Revista Oeste - Eleições 2022

A estratégia cibernética de ‘hackers’ russos

Desde o início da guerra, 42 países foram alvos de ataques virtuais
-Publicidade-
Relatório da Microsoft identificou as nações que foram atacadas virtualmente
Relatório da Microsoft identificou as nações que foram atacadas virtualmente | Foto: Divulgação/Unsplash

Desde o início da guerra na Ucrânia, hackers russos lançaram ataques cibernéticos contra 42 países que apoiam os ucranianos. A revelação consta em um relatório da Microsoft divulgado na quarta-feira 22. Ao todo, 128 organizações foram atacadas.

De acordo com a empresa de tecnologia norte-americana, os hackers tiveram como alvo principalmente computadores governamentais de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A Microsoft não divulgou a lista completa dos 42 países afetados, mas indicou alguns, como os Estados Unidos, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia e Turquia.

-Publicidade-

Segundo o presidente da Microsoft, Brad Smith, as agências de inteligência russas aumentaram as tentativas de invasão de redes e as atividades de espionagem contra países aliados da Ucrânia, desde o início da guerra, em 24 de fevereiro.

De todas as tentativas de ataque identificadas pela Microsoft desde o início da guerra, 30% foram bem-sucedidos, e em alguns casos os hackers obtiveram informações confidenciais das organizações visadas.

O relatório também revelou que, no início da guerra, a Rússia realizou ataques cibernéticos contra a infraestrutura digital do governo da Ucrânia. Kiev conseguiu, porém, impedir esses ataques graças principalmente a medidas de precaução. Uma semana antes da invasão, a Ucrânia deixou de armazenar seus dados localmente em servidores nos prédios governamentais e optou por salvá-los na nuvem.

A estratégia dos hackers

Segundo o levantamento da Microsoft, a estratégia russa no campo cibernético no âmbito da invasão da Ucrânia está sustentada em três pilares: 1) ataques cibernéticos destrutivos contra países vizinhos, 2) invasão de redes e espionagem fora do território ucraniano e 3) operações digitais para ganhar influência em todo o mundo.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

2 comentários Ver comentários

  1. Acredito que o ocidente deva aprimorar os sistemas anti-satélite. Já que os russos fazem ataques cibernéticos livremente, o ocidente deveria destruir seus satélites de comunicação livremente também. Aí seus mísseis não teriam efetividade, sua comunicação estaria prejudicada e sua agressividade com qualquer País teria que ser repensada.

  2. Seria muito doloroso para o governo Russo, assistir o crescimento da Ucrânia, com o aumento das liberdades e criatividade de um povo livre, com possibilidade de haver uma debandada de russos para a Ucrânia Livre.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.