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Derrite comemora prisão de líder do PCC

O secretário de Segurança Pública de São Paulo lembra que Alessandra Moja 'curiosamente' recebeu um ministro de Lula

Guilherme Derrite nos tempos em que era deputado federal
Guilherme Derrite é o secretário de Segurança Pública de São Paulo desde janeiro de 2023 | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, comentou nesta segunda-feira, 8, a prisão de Alessandra Moja Cunha, considerada pelo Ministério Público como uma das principais articuladoras de uma facção criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Por meio das redes sociais, o secretário lembrou que a liderança comunitária recentemente recebeu autoridades do governo federal na Favela do Moinho, em São Paulo.

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Derrite comenta prisão

“Essa criminosa que, curiosamente, recebeu um ministro do governo federal em uma ONG que, ao que me parece, é uma ONG de fachada, para articular a visita do presidente da República na comunidade”, afirmou Derrite. “São Paulo, na gestão do governador Tarcísio de Freitas, dá o exemplo de um combate eficaz ao crime organizado.”

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A Operação Sharpe, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com policiais civis e militares, tinha como objetivo cumprir dez mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.

Alessandra, irmã de Leonardo Moja, o Léo do Moinho, que está preso desde o ano passado, foi detida no local na manhã desta segunda-feira.

Atuação comunitária na Favela do Moinho e conexões políticas

Reconhecida na comunidade por organizar eventos e encontros com autoridades, Alessandra ajudou recentemente na visita do presidente Lula à favela, em junho, quando o governo federal anunciou R$ 250 mil para famílias adquirirem imóveis subsidiados em parceria com o Estado.

Ela também já se reuniu com o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, e posou ao lado do deputado federal Guilherme Boulos (Psol). No entanto, o Ministério Público sustenta que, mesmo com a prisão de Léo, Alessandra manteve a liderança das operações criminosas no Moinho, repassando informações sobre o cotidiano da favela e controlando finanças do grupo.

Segundo os promotores, ela é suspeita de exigir pagamentos de propina de moradores interessados em participar do programa habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), autorizando a entrada apenas depois do pagamento da taxa.

Acusações e estratégias de atuação criminosa

As investigações revelam ainda que, usando sua posição à frente da associação, Alessandra organizava protestos contra intervenções policiais e manipulava manifestações legítimas para proteger interesses ilícitos do grupo. Ela também estaria envolvida na lavagem de dinheiro em empresas controladas por Léo e na administração do Ferro-Velho Moinho, enviando informações contábeis ao irmão.

De acordo com o Gaeco, imóveis ligados à família serviam de base para as atividades da organização criminosa, incluindo a residência de Alessandra, de seu filho, um conjunto de oito casas — uma delas ocupada pela mãe de Léo — e o endereço de sua filha Yasmim Moja, que também foi presa nesta segunda-feira sob suspeita de armazenar drogas no local.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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