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Tecnologia

Fim do WhatsApp ilimitado está na mira das operadoras

Plataforma de mensagens representa o principal uso dos smartphones no Brasil

whatsapp ilimitado
Acesso ilimitado ao WhatsApp incentiva brasileiros a assinarem planos de operadoras de telefonia | Foto: Wikipedia/Helar Lukats

Os executivos das principais operadoras do Brasil, Tim, Claro e Vivo, estão discutindo o fim do WhatsApp ilimitado. O jornal Folha de S.Paulo divulgou a informação nesta segunda-feira, 17.

Tanto a Tim como a Claro, assim como a Vivo, oferecem acesso ilimitado ao WhatsApp em seus planos. Ou seja, o consumo de internet do aplicativo de mensagens não é considerado no limite de acesso aos pacotes de dados contratados pelos clientes.

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A vantagem do WhatsApp ilimitado impulsionou a venda dos planos das principais operadoras em todo o país. Afinal, 62% dos brasileiros acessam a internet somente pelo celular. E, além disso, trocar mensagens pelo app é hoje o principal uso de smartphones no Brasil.

Por que as operadoras podem acabar com o WhatsApp ilimitado

Oferecer WhatsApp ilimitado encare os planos de telefonia, indicam estudos | Foto: Pixabay
Oferecer WhatsApp ilimitado encare os planos de telefonia, indicam estudos | Foto: Pixabay

José Felix,  presidente do grupo Claro Brasil, disse que é um “erro” oferecer WhatsApp ilimitado, em um evento de inovações em telecomunicações realizado em junho. Ele disse que a empresa de telefonia tem gastos milionários para manter o acesso ilimitado a plataformas das big techs.

A Claro oferece acesso limitado não só ao WhatsApp, mas também ao Waze e às redes sociais Instagram, TikTok e Facebook. A Tim, por sua vez, dá acesso ilimitado ao WhatsApp e ao Deezer nos planos pré-pagos e pós-pagos, que também oferecem Instagram, Facebook e Twitter ilimitados.

Já a Vivo é a operadora menos generosa com os usuários: só dá acesso ilimitado ao WhatsApp e, em alguns planos, pós-pagos inclui também o Waze.

Felix, da Claro, também acrescentou que a estratégia fere o princípio da neutralidade da rede, determinado pelo Marco Civil da Internet. Nesse sentido, o executivo acredita que o oferecimento do WhatsApp ou outros aplicativos de modo ilimitado precisa ser revisto para que novos acordos considerem “o tamanho díspar das principais empresas de tecnologia, como Meta, Google e Apple”.

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