publicidade
Tecnologia

Empresas brasileiras vão apostar em carne cultivada em laboratório

O produto deve ser produzido e comercializado no país a partir de 2024

O Brasil deve entrar no mercado de carne cultivada em laboratório em 2024. Segundo a The Good Food Institute (GFI), organização que financia projetos e pesquisas no segmento, o produto será produzido e comercializado no país como proteína alternativa, tanto a partir de vegetais quanto de carne cultivada. No Brasil, há 57 universidades e centros de pesquisa tocando projetos ligados ao setor, atualmente.

A carne cultivada é um método de produção de alimentos de origem animal por meio da extração de células-tronco. Elas são processadas em biorreatores que proporcionam condições necessárias para proliferação e segurança biológica contra contaminações até o produto final, que é extraído por meio de impressão 3-D.

Receba nossas atualizações

Atualmente, Cingapura é o único país a permitir a venda de produtos de proteína alternativa. E, em 17 de novembro, o FDA, agência norte-americana reguladora de medicamentos e alimentos, aprovou, pela primeira vez, a comercialização de carne criada em laboratório. A licença vale só para a carne de frango.

Na União Europeia, a expectativa é que até o fim deste ano se iniciem os processos para aprovação da carne cultivada, com os primeiros produtos sendo comercializados em 2024, assim como no Brasil.

As carnes de laboratório

O processo, obviamente, não é milagroso. As células precisam de nutrientes para crescer na estufa. O que leva a uma contradição. O nutriente mais comumente usado por enquanto é o FBS, ou “soro fetal bovino”, que vem justamente do sangue retirado de vacas prenhes pouco antes do abate. As companhias do setor estão procurando um nutriente sintético que substitua o FBS.

O primeiro hambúrguer criado a partir de células surgiu em 2013, na Universidade de Maastricht, na Holanda, numa experiência do professor Mark Post. O evento histórico envolveu sua degustação ao vivo por uma emissora de TV britânica. O hambúrguer original de Mark Post custou US$ 330 mil para ser produzido. Em oito anos, esse custo já caiu para menos de R$ 40 por unidade.

O preço não assusta os investidores, que estão entusiasmados com a ideia. A onda inicial está sendo chamada de “estratégia Tesla”: começar com produtos de alto luxo e popularizar, conforme esse mercado de elite se estabeleça.

Leia também: “Mais boi, menos pasto e mais picanha”, reportagem de Evaristo de Miranda publicada na edição 135 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

5 comentários
  1. Eldo Carlos de Azevedo Lima
    Eldo Carlos de Azevedo Lima

    Tô fora. Só como carne se fizer “miau” ou mugir. Kkkkkkkkkkkkk…

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Podem exportar para a união européia ou nove zelândia, que esse produto terá muita aceitação. Quanto aqui, tem muita gente que só não se sabe se come merda porque não dá para ver o que fazem na privada após uma boa defecagem.

  3. perambulando pelo mundo sem ideologias
    perambulando pelo mundo sem ideologias

    Disseram que a partir de 2035, quase toda carne será artíficial

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade