A tecnologia promete revolucionar a forma como os alimentos são consumidos e vendidos pelos supermercados, para evitar os desperdícios.
A startup norte-americana Strella Biotech desenvolveu sensores com o uso de inteligência artificial para determinar quais frutas e quando podem ser colocadas à venda. A intenção é disponibilizar os alimentos prontos para o consumo e evitar o desperdício.
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Os sensores — do tamanho de um iPhone — monitoram o etileno, um gás produzido por frutas e vegetais à medida que amadurecem.
Ao colocar sensores dentro das salas de armazenamento, por exemplo, é possível indicar com antecedência qual fruta está mais próxima do tempo de estragar. Atualmente, a startup já atua com outras companhias nos Estados Unidos, monitorando o depósito para recomendar que frutas devem ser enviadas ao mercado, com base na maturidade de cada uma.
A empresa já trabalha com maçãs e peras e está começando a fazer a medição com os kiwis. Segundo a fundadora da startup, Katherine Sizov, o próximo passo são os abacates.
“Os abacates são muito duros ou muito moles”, disse Sizov, que desenvolveu a tecnologia como estudante de biologia molecular na Universidade da Pensilvânia. “Você acaba gastando para comprar os abacates, e então metade deles estraga antes mesmo de você guardá-los.”
A maioria dos agricultores confia na intuição e nos dados para selecionar as frutas que enviam ao mercado, disse Sizov, “mas, quando chegam ao varejo, os produtos estão basicamente maduros demais, o que altera o sabor”.
Ainda segundo a empresa, ao trabalhar com grandes varejistas, “apenas alterando a ordem em que estão enviando os produtos para a loja”, é possível reduzir o desperdício em até 50%.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, atualmente, cerca de 40% dos alimentos disponibilizados no varejo não são consumidos porque passaram do tempo e ficaram maduros demais.
A startup ainda pretende usar a inteligência artificial para melhorar os dez itens de produção que mais contribuem para o desperdício de alimentos, que incluem maçãs, peras, abacates, bananas, mangas e kiwis.
Leia também: “A liderança do Brasil no agro incomoda”, reportagem de Fábio Matos publicada na edição 86 da Revista Oeste
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