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Brasil

Ciclone extratropical atinge o Sul do Brasil; entenda os impactos

Fenômeno teve início no sábado 8, e um novo evento deve ocorrer entre segunda-feira 10 e quarta-feira 12

Ciclone Extratropical
As brisas do ciclone extratropical foram relativamente fortes e poderiam ter causado destruição | Foto: Reprodução/Mundo Educação

Na manhã do sábado 8, um ciclone extratropical se formou na Região Sul do Brasil. Embora o recente fenômeno seja menos intenso que o verificado em junho, ainda há motivos para preocupação.

Ontem, as brisas foram relativamente fortes e poderiam ter causado destruição. Existe a possibilidade de alagamentos em áreas urbanas e rurais, inundações, transbordamento de arroios e córregos, quedas de barreiras em rodovias e deslizamentos de terra.

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Em Porto Alegre, por exemplo, algumas regiões observaram um vento médio de 40 a 60 quilômetros por hora. Já em Santa Catarina o vento atingiu de 50 a 70 quilômetros por hora.

O site Earth mostra a dinâmica do ciclone extratropical que atingiu a Região Sul do Brasil. Na sexta-feira, não havia nenhuma espiral de vento em sentido horário. Isso significa a inexistência da formação de um ciclone extratropical. Havia apenas uma área de baixa pressão, com possibilidade alta de chuva intensa.

Ciclone Extratropical
Até sexta-feira, não havia nenhuma espiral de vento em sentido horário | Foto: Reprodução/Earth

O cenário mudou à noite, visto que o campo de vento estava mais intenso — e em sentido horário, o que significa a formação do ciclone. No entanto, o fenômeno já estava distante da costa e não conseguiu provocar estragos.

Ciclone Extratropical
Depois, o cenário mudou e os ventos deram início à formação do ciclone extratropical | Foto: Reprodução/Earth

Mas a preocupação maior não é o vento. Nas primeiras horas do sábado, a chuva é quem castigou a Grande Porto Alegre e o Vale do Rio Pardo.

Em diversas cidades, o volume de chuva ficou entre 50 e 100 milímetros. Esse número foi ainda maior em alguns locais: entre 110 e 150 milímetros.

Qual é a diferença entre o ciclone extratropical deste mês e o do registrado em junho?

Ciclone Extratropical
No fim de junho, Chapecó tornou-se alvo de um ciclone extratropical | Foto: Divulgação/Prefeitura de Chapecó

O ciclone deste mês vai se dividir em dois eventos, com alguns dias de duração — e não como o de junho, que foi único e durou de 24 a 48 horas, conforme a região afetada.

O primeiro evento ocorreu no sábado, enquanto o segundo passará pelo litoral brasileiro entre a segunda-feira 10 e a quarta-feira 12.

Em junho, o ciclone que atingiu o Sul do Brasil passou muito perto da costa, por várias horas seguidas, e impulsionou grandes quantidades de umidade do ar para o continente.

Ao entrar em contato com o relevo da Serra do Mar, essa “rajada” de umidade gerou uma chuva com volumes acima da média.

Desta vez, ocorrerão vários fenômenos. No sábado, por exemplo, houve uma frente fria de baixa pressão. Isso deu início ao ciclone, que se desenvolveu mais longe da costa, a partir da baixa pressão que se moveu de oeste para leste.

O site especializado MetSul informou que a chuva deve castigar a Região Sul do Brasil até as 9 horas deste domingo.

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