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Tecnologia

Banco Central vai regular mercado de criptoativos

A intenção é garantir a segurança das operações

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Para o presidente do BC, o controle de risco e a captação bancária ficariam mais eficientes e mais baratos com a tokenização | Foto: Alan Santos/PR

O Banco Central (BC) pretende regular o mercado de criptoativos para garantir o lastro das operações (segurança do ativo). A afirmação foi feita pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, em um evento realizado na segunda-feira 6, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, “as pessoas não estão comprando criptoativos, elas estão comprando certificados que supostamente têm um criptoativo por trás”, o que, segundo ele, é preocupante.

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“O BC vai regular o câmbio de criptoativos para garantir que quem vende algo tenha aquilo”, disse Campos Neto.

O presidente do BC ressaltou que a regulação de criptoativos representa um desafio para autoridades em todo o mundo, que buscam permitir a segurança nos ganhos com as inovações sem fechar a porta para novas tecnologias, que ainda são desconhecidas. “O maior desafio é regular o futuro. Quando você cria uma regulação não é para hoje”, observou.

O presidente do BC destacou ainda que os criptoativos cresceram mais no Brasil como investimento do que como meio de pagamento e destacou que há concentração de custódia desses ativos. “80% dos ativos em cripto estão em quatro custodiantes”, afirmou.

Cartão vai desaparecer?

O titular do BC afirmou ainda que a tendência é que o cartão de crédito e  débito físico desapareça com a criação de wallets (carteiras) virtuais integradas.

“Acho que a verdadeira questão é o canal para fazer transações bancárias. Hoje em dia, você abre o aplicativo do banco, não acho que isso vai existir por muito tempo. Vamos ter o conceito de wallets integradas. Vai ser o fim do cartão físico como conhecemos hoje”, ressaltou.

Campos destacou que inovações no sistema de pagamentos vieram do período de inflação elevada. Para ele, o movimento de inovação tecnológica foi acelerado pela pandemia. Além disso, ele afirmou que novos modelos de negócio foram criados com o Pix — pagamento instantâneo.

“No interior do país, dinheiro em espécie era um problema. Muitos municípios não têm banco, as pessoas precisavam ir a outra cidade para sacar dinheiro. Criamos uma solução, que foi o Pix saque e o Pix troco”, disse.

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