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Tecnologia

Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas

Pesquisa da CNI indica defasagem em habilidades ligadas à tecnologia e diferença entre faixas etárias

O Google já havia adotado medidas semelhantes em outras plataformas, como a integração de informações confiáveis em seu buscador e no YouTube, depois de críticas sobre a segurança dos serviços | Foto: Reprodução/Freepik
O Google já havia adotado medidas semelhantes em outras plataformas, como a integração de informações confiáveis em seu buscador e no YouTube, depois de críticas sobre a segurança dos serviços | Foto: Reprodução/Freepik | Foto: Reprodução/Freepik

O novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44,5% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto nesse tipo de habilidade, que inclui uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas.

Quando consideradas também atividades básicas, o índice de domínio sobe para pouco mais de 54%. A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: mercado de trabalho na visão da população” divulgou os dados nesta sexta-feira, 17.

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Diferença entre idades expõe lacuna

A especialista em Polícias e Indústrias da CNI, Claudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço das tecnologia, como a indústria 4.0, a robotização e a inteligência artificial.

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Os dados revelam uma diferença relevante entre faixas etárias. Jovens de 16 a 24 anos concentram os maiores índices de domínio, com 65,7%. Na sequência aparecem pessoas de 25 a 34 anos, com 63,2%.

A partir daí, o porcentual recua de forma progressiva. Entre 35 e 44 anos, fica em 53,4%. Na faixa de 45 a 59 anos, cai para 36%. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega a 9,9%.

Especialista da CNI diz que brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando avanço tecnológico | Foto: José Paulo Lacerda / CNI

A avaliação da CNI indica necessidade de maior qualificação da população para acompanhar o avanço das tecnologias, especialmente em áreas ligadas à automação e à inteligência artificial.

O estudo também menciona análise do Observatório Nacional da Indústria sobre novas ocupações ligadas à IA. A entidade identifica seis funções emergentes, com potencial de gerar ao menos 4.950 vagas.

A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus, com 2 mil  entrevistados de 16 anos ou mais, distribuídos pelos 26 Estados e pelo Distrito Federal. As entrevistas ocorreram entre 10 e 15 de outubro de 2025.

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1 comentário
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Vamos por partes: fui um dos pioneiros a utilizar computador em sala de aula em universidades da região. Apesar de ter algum conhecimento com tecnologia avançada (hoje em dia meoss), não utilizo o celular para ler a oeste por exemplo. Utilizo mais computador ou notebook. É uma escolha de quem tem 77 anos. Celular é para comunicação com os filhos, netos, menos de dez amigos e médicos. Nâo sei se este pitem erfil aparece na pesquisa.
    Tenho notado que a maioria das pessoas acima dos 60 nunca tiveram contato com computador ou notebook e não dominaram esta tecnologia. Psssaram direto para celular, e ainda com limitações e utilização não acadêmica, científica ou de conexões com informações de primeira linha. Quase digo o seguinte: se na minha época como professor a gente se preocupava com o nível de leitura em livros, agora fico preocupado com o pouco uso do notebook. Claro que existem causas: no interior somente ha pouco tempo chegou a internet. Também o nível de escolaridade e até mesmo intelectual deve influceniar o resultado. Aquela estatística internacional em que coloca o Brasil nas últimas colocações no desempenho escolar é um item a a ser explorado na análise macro. O custo para adquirir os equipamentos da “nova tecnologia” é outro peso nas costas do brasileiros. Notebook e facebook estão reesistindo. Muitos jovens também não utilizam tecnologia para aprender ou adquirir “cultura”.

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