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Alemanha teria pedido ajuda ao Brasil para doar blindados à Ucrânia

Os alemães estariam dispostos a adquirir 300 mil munições do Brasil para enviar os tanques aos ucranianos
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O Flakpanzer Gepard é uma viatura blindada de combate antiaéreo dos anos 1970. Brasil possui 34 veículos
O Flakpanzer Gepard é uma viatura blindada de combate antiaéreo dos anos 1970. Brasil possui 34 veículos | Foto: Wikipedia

A Alemanha quer a ajuda do Brasil para viabilizar a entrega de blindados de defesa antiaérea para a Ucrânia lutar na guerra contra a Rússia. A informação foi divulgada em reportagem de quinta-feira 28 pelo jornal Folha de S.Paulo.

O envio dos Flakpanzer Gepard foi anunciado na terça-feira 26, mas empaca na falta de munição para o modelo dos anos 1970, que Berlim deixou de operar em 2010.

Em 2013, o Exército brasileiro comprou 34 Gepard versão 1A2 da Alemanha, visando à segurança de grandes eventos. Ainda segundo a reportagem, o Exército brasileiro havia procurado a Alemanha para revender os blindados, sem sucesso, e chegou a oferecê-los ao Catar. A intenção do Brasil de se livrar dos Gepard decorre da obsolescência dos modelos e do fato de que o país não tem uma defesa aérea coesa, algo que está em estudo agora. Hoje, opera mísseis russos portáteis e esses canhões, que são insuficientes para deter ameaças mais sérias.

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Oficialmente, Exército não recebeu pedido

Segundo a publicação, os alemães sondaram o governo brasileiro, mas não há definição. Oficialmente, a intenção não chegou ao Exército, que opera os blindados.

“O Centro de Comunicação Social do Exército informa que, até o presente momento, o Exército brasileiro não recebeu nenhum pedido para fornecimento de munição do sistema antiaéreo Gepard para a Alemanha, a fim de ser encaminhada à Ucrânia”, disse a Força.

Ainda segundo a reportagem, é altamente improvável que o governo Bolsonaro fizesse tal negócio, dada sua posição de neutralidade crítica à guerra.

Além do Brasil, apenas a Jordânia (60 blindados) e a Romênia (36) operam o veículo.

Situação vexatória

O caso havia sido revelado inicialmente pelos jornais alemães Frankfurter Allgemeine Zeitung e Bild, e a situação parece vexatória para a Alemanha, que vinha resistindo a enviar material mais pesado para Kiev, devido à sua decantada dependência do gás e do petróleo da Rússia, que apesar de todas as sanções seguem fluindo para o país.

O problema é que a KMW, fabricante do Gepard, que tem cerca de 50 guardados em estoque, só tem, segundo os jornais, 23 mil cartuchos de 35 milímetros usados pelos canhões do modelo contra alvos aéreos em baixa altitude. Com uma cadência de 1,1 mil tiros por minuto, isso dá pouco mais de 20 minutos de operação em apenas um blindado.

Para complicar a situação, o governo suíço afirmou que não permitiria a exportação da munição em poder da Alemanha. Os canhões do Gepard são feitos no país alpino pela Oerlikon, e a autorização é estipulada em contrato com os alemães. A Suíça permanece neutra na guerra, apesar de ter adotado sanções econômicas contra Moscou.

Os jornais, assim como a agência norte-americana Bloomberg, citaram apenas conversas com o Brasil e com os países árabes, supondo que a Suíça não protestaria, deixando, de forma curiosa, a Romênia de lado. As reportagens falam em aquisição de 300 mil cartuchos, o que também obrigaria economia nos tiros.

“Se o Ministério da Defesa alemão fracassar em adquirir munição nos próximos dias, a Ucrânia vai, provavelmente, ter de recusar a oferta”, disse o embaixador de Kiev na Alemanha, Andjij Melnik, à N-TV alemã, na quarta-feira 27.

Os Gepard são o chassi de um antigo tanque Leopard-1 com uma torre com dois canhões. Ele é usado para defesa de ponto ou para cobrir colunas de blindados em movimento — um provável emprego na Ucrânia, onde aviões de ataque russos Su-25 voam bastante baixo.

Leia também: “A Ucrânia resiste”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na edição 102 da Revista Oeste

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14 comentários Ver comentários

  1. Doar??? Esses material comprado pelo Dilmanta e lulalarápio$, deve ter saído por uma fortuna, e ainda o exército deve ter gasto muito com reparos, manutenção, reformas, etc. Na hora de falar mal do Brasil se juntam, agora querem q entramos em guerra, vamos ficando por aqui na Paz, já basta os inimigos internos antipatriotas?

  2. Comprados há 9 anos e já com municão compatível fora de produçao? Uai, mas que negocinho bom nós fizemos, sô!
    Todo dia saem de casa um esperto e um otário. Quando eles se encontram, dá negócio. Ou saem um corrupto e um corruptor e aí…..

  3. É por isso que a alemanha e a frança tem tanto interesse no Luladrão ou no pato Moro.O Brasil sempre foi comprador de refugos e sempre participou atendendo aos interesses de nações que nunca nos retribuiram. Nada como um governozinho corrupto para essas negociatas. Os fertilizantes valem mais do que esses tanques velhos.

  4. E simples: É só tirar esses tais canhões obsoletos e montar uma estrutura para lançamento de mísseis, fica um veículo blidado lançador de mísseis e quanto aos canhões Oerlikon façam uma doação para os suiços, seus fabricantes. Tranqueira inútil.

  5. Que ajudar, que nada! A Alemanha é o mais rico da Europa, não é? Economizou em troca de sua soberania energética. Faz eles pagarem por cada bala! Ou eles terão gás e petróleo de graça da Rússia? Manda chamar Merkel, Di Caprio e Greta pra negociarem a obtenção bélica com o nosso presidente agora, manda!

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