Salim Mattar: ‘O governo precisa dar segurança ao investidor’

O secretário do Ministério da Economia afirma que o Estado não vai tirar o Brasil do buraco
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O secretário especial de Desestatização, Salim Mattar | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL
O secretário especial de Desestatização, Salim Mattar | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

O secretário do Ministério da Economia afirma que o Estado não vai tirar o Brasil do buraco

O secretário especial de Desestatização, Salim Mattar | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL
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O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, criticou ontem numa entrevista coletiva o programa “pró-Brasil”, que foi desenhado sem a participação do Ministério da Economia. Tampouco faz parte dos planos de Paulo Guedes para tirar o Brasil do buraco.

Apelidado de “Plano Marshall” brasileiro, a iniciativa prevê um aporte de R$ 300 bilhões para a infraestrutura — R$ 250 bilhões em concessões e parceria público privada e outros R$ 50 bilhões de investimentos públicos. A coordenação será do ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto.

Mattar observa, porém, que o pacote econômico pós-Segunda Guerra Mundial só foi possível porque os Estados Unidos tinham recursos para financiar os projetos de infraestrutura. No caso do Brasil, o dinheiro está cada vez mais curto em razão dos gastos com as políticas de combate ao coronavírus.

“O governo brasileiro não precisa financiar infraestrutura. Basta dar segurança ao investidor. O que estão chamando de Plano Marshall é uma ideia embrionária, que é diferente dos planos do Ministério da Economia. O Plano Marshall dependeu de dinheiro dos Estados Unidos, mas o Brasil não tem dinheiro mais”, afirmou Mattar.

Resumindo, a ideia da Casa Civil significa mais intervenção do Estado da economia, ou seja, gastar o dinheiro dos pagadores de impostos. Em algum momento, essa conta terá de ser paga, e por você, pois o Estado não gera riqueza. Portanto, a iniciativa vai na contramão do plano de governo do presidente Bolsonaro.

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Em razão da pandemia de coronavírus, a meta de privatizações para este ano estimada em R$ 150 bilhões não será atingida. No entanto, Mattar afirma que pretende elaborar um plano ambicioso de desinvestimentos para 2021.

“Não há clima para venda de ativos. Tudo foi paralisado. A crise nos surpreendeu, e talvez não consigamos vender mais nada até o fim do ano. Não podemos vender empresas na bacia das almas”, observou, ao se referir às empresas estatais.

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