Carteira Verde Amarela deve ganhar nova versão

Ministro Paulo Guedes estuda contratos mais simples, com menor interferência dos sindicatos, para tirar trabalhadores da informalidade.
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Nova versão da Carteira Verde e Amarela deve ser resposta de Guedes ao desemprego pós-pandemia | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil
Nova versão da Carteira Verde e Amarela deve ser resposta de Guedes ao desemprego pós-pandemia | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

Ministro Paulo Guedes estuda contratos mais simples, com menor interferência dos sindicatos, para tirar trabalhadores da informalidade

Nova versão da Carteira Verde e Amarela deve ser resposta de Guedes ao desemprego pós-pandemia | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

O Ministério da Economia prepara uma proposta de novo modelo de flexibilização dos contratos de trabalho como resposta ao desemprego que se avizinha com a redução do isolamento social provocado pela pandemia da covid-19. O governo espera para julho e agosto uma forte alta no índice e isso já gera preocupação no presidente Jair Bolsonaro, que exigiu do ministro Paulo Guedes rápidos resultados na área.

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O foco do novo programa imaginado pelo responsável pela Economia será uma versão modificada e mais ampla da Carteira Verde Amarela. A ideia é garantir novas contratações no mercado de trabalho no momento em que a demanda por bens e serviços continuar menor, depois da abertura da economia.

Guedes quer contratos mais simples, com menor interferência dos sindicatos, para trazer quem está hoje recebendo o coronavoucher de R$ 600 para o mercado formal. O “regime especial de combate ao desemprego em massa”, como o ministro tem chamado informalmente o programa, será uma porta de saída para esses trabalhadores excluídos do mercado formal.

Para isso, o ministro quer desonerar os encargos que as empresas pagam sobre a folha de pagamento, proposta discutida desde a campanha eleitoral e que até hoje não conseguiu emplacar.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o ministro usa a seguinte narrativa para emplacar o novo tributo que bancará uma desoneração ampla: a saúde precisará que recursos continuem fluindo, e o emprego precisa ser estimulado.

Para o economista Manoel Pires, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a paralisação no Brasil será mais longa e todas as evidências apontam que a demanda não voltará para o nível de antes da crise. “A saída da nossa crise vem com desemprego alto e informalidade elevada, um problema de antes da pandemia”, afirma. Para piorar, como as políticas de crédito não estão funcionando, muitas empresas têm mandado os empregados embora.

Para o economista do Ibre, julho vai ser o pico do problema, porque a economia estará voltando à normalidade com peso maior e se terá uma ideia melhor do estrago que foi feito. A estimativa é que o desemprego possa saltar dos atuais 12% para 20% em 2020.

 

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