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Brasil

Ciclone extratropical causa estragos no Rio Grande do Sul

Danos foram registrados em 46 municípios

Ciclone Rio Grande do Sul
De acordo com a Defesa Civil, pelo menos 46 municípios já contabilizam prejuízos e ao menos 468 mil moradores do Estado estão sem fornecimento de energia elétrica | Foto: Divulgação/Inmet

O ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul provocou temporais ao longo da noite de quarta-feira 12 e da madrugada desta quinta-feira, 13. Os ventos e as fortes chuvas causaram estragos em cidades de diferentes regiões do Estado.

De acordo com a Defesa Civil gaúcha, pelo menos 46 municípios já contabilizam prejuízos. Ao menos 468 mil moradores do Estado estão sem fornecimento de energia elétrica.

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Todo o Rio Grande do Sul está sob alerta. Escolas públicas, colégios particulares e universidades suspenderam as aulas devido às condições climáticas adversas. Além disso, 12 rodovias sofreram algum tipo de bloqueio.

Em entrevista à rádio CBN, o governador do Estado em exercício, Gabriel Souza, disse que investiga a causa da morte de uma pessoa, que teria acontecido em Rio Grande, no Sul do Estado, em consequência da queda de uma árvore. No entanto, ele faz a ressalva de que a informação é preliminar e que ainda não é possível afirmar que tenha sido devido ao ciclone.

Leia também: Alerta vermelho: ciclone extratropical atinge nível mais alto de perigo

Três cidades decretam situação de emergência

Três cidades decretaram situação de emergência por causa dos estragos causados pelas chuvas. Em Vera Cruz, a 161 quilômetros de Porto Alegre, Sobradinho, na Região Central do Rio Grande do Sul, e Joia, no noroeste gaúchos, os moradores foram afetados pelas chuvas e a queda de granizo.

Ponte submersa e rodovias bloqueadas: estragos no Rio Grande do Sul por causa do ciclone

Na Serra Gaúcha, a ponte que conecta Guaporé a Anta Gorda ficou totalmente submersa devido ao aumento do nível do Rio Guaporé. Os motoristas podem fazer desvios pelas rodovias ERS-129, passando por Encantado, e ERS-332.

Em Caraá, no litoral norte, onde ocorreram danos e mortes durante a passagem do ciclone em junho, o Rio dos Sinos também subiu com as intensas chuvas. A prefeitura e a Defesa Civil alertam para a possibilidade de chuva acumulada acima de 150 milímetros e ventos de até 120 quilômetros por hora.

Leia também: Chuva de granizo, casas destelhadas e escolas suspensas: o caos do ciclone no Rio Grande do Sul

Já em Maquiné, outra localidade fortemente afetada pelo ciclone, o Rio Forqueta também apresentou aumento no nível de água.

Defesa Civil pede atenção à população

A Defesa Civil gaúcha pede atenção à população e orienta que as pessoas evitem sair de casa se não for necessário. Também é importante estar atento à previsão do tempo e seguir as orientações dos órgãos responsáveis.

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