O Brasil registrou piora na prevalência do crime organizado, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, 11, pela Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC). O país ocupa agora a 14ª posição no Índice Global de Crime Organizado, que avalia 193 nações. Em 2023, o Brasil estava na 22ª colocação.

A pesquisa analisou dados de 2021 a 2025 e considerou tanto o nível de criminalidade quanto a capacidade dos Estados de combater grupos criminosos. As pontuações variam de 0 a 10 e medem o impacto do crime organizado com base em fatores como estrutura das organizações e mercados ilícitos em operação.
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Já na classificação de resiliência, o Brasil aparece em 86º lugar, avanço em relação à 94ª posição registrada em 2023. Ainda assim, o país integra o grupo de 66 nações com alta criminalidade e baixa capacidade de enfrentamento, ao lado de México, Camboja, Rússia, Camarões e Etiópia. O pior desempenho é o de Mianmar, na Ásia.

O estudo mostra que países com baixo índice de resiliência enfrentam ameaças significativas em diversos mercados ilícitos e têm falhas nos mecanismos de combate.
Ranking de criminalidade
- Mianmar (8.08)
- Colômbia (7.82)
- México (7.68)
- Paraguai (7.48)
- Equador (7.48)
- República Democrática do Congo (7.47)
- África do Sul (7.43)
- Nigéria (7.32)
- Líbano (7.30)
- Turquia (7.20)
- Quênia (7.18)
- Iraque (7.17)
- Honduras (7.10)
- Brasil (7.07)
- Líbia (7.05)
- República Centro-Africana (7.03)
- Afeganistão (7.02)
- Camboja (7.02)
- Síria (6.98)
- Venezuela (6.97)
Crime organizado: relatório destaca aumento dos crimes financeiros
Globalmente, os crimes financeiros seguem como o mercado mais lucrativo e registraram a maior expansão desde 2023. Além disso, o relatório mostra crescimento do tráfico de cocaína e drogas sintéticas, enquanto maconha e heroína perdem espaço.
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A maconha, no entanto, continua sendo a droga mais consumida no mundo. Os pesquisadores relacionam a expansão da cocaína à América do Sul e destacam o alcance internacional dos cartéis que operam na região.
Em comparação, o mercado de drogas sintéticas se mostra mais descentralizado e flexível. Ele tem centros de produção próximos aos consumidores, o que reduz custos operacionais e de transporte.
Além do tráfico e dos crimes financeiros, o estudo cita o aumento de delitos não violentos e cibernéticos. A falsificação também cresce, impulsionada pela inflação global e pelas guerras comerciais, que levam consumidores a buscarem produtos mais baratos.
Segundo o levantamento, grupos infiltrados no Estado são os mais comuns no mundo. Em 80 dos 193 países analisados, eles exercem influência classificada como severa sobre o poder público.
De acordo com a GI-TOC, o crime organizado não apenas se expande, mas se reorganiza. “As evidências apontam para mudanças profundas na dinâmica do cenário criminal”, afirma o texto. O relatório alerta ainda para a redução da cooperação internacional no combate ao crime transnacional, em razão do enfraquecimento do multilateralismo.
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Essa GI-TOC TOC, TEM QUE CLASSIFICAR O BRASIL NO “TOP 5” NA PROTEÇÃO AOS TRAFICANTES AMIGUINHOS LULADRÃO.