PSDB, PL e PSD são campeões de prefeituras na Grande SP

Tucanos, liberais e pessedistas estarão à frente de 25 municípios
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Vista panorâmica de parte da cidade de São Paulo, que seguirá com Bruno Covas (PSDB) como prefeito | Foto: Canva
Vista panorâmica de parte da cidade de São Paulo, que seguirá com Bruno Covas (PSDB) como prefeito | Foto: Canva | vista panorâmica da capital paulista - prefeituras da grande são paulo

Tucanos, liberais e pessedistas estarão à frente de 25 dos 39 municípios da região

vista panorâmica da capital paulista - prefeituras da grande são paulo
Vista panorâmica de parte da cidade de São Paulo, que seguirá com Bruno Covas (PSDB) como prefeito | Foto: Canva
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As eleições de 2020 resultaram em vitórias de PSDB, PL e PSD na maioria dos municípios da região metropolitana de São Paulo. Organizado em 39 cidades, o território responsável há quatro anos por mais de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) de todo o Brasil terá 25 prefeituras administradas por tucanos, liberais e pessedistas a partir de 2021. Juntos, outros sete partidos comandarão o Poder Executivo em 14 localidades.

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Com a reeleição de Bruno Covas no segundo turno na capital paulista, o PSDB segue como o principal partido da região em número de prefeituras. Ao todo, os tucanos vão governar 11 cidades da Grande São Paulo. Entre esses municípios estará a trinca que forma a sigla do ABC Paulista: Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul*. Por lá, integrantes da legenda foram reeleitos em primeiro turno. As duas primeiras, aliás, eram redutos petistas, fazendo com que Paulo Serra (Santo André) e Orlando Morando (São Bernardo do Campo) revelassem os principais desafios de ser prefeito em lugares antes conduzidos pelo PT.

Domínio no ABC e na sub-região oeste

As vitórias do PSDB foram além do ABC. Tucanos também levaram a melhor na disputa majoritária em municípios das divisões leste (Poá), norte (Mairiporã) e sudoeste (São Lourenço da Serra*) da região metropolitana de São Paulo. O destaque para a sigla, contudo, foi a porção oeste. Das sete prefeituras da sub-região, a legenda do governador João Doria conquistou quatro. Assim, ganhou nas urnas o direito de administrar Barueri, Carapicuíba, Jandira e Santana de Parnaíba.

Sub-regiões liberais

Enquanto o PSDB dominará a sub-região oeste da Grande São Paulo, o Partido Liberal terá o maior número de prefeituras nas partes leste e sudoeste. Na primeira, também conhecida pela alcunha de Alto Tietê, políticos liberais foram eleitos prefeito em quatro das 11 cidades: Biritiba Mirim, Guararema, Salesópolis e Suzano. O domínio do PL também se forma na parte sudoeste da região. Por lá, as vitórias foram em Itapecerica da Serra, Juquitiba e Vargem Grande Paulista. Além disso, o partido levou a prefeitura de Ribeirão Pires.

Conquistas pulverizadas

Na contramão de PL e PSDB, com predomínio em determinadas divisões da região metropolitana, as conquistas do PSD se mostraram pulverizadas. Sem nenhuma prefeitura no ABC Paulista, o partido presidido nacionalmente por Gilberto Kassab elegeu prefeitos em cinco cidades de pequeno e médio porte. Dessa forma, o Poder Executivo em Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Cajamar, Pirapora do Bom Jesus e Cotia terá condução de um pessedista a partir do ano que vem.

Maior município do país sem status de capital estadual, com população estimada em quase 1,4 milhão de habitantes, Guarulhos completa a lista de vitórias do PSD na região metropolitana de São Paulo. Êxito que começou a ser construído antes mesmo do período eleitoral deste ano. Isso porque o hoje prefeito reeleito, Gustavo Henric Costa, o Guti, estava filiado ao PSB até abril, quando resolveu trocar de partido. Pela nova sigla, liderou a coligação que contou com nove legendas (incluindo o PSB) e superou o petista Elói Pietá no segundo turno.

guti - prefeito reeleito de guarulhos - psd - prefeituras da grande são paulo
Guti é o prefeito reeleito de Guarulhos; antes da campanha eleitoral, resolveu trocar o PSB pelo PSD | Foto: Reprodução/Instagram

Fora do pódio, mas com 5 vitórias

Com 11, oito e seis prefeituras, PSDB, PL e PSD aparecem, respectivamente, como os principais partidos da região metropolitana de São Paulo no quesito número de prefeituras conquistadas. Apesar de ficar de fora do pódio, o Podemos também se destacou de forma positiva. Candidatos do partido superaram os adversários em cinco municípios da Grande SP. Rio Grande da Serra, Mogi das Cruzes, Osasco, Itapevi e Taboão da Serra terão prefeito pertencente à legenda anteriormente chamada de PTN.

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Outros partidos

Dessa forma, mais seis partidos vão se dividir no comando das outras nove prefeituras da região. Isso se dará do seguinte modo:

  • PT (2)

Diadema e Mauá

  • Republicanos (2)

Embu das Artes e Francisco Morato

  • MDB (2)

Caieiras e Embu-Guaçu

  • PTB (1)

Franco da Rocha

  • PSL (1)

Santa Isabel

  • PP (1)

Itaquaquecetuba

Terceiro maior PIB do Brasil

Somadas as riquezas de todos os seus 39 municípios, a região metropolitana de São Paulo é responsável pelo terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, ficando atrás somente da União e do Estado de SP — do qual faz parte e foi responsável em 2016 por mais de 50%, segundo destaca a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano. No consolidado de quatro anos atrás, a região apresentou PIB superior a R$ 1,1 trilhão.

dados da grande são paulo
Foto: Edição sobre arte disponível no Canva

Leia a reportagem de capa “Os vencedores — PSD e Democratas avançam e projetam dois caciques partidários”, conteúdo do editor-executivo Silvio Navarro publicado na Edição 36 da Revista Oeste

Leia também: “Vereadópolis — O Brasil maravilha em que vivem os vereadores”, disponível na Edição 35 da Revista Oeste

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* Respectivamente, em São Caetano do Sul e São Lourenço da Serra, os tucanos José Auricchio Júnior e Fernandão venceram a disputa nas urnas, mas aguardam decisão do Tribunal Superior Eleitoral para saber se poderão ou não assumir a prefeitura em 2021. Num primeiro momento, as duas candidaturas aparecem com a marcação sub judice.

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