Deltan Dallagnol é punido com censura pelo CNMP

Ex-coordenador da Lava Jato no Paraná foi acusado pelo senador Renan Calheiros
-Publicidade-
Ex-coordenador da força tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol | Foto: Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Ex-coordenador da força tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol | Foto: Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ex-coordenador da Lava Jato no Paraná foi acusado pelo senador Renan Calheiros

Deltan Dallagnol
Ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná Deltan Dallagnol
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por 9 votos a 1, o Conselho Nacional do Ministério Público puniu o ex-coordenador da Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol com censura por interferência na votação para a presidência do Senado em 2019.

-Publicidade-

Na prática, a penalidade de censura é a segunda mais grave aplicada pelo conselho. Ela atrasa a progressão na carreira e serve de agravante em outros processos.

Leia mais: “Quem vai mandar na Lava Jato?”, reportagem de capa da edição desta semana da Revista Oeste

Procuradores também podem ser punidos com advertência, suspensão, demissão ou cassação da aposentadoria.

A representação foi apresentada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que acusou Dallagnol de ter influenciado, pelas redes sociais, a eleição para a presidência do Senado em 2019.

Na ocasião, o procurador afirmou que a pauta anticorrupção dificilmente avançaria caso Calheiros fosse eleito. Ele foi derrotado por Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O procurador deixou a Lava Jato na semana passada alegando que vai se dedicar à saúde da filha.

Relator do caso

O relator do processo, conselheiro Otávio Rodrigues, fez críticas diretas a Dallagnol.

“O requerido ultrapassou os limites da simples crítica, ou manifestação desconfortável à vítima. Ele atacou de modo deliberado não somente um senador da República, mas o Poder Legislativo, constituindo violação a direito relativo à liberdade moral de terceiros e à imagem constitucional do Parlamento”, defendeu Rodrigues.

Gilmar Mendes

A ação havia sido travada em agosto pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, mas foi liberada na última sexta, 4, pelo ministro Gilmar Mendes.

Ele atendeu a um recurso da Advogacia-Geral da União que alertou sobre o risco de os processos contra Deltan prescreverem sem que fossem julgados e garantiu que a defesa do procurador teve todo o direito de se defender.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

7 comentários Ver comentários

  1. É, mais uma vez o rabo abanou o cachorro!!!
    A justiça brasileira é como o sábio goleiro Kafunga dizia, prá ela o errado é o certo.
    Dallagonol é um dos homens mais honrados que temos na justiça brasileira. Gostaria que fosse convidado para um cargo expressivo, ou mesmo candidato. Precisamos de homens do seu porte.

  2. Pois é, mais uma vez a banana comeu o macaco. Um procurador honrado é censurado enquanto que um senador de merda, vagabundo e corrupto, segue impune com a ajuda do canalha Gilmar Mendes.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.