Jornalistas do New York Times podem abandonar o Twitter

Memorando orienta funcionários a deixarem de usar a rede social
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Sede do jornal em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Sede do jornal em Nova Iorque, nos Estados Unidos | Foto: Pixabay

O New York Times iniciou um processo para rever a política de recomendação do uso do Twitter entre funcionários. Vazado na quinta-feira 7, um memorando assinado pelo editor-executivo do jornal, Dean Baquet, orienta jornalistas a deixarem de usar a plataforma ou “reduzir significativamente” o tempo gasto na rede social.

“Está claro que precisamos redefinir nossa postura no Twitter para a redação”, escreveu Baquet, ao mencionar supostos casos de assédio contra profissionais da imprensa na big tech. “Por isso, estamos fazendo algumas mudanças”.

Política sobre o Twitter não foi sempre assim

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A mais recente diretriz de conduta para funcionários do jornal nas redes sociais havia sido revisada em novembro de 2020. Trechos do manual recomendavam o uso das plataformas para amplificar o alcance das matérias.

“Queremos que a nossa redação abrace as mídias sociais — que nos oferecem tantas oportunidades de nos conectar com leitores, ouvintes e telespectadores ampliando o alcance”, orientava o antigo manual.

Contradição

Ao reconhecer a contradição, Baquet se dispõe a alterar também a política de compliance (conjunto de regras) da empresa. Ele citou “incentivos, caso decidam se afastar das mídias sociais” e a “orientação e proteção contra assédio”, sobre a qual prometeu dar “mais detalhes” em outro informe.

“Podemos estar focados excessivamente em como o Twitter reagirá ao nosso trabalho, em detrimento da nossa missão e independência”, observou Baquet. “Podemos dar respostas improvisadas que prejudicam nossa reputação jornalística.”

Baquet também mencionou o risco de as páginas do jornal se tornarem “câmeras de eco”. No meio jornalístico, a expressão caracteriza um ambiente onde um conjunto de informações se retroalimentam por repetição, tendendo ao enviesamento.

“Todos nós podemos usar esse momento para refletir sobre a cultura de nossa redação — tanto on-line quanto pessoalmente — e como podemos ajudar a moldá-la”, finalizou o memorando.

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17 comentários Ver comentários

  1. A VERDADEIRA liberdade de expressão, que será provavelmente imposta por Musk, incomoda qualquer totalitarista esquerdopata. Eles odeiam o contraditório porque sabem que não têm razão em nada.

  2. Querem aprender jornalismo verdadeiro???? informem o correto e não deem opinião. Ao eleitor é dado o direito de fazer a sua própria opinião… Não precisamos de jornalistas partidários e sim de informações verdadeiras. Tomem aulas com os jornalistas sérios. Ex. Augusto Nunes, José Maria, mestre Fiúza, J.R. Guzzo….uma dica aos “jornalistas” brasileiros, que andam pelo mesmo caminho do citado na reportagem…

  3. É claro que a intenção de cancelar o Twitter é atingir Elon Musk. Se eu fosse o magnata, compraria o jornal e montaria um grande conglomerado jornalístico próprio.

  4. Estão sentindo 😂😂 se fossem os donos da verdade como a imprensa e seus asseclas tanto querem fazer parecer, isso não estaria acontecendo, não estariam diminuindo o contato pelas redes, mas sim, aumentando a pressão, isso é vem sintomático sobre a verdadeira realidade!! A mídia podre e corrupta está sucumbindo, já vão tarde 👋

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