deputado do baixo clero, provocando polêmicas para satisfazer e garantir os votos do seu fiel eleitorado. Circunstâncias incríveis o levaram a se candidatar e ser eleito Presidente da República.

    O resultado? Como presidente, um excelente provocador de conflitos absurdos. Consegue desarticular o que naturalmente fora articulado pelos seus ministros. Algumas ações bem sucedidas por obra e competência de alguns dos seus ministros, e as poucas reformas aprovadas foram conseguidas justamente pela crítica situação econômica e social do Brasil.

    Falta ao Bolsonaro a compostura que o cargo de Presidente da República exige. Falta-lhe pelo menos um tiquinho de traços comuns daqueles que a História registra, na acepção da palavra, como Estadistas. Ele se julga estrategista e comandante – enquanto, na realidade, está mais para chefe possessivo e que detesta que outros ao seu redor possam ofusca-lo. Quando isso acontece, é tomado pela paranoia e não consegue parar enquanto não apagar o facho do suposto concorrente. Os seus três filhos políticos, idem, idem.

    Enfim, o Capita quando capota com um ministro que o desagrada, é batata, demite – e, absurdo dos absurdos, até em meio dessa pandemia Covid-19, quando a prioridade máxima do governo é zelar pela proteção e atendimento do povo contra o temível vírus, além da sobrevivência econômica do Brasil. Infelizmente, Bolsonaro e filhos políticos têm obsessão por atender seus próprios objetivos e caprichos tudo pelo poder. A prioridade máxima passa a ser mínima, transparecendo que não se sensibilizam pela real situação da grave crise mundial e, sobretudo, afetando o Brasil.

    Capita quando capota pisca para o capeta, se esquece até do versículo João 8:32, ao qual sempre se referia durante a campanha vitoriosa à Presidência da República. Ainda se refere a esse versículo sempre que conveniente, seja em falas oficiais ou de improviso para plateias, ou lives produzidas por seus assessores. Nessas ocasiões, a impressão é que a plateia é induzida a associar a mensagem desse versículo e acreditar que o Bolsonaro representa a Verdade. Por consequência, um outro bom tanto do público brasileiro ao assistir esses encontros, seja através de vídeos e áudios compartilhados pela Internet, ou rádios e TVs, também parece se sugestionar, ficando com a impressão que realmente ele estaria imbuído da vontade de governar e salvar o Brasil. Nessas situações, observa-se que a memória coletiva já esqueceu que o ex-presidente Lula também já recebeu a confiança e os votos de milhões, e soube aproveitar os momentos de glória no papel de salvador da pátria. E, deu no que deu…

    AHT
    25/04/2020

    1. Anibal, é possível que vc tenha razão nessa abordagem de Bolsonaro Vc se refere a sutilezas do caráter do PR, às intenções por trás de suas ações, que eu realmente não tenho como avaliar, já que não o conheço pessoalmente .O que me parece é que ele é bem intencionado e está entre a ciclotimia e a bipolaridade- precisa ser bem medicado para ter equilíbrio para governar. Agora, qdo vejo o caso da demissão de Mandetta, por exemplo, acredito que tenha sido super acertada. E qdo vejo a forma como Moro saiu, com.todo aquele carnaval, faltou-lhe um mínimo de sensibilidade social. O país não aguenta.

  16. Sobre o último ponto, já foi bem lembrado pelo Antagonista: “Vale lembrar que em outubro do ano passado o TRF-1 votou a favor do envio ao STF da ação que discutia a legalidade das buscas no escritório do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que representava Adélio Bispo. O julgamento foi suspenso após pedido de vista. Com isso, a Polícia Federal ficou impossibilitada de poder analisar o material apreendido nos endereços ligados a Zanone Júnior, para descobrir, por exemplo, quem financiou a defesa de Adélio.”

  17. Desculpe-me Guzzo, mas qualquer um com um mínimo de boa vontade e isenção, assistindo pacientemente aos dois pronunciamentos e juntando isso ao FATO “exoneração do diretor da PF”, que desencadeou essa crise – percebe onde estão as verdades que realmente interessam. O resto é “bomba ninja”.

    1. Há coisas mais importantes do que os fatos revelados por Moro em seu pronunciamento que podem dar alguma luz sobre o comportamento do ex-ministro, se olharmos retroativamente, distanciando-se do calor da discussão atual. Durante todo o tempo em que foi ministro da Justiça, um cargo eminentemente político, desconheço que Moro tenha se pronunciado publicamente sobre os arroubos autoritários do STF, quando por exemplo Toffoli mandou suspender as investigações do Coaf. Quem falou, na ocasião, foi um subordinado dele que acabou demitido. E a fala teve como destinatário o presidente da república. Incrível isso! E mais uma vez, quando o STF resolveu que poderia mandar investigar e fechar jornais, o que fez o ministro da Justiça? Nada! Estaria Moro se preservando para uma possível vaga na suprema corte? Ficou a impressão de que a bomba foi jogada no colo do presidente, que arcou com todo o desgaste político, explorado pela mídia incendiária como se o presidente estivesse costurando um acordão. Para que serve um ministro da Justiça que não vem a público defender o estado democrático de direito? Posso estar equivocado ou sendo injusto. Gostaria de saber se o ministro procurou o presidente para tratar desses assuntos e se o presidente se esquivou. Isso sim, seria muito grave.

  18. Com todo respeito, Guzzo, convido você a rever na íntegra a fala do Moro. Ele NÃO disse em momento algum que Bolsonaro interferiu no trabalho da PF, não lhe imputou crime nenhum materializado, concluído, consumado, MAS SIM disse que.Bolsonaro manifestou intenção, vontade, DESEJO de mudar peças na DG da PF e em superintendências, o que seria uma interferência política e quebra de uma promessa pública de carta branca. Logo, não há sentido em dizer que Moro o acusou de crimes sem mostrar as provas do delito. Moro apenas, repito, disse que Bolsonaro QUERIA interferir e ter acesso.a relatórios de inteligência, ou seja, ação FUTURA, não consumada. Reveja o discurso de moro e comprove o que lhe falo.

    1. Concordo com o seu comentário!
      E vejo nos comentários aqui que alguns acham que se deve ter dois pesos e duas medidas: o PR demitir o DG da PF sem motivo (ou por um motivo que não possa ser dito) em meio à pandemia pode mas o ministro pedir demissão por não aceitar a interferência política na PF não pode.

  19. Elucubrações para passar o tempo durante pandemia e confinamento:

    Nos embates do mundo político, cada verdade é distorcida e as mentiras são torcidas, destorcidas e moldadas conforme a conveniência e criatividade em argumentar contra essa verdade. Para encontrar a verdade em meio a tantas mentiras, só mesmo quem faz parte desse mundo de embates políticos. Ao cidadão comum só resta aguardar pelo final de cada embate e tentar entender o que aconteceu. Geralmente, continuará sem entender e deixando pra lá, pois tem que trabalhar e ganhar o pão de cada dia. Quanto chegam as eleições, em geral, os maus políticos são bem sucedidos e tudo continua com dantes. Esse é um amargo preço da democracia, mas mil vezes melhor que um regime totalitarista.

    1. Revisado (digitação):

      Elucubrações para passar o tempo durante pandemia e confinamento:

      Nos embates do mundo político, cada verdade é distorcida e as mentiras são torcidas, destorcidas e moldadas conforme a conveniência e criatividade em argumentar contra essa verdade. Para encontrar a verdade em meio a tantas mentiras, só mesmo quem faz parte desse mundo de embates políticos. Ao cidadão comum só resta aguardar pelo final de cada embate e tentar entender o que aconteceu. Geralmente, continuará sem entender e deixando pra lá, pois tem que trabalhar e ganhar o pão de cada dia. Quando chegam as eleições, em geral, os maus políticos são bem sucedidos e tudo continua como dantes. Esse é um amargo preço da democracia, mas mil vezes melhor que um regime totalitarista.

      1. Pois é, se às vezes não conhecemos suficientemente nossos familiares ou amigos, como poderemos ter certeza sobre a integridade de gente que conhecemos por meio de versôea e mais versões? Suas ações contam evidentemente, mas em um episódio como esse, ao tentar interpretá-las, estamos sempre diante de hipóteses mais ou menos viáveis

  20. Para passar o tempo durante pandemia e confinamento também podemos chutar o balde. Por exemplo, desabafando em um simples acróstico?

    HERÓI DO BRASIL

    Herói do Brasil é único, é o seu Povo
    Esquecido após as eleições e
    Rapidamente lembrado um pouco antes.
    Ó governantes e políticos canalhas de nascença,
    Infectados pelo satânico vírus Covidão!

    Dinheiro, poder e safadeza,
    O que vocês mais desejam aqui na terra.

    Bravatas e promessas vomitam de montão,
    Roubam feito milhões de ratos em várias fontes:
    As receitas da Nação sempre desviadas “por fora”.
    Seus dias estão contados e não será um mito qualquer
    Indicado para extermina-los, não será um sem-palavras
    Ladino aloprado, blasfemo e fazendo tipo do Bem.

    AHT
    26/04/2020

  21. Sabe aquela pessoa que tem cara de inteligente, jeito de inteligente, postura de lorde e junta um monte de palavras técnicas para parecer mais inteligente ainda! e depois vc chega a conclusão que ele na verdade é um burro?
    Pois é ! assim é Sergio Moro!

  22. “Moro disse em seu relato que houve, por parte do presidente, interferência em investigações feitas pela PF.”
    Não… Moro disse que havia TENTATIVAS insistentes de interferência, as quais o ex-ministro, obviamente, rechaçava. A interferência, de fato, veio com a exoneração de Valeixo, daí o pedido de demissão do Moro e a denúncia.

    Sobre a investigação do assassinato, ela está parada com um pedido de vistas, portanto, IMPOSSÍVEL ao Moro e ao Valeixo acelerar o que quer que fosse. Ou seja, um pedido impossível de Bolsonaro, e, portanto, uma “reclamação” que não procede.

  23. Provavelmente nem tudo que ambos falaram é verdade ou mentira. A verdade é que os dois sairão desse imbróglio com as imagens públicas muito arranhadas. Também é verdade que o Moro se uniu à Rede Globo, a maior inimiga do Governo, para prejudicar seu novíssimo desafeto o Presidente Bolsonaro. Este ato é imperdoável e me permite suspeitar do caráter do autor.
    A última verdade é que o Brasil é o grande perdedor.

  24. Prezado Guzzo,
    Gostei muito da sua análise. Comprova que cada envolvido tem a “sua versão” da história.
    Nesta situação específica eu não gostei da atitude de Moro. Se ele quisesse sair, simplesmente pedia demissão.
    Ele, ao meu ver, quis intensificar uma crise política e agravar a crise econômica que estamos vivendo.
    O que o motivou a “jogar esta bomba” não está claro para mim. Porém a consequência sim, esta claríssima: instabilidade política, instabilidade social, polarização, aceleração do desemprego e atraso na retomada econômica.
    Triste, muito triste.

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