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Brasil

Cinco conselheiros da Petrobras pedem que não sejam reconduzidos ao cargo

João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo Cesar de Souza e Silva, Omar Carneiro da Cunha Sobrinho e Leonardo Antonelli não terão o mandato renovado

petrobras combustível
Petrobras: altas após tombos | Foto: Divulgação/Agência Petrobras

Após a troca de comando da Petrobras, cinco integrantes do conselho de administração da estatal pediram formalmente que não sejam reconduzidos a seu cargo na próxima Assembleia-Geral Extraordinária. João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo Cesar de Souza e Silva, Omar Carneiro da Cunha Sobrinho e Leonardo Antonelli anunciaram que não pretendem ter o mandato renovado.

A decisão foi tomada dias após o anúncio da saída de Roberto Castello Branco da presidência da empresa. Ele foi substituído pelo general Joaquim Silva e Luna.

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“Em virtude dos recentes acontecimentos relacionados às alterações na alta administração da Petrobras e os posicionamentos externados pelo representante maior do acionista controlador da mesma, não me sinto na posição de aceitar a recondução de meu nome como conselheiro desta renomada empresa, na qual tive o privilégio de servir nos últimos sete meses”, afirmou Carneiro da Cunha Sobrinho, ex-presidente da Shell, em comunicado.

Leia também: “Petrobras faz novo reajuste no preço dos combustíveis”

Cox Neto e Ziviani, por sua vez, alegaram “problemas pessoais” como justificativa para a decisão de não permanecer no conselho. Já Antonelli foi o primeiro a anunciar que não seria reconduzido ao cargo, por e-mail, na segunda-feira 1º.

Leia mais: ”’Estatal listada em bolsa é anomalia’, diz Paulo Guedes”

O posicionamento de Cunha Sobrinho foi, de fato, o mais contundente. Ele fez elogios à gestão do ex-presidente da Petrobras e ao próprio conselho, que, em sua visão, “se manteve aderente às estratégias devidamente aprovadas e seguindo os mais altos níveis de governança e de conformidade com os estatutos da empresa, e aos mais altos padrões de gestão empresarial”.

“A mudança proposta pelo acionista majoritário, embora amparado nos preceitos societários, não se coaduna com as melhores práticas de gestão, nas quais procuro guiar minha trajetória profissional”, completou.

Com a saída dos conselheiros, cinco novos nomes serão indicados e submetidos à avaliação do Comitê de Pessoas da estatal.

Leia também: “Para que serve a Petrobras”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 49 da Revista Oeste

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6 comentários
  1. Sandro Luis Batista Soares
    Sandro Luis Batista Soares

    Que me nomeiem para uma dessas vagas que aceito. Mas tem que ser remunerado.

  2. Arlete Pacheco
    Arlete Pacheco

    Ninguém é insubstituível! Ninguém é indispensável! Aquilo que um faz outro também pode fazer, quiçá até melhor!

  3. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    Privatiza tudo já – Petrobrás, Cemig, Copasa, Bco do Brasil, Caixa Econômica Federal, etc, etc.

  4. Fabio R
    Fabio R

    Mais uma matéria ao melhor estilo Antas…
    Parem com isso!
    Não assino a revista para ver isso, mas sim uma revista sem sensacionalismo.
    Sabe o nobre Jornalista como acontece na iniciativa privada? Se sim, trace uma comparação e se surpreenda.

  5. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Alguns querem comparar como intervencionista o ato de Bolsonaro como foram nos governos Lula e Dilma, e esquecem que nesses governos, a Petrobras teve tipos como Gabrielli e Bendini na presidência da Petrobras e políticos no Conselho e muita corrupção. Lembro que Lula nomeou João Vaccari Neto tesoureiro do PT, membro do conselho de administração da Itaipu Binacional. Imaginem então quem deve ter passado pelo conselho de administração da Petrobras. Senhores conselheiros demissionários, tenham um pouquinho só de dignidade e ofereçam sugestões ao governo para enfrentar greve de caminhoneiros, inquietos governadores que não reduzem a carga enorme de ICMS s/combustíveis, fiscalização sobre crimes na distribuição e comercialização, e outras falcatruas que poderiam reduzir significativamente o preço nas bombas, e não digam como fez Castelo Branco que “a greve dos caminhoneiros não é preocupação da Petrobras”.

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