Após ‘dossiê’, Feder perde força para o MEC e rebate críticas

Até o final da semana a nomeação do secretário de Educação do Paraná era dada como certa
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Secretário estadual de Educação do Paraná, Renato Feder | Foto: Secretaria de Educação do Paraná
Secretário estadual de Educação do Paraná, Renato Feder | Foto: Secretaria de Educação do Paraná

Até o final da semana a nomeação do secretário de Educação do Paraná era dada como certa

Renato Feder
Secretário estadual de Educação do Paraná, Renato Feder | Foto: Secretaria de Educação do Paraná

A indicação do secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para o Ministério da Educação perdeu força no fim de semana.

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Segundo informou a CNN Brasil, assessores do presidente Jair Bolsonaro prepararam e entregaram a ele, na sexta-feira 3, uma espécie de “dossiê” contra o economista e professor.

No documento, de 28 páginas, são elencadas ações da gestão dele no Paraná, como a produção de apostilas que incentivariam a “ideologia de gênero”.

Na manhã deste domingo, Feder fez uma série de publicações nas redes sociais afirmando que estão sendo divulgadas “muitas informações falsas” a seu respeito.

“É falso que tenha havido divulgação de livros com ideologia de gênero no Paraná. Não existe nenhum material com esse conteúdo aprovado ou distribuído pela Secretaria”, disse Renato Feder.

Ele destacou que não é vinculado a qualquer instituição educacional privada e a nenhuma ONG.

Feder disse que mudou de opinião sobre as ideias contidas no livro “Carregando o Elefante” lançado por ele em coautoria com Alexandre Ostrowiecki em 2007.

O “dossiê”, segundo a CNN Brasil, destaca trechos da obra no qual eles defendem propostas contrárias às pautas pregadas por Bolsonaro.

Entre elas, estão a defesa da redução de contingente das Forças Armadas e da legalização de “drogas hoje proibidas, desde que consumidas em locais pré-determinados e que seja proibido fazer propaganda”.

“Acredito que todos podem e devem evoluir em relação ao que pensavam na juventude. Gostaria de ser avaliado pelo que eu penso e faço hoje, como um gestor público, ao invés de um livro escrito quinze anos atrás”, disse o secretário de Educação do Paraná.

O ministério da Educação está sem titular desde a saída de Carlos Alberto Decotelli que ficou menos de uma semana no cargo após a constação de inconsistências no currículo dele.

A nomeação do secretário de Saúde do Paraná era dada como certa, inclusive, o ex-ministro Abraham Weintraub o parabenizou pelas redes sociais.

O nome do professor Aristides Cimadon, reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina, começa a ganhar força para assumir o Ministério da Educação.

 

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6 comentários Ver comentários

  1. “Tenho uma grande admiração pelo MST e suas escolas rurais, eles são responsáveis por levar educação a centenas de crianças em zonas rurais remotas” (Feder)
    Frase citada por um ouvinte há um ano atrás.
    #ForaFeder

  2. Pais curitibanos fizeram depoimentos contra ele nas redes sociais dos deputados bolsonaristas e estavam revoltados com a escolha. Muitas denúncias vieram à tona sobre o Feder é UM CAVALO DE TRÓIA.
    #ForaFeder

  3. Cara realmente tá difícil esse país.
    Enquanto Bolsonaro não parar de ouvir os toupeiras dos filhos e outros idiotas, isso vai sempre acontecer.
    O cara não tem coragem para nada,e o presidente ideal,manipulável e com a mente fraca!

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