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Tecnologia

Empresa brasileira quer popularizar piscinas de surfe no país

Projeto promete reduzir quase pela metade o custo das ondas artificiais

Ilustração de complexo de lazer com piscina de ondas artificiais, em Atibaia | Foto: Reprodução/X
Ilustração de complexo de lazer com piscina de ondas artificiais, em Atibaia | Foto: Reprodução/X

Uma empresa brasileira está apostando em uma tecnologia própria para tornar mais baratas as piscinas de ondas artificiais usadas no surfe. A ideia é diminuir os custos de construção desses espaços e ampliar o acesso ao esporte, que hoje ainda está muito ligado a condomínios e clubes de luxo.

Atualmente, projetos de inovação desse tipo no Brasil podem custar entre R$ 120 milhões e R$ 200 milhões, dependendo do tamanho da estrutura e da tecnologia utilizada. Em alguns clubes privados, o valor para se tornar sócio ultrapassa R$ 1 milhão.

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Empresa prevê até 50% de economia

A empresa Infinity Wave afirma que conseguiu reduzir quase pela metade o custo da tecnologia. Segundo os responsáveis, uma piscina que antes sairia por cerca de R$ 140 milhões poderia ser construída por aproximadamente R$ 80 milhões usando o novo sistema brasileiro.

O funcionamento da tecnologia é relativamente simples. A piscina utiliza um conjunto de 30 placas móveis instaladas no fundo da estrutura. Essas placas mudam de posição em tempo real e alteram a inclinação da água, criando diferentes tipos de ondas. Tudo é controlado por software.

Leia também: “Corrida tecnológica entre EUA e China”, reportagem publicada na Edição 323 da Revista Oeste

As ondas são produzidas por um sistema mecânico que movimenta a água em duas direções ao mesmo tempo. Com isso, surfistas podem utilizar os dois lados da piscina simultaneamente. A tecnologia também permite ajustar altura, velocidade e formato das ondas, atendendo desde iniciantes até atletas profissionais.

O primeiro grande projeto da empresa será o Ilhas Beach Club, em Atibaia, interior de São Paulo. O complexo inteiro deve receber investimento de cerca de R$ 500 milhões, sendo R$ 100 milhões destinados especificamente ao clube de surfe. Em São Paulo, segundo o site Infomoney, a JHSF anunciou um clube de surfe artificial voltado para o público de alta renda, com investimento estimado entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões. 

No exterior, piscinas de ondas já são usadas até em etapas da Liga Mundial de Surfe. Um dos exemplos mais conhecidos é o sistema criado pelo surfista americano Kelly Slater, que utiliza uma espécie de trilho mecânico para empurrar grandes volumes de água e gerar ondas semelhantes às do mar.

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