No litoral brasileiro, algas fornecem potássio para produção de fertilizantes

Insumo é necessário para o agronegócio mundial
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A macroalga vermelha Kappaphycus alvarezii
A macroalga vermelha Kappaphycus alvarezii | Foto: Reprodução/Epagri

Entre as estratégias para diminuir a dependência brasileira pela importação de fertilizantes, existe o incentivo à produção de biofertilizantes. Uma ajuda pode vir de algas produzidas no litoral brasileiro.

Jorge Seif, secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, postou um vídeo em seu Twitter sobre o assunto. “A nossa secretaria não é só tilápia, camarão e atum”, disse. “Nós também regulamentamos a produção de macroalgas, que podem contribuir com a independência brasileira desses insumos.”

De acordo com Seif, no Brasil, algumas empresas já produzem potássio a partir de algas no país. No vídeo, aparece um rótulo da Alagamar, fabricado pela Bioqualitá.

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No site da empresa, ele é anunciado como “nitrogênio, fósforo e potássio”, além de outros nutrientes. A fonte é uma macroalga vermelha Kappaphycus alvarezii, que tem origem nas Filipinas, mas foi introduzida no litoral brasileiro há alguns anos.

Algumas empresas já cultivam essa alga no litoral sul do país. “Estamos atuando junto com o Ibama para que essa produção seja estendida ao Nordeste brasileiro”, disse o secretário. “Lá no Nordeste, graças à incidência de luz, podemos produzir dez vezes do que produzimos no Sul.” E completou: “Essa é uma alternativa de renda extra para aquicultura e também para a produção de biofertilizantes a partir algas no Brasil”.

Sebastião Silvério, representante da Bioqualitá, afirma que a produção da Kappaphycus alvarezii ocorre há mais de cinco anos no litoral brasileiro. “Ela se adapta muito bem nas águas litorâneas brasileiras”, informou.

Leia também: “Potássio para dar e vender”, reportagem de Artur Piva para a Edição 102 da Revista Oeste

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